Você está em ‘Twitter & marketing’

Confesso que às vezes fico saturado de ouvir falar em social media. No meio de tanta informação, fica difícil achar conteúdo consistente sobre como utilizar essas ferramentas para aumentar vendas, fortalecer marcas e estreitar laços com o consumidor. Segundo o iStrategy, empresas que investiram em redes sociais em 2009, aumentaram suas vendas em até 18% contra -6% da média do mercado.

No começo do boom das redes sociais –que começou lá nos Estados Unidos com o Facebook e depois explodiu com o Twitter–, os cases que tínhamos eram de micro e pequenas empresas que alavancaram suas vendas conquistando fãs através da internet. Isso porque pequenas empresas são mais ágeis, flexíveis e possuem verba limitadíssima de marketing. Podem experimentar mais e podem levar ideias à prática muito mais rápido que as grandes. Demorou algum tempo até que empresas maiores enxergassem esses canais como mídia — fato acelerado em função da crise econômica.

É raro, mas sempre que vejo cases ou dicas interessantes sobre social media & marketing procuro comentar aqui no Pequeno Guru. É o caso deste post e o objetivo da conferência iStrategy 2010 que acontecerá no 2º semestre em quatro cidades diferentes ao redor do mundo, onde os executivos de marketing mais poderosos do planeta explicarão o que suas empresas estão fazendo nas mídias sociais. Além de abordar outros assuntos como tendências de consumo, mensuração de capital social, criação e aplicação de novas formas de comunicação e como levar os internautas para sua loja.

Mas como as maiores empresas do mundo estão se comportando na internet? Afinal, rede social é coisa de empresa pequena ou as grandes, mesmo com suas verbas astronômicas de marketing, também podem obter bons resultados? O blog do iStrategy fez um panorama utilizando como base as 100 maiores empresas da lista da Fortune. [A título de curiosidade, apenas 3 empresas estão na América Latina, 48 na Europa, 29 nos EUA e 20 na Ásia.]

  • Das 100 maiores empresas, 33% possuem blog corporativo
  • 50% possuem canal no YouTube
  • 54% tem página no Facebook
  • 65% estão no Twitter
  • Empresas americanas são as que mais utilizam (exceto blogs)
  • Empresas asiáticas são as que menos utilizam (exceto blogs)
  • O canal preferido das empresas asiáticas são definitivamente os blogs
  • 21 empresas não utilizam nenhuma das ferramentas citadas
  • 20 empresas utilizam todas as quatro
  • Média de postagens: 27 tweets, 10 videos por mês, 3 posts por semana no Facebook e 7 por mês no blog

Com base nesses dados, percebemos que o Twitter é a ferramenta mais utilizada entre todas as redes sociais. Em um comportamento muito semelhante aos das pequenas empresas  1 ou 2 anos atrás. Mas se antes isso poderia ser encarado como “modinha” ou perda de tempo, ficou evidente de que essas ferramentas vieram pra ficar seja de que tamanho for a empresa.

Se você tem lido publicações especializadas em negócios e marketing nos últimos 2 anos,  já está convencido do poder do Twitter para o seu produto, serviço, marca ou sua carreira. Todos as principais revistas, jornais e portais vêm dedicando bastante espaço para esse fenômeno da internet; atraindo executivos do alto escalão das empresas a criarem  uma conta. De Bill Gates a Richard Branson passando por Eric Schmidt. Além disso, milhares de blogueiros e micro empresas descobriram no Twitter uma ferramenta única de relacionamento e prospecção de clientes.

Selecionei as 33 melhores dicas para se tirar o máximo dessa ferramenta sem erros. Elas estão separadas por categoria: geral (para todos), empresas (twitter de marca ou produto) e pessoal. Todas as dicas foram extraídas do Powerpoint “140 Twitter Marketing Tips”.

- A cada tweet você dá às pessoas duas opções: retweet ou unfollow. @claymabbitt

- Lembre-se que tweet significa piar, não cacarejar.

- @Arsene333 Pense no Twitter como sua própria campanha de relações públicas.

- Você não vai entender social media até você usar. @VisitFingerLake

- Twitter é um grande crivo. CEOs, gurus e pessoas comuns todos têm que dar o melhor de si em 140 caracteres. @karamartens

- Não planeje demais nem teste demais. Apenas faça e veja se funciona. @tushin

- Todos tweets são lidos – não apenas os sobre sua marca ou marketing. Tenha cuidado com o que você diz!

