Você está em ‘vida corporativa’

Por Liz Ryan, ex-executiva de RH da Fortune 500, palestrante, articulista da BusinessWeek e autora do livro Happy About Online Networking. Liz ensina executivos a atrair e reter os mais talentosos profissionais dentro das empresas.

É  aceitável bloquear YouTube na empresa já que ele consome bastante tráfego da internet. Um e-mail recente que eu recebi de um funcionário mostra a paranóia organizacional que as empresas sofrem: ele havia acabado de saber de seu chefe que LinkedIn era bloqueado naquela empresa.

Conselho geral: seres-humanos trabalham na sua empresa, não robôs ou replicadores. As pessoas têm vidas, marcas, relações fora do escritório, e essas complexidades humanas irão provavelmente mais ajudar seu o negócio do que prejudica-lo.

O que fazer: trate as pessoas como bebês apenas se você quiser que elas ajam como bebês. As demais pessoas, deixe com que elas atualizem seu LinkedIn, Facebook e Twitter da forma apropriada, e se elas não estiverem dando conta do trabalho, resolva o problema caso a caso.

Fonte

Todos os anos, mais 700 mil jovens entram no mercado de trabalho para disputar 2 milhões de empregos — isso quando a economia vai bem, como 2010. A batalha pelo emprego ideal é tão selvagem que ou você está desempregado (8% da população) ou está infeliz. Uma pesquisa já antiga, de 2006, apontou que 42% das pessoas estão insatisfeitas com seu trabalho, e isso é ainda pior nas empresas de pequeno porte, 71%.

Em outras palavras, conquistar o emprego ideal é quase como topar com uma maleta cheia de dólares. Exceto pelo fato que depende de você, não de sorte.

O que você está fazendo para conquistar essa preciosidade?

Milhares de jovens profissionais se inscrevem, todos os anos, em programas de trainee para concorrer a uma quantidade vagas que não enche sequer um auditório. Pior do que concurso público e o vestibular da FUVEST, é se tornar trainee em  uma grande empresa brasileira.

Obviamente, algumas pessoas não são tão ambiciosas assim. Mas até as menos ambiciosas desejam obter sucesso no que faz. Ser o melhor, inspirar outras, ser reconhecido, ter o maior salário, trabalhar no que gosta.

O que você está fazendo para ser um sucesso?

Você lê bastante? Viaja para lugares diferentes? Fica até mais tarde no trabalho para eliminar as pendências?  Mudaria de cidade em busca do seu sonho? Não tem medo de fazer o que os outros nunca fizeram? Tem um blog? Não tem, mas lê vários? Fala pelo menos  um idioma fluente? Dois?

Gosta de aprender coisas novas só pela curiosidade? É inteligente, mais do que isso, possui a tal inteligência emocional que tanto se fala? Você é uma pessoa chata, crítica e nunca distrata ninguém? Reconhece a ideia dos outros? É amigo de todos ou adora uma fofoca e acaba gastando seu tempo com esses venenos organizacionais?

Carlos Domingos falou em seu livro que os melhores talentos são imprevisíveis, impacientes e inquietos. Uma coisa eu tenho certeza, pessoas talentosas não são como todo mundo, não são pessoas comuns.

As pessoas mais bem-sucedidas do mundo são pessoas interessantes com algo a ensinar e muita vontade de aprender. Só se contentam com o melhor e nunca ficam no mesmo lugar fazendo a mesma coisa por muito tempo. Essas pessoas querem o mudar o mundo, mas se satisfazem se conseguirem mudar processos, pessoas, a empresa ou o cliente.

O sucesso requer um esforço gigante, contínuo, e a maioria das pessoas mal fazem o básico. Pessoas assim acabam eventualmente reclamando por não conseguir uma promoção, por estar com o mesmo salário há anos, botam a culpa no “queridinho do chefe” e justificam com a falta de tempo ou dinheiro por seu currículo estar ultrapassado.

“Mas eu não tenho tempo mesmo!” (Ou dinheiro)

Essa é a desculpa mais comum do mundo. Bem, a melhor resposta para esta desculpa eu li do Leo Babauta: Você é responsável pela sua vida!

