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Na era das redes sociais é muito importante reforçar a importância do marketing tradicional e das interações físicas. Nos últimos anos, a opinião dos consumidores ganhou uma importância para o marketing graças ao seu poder de disseminação; termos como buzz e viral caíram nas graças do marketing porque nunca na história da humanidade uma informação atingiu tantas pessoas em tão pouco tempo. Algo que alcançou seu ápice com a popularização das redes sociais. No entanto, a maioria das pessoas continuam falando (bem ou mal) de empresas utilizando ferramentas do século passado.

A pesquisa realizada pela publicação Colloquy, especializada em lealdade de marca, mostra que 84% dos americanos falam sobre marcas com outras pessoas cara a cara, em segundo lugar está o e-mail e em 3º e 4º lugares estão os telefones fixos e o celulares, respectivamente.

Esses dados mudam consideravelmente quando analisamos só os jovens de 18 a 25 anos, onde o e-mail dá lugar ao celular (70%)  e o telefone fixo dá lugar às redes sociais (58%).

Dessa forma, podemos considerar que uma boa campanha digital — que é compartilhada muitas vezes na internet — é comentada milhares de outras vezes em mesas de bar e conversas por telefone, como antigamente. O problema é que as pessoas não falam só bem, e o mesmo vale para clientes insatisfeitos que “xingam muito no Twitter” que, com certeza, irão xingar ainda mais para parentes, colegas de trabalho e amigos.

Na próxima vez que alguém disser que as redes sociais são onde as pessoas mais falam sobre marcas, você terá argumentos para dizer que ele está errado. Mesmo os mais novos integrantes da Geração Y falam mais do que escrevem, isso não mudou; o que mudou foi a capacidade de disseminação assustadora que as novas tecnologias trouxeram. Mesmo assim, não seja moderninho demais para subestimar o poder de uma conversa cara a cara.

[Veja o gráfico completo aqui.]

Independente de qual seja o objetivo para o cliente anunciar, ele vai querer saber duas coisas: se as pessoas viram e se elas se lembraram do que viram (recall). No caso da internet, inclua uma nova pergunta: se elas clicaram.  Saber disso ajuda a avaliar o resultado das ações e a balizar investimentos futuros. Por isso, quanto mais informações você tiver, melhor.

Apesar de métrica ser um termo relativamente novo (ficou popular com a internet), há décadas a indústria publicitária utiliza o recall como um forte índice de avaliação de uma peça publicitária. O raciocínio é que quanto mais tempo o consumidor lembrar do comercial, melhor a propaganda é, e mais propenso ele estará a comprar a marca.

A popularização das métricas se deve à facilidade com que a propaganda online pode ser mensurada. Pela primeira vez em décadas, o resultado de uma campanha pode ser tabulada em uma planilha de Excel e entregue ao cliente. Vale ressaltar que sucesso depende do objetivo que se queira alcançar, e propaganda sempre terá fortes fatores emocionais e subjetivos envolvidos. Dito isso, ainda assim, números são importantes quando bem interpretados e ajudam as empresas a terem maior confiança na hora de investir.

Mas ao provarmos que tal canal de comunicação recebe mais clicks ou mais visualizações ou tem maior índice de recall significa dizer que é melhor que os outros?

Converter propaganda em resultado sempre foi algo complexo, é preciso planejar, analisar, mas também tentar. Tentar diferentes mídias, estratégias e ideias. Neste post, vou me ater ao analisar e quero você termine este post refletindo que,  no marketing, nada é absoluto.

Com os smartphones ficando tão populares, não demorou para os anúncios dominarem a telinha. E celular não é como uma tela de computador, muito menos como o rodapé de um jornal, ela é limitada o suficiente para não conseguirmos evitar os banners e links. Resultado disso:  índices altíssimos de recall e awareness.

Segundo uma pesquisa inglesa, 88% disseram ignorar propaganda em aplicativos (eu sou um). Apesar disso, 80% das pessoas notam elas  e 17% disseram lembrar dos anúncios dos aplicativos que usam diariamente. Quando perguntados se eles acham justo inserir banners em apps gratuitos, apenas 5% disseram que sim. Fato: as pessoas não gostam de propaganda, elas apenas toleram. Fato 2: as pessoas não gostam de propaganda porque a maioria delas são chatas.

