Quando se trata de obter boas ideias, a maioria das pessoas não sabem por onde começar. Algumas pessoas são abençoadas com o dom da criatividade e conseguem ter mais ideias em 1 hora do que você tem em 1 semana. Mas elas são exceções, e mesmo assim pessoas “menos agraciadas” precisam contribuir com insights no dia-a-dia da empresa.
Não é fácil tornar uma pessoa racional, lado-esquerdo do cérebro, uma fonte de ideias e criatividade. Mas existem algumas técnicas que podem ajudar não apenas àqueles que abrem uma noz com mais facilidade do que tem alguma ideia, mas também quem já é criativo e quer aumentar as chances de sucesso das suas crias.
Achar as melhores ideias é uma daquelas coisas da vida que são extremamente fáceis de falar e difíceis de fazer. Tão fácil que é possível obtê-las seguindo apenas as 3 leis básicas criadas pela Maddock Douglas — consultoria focada em inovação que orienta grandes empresas como Nestlé, Procter & Gamble, Häagen-Dazs e outras.
As 3 leis a seguir foram construídas com base em décadas de experiência dos fundadores da Maddock Dougas, muitas vezes, adquiridas da pior maneira possível, segundo os próprios fundadores. São orientações simples, fáceis de assimilar, mas que podem ser difíceis de aplicar dependendo da cultura da empresa e dos vícios do profissional. Elas ajudam a achar as melhores ideias para inovar, criar novos produtos, fortalecer marca e reinventar o modelo de negócios.
Lei nº1: Seja um “agnóstico criativo”
Joseph Baskin, especialista em branding, uma vez escreveu um artigo chamado “Contrate Satã para sua equipe” no qual ele defende que uma equipe pode se beneficiar tendo alguém muito crítico contra-argumentando boa parte das ideias. O objetivo não é rejeitar ideias, é desafiá-las. Geralmente, é primeiro que diz: “e se não funcionar?” ou “mas isso o concorrente já faz”.
O marketing das empresas costumam enfrentar dificuldades para aprovar certos projetos com a diretoria porque não são críticos o suficiente com suas próprias ideias. Elas são boas, originais, seguem tendências, mas… será que dão retorno? O marketing defende que não é possível quantificar ou mensurar uma ideia nunca aplicada, o financeiro não quer saber e cobra mesmo assim. O fato é que uma hora você vai ter que provar que funciona. Mas tem — e deve — ser evitado no começo do processo. Nenhuma empresa inova pensando que não pode.
Para se chegar às melhores ideias, é preciso primeiro captar o maior número de ideias possíveis. É quase unanimidade entre artistas, publicitários e especialistas em inovação que insights podem vir de qualquer lugar. De uma situação familiar, assistindo um filme ou até analisando o concorrente. A princípio, toda ideia que tem algum potencial deve ser considerada. Só então, arme-se de dados e argumentos para descobrir qual é a melhor ideia e até onde ela pode ir. Do ponto de vista dos negócios, apenas originalidade não é o bastante. É preciso provar.
Lei nº2: Lembre-se que uma boa ideia gera muitas outras
Como identificar um insight em potencial no meio do turbilhão de pensamentos que inundam nossas mentes quando tentamos ter alguma ideia? Segundo a Maddock, uma boa maneira é compartilhar o insight com o grupo e ver quantas ideias as pessoas têm a partir dele. Ótimas ideias criam dezenas de outras ideias.
Lei nº3: Organize suas ideias por ordem de fator emocional
Você obteve grandes ideias, colheu recursos suficientes para defendê-las, mas não sabe como escolher a melhor diante de tantas boas opções. Uma boa maneira é organizá-las por justificativas emocionais. Às vezes, a gente não consegue provar porque aquela ideia dará certo, mas acredita tanto que põe tudo a perder investindo nela e o resultado é um grande sucesso. A intuição é a prova que fatores emocionais têm influenciado as decisões dentro das empresas.
Claro que não dá pra defender uma ideia dizendo “porque eu sinto que vai dar certo”, é preciso agregar fatores emocionais às informações (racionais) já colhidas. No início, algumas ideias parecem não ter muitos fatores emocionais envolvidos, quando isso acontecer, tente fazer a pergunta: “porquê?”
Por exemplo, se você perguntar para algumas pessoas porquê elas praticam exercícios, a maioria irá dizer “porque quero perder uns kilinhos” ou “ficar com corpo bonito”. Respostas racionais irão predominar. Porém, é certo que você vai ouvir alguma resposta do tipo “porque é saudável, quero viver bem e ver meus filhos se formando, casando e tendo meus netos”.
Essa necessidade de inovar partindo de necessidades mais ocultas do consumidor estão sendo descobertas pelas empresas hoje em dia. É o caso da marca de fraldas Pampers, que saiu de uma estratégia de deixar o bebê sequinho para ajudar a mãe no crescimento do filho.
As melhores ideias são originais e passíveis de argumentação, mas não é só isso, elas buscam tornar a vida mais fácil, mais conveniente, mais econômica e o mais importante de tudo: mais valiosa.






Um redator tem um único objetivo: conquistar o consumidor. Para isso, é necessário fazê-lo ler todo o texto. Se as pessoas lêem apenas o título ou pararem na metade: a missão falhou!