Se você  não tiver tempo pra começar um projeto particular, fazer um curso, escrever ou qualquer outra coisa que pode fazer você um profissional melhor… Ok! Essa é a sua vida. Enquanto isso tem gente dormindo 5h por dia, chegando do curso as 23h. Trabalhando aos sábados. Morando longe da família. Estudando para provas de trainee. Lendo mais de 5 livros por ano. Resumindo, tem muita gente querendo ser uma pessoa melhor. Se você acha que já é bom o suficiente ou não tem tempo, tudo bem, talvez você não mereça o sucesso.

Assistindo uma entrevista do Fernando Dolabela no Manhatan Connection do último domingo, achei interessante abordar este tema inédito aqui no blog,  empreendedorismo interno, ou intrapreneurship.

Procurei em uns materiais e achei os 10 mandamentos do empreendedor interno. Vale a pena ler.

  1. Vá ao trabalho cada dia preparado para ser demitido.
  2. Contorne qualquer ordem que objetive interromper seu sonho.
  3. Se preciso, “carregue pianos” em seu projeto.
  4. Gaste muita saliva e sola de sapatos.
  5. Siga sua intuição sobre o pessoal, use apoio e trabalhe somente com os melhores.
  6. Não divulgue seus projetos. A publicidade atrai céticos, descrentes e resistentes.
  7. Nunca aposte numa corrida a menos que esteja participando dela.
  8. Lembre-se que é mais fácil pedir desculpas pelo insucesso do que permissão para tentar algo novo.
  9. Tenha metas ambiciosas, mas seja realista quanto aos meios que dispõe.
  10. Seja leal com todos. Não há conflito entre realização e consciência tranquila.

[Extraído do livro Intrapreneuring - Por que você não precisa deixar a organização para ser um empreendedor, de Gifford Pinchot III]

Com certeza, todo leitor deste blog já se deparou com ao menos uma pessoa assim ao longo de sua vida. Que dureza hein? Eles realmente testam a nossa paciência ao extremo.

Pessoas cuja a única função parece ser atrapalhar você. Dizer “esquerda” quando você dobra a direita, internet quando você diz TV, branco quando você prefere preto. E não é só questão de “preferir”, essas pessoas realmente se esforçam para lhe convencer e usam qualquer resquício de um fato para provar sua hipótese.

Pois bem, o Scott Adams parece ter encontrado a solução para lidar com pessoas assim. Como ele mesmo exemplificou, esse é o tipo de pessoa que quando você diz que o céu é azul, ela lhe diz que essa é apenas a forma que o nosso cérebro percebe. Se você está diante de uma “pessoa contrária”, como ele chama, que ao ser proposto uma nova ideia diz “isso não pode ser feito”, então você precisa tentar essa técnica.

Tudo está na maneira como a gente se expressa. Uma coisa é dizer “você não quer ir àquela inauguração, né?” e outra é dizer “você quer ir àquela inauguração?”. A diferença sutil na construção das frases muda a nossa forma de agir ou pensar. É exatamente essa tática que você tem que usar diante de uma “pessoa contrária”.

Scott relata uma  negociação que certa vez teve com um “contrário”, depois do décimo encontro sem sucesso ele mudou de estratégia. Não importa qual pergunta fosse feita, o contrário sempre respondia que não dava. Scott então mudou sua abordagem e disse o seguinte: “a pesquisa de mercado disse que as pessoas querem X, mas isso é obviamente caro demais pra ser implementado, isso se não for impossível. Então me dê logo um não e eu posso descartar essa péssima ideia”.

O “contrário”, como sempre, discordou e provou que Scott estava errado. O produto X virou realidade e a pessoa que discordava de tudo, no fim, concordou com Scott. Ele só nunca soube disso.

Quem nunca conheceu um profissional assim?

Aceitando uma nova ideiaTodos vocês, provavelmente, já leram pelo menos um artigo sobre resistência a novas ideias, principalmente ideias revolucionantes. Esse é um assunto quase que básico quando se trata de inovação.

