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Leitor de E-books da Sony

Google e Sony fecharam uma parceria que irá disponibilizar e-books gratuitos para o Reader da Sony, ultrapassando assim, os títulos disponiveis para o Kindle — famoso leitor da Amazon. Isso é bom para o mercado que vem  tentando se alavancar há algum tempo, mas não tão bom assim para o público, uma vez que todos os livros disponibilizados foram publicados antes de 1923. Ou seja, não é possível ler livros de marketing, publicidade, negócios, 2ª guerra mundial, auto-ajuda, culinária e muitos outros, porque isso não existia 90 anos atrás.

O projeto do Google de difundir o conhecimento através de livros é fantástico, e repassar esse acervo para um leitor de e-books é um meio interessante de estimular a concorrência nesse mercado emergente. O grande problema é que essa parceria não arrepia um único fio de cabelo da Amazon, que vendeu 500 mil unidades do Kindle em 2008 (A Sony vendeu 300 mil desde 2006), sem contar com o Kindle 2, lançado no começo de 2009, que é mais fino, econômico e rápido — de quebra, vem com livro inédito do Stephen King.

Com certeza, o Sony Reader fechou uma parceria poderosa, uma vez que um dos grandes problema deste segmento é a distribuição e não o aparelho em si. Com o Google, o Reader da Sony provavelmente terá um acervo disponível maior que o do Kindle, mas aí esbarra na velha premissa de que quantidade não é qualidade. A Amazon sabe que não está sozinha nessa, mas por enquanto continua voando bem acima dos concorrentes.

Provavelmente uma das maiores rivalidades de marcas, do mundo, é entre Pepsi e Coca, é um barato comparar suas ações e vê o que as duas titãs fazem pra aumentar o brand equity da sua marca. Provavelmente (também) a Pepsi é a marca N°2 mais famosa do mundo. Mas como o mundo não é perfeito, a Coca está longe de ser líder em todos os segmentos em que atua. Como a Coca se comporta para aumentar o market-share dos seus produtos número 2?

Quem já foi aos EUA, já deve ter visto o refrigerante Mountain Dew, o famoso refrigerante que detém 80% do segmento de cítricos. Seu concorrente da Coca, o Vault, por outro lado, possui apenas 4% de participação de mercado (em três anos de vida) segundo a Beverage Digest. E agora Coca? Como você sai dessa?

A vermelhinha resolveu usar a promoção de vendas, com uma agressividade semelhante a da década de 80, batendo de frente com a Pepsi. A campanha “Don`t Dew It” (trocadilho para “não faça isso”) dará garrafas de Vault para todos que comprarem Mountain Dew. Ouch!

A ação é ousada,  mas um tanto arrogante, a julgar pelo que disse o porta-voz da Coca, Scott Williamson. “Acreditamos que quando os consumidores do Dew tiverem a oportunidade, eles acharão o Vault melhor”. A promoção é simples, você compra uma garrafa de 600ml de Mountain Dew e, através de um cupom, pode ganhar uma das três opções de embalagem do Vault — inclusive mais que 600ml.

Qualquer analista de marketing sabe que promoção de vendas é algo que deve ser usado com muita cautela, pois pode desgastar a marca. Contudo, a colunista da AdAge, Natalie Zmuda, acredita que essa ação não prejudica o Vault e que gerará um considerável retorno às redes que o comercializa, como Starbucks, Dunkin` Donuts e Taco Bell.

Especialistas dizem que a Coca acertou a mão nessa, um especialista em promoção de vendas disse: “incomum e único. Cupons estão na moda. Sempre que um consumidor pode comprar um produto e ganhar outro de graça, é algo de grande valor, especialmente em produtos de consumo rápido”.

Parece que a Coca acertou,  e distribuir produtos de graça  deve causar algum dano no imbatível cítrico da Pepsi. Uma promoção agressiva, utilizando uma ferramenta clássica (cupom, que voltou à moda graças à crise) e muito, muito dinheiro.

