Você está em ‘vida de publicitário’

Eu sou bastante convicto de que você precisa estar sozinho para criar algo realmente criativo. Opiniões e críticas foras de hora — pra não falar das sem fundamento — são um problema na publicidade e, principalmente, para a criatividade. Se todo mundo opinar no seu trabalho, ele não vai ficar melhor, acredite, vai ficar pior. O momento ideal para ouvir o que as pessoas têm a dizer é antes de começar a criar, caso contrário, sua idéia nascerá sem pé, sem cabeça, ou sem ambos. O resultado desses “pitacos” durante a formação da idéia é o que eu chamo de Frankenstein, ou “franks” para os íntimos.

Filmes têm apenas um roteirista e um diretor. Imagine o caos que seria um filme sendo escrito e dirigido por 4 ou 5 pessoas… As séries de TV possuem vários roteiristas, porém cada um escreve episódios inteiros, raramente em dupla. Uma boa receita culinária é criada a partir de experiências solitárias de um chef, escolhendo e combinando vários ingredientes.

Assim como os diretores de cinema, TV, roteiristas e chefes de cozinha, publicitários vivem de insights, intuição, desgastes e um terceiro ingrediente fundamental, a coragem. Ela é extremamente necessária para tornar os seus insights realidade. Só depois da idéia ter nascido saudável e bem formada, chega a hora de ouvir opiniões e é nessa hora que você deve rezar para alguém — com critérios — dizer “sim”, “não” ou “muda só aquela fonte ali”…

1. Ser desenvolvida por um comitê. Muita gente trabalhando na mesma idéia nunca sai uma idéia, sai um monstro.

2. Ter críticos e aprovadores que não entendem marketing.

3. Criar peças que satisfaçam você, não o cliente.

4. Usar linguagem difícil. Soa bem, mas não diz nada.

5. Enfiar quantos benefícios forem possíveis dentro de uma anúncio (clientes matutas de agências geralmente pedem isso).

6. Revisar a linguagem emocional para deixá-lo mais literal. (outra características de clientes matutas.)

7. Focar-se em alcance contra frequência.

8. Achar que B2B é bem diferente de se comunicar com o consumidor e que, portanto, tem que ser factual e informativa, não emocional. Não esqueça, quem toma as decisões também são humanos. E humanos são guiados tanto pela cabeça quanto pelo coração. Uma pesquisa de 1996 estudou compradores de 10 grandes empresas demonstrou que fatores pessoais e emocionais superam — e muito — os racionais na hora da escola.

9. Jingles. Use apenas se eles forem muito, muito bons (e a maioria não são). Jingles prejudicam a mensagem da marca.

10. Testemunhais com celebridades tendem a parecer falsos.

11. Novos gerentes de marketing, com a necessidade de “deixar a sua marca”, trocam de agência e criam uma campanha totalmente nova — não importando se a anterior estava funcionando ou não.

Via: Branding Strategy Insider

Obrigado, Lilian! Vou fazer um stick disso e sair colando pelas agências afora.