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A embalagem armadilha

10 de agosto de 2010 • TEMAS: Marcas / Marketing / /

26 gramas de goma de mascar sabor menta, sem açúcar, em embalagem moderna estilo “carteira”, nas cores preto e azul com 14 unidades por R$5,00. Essa é a descrição do Mentos Aqua Kiss (Slabs), mas bem poderia ser do Trident Global Connections.

Ele é maior do que a versão original, o sabor refrescante dura horas na boca, o preço é um pouco alto, mas o custo-benefício talvez compense. No entanto, com tantas semelhanças entre os dois produtos, uma coisa deveria ser diferente: a embalagem.

Não conhecia a goma de mascar Mentos Aqua Kiss até pegar um na saída de um restaurante achando que era Trident. Me impressionei com a semelhança porque já conhecia o Global Connections. Alguns dias depois, comprei os 2 e distribuí aqui na empresa, a reação não foi diferente.

Para o marketing, o design tem basicamente dois objetivos: diferencial e funcional. Durante muito tempo (e até hoje tem que pense assim), o design foi visto como algo puramente estético e nunca esteve entre as prioridades das empresas. Sua função era pra dar um aspecto legal ao produto. Hoje, design vai além da estética e se tornou algo funcional. Em casos extremos, o design carrega a alma da marca (como o branco da Apple ou a sofisticação da Lacoste). Caprichar no design é a melhor maneira de diferenciar o seu produto da concorrência. Através de um bom design, é possível fazer um produto ser reconhecido com uma simples olhada ou toque. Até hoje, toda vez que vejo uma lata de 250ml, penso em Red Bull; pode ser o concorrente Burn (que nem sequer usa as mesmas cores) ou até mesmo outro tipo como a Skol. Esse é um dos melhores exemplos de como o design pode ajudar a fixar uma marca.

Quando o consumidor tem contato com um produto, antes de enxergar a marca, ele já viu o formato da embalagem, suas cores e até o material em que é feito. Você pode aumentar a logo, é verdade, mas é melhor aprimorar o design.

Sem levar em consideração algumas pequenas diferenças internas, a marca Trident leva vantagem porque tem o posicionamento mais forte. A marca preencheu este  espaço na mente de milhares de pessoas. Quando eu penso em goma de mascar, penso em Trident. O que o Mentos (marca de balas) deveria fazer era criar uma embalagem totalmente diferente. Talvez colorida e alegre como a marca-mãe ou apenas em uma única versão diferente dessa e com 18 unidades. O design é legal e original.  Disputar com a marca líder usando a mesma estratégia da líder não é muito inteligente. Seja qual for o objetivo, acho que muita gente ainda vai levar Trident por Mentos.

O iPhone em números

18 de março de 2010 • TEMAS: Tecnologia / / /

A Revista Arkade fez um excelente infográfico sobre o celular mais bem-sucedido da história. Ele não apenas é o celular mais vendido dos EUA, como também o smartphone mais vendido no Japão e sonho de consumo em todo o mundo. A imagem deixa claro que o aparelho não é só um bem de consumo, é um xodó. As pessoas o amam como se fosse da família. Acho que o marketing pode aprender um pouco com esse fenômeno.

O tiro certeiro da AmBev

15 de janeiro de 2010 • TEMAS: Marcas / Negócios / / /

Viagem de final de ano para visitar a família é sempre repleto de abraços, reencontros com velhos amigos,  muitos abraços, brincadeiras com sobrinhos, histórias, novidades, além do saboroso peru natalino, lasanha da mãe e estouro de espumante no dia 31.  Mas desta vez as férias contaram com uma novidade: Brahma Fresh.

Se você mora no sul ou sudeste, provavelmente nunca ouviu falar dessa cerveja. Ela surgiu em julho de 2007 na Bahia e nos dois anos seguintes invadiu outros 13 estados do norte e nordeste brasileiro. Segundo a AmBev, a criação da Brahma Fresh exigiu 1 ano e meio de pesquisas e o resultado foi uma cerveja leve, suave e refrescante (Fresh!).