Chato mesmo é propaganda via SMS. Chega mensagem no seu celular e você sai correndo para ver que é… a promoção do Faustão ou da operadora lhe lembrando de algum “benefício”. 53% dos britânicos deletam praticamente sem ler. Mas isso não é culpa do SMS, o retorno dessa mídia é realmente baixo: 6% para links em um e-mail, 4% para anúncios em sites, 3% para anúncios em aplicativos e 2% via mensagens. E quantas pessoas compraram algo a partir desses links? 1%.

Agora vamos para outra mídia que está bombando no meio digital: vídeos. Há cerca de 2 semanas, qualquer vídeo do YouTube que você assistisse, exibia um comercial de 15 ou 30 segundos de uma marca de shampoo. Os americanos chamam esse tipo de mídia de pre-roll, mid-roll ou post-roll (antes, durante ou depois do vídeo). Uma pesquisa do Yahoo! descobriu que esse tipo de mídia é a que gera maior recall do público nesse tipo de site. Ou seja, se uma pessoa está assistindo um vídeo, usar qualquer outro formato não trará tanto retorno.

No entanto, apesar das pessoas lembrarem mais da marca vendo comercial online durante um vídeo, ela não gera ação (6%). Para isso, o banner expandido com vídeo é melhor (21%), além de ser o que mais ajuda as pessoas na tomada de decisão.

O que eu quero mostrar com isso é que não existe mídia perfeita. E eu utilizei dois dos maiores fenômenos digitais da atualidade, imagine na mídia tradicional. Números podem ser tendenciosos — e complicados –, por isso é preciso saber o que olhar e como olhar na hora de decidir em que investir.

O ser humano é algo incrível. Mesmo com sua mente poderosa capaz de fazer coisas incríveis, ainda existem alguns “bugs” que intrigam especialistas em comportamento e surpreendem a todos nós. Se você é um designer, profissional de marketing, publicitário, vendedor ou trabalha em alguma outra área que lida diretamente com pessoas, você também deve ser um especialista em comportamento. Então, quero mostrar para vocês um desses bugs da mente.

Antes de tudo, não leia o restante deste post até assistir o vídeo abaixo e contar quantas vezes as moças de branco passam a bola. (Se quiser assistir em tela cheia.)

A resposta certa é 16, mas esse não é o objetivo real do video. Você talvez já tenha assistido outros videos semelhantes, mas esse em específico foi criado por Daniel Simons para demonstrar o fenômeno (nem sei se posso chamar assim) chamado de “cegueira por desatenção” ou “cegueira para mudanças”. Você viu o gorila passeando enquanto as moças passavam as bolas? Você viu a cortina mudando de cor? Você viu as moças de preto saindo antes? Ok, você talvez tenha visto, mas segundo Simons — autor do livro “The invisible Gorilla” –  metade das pessoas não vê.

A psicóloga e especialista em experiência Susan Weinschenk explica que as pessoas, frequentemente, não notam grandes mudanças em seu campo visual. E isso é facilmente percebido quando se está concentrado em alguma outra coisa — como contando o número de passes de uma bola de basquete.

A implicação disso para a comunicação/design/marketing é que o fato das pessoas olharem para algo, não significa que elas estejam prestando atenção. Só por que está lá, na cara delas, não significa que elas estejam realmente vendo (a percepção é a visão do cérebro). Se você quer que as pessoas notem as mudanças, talvez seja preciso ser bem direto mostrando quais são as mudanças e onde elas estão.

Se você achou esse assunto interessante, assista este outro video e veja como a “cegueira por desatenção” pode ser ainda mais impressionante e frequente.

Se pudéssemos dar um “apelido”  à Geração Y (também chamada de geração do milênio), poderíamos chamar de a Geração Social. Nenhuma outra geração da história teve tantos amigos, interage e é tão influenciada pelos amigos como a galera de 18 a 34 anos (1977-1993). Essas pessoas adoram o convívio social, mesmo que boa parte dele agora seja feita de forma virtual.