Nokia notebooksQue deus nos acuda é esse que envolve a indústria de computadores e telefones celulares? A chegada da internet (wap não conta) aos celulares tem gerado uma espécie de pega-no-meu que eu-pego-no-seu. Tudo começou quando a Apple lançou um celular e o Google foi no embalo. Eu lembro que me perguntei “como assim uma empresa de internet vai lançar um celular?” Depois rolou o boato que a Microsoft lançaria o Zune Phone. A Dell então foi lá e também disse a mesma coisa. Já em 2009, a bem-conhecida fabricante de laptops Accer anunciou sua primeira linha de smartphones,  Tempo, que ainda não tem data de lançamento.

“Se a Accer pode fazer smartphones, por que não podemos fazer laptops?”, devem ter pensado os executivos da Nokia. Ontem à noite, o CEO da gigante finlandesa, Olli-Pekka Kallasvuo, disse que a Nokia está considerando entrar no segmento de laptops. “Nós não precisamos observar durante cinco anos pra ver que o que nós sabemos sobre celular e o que nós sabemos sobre computadores estão convergindo de diversas maneiras. Hoje, nós temos centenas de milhões de pessoas tendo sua primeira experiência com a internet através de um telefone. Esse é um bom indicativo”, disse Kallasvuo em uma entrevista à rede finlandesa YLE. O que, talvez, o presidente da Nokia não tenha percebido é que o segmento em expansão é o de smartphones, não o de laptops.

Essa mistura de marcas nos segmentos de celulares e laptops não soa muito bem pra mim. Parece que empresas ao redor do mundo estão seguindo um modelo de negócios muito difundido no Japão, estender a sua marca a diversos segmentos (ex: Sony, Mitsubishi. Porém, a marca japonesa número 1 de hoje é a Toyota. Em quantos segmentos ela atua mesmo?). Ao menos num futuro próximo, eu não conseguirei pensar no Google ou Accer quando pensar em comprar um celular. Tampouco me vejo usando um laptop Nokia. Acho que é como Al Ries disse: em um segmento, a gente tem apenas 2 ou 3 slots para marcas. E nesses 2 segmentos, os slots dos consumidores já estão com fila de espera.

Fonte: Trusted Reviews

Nova Caixa do Corn Flakes Há dois tipos de marcas. As que “gastam” seu tempo procurando um meio de inovar e as que gastam seu tempo tentando imitar bem o concorrente. Como se todos estivessem atento à proxima jogada do craque, as marcas eu-também não respiram até que os líderes tenham feito. Assim como um sósia não ganha nem 10% do que o original, as marcas eu-também não ganham quase nada e ainda ajudam a aumentar o ibope do líder. Se muitas marcas não se importam em copiar, as líderes parecem não se importar, o ponto de vista é oposto, como demonstra David MacKay, CEO da mais tradicional marca de cereal: “Como empresa, nós sempre tivemos uma forte história de tentar deixar uma trilha em todos os mercados em que competimos. Nós achamos que é necessário dar sempre um passo a frente”.

Há pelo menos 50 anos, as caixas de cereais são retangulares, grandonas e espaçosas. É uma das poucas embalagens que não sofreram mudanças significativas desde a época dos nossos avós. Por que nenhuma das dezenas de marcas de cereal nunca criaram uma nova caixa? Caixas de leite diminuíram — algumas viraram garrafas — , latas dispensaram o uso de abridor, garrafas de vidro quase foram extintas… todos se modernizaram enquanto a velha colega de gôndola continuava a mesma.

Finalmente, a centenária marca Kellogg`s está prestes a lançar uma nova embalagem. A embalagem que está em fase de testes em Seattle (EUA) promete ser muito mais do que apenas uma embalagem nova, ela promete eficiência. Com uma embalagem menor (porém com mesma quantidade), varejistas e consumidores ganham economia de espaço, a empresa gasta 8% menos na fabricação das caixas e ainda assume uma atitude verde.

Será que é tão difícil dar um passo a frente? Isso me faz lembrar da época da escola quando alguns colegas tinham medo de fazer perguntas. Destacar-se é isso. É dar um passo a frente dos demais sem medo, ser o primeiro a fazer algo que muitos virão atrás. Mas não se preocupe, se você não fizer, haverá sempre a opção de imitar.

Uma pesquisa feita pelo site Cashback elegeu o iPod, tocador de mídia da Apple, como o melhor presente das listas de Natal. O site consultou 5.000 pessoas e o iPod ganhou o primeiro lugar, deixando para trás itens como chocolates Ferrero Rocher e brinco de diamantes.