Tendo um cunhado gerente da AmBev, foi difícil beber outra coisa, senão Brahma Fresh, entre uma ou outra Bohemia.

A cerveja foi realmente uma tacada de mestre da AmBev para competir com cervejas mais baratas como Nova Schin e Kaiser. Em junho de 2007 – antes da Brahma Fresh ser lançada –, a Nova Schin possuía cerca de 42% de mercado na Bahia, número que talvez fosse ainda maior em outros estados do norte e nordeste, onde a Nova Schin é muito forte e altamente competitiva em função do seu baixo preço.

O que pude ver na minha viagem é que, em menos de 2 anos, a Brahma Fresh dominou Belém do Pará. Onde antes era domínio absoluto da Nova Schin, a nova cerveja da AmBev deu um empurrão na concorrência e conquistou espaço considerável nas mesas de bares e em gôndolas de supermercado.

Mesmo custando cerca de R$1,38 a lata contra R$1,17 da Nova Schin, a Brahma Fresh parece assustar a concorrente comumente conhecida como “Água Schin”. Embora a Brahma seja a 2ª cerveja mais vendida do Brasil e uma das 10 mais vendidas do mundo, vende pouco fora do eixo Rio-São Paulo. Sendo assim, a Brahma Fresh veio para preencher essa lacuna, reforçando a marca-mãe e competindo num mercado novo.

A prova mais clara de que a Brahma Fresh veio competir diretamente com a Nova Schin é a estratégia de patrocínio de festas, algo raro de ver até então com produtos da AmBev. Pude ver a Brahma Fresh, em Belém, patrocinando “festas de aparelhagem” (festas de bairro ao estilo calypso voltadas para o público C e D).

Quando parecia que a guerra das cervejas não poderia ficar mais acirrada, surge um novo competidor pra esquentar ainda mais as coisas. Eis a importância de fortalecer a marca sempre, a única maneira de garantir o seu futuro. A batalha vai ser boa:  agressividade da Schin X simpática marca da Brahma. O único problema é que para tomar uma Fresh só nas férias no norte-nordeste.

A cervejaria Heineken anunciou na segunda-feira que comprará as operações de cerveja da mexicana Femsa por 3,8 bilhões de euros (5,44 bilhões de dólares), em uma transação toda em ações que dará ao grupo holandês uma posição de liderança em mercados emergentes da América Latina.

As ações da Heineken, que abriram em baixa, rapidamente inverteram o sinal e subiam 3,6 por cento às 8h (horário de Brasília).

O acordo já era esperado depois que a SABMiller desistiu de um leilão dos ativos da Femsa.

A Femsa informou em outubro que buscava opções para suas operações com cerveja, que ocupam a segunda posição no México. A Femsa também ocupa a quarta posição no mercado brasileiro de cerveja.

Após uma série de transações, a Heineken afirmou que a Femsa será a segunda maior acionista do grupo. A companhia terá 12,5 por cento da Heineken e 14,9 por cento de participação na Heineken Holding, essas fatias compõem uma presença econômica de 20 por cento no grupo.

A Femsa também terá o direito de indicar dois membros não executivos para o conselho de administração.

“O acordo com a Femsa é estratégico para a Heineken”, escreveu a SNS Securities em relatório. Entretanto, com uma relação de 11 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), a SNS também considerou que a operação “não foi barata”.

“A Heineken está consolidando sua posição. Não haverá uma emissão de ações e somente uma pequena diluição para os acionistras.”

FONTE: AdNews e Reuters

Muitas pessoas dizem que não há certo ou errado nos negócios. Por consequência, não existe uma estratégia certa ou errada, boa ou ruim. Uma estratégia é sempre uma estratégia, tudo que podemos fazer é especular, expor opiniões, impressões e debater antes de testá-la (dando a cara à tapa). Como decidir entre diferenciação ou custos, popular ou luxo, mercado local ou nacional, diferencial na logística, na apresentação ou atendimento? loja virtual ou apenas física ou ambas? São  muitas opções e a decisão desses e muitos outros aspectos compõem a sua estratégia, cujo objetivo é levar a sua empresa aos resultados esperados.