Um relatório recente divulgado nos Estados Unidos revelou um pouco mais sobre os hábitos desse público que, aqui no Brasil, corresponde a cerca de 58 milhões de de pessoas. Uma coisa em especial saltou à minha mente quando o vi: a geração do milênio é a geração mais social que já existiu! De um modo geral, gostamos de fazer compras com alguém — amigos, namorada, pais — uma vez que comprar se tornou uma atividade muito mais social e prazerosa do que antigamente. Na verdade, precisamos da ajuda das pessoas para tomar quase qualquer decisão — 68% das pessoas consultam sua rede de influência antes de tomar uma decisão relevante. Experimente ir a um restaurante novo sem pedir a opinião de alguém.

Estamos sempre lendo o que os nossos amigos dizem e fazem, e muitas vezes é sobre marcas.  Todas as gerações usam redes sociais, o que difere é como elas usam. A Geração Y tem mais amigos, adere rapidamente às novas tecnologias e posta conteúdo com mais frequência; em outras palavras, ela é mais social. E ser mais social significa que ela ouve mais, fala mais e valoriza a opinião dos outros tanto quanto a sua. Esse é o principal motivo pelo qual as mídias sociais estão revolucionando os negócios. Entregue algo realmente bom e eles falarão para todos seus amigos. Decepcione um cliente e ele espalhará para toda cidade.

Algumas outras características apontadas pelo estudo:

  • Adoram recompensas e programas de fidelidade
  • Compram mais em lojas de conveniência
  • Preferem marcas com boa presença na internet e mobile
  • São fãs de lojas especializadas em comidas (como empórios)
  • Gostam de experimentar coisas diferentes como comidas exóticas e cardápios bem montados
  • Valorizam lugares amigáveis para crianças

Social é a palavra da vez não por fenômenos como Facebook, Google ou Twitter, mas porque a nova geração cresceu com o dinamismo da informática, tendo acesso a muito mais informações e atividades do que seus pais e avós tiveram, e por viver em um mundo mais livre com diversas culturas e hábitos. O boca a boca sempre foi importante, mas nunca teve tanto impacto (e alcance) como hoje. Da mesma forma, as pessoas estão valorizando e requisitando mais as opiniões dos outros.  Essa turma adora experimentar coisas novas e fará isso com amigos, postando fotos, videos e suas opiniões pessoais sobre tudo. Inclusive a sua empresa.

Neuromarketing é o que há de mais recente no mundo das pesquisas de marketing e comportamento do consumidor. É a união entre a ciência (propriamente dita) e a pesquisa de mercado.

Faz 5 anos que eu saí da faculdade e, de lá pra cá, muita coisa mudou. Estudei na faculdade os métodos comuns de pesquisa como grupos de foco, grupos de discussão, recall e outros tipos de pesquisa que buscam descobrir o que se passa na cabeça dos consumidores e se eles comprariam determinado produto, ou porque se comportam de determinada maneira. Há uns 2 anos, ouvi falar de neuromarketing e fiquei fascinado.

O objetivo é audacioso: responder perguntas questionando o cérebro das pessoas. Nos últimos anos, ficou evidente que as pessoas não têm total domínio no que se passa no seu corpo e na sua mente. Poucas pessoas realmente se conhecem e mesmo as que se conhecem ainda estão suscetíveis à influência social, emocional e do próprio cérebro — quase sempre inconsciente. Ou seja, você acha que gostou daquele comercial, mas seu cérebro diz que ele é apenas divertido. O neuromarketing quer responder, de uma vez por todas, o “porquê”  Mas como elas são feitas?

As caríssimas pesquisas de neuromarketing usam nada mais que instrumentos médicos para sua realização. O que quer dizer que se você quer trabalhar nesse ramo, precisa de um bom neurocientista ao seu lado, ou de alguém que saiba muito mais do que a função do córtex pré-frontal ou a localização da amígdala.

Atualmente, toda pesquisa de neuromarketing utiliza um destes dois equipamentos: fMRI ou EEG, na sigla inglês.

fMRI (ressonância magnética funcional)

São aquelas máquinas gigantes caríssimas que os hospitais costumam se exibir por ter uma. Este aparelho consegue tirar uma foto do cérebro e mostrar exatamente quais partes foram ativadas durante uma determinada situação — como assistir um comercial, por exemplo. Acredito eu, com base no livro de Martin Lindstrom, que esse aparelho é o mais eficaz; mas seu alto-preço, barulho incômodo e a sensação de claustrofobia fazem do fMRI uma ferramenta de difícil aplicação no cotidiano.