- NÃO FIQUE PRESO! Fale com as pessoas que gastam tempo mencionando você, seguindo você ou mandando direct message pra você.

- @sarahebuckner: Fico louca quando as pessoas passam horas sem postar e então postam 9 vezes seguidas. Se fizer isso com frequência, eu paro de seguir.

- @Arsene333: Antes de você clicar em enviar pergunte a si mesmo: “eu seguiria essa pessoa com base neste único tweet?” Se for sim, clique enviar.

- @jecates Seguir milhares de pessoas esperando receber mais atenção é mais provável que você seja bloqueado do que seguido.

- Não apenas fale sobre seu produto, fale sobre sua expertise e fale sobre isso com os consumidores e potenciais consumidores.

- @MoxieMarketing crie uma estratégia antes de pular no Twitter. O que você quer com isso? Quem você quer alcançar?

- @KevinEikenberry Os 3 P’s do mkt no Twitter é ser Provocativo, Proporcionar valor e, o mais importante, Pessoal.

- Ater-se a mensagens é perigoso. Aprenda a se adaptar e ouça o que eles estão falando sobre seu produto/serviço.

- @LindsayManfredi Twitter se trata de construir relacionamento e confiança. Use-o de forma inteligente e as pessoas entenderão isso. Por favor, não tente me vender nada.

- @JustShireen Fale. Intereaja, responda. Isso deveria ser uma conversa, não discurso de vendas.

- Colocar um nome de verdade e um rosto permite consumidores associarem a sua marca ao nível pessoal.

- @LisaMarieDias tenha em mente; mesmo que você não tenha uma multidão de seguidores, com um único tweet você está enviando para a gigantesca rede.

- @hendrylee A experiência nos disse que os primeiros a adotarem uma tecnologia em marketing conquistam uma vantagem injusta sobre os outros que chegam depois.

- Lembre-se que Twitter é comunicação, não marketing. Foque-se em agregar valor à conversa, não vender algo pra alguém.

- Twitter é tão bom quanto as pessoas que você segue.  @lookwebdesign

- Você é a marca!!! Ninguém mais. Você está se vendendo como pessoa e mostrando que vale à pena ser seguido.

- @jacobm Exclua as pessoas que você segue se eles não acrescentarem nada a você.

- Sério, eu realmente não estou nem aí pro que você almoçou hoje. Mas eu gostaria de saber sobre seu momento de inspiração quando cria algo @jennypratt

- @jacobm Siga pessoas que VOCÊ acha interessante, não siga apenas porque todo mundo acha.

- Se alguém que você conhece tem ótimas novidades (ex: ser promovido), mas é modesto demais pra twittar sobre, considere você mesmo twittar a novidade. @appellatelaw

- @KristieKreation Não apenas retweet, poste links e citações!! Não deixe de estimular conversas para que os outros conheçam um pouco de você.

- @FranchiseKing Tweet um press-release recente seu ou post do seu blog por dia, misture com outros links úteis, artigos relevantes e blog posts.

- Twitter funciona melhor quando integrado. Use para complementar blogs e outras redes sociais.

- @bnyquist Nunca ou pelo menos não constantemente mude seu avatar, é uma das únicas coisas que garante consistência à sua marca online.

- Choque os outros com sua honestidade. Geralmente, ao menos uma pessoa se identificará com ela.

- @makingcjc Aprenda como RT, isso não apenas lhe manterá ativo, mas faz as outras pessoas saberem o que você acha interessante.

Continuando a onda dos 5 (se vocês notaram os últimos posts), volto depois de algum tempo a um tema que me agrada: twitter e pequenas empresas. Junto com blogs, o Twitter é uma extraordinária forma de se relacionar com clientes — e futuros clientes. Claro, se usado da forma correta, caso contrário, pode soar falso e passar a sensação de que você só está no Twitter porque todos estão.

Cinco pequenos erros que muitas empresas estão cometendo no Twitter:

  1. A página não é customizada. Comece pelo Twitter a mostrar que você não é como todos os outros.
  2. Não segue ninguém. Você diz que tem o foco no cliente, mas empresas que não seguem ninguém (ou seguem poucos) passam imagem de arrogantes.
  3. Falando sozinho. Twitter pode não ser um chat, mas ainda é um meio de se conectar com as pessoas. Responda perguntas, agradeça, comente. Qual o propósito de usar social media e manter a velha comunicação de uma via só da propaganda tradicional?
  4. Pouca informação. Não adianta ter Twitter se não for pra twittar. Ao contrário do Twitter pessoal, o da empresa deve funcionar com uma ponte entre o virtual e o real.  Além de informações úteis, é preciso das informações básicas como endereço, site, qualquer coisa.
  5. Nenhum benefício. O que as pessoas ganham por te seguir? Dê brindes, descontos, ofertas especiais. Não espere que as pessoas sigam sua empresa sem que você dê motivos para isso.

