Viagem de final de ano para visitar a família é sempre repleto de abraços, reencontros com velhos amigos, muitos abraços, brincadeiras com sobrinhos, histórias, novidades, além do saboroso peru natalino, lasanha da mãe e estouro de espumante no dia 31. Mas desta vez as férias contaram com uma novidade: Brahma Fresh.
Se você mora no sul ou sudeste, provavelmente nunca ouviu falar dessa cerveja. Ela surgiu em julho de 2007 na Bahia e nos dois anos seguintes invadiu outros 13 estados do norte e nordeste brasileiro. Segundo a AmBev, a criação da Brahma Fresh exigiu 1 ano e meio de pesquisas e o resultado foi uma cerveja leve, suave e refrescante (Fresh!).
Tendo um cunhado gerente da AmBev, foi difícil beber outra coisa, senão Brahma Fresh, entre uma ou outra Bohemia.
A cerveja foi realmente uma tacada de mestre da AmBev para competir com cervejas mais baratas como Nova Schin e Kaiser. Em junho de 2007 – antes da Brahma Fresh ser lançada –, a Nova Schin possuía cerca de 42% de mercado na Bahia, número que talvez fosse ainda maior em outros estados do norte e nordeste, onde a Nova Schin é muito forte e altamente competitiva em função do seu baixo preço.
O que pude ver na minha viagem é que, em menos de 2 anos, a Brahma Fresh dominou Belém do Pará. Onde antes era domínio absoluto da Nova Schin, a nova cerveja da AmBev deu um empurrão na concorrência e conquistou espaço considerável nas mesas de bares e em gôndolas de supermercado.
Mesmo custando cerca de R$1,38 a lata contra R$1,17 da Nova Schin, a Brahma Fresh parece assustar a concorrente comumente conhecida como “Água Schin”. Embora a Brahma seja a 2ª cerveja mais vendida do Brasil e uma das 10 mais vendidas do mundo, vende pouco fora do eixo Rio-São Paulo. Sendo assim, a Brahma Fresh veio para preencher essa lacuna, reforçando a marca-mãe e competindo num mercado novo.
A prova mais clara de que a Brahma Fresh veio competir diretamente com a Nova Schin é a estratégia de patrocínio de festas, algo raro de ver até então com produtos da AmBev. Pude ver a Brahma Fresh, em Belém, patrocinando “festas de aparelhagem” (festas de bairro ao estilo calypso voltadas para o público C e D).
Quando parecia que a guerra das cervejas não poderia ficar mais acirrada, surge um novo competidor pra esquentar ainda mais as coisas. Eis a importância de fortalecer a marca sempre, a única maneira de garantir o seu futuro. A batalha vai ser boa: agressividade da Schin X simpática marca da Brahma. O único problema é que para tomar uma Fresh só nas férias no norte-nordeste.
A cervejaria Heineken anunciou na segunda-feira que comprará as operações de cerveja da mexicana Femsa por 3,8 bilhões de euros (5,44 bilhões de dólares), em uma transação toda em ações que dará ao grupo holandês uma posição de liderança em mercados emergentes da América Latina.
No mundo, há dois tipos de clientes: os que barganham e os que não barganham. E para atender o segundo grupo, a indústria do entretenimento criou algo chamado deluxe edition. Seja em filmes, games ou música. Grandes obras costumam sair em várias versões.[ No Brasil, é raro ver edição especial de discos e games. Os filmes, infelizmente, estão indo pelo mesmo caminho.]
Provavelmente uma das maiores rivalidades de marcas, do mundo, é entre Pepsi e Coca, é um barato comparar suas ações e vê o que as duas titãs fazem pra aumentar o brand equity da sua marca. Provavelmente (também) a Pepsi é a marca N°2 mais famosa do mundo. Mas como o mundo não é perfeito, a Coca está longe de ser líder em todos os segmentos em que atua. Como a Coca se comporta para aumentar o market-share dos seus produtos número 2?
Que deus nos acuda é esse que envolve a indústria de computadores e telefones celulares? A chegada da internet (wap não conta) aos celulares tem gerado uma espécie de pega-no-meu que eu-pego-no-seu. Tudo começou quando a Apple lançou um celular e o Google foi no embalo. Eu lembro que me perguntei “como assim uma empresa de internet vai lançar um celular?” Depois rolou o 