Quem sou eu pra dizer que algo está errado, mas eu gostaria de expor meu ponto de vista, tomando como exemplo as universidades/faculdades.

Durante décadas, no Brasil, formou-se a percepção de que educação infantil e média de qualidade é a paga e que, se você quiser obter sucesso profissional, deve obter um diploma em uma universidade pública. Curiosamente, esse é o inverso da realidade norte-americana e de muitos outros países. A missão de uma univerisade pública é ensinar, não importa sob quais condições. Lá estão os melhores professores (que por amor, aceitam receber salários baixos), as melhores oportunidades e, claro, a maior quantidade de bons e esforçados alunos. Do outro lado, estão as universidades privadas –quase sempre a 2ª opção do estudante– com seus prédios belos e bem conservados, equipamentos de última geração e uma coisa que a pública não tem: badalação.

A estratégia do ensino público é a qualidade. A do ensino privado é o status ou inclusão social. “Se todos meus amigos vão pra lá, eu também quero ir”. Convenhamos, são poucos jovens de 17, 18 anos que não pensam assim. Outro caso comum é o do desejo (ou a necessidade) pelo diploma, que faz milhares de pessoas todos os anos optarem por uma  universidade qualquer, mas que podem pagar.

Estou generalizando, mas é mais ou menos essa a nossa realidade. Faculdades viraram máquinas de fazer dinheiro. O bom ensino deu lugar ao bom atendimento, os livros deram lugar às apostilas com slides de Powerpoint, os debates deram lugares aos odiosos trabalhos em grupo (que só um faz). O aluno virou cliente e as instituições sentem-se obrigadas a não reprovar o aluno desde que ele esteja em dia com as mensalidades.

Certamente há exceções.  E nelas, uma boa estratégia por trás. Universidades de prestígio anunciam menos, porque estão mais preocupadas com o ensino do que com propaganda. Elas cobram a mais por isso, porque os professores são melhores, mais competentes e têm didática. Quem faz uma boa universidade são os professores, não a direção.

Também vejo universidades caras com ensino péssimo. Essas são as piores. Trocam infra-estrutura e tradição local por muito dinheiro. Por isso, suas verbas publicitárias são enormes. Porque não foi à base de sucesso profissional dos seus ex-alunos ou o boca a boca positivo dos stakeholders que seu nome foi construído, mas o alto investimento em infra-estrutura e em mídia.

Varejo
Mudando de segmento, vamos falar rápido de varejo. Por que 90% dos mercados têm que insistir em preços baixos quando é evidente que apenas um pode conquistar esse lugar? Essa não é uma das estratégias mais sábias, vocês hão de convir. Em se tratando de supermercados, há 2 exemplos que eu gosto de citar. O primeiro é a rede brasileira Zaffari, que segue a estratégia  premium. A outra é a americana Whole Foods (presente na Inglaterra também),  que diante das gigantes Sainsbury’s, Tesco e Walmart optou pela estratégia da alimentação saudável e tem colhido muitos frutos.

Produto
Até mesmo no ramo de agua mineral é possível usar uma estratégia diferente. Perrier é um case mundial e vende no mundo todo. Outro dia vi falar em uma água com vitaminas (mais sais mineiras e coisa do tipo), muitos podem pensar que isso é enganar o consumidor, mas não é.

Essa é uma decisão estratégica de como criar um produto de sucesso. De fato, a água Perrier é extraída de uma única fonte no sul da França, em uma região habitada pela 1ª vez pelos Romanos antes de Jesus Cristo. Certamente, a água com vitaminas possui vitaminas na sua composição. Ainda falando em água, um produto que tem crescido a cada ano vem dos Estados Unidos, ou seria melhor, do nordeste brasileiro. É a marca de água de coco Zico, uma marca criada por um norte-americano e fabricada no Brasil que cresceu 75% neste ano de 2009. Eu disse 75% !!!!

Enquanto alguns vendem água, outros vendem “pura água de coco do Brasil”. Isso prova que não há estratégia errada, há estratégia ruim. E muita!

Várias versões do mesmo produto.