Via Contrapaul

Jack Welch, um dos mais admirados executivos do século XX, e sua esposa Suzy Welch escrevem a coluna The Welch Way para a Business Week e, através do NY Times, chegam a 45 jornais ao redor do mundo. Suzy é jornalista, escritora, ex-consultora de negócios, e tem MBA pela Harvard Business School, onde terminou o curso com a distinção máxima da instituição. Também escreveu pra Harvard Business School Review.

Suzy e Jack Welch Você sabe que está fazendo algo estranho e novo —ou ao menos novo— quando entra em um aglomerado social, começa a usar e então escuta: “Por que você perde seu tempo nessa bobagem?”. E é assim que acontece com o Twitter, a rede social mágica que nós dois recentemente adotamos com um certo grau de entusiasmo, o que surpreendeu nossos amigos, família e, de certa forma, nós mesmos.

Mas o fato é, nos últimos meses, nós começamos a amar o Twitter. Não estamos dizendo que isso vai transformar a humanidade —como alguns entusiastas podem dizer—, mas nós certamente entendemos sua incipiente capacidade. De fato, se o Twitter continuar se expandindo nessa velocidade, poderá se tornar um valioso caminho para as empresas ajudarem as suas marcas a atingirem microgrupos de consumidores, além de ser uma outra maneira dos gestores interagirem com as pessoas e vice-versa.

Mas o potencial de negócios do Twitter não explica porque nós escrevemos mensagens de 140 caracteres com tanta frequência. Ok, umas três ou quatro vezes por dia.

Nós twitamos porque não conseguimos nos controlar.

Por quê? Bem, não pela razão que pensávamos a princípio. De fato, um de nós (@suzywelch, na gíria), começou a twittar pelos velhos motivos do marketing. Ela tinha um livro prestes a ser lançado, e todo mundo que a conhecia insistia: “redes sociais é onde as coisas estão acontecendo.”

Isso se confirmou como um excelente conselho. Acessibilidade, informação e o alcance do Twitter possibilitou várias grandes entrevistas (maioria com blogueiros), atraindo multidões nos eventos de autógrafos. disseminando dúzias de resenhas, gerando tráfego pro site e, o melhor de tudo, criando uma gostosa e entusiasmada comunidade de leitores do livro.

No final das contas, @suzywelch se tornou a catalisadora (leia: fanática) para @jack_welch aderir ao Twitter também, apesar das palavras: “eu não entendo esta coisa.”

Em 24 horas, ele entendeu. Toda vez que ele opina sobre o Red Sox ou Celtics [times de beisebol e basquete], dúzias de torcedores opinam de volta. O mesmo acontece com política e negócios, sucitando fascinantes minidebates sobre tudo; da política econômica de Obama aos problemas da cidade de Detroit.

Twitter, em essência, permite que você faça parte de um grande coquetel cheio de um civilizado e diversificado “barulho”. Alguma coisa do que você irá ler ou dizer será fútil. Mas o barulho também irá provocar, informar e engajar você de uma forma e em uma quantidade que não se pode reproduzir offline.

O melhor de tudo para nós é que o Twitter ajuda a testar —e melhorar— ideias.

Sem levar em consideração o Twitter como uma ferramenta de trabalho, qualquer chefe vivo teria o direito de ficar irritado com a quantidade de tempo que gastamos com o nosso novo brinquedo. Escrever esta coluna [na Business Week] demorou o dobro do que deveria porque nós tínhamos que ficar de olho na reação das pessoas sobre a pergunta “o que existe de tão maravilhoso no Twitter?”

As respostas vieram do jeito Twitter de ser: rápidas e furiosas. “Porque é divertido”, “pra me sentir mais conectado neste mundo disconectado“, “pra me comunicar com a equipe.”

Todos são bons motivos, claro. Mas no  nosso ponto-de-vista, outra resposta ressoou mais. “Eu tenho tentado explicar porque eu twito, + o melhor que consegui foi: comece a twitar vc msm e descobrirá.” Isso foi o que aconteceu conosco.

