Ombro amigo.
Havia uma cliente regular maravilhosa de mais ou menos 70 anos chamada Irene. Ela e o marido visitavam a loja diariamente, ir à Starbucks era um acontecimento pra eles. O marido usava sempre um blazer, ela se vestia com muita elegância, e eles pediam sempre a mesma coisa: um café grande com xícara extra para poder dividir. Também pediam um brioche e dois garfos e uma faca para fazer o mesmo. O casal pegava o café e o brioche, dirigia-se vagarosamente para a mesa e passava talvez uma hora e pouco conversando e desfrutando aquele tempo juntos.
Um dia o casal parou de ir. Kimberly Kelly, na época gerente da loja, se preocupou com a ausência deles. Um dia ela encontrou Irene no banco e lá lhe contou que o marido havia morrido de um ataque cardíaco repentino. Kimberly a encorajou a voltar com ela para a Starbucks assim que terminasse o que fora fazer no banco.
Irene chegou à loja e disse:
― Kimberly, eu nem sei o que pedir porque nós sempre dividíamos as coisas.
― Quer saber? Hoje vou dividir a xícara de café e o brioche com você, disse Kim.
As duas sentaram e conversaram por cerca de meia hora. Irene contou como sentia saudades do marido e como era difícil para ela seguir em frente com sua vida. Alguns dias depois, Irene voltou à loja usando um lindo vestido. Disse que estava pronta para fazer isso sozinha e perguntou se poderia pedir uma xícara menor de café, pegou o brioche, apenas um garfo dessa vez, e a faca, cortou o brioche e disse: “acho que ele vai ter de durar dois dias”.
Moral da história: Todos os clientes são igualmente importantes no momento em que entram na loja. Não apenas os que gastam mais ou os mais frequentes. Tudo e todos importam é um poderoso princípio praticado na Starbucks que todas as empresas deveriam praticar ou, ao menos, tentar.
**História extraída do livro “A Estratégia Starbucks”**

Mary Champaine era uma gerente de uma loja da Starbucks que já recebera mais do que sua quota de problemas pessoais. O filho foi morto em um crime violento e o marido morreu de câncer. Ademais, antes de ir trabalhar na Starbucks, ela havia perdido o emprego em uma empresa que fora à falência. Apesar de toda a confusão pessoal, Mary tinha um comprometimento fora do comum com a equipe e sua loja. Durante uma greve de ônibus em Los Angeles, ela passava para pegar os funcionários e levá-los para o trabalho. Com o espírito de ser acolhedora e autêntica, ela estendeu esse serviço também aos clientes regulares.
Era sábado quando chegou uma mulher que estava emocionalmente em ruínas. Era sua primeira visita e o nosso menu pode ser um pouco intimidante, então ela pediu café simples. Perguntamos se ela tinha certeza, se não preferia experimentar mais nada, ela explicou que estava confusa e arrasada, e parecia que ia chorar. Nesse meio-tempo, mandamos alguém preparar um Toffee Nut Latte (Expresso com leite vaporizado, calda de nozes e caramelo com chantili), por que quem não gosta de um? Nós dissemos: esqueça o café simples, fizemos este Toffee Nut Latte pra você experimentar, hoje é por conta da casa. Ela ficou emocionada, foi embora e não pensamos muito no assunto, a não ser pela nossa felicidade em tê-la ajudado.

“Aumenta as imagens, tem muito espaço em branco. Agora troca a fonte pra uma mais moderna. Muda a cor. Traz mais pra direita. Não, pra esquerda. Ainda dá pra aumentar mais um pouco a imagen. Agora a logo, aumenta 17,5%. É isso aí, agora tá bom, não mexe mais em nada! Bom trabalho, cara! Parabéns!”