EEG (Eletroencefalograma)

A outra maneira de rastrear o cérebro é através do eletroencefalograma. Eletrodos são distribuídos sobre o couro cabeludo e com a ajuda de um amplificador, as atividades cerebrais são distribuídas através de gráficos, que podem ser comparados com padrões e, assim, saber se temos algo de especial ou não. Ao contrário do fMRI, cujo resultados são mostrados em imagens, o EEG utiliza gráficos. Embora um pouco menos preciso, é mais barato e menos descofortável, o que faz do EEG a ferramenta mais usada em pesquisas de neuromarketing hoje. Mas isso está prestes a mudar.

Mynd® (wireless EEG)

Com o neuromarketing se tornando mais popular, empresas procuram uma maneira de tornar as pesquisas não apenas mais baratas, mas também menos trabalhosas. Fazer uma pessoa entrar em uma máquina de ressonância magnética e ficar imóvel por vários minutos  ou amarrá-la a um toca cheia de fios conectada a um aparelho, não é lá um trabalho muito fácil. Pois bem, a empresa Neurofocus desenvolveu um novo aparelho, o Mynd. Basicamente, é um EEG sem fio e 100 vezes mais prático. Ele se conecta através de bluetooth, é leve, prático e dispensa o uso de gel nos eletrodos.

O neuromarketing é uma ferramenta fantástica, mas deve ser usada com cautela. Requer muito dinheiro e uma enorme capacidade de análise para não interpretar errado os resultados. De tudo que eu já li, a sugestão dos especialistas é uma só: escolha a metodologia cuidadosamente e, de preferência, mais de um.

Escolher cansa

16 de fevereiro de 2011 • TEMAS: Marketing / / /

Um estudo feito 11 anos atrás pela Universidade de Columbia chamou atenção para algo que o mundo do marketing acreditava ser um benefício: oferecer um grande número de opções para os clientes. O estudo mostrou que oferecer mais 24 opções de geléia atraiu mais pessoas a um supermercado de luxo.  No entanto, dentre os clientes que se depararam com as 24 opções, apenas 3% levou algum. Enquanto os que se depararam com apenas 6 opções, 30% efetivou a compra.

Em 2008, um estudo se aprofundou no assunto. Uma pesquisadora da Universidade de Minnesota concluiu que tomar decisões cansa, não exatamente como se tivesse passado 3 horas na academia, mas vai esgotando o cérebro aos poucos, e dificulta as atividades posteriores. Quando as pessoas fazem muitas escolhas sucessivas perdem um pouco do auto-controle e, ao se deparar com decisões difíceis, que exigem maior concentração e análise, podem procrastinar ou mesmo não decidir. Isso é particularmente importante em compras caras e que envolvam alto risco. Se o consumidor está cansado, ele não vai comprar.

A mais nova pesquisa relacionada ao tema vem da Universidade de Stanford e também concluiu que escolher cansa.  Em uma lista de candidatos, quanto mais baixa fosse a posição do candidato à eleição, mais as pessoas deixavam de votar ou usavam “atalhos mentais”. A diferença entre os candidatos do topo e os de baixo foi de 10%. Segundo os pesquisadores, alguns candidatos poderiam ter vencido a eleição caso estivessem em uma posição mais favorável.

Vale ressaltar, que esse cansaço é inconsciente. Ninguém vai dizer “estou cansado de escolher, vou pra casa”. Ao meu ver, essas pesquisas indicam que é bom as empresas reverem as estratégias de negociação das equipes de vendas, a maneira como o ponto-de-vendas está organizado e até o tamanho do portifólio. É quase unanimidade entre especialistas que oferecer muitas opções confudem o consumidor, mas quem sabe colocar um profissional  pronto para tirar dúvidas e orientar os clientes não possa ser um diferencial?  É questão de testar. De uma maneira geral, reduza as etapas do processo de compra, seja prático –sem “embromation”–, ajude o cliente em tudo que puder e não esgote sua paciência; principalmente depois de um dia de trabalho.