Artigo traduzido do orginal: “Why We Tweet”

twitter_goldVocê é uma daquelas pessoas que olha torto pro Twitter? Eu posso dizer que entendo, costumava fazer parte desse clube; mas está na hora de você pensar a respeito.

Alguns meses atrás, eu comecei a usar o Twitter (@pequenoguru) porque vi a oportunidade de complementar o blog utilizando conceito básico de microblogging —dando dicas de links e expondo comentários sucintos. Eu realmente utilizo a ferramenta como um “blog rápido”. Portanto, se você costuma ler este blog, deveria ler o micro-blog também.

Eu asseguro que você não verá conteúdo repetido —o que posto lá dificilmente posto aqui e vice-versa—nem bobagens da minha vida pessoal. Como eu disse, utilizo a ferramenta como complemento do blog e, embora, me considere mais “livre” lá (falo de música, por exemplo), tento fazer de cada tweet algo útil. (obs: tweet=post)

Você que não costumava dar a mínima pro Twitter, espero que esteja mais inclinado a acompanhar.

O ruim do Twitter é que uma vez que você tenha publicado algo, ele é levado pela maré dos outros tweets e nunca mais ninguém o verá. O bom é que através do Twttrlist é possível criar listas com uma seleção dos melhores ou uma seleção sobre um assunto específico. Criei uma lista com os que considero os melhores insights que já publiquei até agora no Twitter. Espero que gostem. Vejo vocês lá!

Ver: O melhor do Pequeno Guru no Twitter

Muitos são os assuntos que rodeiam o Twitter dentro e fora dele. Dentro, se fala sobre quase tudo, de piada a negócios. Fora, a gama de assuntos também não é pequena. O Twitter virou um sucesso porque é relativamente fácil converter a relação virtual em resultado real.
O comediante Oscar Filho (@oscarfilho), por exemplo, conta suas piadas no Twitter, mais pessoas o seguem e, com isso, mais pessoas passam a frequentar seus shows de stand-up comedy. O mesmo acontece com a BBC Brasil, que publica notícias no Twitter, então as pessoas a seguem para se manterem informadas e inevitavelmente muitas delas passarão a visitar o site com mais frequência, aumentando a audiência. O caminho é muito mais simples do que em outras redes sociais como Orkut e Facebook.

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Incomodado com o volume de notícias sobre o Twitter em publicações sérias como Business Week e Advertising Age, resolvi reativar a minha conta  —desde 2007 na gaveta.  Já no Twitter, comecei a perceber como a coisa era séria. Muitas das principais empresas do mundo estavam lá e outras menores (como o caso da loja de roupas local Express) estavam tirando proveito da novidade. O que eu também percebi é que o Brasil não acompanhava essa tendência, nem de longe. Resolvi fazer um pequeno levantamento de empresas brasileiras no Twitter e notei algumas coisas interessantes. Como a penetração do Twitter em certos segmentos.

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É muito mais difícil para uma indústria converter seguidores do Twitter em clientes do que para uma loja virtual. Isso é óbvio. Para essas empresas, é mais difícil ver o benefício de utilizar a ferramenta. Porém, vender não é o único benefício do Twitter e nem deve ser o principal objetivo das empresas. Relacionamento é a palavra chave, você nunca esteve tão próximo das pessoas antes de Evan Williams inventar o pássaro azul.

As empresas brasileiras estão perdendo uma boa oportunidade de se aproximar dos consumidores, ser mais humana, ouvir o que eles dizem sobre a empresa e oferecer informações úteis —não apenas promocionais como na mídia. As empresas falam em “se conectar com o consumidor”, mas se conectar com o consumidor é estar onde ele está. Muitas das empresas que estão na lista, ainda não aprenderam a usar o Twitter, estão apenas marcando território sem oferecer nada —não postam nada ou o fazem só quando tem promoção. Outras empresas, como a Riachuelo, Tecnisa, Oi e a Pop Rock FM aprenderam a agregar algum valor ao seu negócio através da ferramenta. Àquelas que ainda estão engatinhando, ou pior, ainda nem ficaram de pé, agora é a hora. Ser retardatário provou ser pouco produtivo nos negócios, especialmente no marketing.

