Para você ver a importância deste assunto: antes de começar este post, dei uma rápida “googlada” procurada no Google para ver se alguém já havia escrito sobre, só encontrei uma notícia do Terra, de 2006.

Este é um assunto que eu gostaria de ter escrito um ou dois anos atrás, quando vi, pela primeira vez, Google ser usado como um verbo – e não como uma ferramenta de busca. Vejo que ainda é um assunto muito atual e cada vez mais comum. Tanto que o vi sendo usado recentemente aqui no Brasil, mesmo com toda a estranheza da sua pronuncia/escrita.

Nos Estados Unidos, to google virou o verbo da moda entre os mais moços (enquanto os avós continuam sugerindo a Enciclopédia Britannica). I googled this, you googled that. Filmes, séries, bate-papos e até palestras e notícias. Mas como “I searched on Google” virou simplesmente“I googled” ? Uma pergunta com uma resposta aparentemente fácil. Podemos facilmente lembrar de marcas que, de tão importante, viraram sinônimo de produto ou categoria. Mas quantas podemos dizer que viraram um verbo? Além do Google, só consigo lembrar da Xerox. Como é difícil dizer “uma fotocópia, por gentileza”. Marcas vitoriosas como Nescau, Leite moça e Gillette invadiram as nossas vidas, mas não o nosso vocabulário.

O meu palpite do que torna uma marca, de tão forte, um verbo é a frequência com que se usa somada à sua importância. Por exemplo:

  • NESCAU: alta frequência de uso + baixa importância
  • XEROX: alta frequência de uso (antigamente) + alta importância

Embora importância seja algo subjetivo, levei em consideração a possibilidade de substituição sem comprometer o benefício. Ou seja, você pode trocar Nescau por Toddy e ainda continuará bebendo um achocolatado. O mesmo não acontece com a Xerox, uma vez que a marca detém boa parte do mercado há décadas e procurar por um substituto não seria nada prático.

Usamos o Google incontáveis vezes durante o dia. Ele não é um sistema de busca qualquer. Quando você o usa, não procura em um sistema de busca qualquer, você procura no melhor. E quando se usa o melhor, você o nomeia. Você dirige um BMW, bebe um Johnnie, fuma um Carlton, veste uma Forum, mas não busca no Google, simplesmente “googla”.”