O porta-voz da Cashback disse que o resultado provém da popularidade do equipamento. “O iPod realmente tem apelo como presente ideal para qualquer pessoa, de qualquer idade”, afirmou ao site TechRadar. “A pesquisa prova que as pessoas não se contentam com presentes básicos, como chocolates ou meias.”

Confira abaixo, por ordem de eleição, os dez presentes preferidos pelos internautas:

  • iPod, da Apple
  • Brinco de diamantes
  • Nintendo Wii
  • Colar da joalheria Tiffany
  • Chocolates Ferrero Rocher
  • Uma bicicleta
  • Cubo Mágico
  • Agenda pessoal
  • Garrafa de champanhe Moët & Chandon
  • Boneca Barbie

Fonte: Folha Online

Natal chegando, hora de ganhar presentes e, infelizmente, dar presentes. É amigo oculto da empresa, da família, dos amigos, da academia, do Clube de Criação, do Clube de Poker e por aí vai. Se você é um pouco mais velho, vai se sentir realmente perdido quando aquele seu sobrinho pedir um super hi-tech mp9 de presente de natal. Este dicionário prático é o guia definitivo dos tocadores (pelo menos até sair o 11, 12, 13…)

Uma das coisas que mais me tiram do sério são os produtos feitos para enganar o consumidor. De um vez por todas, entenda que MP3 e MP4 são formatos de áudio e video, logo, seus players tocam esses arquivos. Como .MP5 e.MP6 não são formatos de arquivos, não tem como existir tocadores. Isso é coisa de paraguaio malandro (pra não falar que é de brasileiro) querendo ganhar dinheiro fácil. Como os próprios revendedores reconhecem, “os nomes têm apenas o intuito de passar uma evolução”, em outros países eles são conhecidos como PMP (Portable Media Player). Agora vamos entender o que cada um significa.

MP3 player

O que realmente é? Um mp3 player.

Habilidades: Toca arquivos de áudio e alguns dá pra ouvir rádio.

Marcas conhecidas que comercializam: Sony, Apple, Philips, Creative.

MP4 player

O que realmente é? Um mp3 player que toca videos e tem tela colorida.

Habilidades: Toca arquivos de áudio, vídeo (mp4) e jogos em java.

Marcas conhecidas que comecializam: Sony, Apple, Microsoft, Philips, Leadership, Extralife, Multilaser.

MP5 player

O que realmente é? Uma bugiganga chinesa

Habilidades: Toca arquivos de áudio, vídeo, jogos em java, tira fotos ruins e filma pior ainda.

Marcas conhecidas que comercializam: Nenhuma.

MP6 player

O que realmente é? Um celular.

Habilidades: Toca arquivos de áudio, vídeo, jogos, tira fotos, filma, tem agenda de telefones, e dizem que também faz e recebe chamadas.

Marcas conhecidas que comercializam: Todas as principais fabricantes de celulares, mas nenhuma ousa em chamar de mp6.

MP7 player

O que realmente é? Um celular com TV

Habilidades: Toca arquivos de áudio, vídeo, jogos, tira fotos, filma, faz e recebe chamadas, sintoniza TV.

Marcas conhecidas que comercializam: Sei lá!

MP9 player

O que realmente é? Um mp7 player.

Habilidades: Todas do mp7, com touch screen.

Marcas conhecidas que comercializam: Nenhuma arriscou até agora.

thumbnail do site The Green ProjectQuem conhece a marca de whisky Passport Scotch levanta a mão aí. Agora só quem já bebeu continua com ela levantada.

Como um grande amante de cerveja, não tenho muita credibilidade quando o assunto é whisky, mas tenho amigos e conheço pessoas que não resistem a um malte escocês. Para eles, whisky tem o codinome de “Johnny”. Whisky chamava meu pai, os jovens de hoje chamam de “red”, “black”, “johnny”, whatever, menos whisky.

