Independente de qual seja o objetivo para o cliente anunciar, ele vai querer saber duas coisas: se as pessoas viram e se elas se lembraram do que viram (recall). No caso da internet, inclua uma nova pergunta: se elas clicaram. Saber disso ajuda a avaliar o resultado das ações e a balizar investimentos futuros. Por isso, quanto mais informações você tiver, melhor.
Apesar de métrica ser um termo relativamente novo (ficou popular com a internet), há décadas a indústria publicitária utiliza o recall como um forte índice de avaliação de uma peça publicitária. O raciocínio é que quanto mais tempo o consumidor lembrar do comercial, melhor a propaganda é, e mais propenso ele estará a comprar a marca.
A popularização das métricas se deve à facilidade com que a propaganda online pode ser mensurada. Pela primeira vez em décadas, o resultado de uma campanha pode ser tabulada em uma planilha de Excel e entregue ao cliente. Vale ressaltar que sucesso depende do objetivo que se queira alcançar, e propaganda sempre terá fortes fatores emocionais e subjetivos envolvidos. Dito isso, ainda assim, números são importantes quando bem interpretados e ajudam as empresas a terem maior confiança na hora de investir.
Mas ao provarmos que tal canal de comunicação recebe mais clicks ou mais visualizações ou tem maior índice de recall significa dizer que é melhor que os outros?
Converter propaganda em resultado sempre foi algo complexo, é preciso planejar, analisar, mas também tentar. Tentar diferentes mídias, estratégias e ideias. Neste post, vou me ater ao analisar e quero você termine este post refletindo que, no marketing, nada é absoluto.
Com os smartphones ficando tão populares, não demorou para os anúncios dominarem a telinha. E celular não é como uma tela de computador, muito menos como o rodapé de um jornal, ela é limitada o suficiente para não conseguirmos evitar os banners e links. Resultado disso: índices altíssimos de recall e awareness.
Segundo uma pesquisa inglesa, 88% disseram ignorar propaganda em aplicativos (eu sou um). Apesar disso, 80% das pessoas notam elas e 17% disseram lembrar dos anúncios dos aplicativos que usam diariamente. Quando perguntados se eles acham justo inserir banners em apps gratuitos, apenas 5% disseram que sim. Fato: as pessoas não gostam de propaganda, elas apenas toleram. Fato 2: as pessoas não gostam de propaganda porque a maioria delas são chatas.
Chato mesmo é propaganda via SMS. Chega mensagem no seu celular e você sai correndo para ver que é… a promoção do Faustão ou da operadora lhe lembrando de algum “benefício”. 53% dos britânicos deletam praticamente sem ler. Mas isso não é culpa do SMS, o retorno dessa mídia é realmente baixo: 6% para links em um e-mail, 4% para anúncios em sites, 3% para anúncios em aplicativos e 2% via mensagens. E quantas pessoas compraram algo a partir desses links? 1%.
Agora vamos para outra mídia que está bombando no meio digital: vídeos. Há cerca de 2 semanas, qualquer vídeo do YouTube que você assistisse, exibia um comercial de 15 ou 30 segundos de uma marca de shampoo. Os americanos chamam esse tipo de mídia de pre-roll, mid-roll ou post-roll (antes, durante ou depois do vídeo). Uma pesquisa do Yahoo! descobriu que esse tipo de mídia é a que gera maior recall do público nesse tipo de site. Ou seja, se uma pessoa está assistindo um vídeo, usar qualquer outro formato não trará tanto retorno.
No entanto, apesar das pessoas lembrarem mais da marca vendo comercial online durante um vídeo, ela não gera ação (6%). Para isso, o banner expandido com vídeo é melhor (21%), além de ser o que mais ajuda as pessoas na tomada de decisão.
O que eu quero mostrar com isso é que não existe mídia perfeita. E eu utilizei dois dos maiores fenômenos digitais da atualidade, imagine na mídia tradicional. Números podem ser tendenciosos — e complicados –, por isso é preciso saber o que olhar e como olhar na hora de decidir em que investir.



#2 Patrocínio de seção
#7 Links patrocinados
Coloque-se no seu lugar. Se você quer criar uma relação próxima com a pessoa (e esse é o maior benefício do e-mail), é preciso deixar claro quem você é. Eu nunca tinha visto 5 peças em 1 e-mail só! Resista à tentação de fazer parte daquele super-mailing, não há nada pior do que a sensação de ser “só mais um”. Isso gera confusão, não cria o menor vínculo com a pessoa que recebe e todos saem prejudicados. Então, se você quer enviar um e-mail marketing, comece sendo você mesmo e criando seus próprios amigos.
Dave Robinson, VP de marketing da 