No  mundo, há dois tipos de clientes: os que barganham e os que não barganham. E para atender o segundo grupo, a indústria do entretenimento criou algo chamado deluxe edition. Seja em filmes, games ou música. Grandes obras costumam sair em várias versões.[ No Brasil, é raro ver edição especial de discos e games. Os filmes, infelizmente, estão indo pelo mesmo caminho.]

Geralmente, lá fora, os discos de grandes artistas já saem nas versões normal e deluxe. Mas vamos pegar como exemplo o fenômeno Lady Gaga, que recentemente foi chamada pela Forbes,  de “o novo modelo de negócios”.  Seu disco “The Fame” saiu em outubro de 2008 nos Estados Unidos. Em janeiro chegou ao Reino Unido, quase que instantaneamente se tornou um fenômeno e uma das mais tocadas da BBC Radio One. Lembro que não se ouvia outra coisa no começo do ano, na Inglaterra, tanto que resolvi dar uma chance para loira sexy e escutar o CD. Em março de 2009, não havia festa em Londres que não tocasse Poker Face.

Resultado:  7 singles, 1 vinil, 1 edição especial, 1 versão de luxo, 1 disco com remixes. Em apenas 1 ano, oriundos de apenas um produto.

A limited edition é uma versão especial quando o produto já deu o que tinha que dar. É uma versão melhorada da deluxe edition, suas poucas unidades explicam o maior preço.

Saindo da música, outro exemplo genial vem da indústria dos games. A Microsoft com o seu XBOX360 criou a série Platinum Hits.  Se um produto já deu o que tinha que dar e você não tem mais conteúdo para acrescentar, o que se faz? Muda a embalagem e vende como uma série especial. Essa é a Platinum Hits, que nada mais é que um mesmo jogo, porém, com uma capa cinza ao invés da verde. Dessa forma, o produto ganhar um ar mais novo, e afasta um pouco a imagem de “ultrapassado”.

Se você acha que seu produto (ou serviço) já deu o seu melhor. Talvez VOCÊ não tenha dado o seu melhor.

Leitor de E-books da Sony

Google e Sony fecharam uma parceria que irá disponibilizar e-books gratuitos para o Reader da Sony, ultrapassando assim, os títulos disponiveis para o Kindle — famoso leitor da Amazon. Isso é bom para o mercado que vem  tentando se alavancar há algum tempo, mas não tão bom assim para o público, uma vez que todos os livros disponibilizados foram publicados antes de 1923. Ou seja, não é possível ler livros de marketing, publicidade, negócios, 2ª guerra mundial, auto-ajuda, culinária e muitos outros, porque isso não existia 90 anos atrás.

O projeto do Google de difundir o conhecimento através de livros é fantástico, e repassar esse acervo para um leitor de e-books é um meio interessante de estimular a concorrência nesse mercado emergente. O grande problema é que essa parceria não arrepia um único fio de cabelo da Amazon, que vendeu 500 mil unidades do Kindle em 2008 (A Sony vendeu 300 mil desde 2006), sem contar com o Kindle 2, lançado no começo de 2009, que é mais fino, econômico e rápido — de quebra, vem com livro inédito do Stephen King.

Com certeza, o Sony Reader fechou uma parceria poderosa, uma vez que um dos grandes problema deste segmento é a distribuição e não o aparelho em si. Com o Google, o Reader da Sony provavelmente terá um acervo disponível maior que o do Kindle, mas aí esbarra na velha premissa de que quantidade não é qualidade. A Amazon sabe que não está sozinha nessa, mas por enquanto continua voando bem acima dos concorrentes.

Provavelmente uma das maiores rivalidades de marcas, do mundo, é entre Pepsi e Coca, é um barato comparar suas ações e vê o que as duas titãs fazem pra aumentar o brand equity da sua marca. Provavelmente (também) a Pepsi é a marca N°2 mais famosa do mundo. Mas como o mundo não é perfeito, a Coca está longe de ser líder em todos os segmentos em que atua. Como a Coca se comporta para aumentar o market-share dos seus produtos número 2?