Onde eu quero chegar é: como colocar a sua marca na cabeça das pessoas que nem sequer chamam o produto pelo seu tipo e sim pela marca concorrente? O Passport Scotch teve uma idéia, criar o The Green Project. Seguindo a “onda social”, o site é um portal de interação com tudo que a moçada curte hoje em dia; blogs, videos, fotos, baladas, podcasts, comunidade e whisky (mas não Johnny!). Para atrair visitantes, foi criado um game baseado na febre Guitar Hero. Vale destacar que o jogo Guitar Hero — e similares como Rock Band — se tornou uma espécie de karaokê mais moderno. Amigos se reúnem para jogar, beber leite e se divertir. Aproveitando-se dessa febre, o The Green Project tem um jogo similar, em que você é o DJ. Se você não entra no site pra blogar, ver fotos, conversar ou programar o final de semana, entra pra jogar.

Como todo o conteúdo é colaborativo — feito pelos usuários — o custo para empresa é muito baixo, por isso é uma boa idéia. Claro que não é suficiente pra derrotar o gigante Golias, mas isso vai criando empatia com a marca e melhorando a sua lembrança. Na próxima vez que você estiver na balada, com certeza vai olhar para a garrafa verde com outros olhos.

O açúcar saudável

2 de dezembro de 2008 • TEMAS: Propaganda / /

Chega de peso na consciência por comer nega maluca, brownies, brigadeiros, bolos e sorvetes. Esqueça a confusão de produtos light, diet e zero. Esqueça também o diabetes, é coisa do passado. Só não esqueça do açúcar Claro na lista do supermercado, pois ele é o único açúcar saudável que se teve notícia nos últimos cinco séculos.

Imagine o poder de venda de um produto desses se ele fosse realmente verdade. Bom, o produto é de verdade (extraído encarte de supermercado), o que ele diz é que não é. Cuidado com produtos do tipo Pinocchio como esse, eles estão à solta pelas gôndolas.

O G1, o telefone celular do Google, chegou nesta quarta-feira às lojas americanas da T-Mobile para concorrer com o iPhone, da Apple. Apesar de terem sido registradas filas em várias lojas da T-Mobile de diferentes cidades dos Estados Unidos, não se viram as massas de gente dormindo na rua desde a noite anterior como no caso do iPhone, que já vendeu mais de dez milhões de unidades neste ano.

O telefone do Google custa US$ 179 e exige um contrato mínimo de dois anos. O clima de crise econômica nos EUA e o lançamento do Storm, o primeiro modelo da BlackBerry com tela tátil, entre outros novos concorrentes, poderiam ofuscar a estréia do produto.

Fabricado pela HTC o aparelho tem com atrativo seu sistema operacional, batizado de Android e desenvolvido pelo Google. O sistema possui código aberto, o que permite a qualquer um criar novos aplicativos para o aparelho sem as restrições impostas pela Apple no iPhone.

A operadora de telefonia, ao contrário do software, pode ser uma pedra no caminho do G1: enquanto o celular da Apple é vendido com exclusividade pela AT&T, o G1 sai pela T-Mobile, cuja cobertura de tecnologia 3G (que permite acesso a dados e navegação pela internet com banda larga) não é tão completa quanto a do concorrente.

Fonte: Folha

Para os mais interessados, o pessoal do MeioBit relatou as primeiras impressões com o aparelho. O interessante é que a parte “A bateria e qualidade do uso do aparelho para chamadas eu não pude testar, devido ao curto tempo com a experiência”.

Essa é a prova de que celular é cada vez menos um telefone e mais um gadget.

Mais um produto convergente (eu prefiro chamar de frankenstein) chega ao mercado. O teclado-scanner. E como o passado já comprovou, não irá funcionar. Convergência não é grande coisa, divergência sim.

Eu fico me perguntando o que levaria uma pessoa a comprar um teclado desses. Eu só consigo pensar em falta de espaço, mas bota falta de espaço nisso! Talvez na Europa, onde há apartamentos onde você coloca o gabinete e o monitor tem que ficar do lado de fora da janela. Além da extrema falta de espaço, você precisa realmente ter muita necessidade de um scanner, porque barato não é. O preço de $149 é duas vezes mais caro que uma multifuncional HP.

Eu não consigo entender a lógica da Keyscan em entregar algo (caro) que os consumidores não procuram mais, e ainda: em plena era de câmeras digitais e multifuncionais.

A propósito, multifuncional é um raro exemplo de convergência bem sucedida.