Você entra em uma loja, um vendedor se aproxima e diz “olá, boa tarde, como vai o senhor?”.  Em outra situação, você mal adentra o estabelecimento e é recebido por uma pessoa simpática que  lhe diz algo parecido, mas com um agradável sorriso no rosto. Não é preciso ser gênio para afirmar que as chances da segunda loja de fechar a venda e fazê-lo voltar no futuro são muito maiores.

As empresas parecem subestimar o poder do sorriso. Porque, caso contrário, os vendedores seriam as pessoas mais simpáticas do mundo. Mas apesar do mercado voraz dos dias atuais, encontrar vendedores apáticos, de sorriso amarelo e que não nos deixam à vontade ainda é bastante comum.

E não basta sorrir. Recentemente, descobri que há 3 tipos de sorriso: microsorriso, sorriso social e sorriso verdadeiro. Todos eles são bons e a quantidade de sorrisos sociais sempre será maior que a dos outros. No entanto, quanto mais alto for a quantidade de sorrisos verdadeiros, maior o apelo emocional gerado nas pessoas. Sem dúvida, sorrisos verdadeiros são os mais difíceis de se arrancar do rosto de uma pessoa; enquanto o social pode ser  sustentado pelo tempo que quisermos, o verdadeiro é autêntico e dura poucos segundos. Em outras palavras, é praticamente impossível de falsificar.

O sorriso é a extensão da felicidade. Soa meio piegas, eu sei, mas isso significa que é impossível pedir a um funcionário que esteja sempre sorrindo e que trate os clientes com simpatia e atenção sendo que a empresa não o trata dessa forma. O gerente é carrancudo e o dono está sempre de nariz empinado. De fato, sorrisos verdadeiros advém de pessoas felizes e extrovertidas. E a gestão está totalmente associada a isso — desde a contratação da equipe de vendas.

O que diz a ciência

Certamente, um sorriso não é capaz de vender o que o consumidor não precisa.  (O impulso existe, mas ele funciona como o estopim de um desejo já existente.)  Ele age como um poderoso estimulante. Segundo um estudo da Universidade de San Diego, garçons com feições felizes podem fazer clientes de um bar beber duas vezes mais rápido e gastar o dobro do que se forem atendidos por garçons sérios. Porém, se os clientes não estiverem afim de beber, a empatia não parece fazer muita diferença.

“Eu acho que esse estudo mostra que mesmo uma ínfima elevação no humor, tão pequena que é praticamente imperceptível, pode afetar o quanto as pessoas gastam.” (Roger Dooley)

Confesso que isso me deixou um pouco surpreso, mas parando para pensar, nenhum vendedor do mundo conseguiu me vender uma calça jeans quando eu entrei em uma loja para comprar uma camisa. É  mais fácil levar 2 camisas do que 1 camisa e 1 jeans. Vale ressaltar, que o impacto do sorriso no cliente é praticamente imperceptível. Dura frações de segundos e em muitos casos nós nem nos damos conta — mas nosso cérebro sim –  de que ele exerceu influência positiva na decisão. Talvez por ser tão sutil e difícil de representar em números, as empresas deem pouca atenção para algo tão importante como o sorriso.

O sorriso é uma excelente ferramenta de vendas, mas como qualquer outra ferramenta, cabe as empresas decidirem o quanto investir.

Existem 2 tipos de empresas: as que fazem pesquisas e as que não fazem. Bem ou mal, essas pesquisas direcionam as decisões das empresas e aumentam drasticamente as chances de sucesso de um novo produto, serviço ou atributo.

As empresas que costumam fazer pesquisas — geralmente de maior porte — utilizam para quase todos os fins. Elas acreditam que essa é a maneira de gerir uma empresa centrada no consumidor. Isso vem desde a década de 70 quando fazer pesquisa era a ferramenta mais avançada que uma empresa podia usar para orientar suas ações de marketing.  A partir daí, vieram grupos de foco, discussão, pesquisas quali e quanti, de satisfação, recall e, mais recentemente, as novas de reconhecimento facial, neurociência e rastreamento ocular (essa não tão nova, mas ainda hoje pouco usada).

Isso porque hoje não basta mais perguntar se o consumidor gostou ou se ele compraria, é preciso comprovar e isso não se consegue da forma verbal. Além de tudo isso, empresas também têm à disposição relatórios que buscam revelar hábitos dos consumidores através de uma grande compilação de dados (ex: AdAge e Nielsen). Evidentemente, tudo custa muito dinheiro.