Quem já foi aos EUA, já deve ter visto o refrigerante Mountain Dew, o famoso refrigerante que detém 80% do segmento de cítricos. Seu concorrente da Coca, o Vault, por outro lado, possui apenas 4% de participação de mercado (em três anos de vida) segundo a Beverage Digest. E agora Coca? Como você sai dessa?

A vermelhinha resolveu usar a promoção de vendas, com uma agressividade semelhante a da década de 80, batendo de frente com a Pepsi. A campanha “Don`t Dew It” (trocadilho para “não faça isso”) dará garrafas de Vault para todos que comprarem Mountain Dew. Ouch!

A ação é ousada,  mas um tanto arrogante, a julgar pelo que disse o porta-voz da Coca, Scott Williamson. “Acreditamos que quando os consumidores do Dew tiverem a oportunidade, eles acharão o Vault melhor”. A promoção é simples, você compra uma garrafa de 600ml de Mountain Dew e, através de um cupom, pode ganhar uma das três opções de embalagem do Vault — inclusive mais que 600ml.

Qualquer analista de marketing sabe que promoção de vendas é algo que deve ser usado com muita cautela, pois pode desgastar a marca. Contudo, a colunista da AdAge, Natalie Zmuda, acredita que essa ação não prejudica o Vault e que gerará um considerável retorno às redes que o comercializa, como Starbucks, Dunkin` Donuts e Taco Bell.

Especialistas dizem que a Coca acertou a mão nessa, um especialista em promoção de vendas disse: “incomum e único. Cupons estão na moda. Sempre que um consumidor pode comprar um produto e ganhar outro de graça, é algo de grande valor, especialmente em produtos de consumo rápido”.

Parece que a Coca acertou,  e distribuir produtos de graça  deve causar algum dano no imbatível cítrico da Pepsi. Uma promoção agressiva, utilizando uma ferramenta clássica (cupom, que voltou à moda graças à crise) e muito, muito dinheiro.

Nokia notebooksQue deus nos acuda é esse que envolve a indústria de computadores e telefones celulares? A chegada da internet (wap não conta) aos celulares tem gerado uma espécie de pega-no-meu que eu-pego-no-seu. Tudo começou quando a Apple lançou um celular e o Google foi no embalo. Eu lembro que me perguntei “como assim uma empresa de internet vai lançar um celular?” Depois rolou o boato que a Microsoft lançaria o Zune Phone. A Dell então foi lá e também disse a mesma coisa. Já em 2009, a bem-conhecida fabricante de laptops Accer anunciou sua primeira linha de smartphones,  Tempo, que ainda não tem data de lançamento.

“Se a Accer pode fazer smartphones, por que não podemos fazer laptops?”, devem ter pensado os executivos da Nokia. Ontem à noite, o CEO da gigante finlandesa, Olli-Pekka Kallasvuo, disse que a Nokia está considerando entrar no segmento de laptops. “Nós não precisamos observar durante cinco anos pra ver que o que nós sabemos sobre celular e o que nós sabemos sobre computadores estão convergindo de diversas maneiras. Hoje, nós temos centenas de milhões de pessoas tendo sua primeira experiência com a internet através de um telefone. Esse é um bom indicativo”, disse Kallasvuo em uma entrevista à rede finlandesa YLE. O que, talvez, o presidente da Nokia não tenha percebido é que o segmento em expansão é o de smartphones, não o de laptops.

Essa mistura de marcas nos segmentos de celulares e laptops não soa muito bem pra mim. Parece que empresas ao redor do mundo estão seguindo um modelo de negócios muito difundido no Japão, estender a sua marca a diversos segmentos (ex: Sony, Mitsubishi. Porém, a marca japonesa número 1 de hoje é a Toyota. Em quantos segmentos ela atua mesmo?). Ao menos num futuro próximo, eu não conseguirei pensar no Google ou Accer quando pensar em comprar um celular. Tampouco me vejo usando um laptop Nokia. Acho que é como Al Ries disse: em um segmento, a gente tem apenas 2 ou 3 slots para marcas. E nesses 2 segmentos, os slots dos consumidores já estão com fila de espera.

Fonte: Trusted Reviews