Veja a lista de empresas no Twitter.

twitter_marketing_estrategiaApesar de ser publiciário de formação, segui um caminho mais voltado ao marketing estratégico. O fato é que publicitários e marqueteiros costumam se focar em coisas diferentes. Enquanto publicitários se focam na mensagem de venda e na criatividade, marqueteiros estão sempre pensando em como ter melhores resultados gastando menos. Resultados e ROI são duas coisas que não saem da nossa cabeça. Logo, o alto custo da publicidade levou as empresas a pensarem em algo com retorno maior. Uma estratégia melhor.

A loja de departamentos Express é uma das empresas que investem pouco em publicidade, destinando a maior parte da sua verba às malas-diretas e merchandising. Ou seja, uma estratégia direta com o consumidor. E existe alguma alguma ferramenta social mais direta que o Twitter?

Lisa Gavales, VP de marketing da Express falou sobre a estratégia da empresa no Twitter em uma entrevista concedida ao Ad Age.

Você é a responsável por levar a Express para o Twitter. Você enfrentou muita resistência da administração?

Muitos dos executivos do comitê não sabia o que era Twitter. Meu chefe (CEO da empresa) disse: “como você saberá que não é a concorrência que está nos seguindo?”. Com o consumidor em mente, isso não era um problema, mas nós conversamos sobre não revelar informações, cedo demais, que o concorrente possa usar contra nós. Eu sou muito cuidadosa com a maneira que digo as coisas. Hoje, temos executivos do comitê no Twitter e eu acho que eles estão empolgados com o fato de termos tantos seguidores. Eles estão dando sugestões dizendo “Ei, nós devíamos twittar isso!”

A Express está fazendo algo um tanto único, utilizando maneiras não convencionais de mostrar que a empresa está no Twitter, como colocar em notas fiscais “siga nossa CMO no Twitter”. Como vocês chegaram à essa decisão? Vocês acham que os consumidores sabem o que é um CMO?

Na Express, o departamento de marketing controla a mensagem do rodapé das notas fiscais. Eu estava no Twitter cerca de 4 semanas e percebi que nós tínhamos algo bom nas mãos. Nós colocamos no rodapé de cada e-mail, no nosso perfil do Facebook e no rodapé do nosso site, além de cada nota fiscal.

Todo mundo sabe o que é um CEO, mas CMO nem tanto. (…) Mas eu acho que não é muito importante saber qual a função exata daquela pessoa e sim saber que os consumidores podem se comunicar com alguém de dentro da empresa. Twitter não é ouvir a empresa, é ouvir alguém de dentro da empresa.

Quem você segue?
Eu sigo outros executivos de marketing, como o CMO da Best Buy. Sigo jornais, publicações de negócios e alguns da elite do Twitter. Eu também sigo pessoas divertidas como Ashton Kutcher ou Pete Wentz. E, claro, eu sigo clientes que falam sobre a Express – principalmente aqueles que falam muito sobre a empresa e possuem muitos seguidores – só pra ver se nós estamos alinhados com o que eles consideram importantes.

Diferente de outros marqueteiros, você responde pessoalmente os tweets de clientes. Qual é a sua estratégia pessoal  e como isso combina com o marketing da Express de uma maneira geral?
Eu obviamente estou no Twitter como diretora de marketing, não como Lisa. Nosso consumidor está usando todos os tipos de mídia que não tínhamos antes e o meu objetivo é atingí-los. Meu principal objetivo é tentar explicar pro público as coisas legais da Express, o que estamos fazendo e que você não sabe a menos que esteja vivendo e respirando a marca todo dia… o fato das lojas estarem em Coachella e estarmos fazendo um ensaio de fotos em Nova Iorque… se há uma grande promoção, eu posto. Se eu sou uma garota que compra na Express, eu vou querer saber que Jessica Alba está usando a mesma roupa que comprei ou que Miley Cyrus está na loja – isso é o que eu quero saber. Meu trabalho é fazer os clientes da Express se sentirem ótimos com a marca.

Com o Twitter atingindo a massa – especialmente agora que a Oprah aderiu – você se preocupa com o fato de que isso exigirá muito mais de você pra responder a cada tweet?
Eu acho que eu tenho algo alavancável em um relativo curto-prazo. Se me perguntam algo fácil como “você tem um jeans velho?”, eu posso responder. 140 caracteres me custam 15 segundos, então eu vou em frente. Há 4 ou 5 pessoas na minha equipe para quem eu repasso algumas perguntas de clientes. Se chegar a um ponto onde recebo 1000 perguntas por dia, eu precisarei de uma estratégia diferente, mas ainda não chegamos lá, e eu espero resolver isso até lá.