Já as empresas que não gastam com pesquisa tendem a agir no escuro. Difícil saber se algo vai dar certo até que o cliente pague por ele. E sabe-se que um lançamento fracassado sempre custa muito mais caro do que um projeto abandonado na fase final.

Muitas dessas empresas dizem que não têm dinheiro para pesquisa, mas curiosamente todos os meses elas gastam uma boa grana em mídia. Essas mesmas empresas podem dizer que, se não anunciarem, não vendem; que é vital para o negócio. Mas o feedback do cliente também é vital para o negócio. Além do mais, se o único atrativo da sua empresa é o que está na peça publicitária;  ela não irá muito longe mesmo.

O fato é que hoje as pessoas estão mais dispostas a ajudar a sua empresa do que nunca. O que é curioso, porque ao mesmo tempo elas criaram uma resistência à publicidade. Eu só conheço um tipo de pessoa que para pra ver propaganda: publicitários.

A prova de que as pessoas estão dispostas a ajudar a sua empresa é o chamado crowdsourcing. Um termo citado em praticamente qualquer livro de marketing lançado nos últimos 2-3 anos. As mesmas empresas que gastam milhares de reais em pesquisas têm procurado alternativa no crowdsourcing. Se perguntar o que as pessoas querem através de pesquisas e comprovar se isso é verdade através da ciência não basta, que tal permitir que elas contribuam com o desenvolvimento do produto ou melhoria de seus serviços?

A indústria dos games já utiliza isso ao prestar atenção aos seus fóruns e decidir o que precisa ser melhorado, mantido ou retirado na próxima versão. É impossível negar que os consumidores estão no poder hoje. Na verdade, A. G. Lafley — o homem que aumentou o valor de marca da Procter & Gamble em $100 bilhões — diz há pelo menos uns 15 anos que “o cliente é o chefe”.  Vejam o recente caso da Gap que já se fala em “o maior desastre de marketing desde a New Coke”. A diferença é que a New Coke foi há 25 anos atrás. Se o cliente é o chefe, por que as empresas não os ouvem antes de criar algo novo ou resolver problemas? Essa é um das mais eficientes e baratas pesquisas que uma empresa pode fazer.

Pergunte!

Certamente, você precisa perguntar para seus clientes. Caso contrário, eles só lhe falarão os problemas.

Perguntando como o serviço pode ser melhorado e se o cliente ficou satisfeito, é possível melhorar drasticamente a experiência do consumidor com a marca. Quanto custa alguns formulários impressos (em um espaço exclusivo, não em qualquer canto)? Ou o gerente perguntar para clientes aleatórios se ele pode ajudar em algo mais? Ou usar o mailing para algo útil: “como foi a sua última experiência com a nossa marca?” ou “tem algo que você gostaria que ainda não oferecemos?”. É realmente muito fácil e barato (R$0,00). Você nem precisa criar uma comunidade como fez a Dell e a Starbucks. Basta usar o que você já tem; seu site, seu Twitter, sua página no Facebook e sua simpatia. As pessoas não gostam de publicidade, mas adorariam conversar com as marcas que compram.

Um conselho para a vida toda: mau é mais forte que bom. Constrangimentos, desconforto e medo duram muito mais tempo e afetam mais o nosso emocional do que qualquer elogio, sorriso ou palavra de consolo.

A questão aqui é: todos nós temos defeitos, todos nós fazemos coisas erradas. Da mesma forma, todos nós temos qualidades e fazemos o que achamos que é certo (com base no que a sociedade nos ensinou). Mas será que as nossas qualidades compensam os nossos defeitos? Será que nossos erros anulam as coisas que fazemos? Bem, especialistas sugerem que não.

É evidente que em um mundo perfeito, você deveria se focar tanto em melhorar seus pontos fortes como em eliminar seus pontos fracos. Mas levando em conta que você já tem coisas demais para fazer; é mais realista deduzir que você vai se focar em apenas um dos dois. E que este seja: diminuir seus defeitos.

Regra do 5 pra 1

Para comprovar que experiências negativas exercem impacto muito maior nas pessoas do que as positivas, pesquisadores acadêmicos investigaram um grande número de casais. A descoberta foi incrível: a menos que as experiências positivas superem as negativas em 5 pra 1, o relacionamento está fadado ao fracasso. (O livro “Blog Marketing” usa a proporção 4 pra 1, mas não cita o estudo.)