O blog Sandbox extraiu uma imagem do livro “What a Great Idea 2.0 - Unlocking Your Creativity in Business and in Life” (nova edição do livro Grande Ideia!, publicado em 1993 aqui no Brasil). A imagem mostra uma analogia interessante sobre as etapas para se aceitar uma nova ideia — algo tão difícil para algumas pessoas.

A analogia é poderosamente simples. Para “destravar” uma nova ideia e, assim, poder utilizá-la, é necessário passar por 5 travas. Mesmo que você destrave 4, a ideia continuará impraticável. Pode parecer simples, bobo e fácil, mas por vezes algo tão pequeno nos toma tanto tempo, ficamos a um passo de alcançar o nosso objetivo, mas com uma parede na nossa frente. Destravar uma (ou seja, provar o contrário) não basta. É tudo ou nada quando se trata de uma ideia.

Expressao corporal - Braços meio-cruzados Você fala bem, tem ótimas ideias, é constantemente elogiado pelos seus projetos, mas tem uma coisa que pode prejudicar tudo isso de uma tacada só. O seu corpo. Mais especificamente como reage diante de reuniões, entrevistas de emprego e almoços de negócios. Como é quase imperceptível (pra você) acaba deixando uma impressão negativa sem você nem saber o porquê. E isso é ainda mais desafiador para as mulheres.

De acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, leva 4 minutos pra uma pessoa formar a primeira impressão,  55% dela é com base na linguagem corporal, 38% no tom de voz e apenas 7% nas palavras em si. Em outras palavras, é melhor você se comportar adequadamente em uma entrevista de emprego do que parecer o sabe-tudo.

Jeannine Fallon, diretora executiva de comunicação corporativa da Edmunds, relatou a Forbes um exemplo muito interessante. Quando trabalhava na Volvo, Jean participou de um curso chamado “Mulheres sem limites”. Na ocasião, ela aprendeu que as mulheres tendem a sentar muito próximas da mesa numa reunião e organizar seu material, enquanto os homens sentam mais distantes, deixam seus papéis desorganizados, cruzam as pernas e colocam os braços atrás da cabeça. “Foi impressionante ver a relação entre espaço e dominância. O resultado disso? Nunca mais sentei tão próxima da mesa”, disse a executiva

Os 7 deslizes mais comuns da linguagem corporal:
1. Sorrir muito
2. Aperto de mão fraco
3. Roupas inadequadas
4. Balançar com frequência a cabeça em sinal de positivo
5. Braços parcialmente cruzados. (Mulheres, não façam isso!)
6. Mexer no cabelo e jóias. (também para mulheres, evitem.)
7. Minimização (lembre-se da mulher na mesa de reuniões)

Segundo a Forbes, a especialista em comunicação não-verbal Carol Kinsey explica porque mulheres devem ter ainda mais cuidado com a linguagem corporal: “Mulheres são muito mais expressivas que os homens. Eles  são mais cínicos, e nos deixam loucas porque não podemos saber o que está acontecendo. Como continuamos falando e não vemos nenhuma reação, então começamos a entrar em pânico e exagerar.” Respirar fundo e treinar diante do espelho é o que se deve fazer pra combater as gafes. Apertar os dedos e as mãos também ajuda a aliviar a tensão.

Como no caso de homens e mulheres à mesa, será que é possível decifrar outras expressões corporais? Nosso cérebro decifra essas expressões inconscientemente, mas tornar algumas delas “conscientes”,  pode nos render algumas vantagens. A seguir algumas expressões corporais comuns e como o cérebro as interpreta, segundo alguns estudos já demonstraram. Todo cuidado é pouco, mas não precisa virar um robô.

  • Balançar a cabeça positivamente pode ser mal interpretado como submissão.
  • Colocar as mãos sobre as pernas ou debaixo da mesa transmite desconfiança. Herança, talvez, da idade antiga quando homens precisavam mostrar a palma das mãos e deixar claro que estavam desarmados.
  • Cruzar as pernas pode ser sinal de resistência
  • Sorrir demais demonstra pouca seriedade

Pode ser que você não tenha sentido o fantasma da crise ou já tenha superado. Talvez sua empresa faça parte do invejável grupo que não para de crescer e crise não seja uma palavra que a amedronte. Em qualquer caso, você e sua empresa enfrentarão uma crise algum dia. Esteja preparado.