Essa é uma descoberta incrível. Quem é um pouco mais experiente sabe o quanto os relacionamentos vão se deteriorando aos poucos. Seja com um amigo que outrora fora seu melhor amigo ou um chefe que você costumava admirar ou uma namorada que você amava loucamente até ela começar a pisar na bola. Não são coisas que acabam do dia para a noite.  Mas com base na “Regra do 5 pra 1″ é possível saber se tem futuro ou não. O estudo realmente afirma que 2, 3 ou 4 interações positivas não compensam o efeito de uma experiência negativa, é preciso, de fato, 5 ou mais.

O impacto dentro das empresas

Se deteriorar a relação com os seus funcionários ou colegas não for o suficiente, veja esta: equipes com pelo menos 1 pessoa negativa apresentam desempenho de 30% a 40% pior do que equipes que trabalham em plena harmonia. Nas empresas, 1 laranja podre realmente compromete todo o saco.

É importante enfatizar que  “o mal” pode estar em qualquer lugar e cabe ao chefe eliminá-lo. Se alguém está disseminando a discórdia ou está em descompasso com o restante da equipe, o chefe deve agir. Se algum problema gera mal-estar na equipe, cabe ao chefe resolver o mais rápido e de forma mais transparente possível.

O papel do chefe é manter sua equipe sempre feliz e produtiva, e a maior parte disso está principalmente em evitar ou eliminar as experiências negativas do que criar positivas.

Baseado no artigo “Bad Is Stronger Than Good”

Felicidade é um assunto que me fascina. Embora esse seja o objetivo nº1 na vida dos quase 7 bilhões de pessoas na terra, eu arriscaria dizer que grande dessas pessoas não são felizes. E isso torna o assunto ainda mais interessante para psicólogos, sociólogos  e economistas — e claro, pra mim e pra você.

Este ano, o instituto Gallup concluiu uma pesquisa mundial que durou 4 anos e criou um ranking dos países mais felizes do mundo. Descobriu-se coisas curiosas como os costa-riquenhos serem mais felizes do que os canadenses, cuja qualidade de vida é uma das mais altas do mundo. A metodologia levou em consideração o dia-dia das pessoas;  perguntando coisas como se elas descansavam bem, se sentiam valorizada, se costumavam sentir dores e se sentiam intelectualmente engajadas. Os pesquisadores, então, com base na média, chegaram ao número de pessoas que tinham alcançado, estavam buscando ou estavam sofrendo. A média das 3  gerava uma nota chamada “experiência diária” que determinava a posição do país no ranking da felicidade.

Mas afinal, o que nos faz feliz? Claro que cada um tem a sua própria receita, mas de uma maneira geral, algumas coisas parecem ser fundamentais para a felicidade de uma pessoa. Em maior ou menor grau, todos nós somos afetados pelos mesmos fatores, como dinheiro. Abaixo, listei alguns fatos que achei interessante a partir da pesquisa Gallup e de uma outra realizada recentemente nos Estados Unidos.

  1. Casamento traz felicidade; (Apesar da alta taxa de divórcio, os casados de hoje são mais felizes do que nunca.)
  2. Ensino superior é importante para felicidade;
  3. Ganhar mais de (+-) R$ 6.000 reais por mês;
  4. Ganhar mais de  (+-) R$ 10.000 por mês não faz as pessoas mais felizes;
  5. Pais e mães são mais felizes;
  6. Solidão é o maior inimigo da felicidade;
  7. Maturidade ajuda as pessoas a lidarem com os problemas, e com isso, serem mais felizes;
  8. Divórcio, obesidade e cigarro são outros inimigos da felicidade;
  9. Ter de sustentar algum familiar é um problema;
  10. De 0 a 10, os americanos avaliaram sua felicidade em 6,76;
  11. O Brasil está uma posição acima (dos EUA) no ranking da felicidade;
  12. Alemães, espanhóis, franceses e italianos são menos felizes que kuwaitianos, Colômbianos e australianos;
  13. Quer ser feliz? Vá a igreja. A fé é o único fator que consegue superar o dinheiro quando o assunto é felicidade.