Aqui estão 42 dicas —a peso de ouro— que Tom Peters apresentou em sua palestra na ExpoGestão, sexta-feira passada em Joinville. Essas dicas nada mais são que um super resumo de uma seção do seu blog chamada “Success Tips” e que já virou um grande e-book, e hoje está na de número 175 (infelizmente, só em inglês).

  1. Chegue cedo.
  2. Saia tarde.
  3. Trabalhe mais.
  4. Você deve trabalhar de forma satisfatória ganhando menos; e mais, aprenda a lidar com situações desagradáveis com um sorriso—mesmo que isso lhe mate por dentro.
  5. Ofereça-se para fazer mais.
  6. Você vai mais longe que os outros e sempre leva boas atitudes para o trabalho.
  7. Você literalmente pratica o “cara-a-cara” no espelho todas as manhãs, e no meio das tardes.
  8. Você finge se suas boas atitudes cessarem.
  9. Você dá um novo sentido às ideias e pratica intensamente a “gestão transparente”.
  10. Você cuida de você mais que o normal e encoraja as pessoas a fazerem o mesmo — bem-estar físico contribui para o bem-estar mental e a resposta ao estresse.
  11. Você não se preocupa com a merda desmoronando barranco abaixo em sua direção, ao invés, compra uma pá e uma capa de chuva no Mercado Livre.
  12. Tente esquecer “os velhos tempos”—nostalgia é auto-destrutiva.
  13. Você se anima pensando “isto vai passar”—mas você se lembra que isso pode não passar logo, então você se dedica a dar o seu melhor com o que você tem agora.
  14. Você usa o telefone e usa um pouco mais — sem mantém em contato com todos amigavelmente.
  15. Você frequentemente cria pausas na sua rotina, incluindo algumas “estranhas”— essas pausas combatem a apatia e trazem novas perspectivas.
  16. Você evita todos os tipos de excesso pessoal.
  17. Você simplifica.
  18. Você trabalha os detalhes como nunca antes.
  19. Você trabalha os detalhes como nunca antes.
  20. Você trabalha os detalhes como nunca antes.
  21. Você constrói e mantém a todo custo os seus padrões de excelência, os quais serão a melhor forma de avaliar o seu desempenho.
  22. Você fica louco quando tem que responder ao menor erro.
  23. Você encontra maneiras de se cercar por pessoas jovens e mantê-los por perto—eles têm maior probabilidade de não ser membros da escola “salve-se quem puder!” [mais corajosos e otimistas].
  24. Aprenda coisas novas do seu trabalho.
  25. Você deve se lembrar que isso não é “só mais  um”, é a última prova do ano.
  26. Pratique network como uma fera.
  27. Pratique network dentro da empresa—pra conhecer mais as pessoas que fazem o verdadeiro trabalho.
  28. Pratique network fora da empresa—pra conhecer mais as pessoas que fazem o verdadeiro trabalho de relacionamento com o cliente.
  29. Agradeça aos outros pela sobrecarga se boas coisas acontecerem—e assuma todo o peso se coisas ruins acontecerem.
  30. Você deve ser gentil, mas não engula ou esconda a verdade—pessoas conseguem aceitar uma verdade desagradável, mas não perdoam omissões.
  31. Você deve tratar pequenos sucessos como se fossem finais de campeonato—e comemorar dessa forma.
  32. Você ignora as perdas (não ligue para o que está acontecendo na sua barriga), volte logo para a posição e tente de novo imediatamente.
  33. Você evita pessoas negativas a todo custo—contaminação mata.
  34. Você dá um novo significado à palavra “reflexão”.
  35. Você não destina uma verba fixa para flores. “Vistosas e coloridas” basta.
  36. Você redobra, retriplica seus esforços de “se colocar no lugar do cliente”. (Especialmente quando a coisa estiver feia.)
  37. Você cuida dos seus modos —e aceita a falta de modos dos outros para evitar conflitos.
  38. Trate todo mundo bem.
  39. Deixe seus sapatos brilhando.
  40. Deixe os problemas na porta do escritório.
  41. Torne-se um exemplo para os outros em finanças pessoais.
  42. Agora você reza.