Você está em ‘personalidades’

Eu fico maravilhado sempre que conheço alguém que fazia muitos anos atrás o que deveríamos estar fazendo hoje e não estamos.

O último dessas pessoas raras que conheci foi William L. McKnight, presidente da 3M de 1929 a 1966 e filósofo de negócios, foi responsável por criar uma das empresas mais inovadoras da história. McKnight defendia a autonomia dos funcionários no momento em que gestão era sinônimo de controle.  Foi ele quem permitiu, pela primeira vez, que funcionários tivessem tempo livre para desenvolver seus próprios projetos — comum no Google, Facebook e outras empresas do Vale do Silício.

Abaixo, está o princípio de gestão implementado por William McKnight até hoje em vigor na 3M. Não tenho dúvida, de que é um dos mais importantes conselho que você pode receber como gestor.

“Conforme nosso negócio se expande, se torna incrivelmente necessário delegar responsabilidade e encorajar homens e mulheres a exercitar a iniciativa. Isso requer uma tolerância considerável. Esses homens e mulheres, a quem nós delegamos autoridade e responsabilidade, se eles forem boas pessoas, irão querer trabalhar do seu próprio jeito.

Erros serão cometidos. Mas se a pessoa estiver essencialmente certa, os erros cometidos por ele ou por ela não serão tão graves, no longo-prazo, quanto aqueles cometidos autoritariamente pela gestão ao dizer exatamente como eles devem trabalhar.

A gestão que critica destrutivamente quando falhas acontecem mata a iniciativa. E é essencial que nós tenhamos pessoas com iniciativa se quisermos continuar crescendo.”

Pessoas no mundo todo querem ser como Steve Jobs, empresas querem ser a próxima Apple, mas quem teria a coragem de fazer o que Jobs fez? O co-fundador da Apple, ex-dono da Pixar e criador dos gadgets mais falados dos últimos 10 anos não é um semi-deus como alguns podem pregar, mas é sem dúvida uma das pessoas mais visionárias e corajosas que apareceu no mundo dos negócios nas últimas décadas. E o que mais é preciso para mudar a história além de paixão  e ação?

Há 13 anos, a Apple estava à beira da falência. Então, Steve Jobs reiventou a forma de ouvir música, depois reinventou o celular e encantou o mundo com a magia do iPad poucos anos depois. As pessoas admiram Steve Jobs, mas não agem como Steve Jobs. Aqui estão as principais atitudes — ousadas — que o tornaram o executivo mais admirado da atualidade.

1. Parceria com o concorrente.

Pouca gente sabe, mas se não fosse pela Microsoft, talvez (enfatizo no talvez) a Apple não estivesse aqui. Em 1997, após muitos anos no vermelho, Steve Jobs precisava juntar dinheiro rápido e foi esperto o bastante para procurar Bill Gates. A Microsoft investiu $150 milhões na Apple e foi parceira da marca na Macworld Expo 97. Jobs justificou dizendo: “Isso é pela saúde da Apple, para que ela possa dar grandes contribuições à indústria e voltar a prosperar”. O que, de fato, aconteceu.

2. Colocar sexo nos produtos.

Jobs é um vendedor nato. No início, Wozniak cuidava da engenharia enquanto Jobs tratava de vender e conseguir parcerias. Eu não sei o que ele quis dizer com “sexo”, mas em 1998, Jobs convocou uma reunião e disse: “sabe o que essa empresa tem de errado? Os produtos são uma droga! Não há sexo neles.” O que eu sei é que hoje, o design dos produtos Apple levam pessoas ao orgasmo.

3. Criar soluções possíveis para problemas impossíveis.

A Apple é uma indústria, certo? Errado. É também comércio. Tudo começou quando Steve Jobs achou que as lojas de varejo não davam a atenção que os produtos Apple mereciam. Então, ele fez o que na época ninguém fazia: criou lojas próprias. Pode parecer fácil, mas atuar com algo que você não domina, como o varejo, é sempre um grande desafio.

4. Dizer aos consumidores o que eles querem em vez de perguntar.

Ele é famoso por dizer que os consumidores não sabem o que querem até verem um. Sua teoria pôs abaixo um dos maiores mitos do marketing: o de que os consumidores conhecem seus desejos. A Apple não usa grupos de foco, em vez disso diz o que as pessoas querem antes de quererem. Ano passado quando o iPad foi anunciado, as pessoas acharam o produto bobo, e não foi que ele se tornou sonho de consumo?

5. Produtos que funcionam melhor juntos.

A Apple é famosa por favorecer seus próprios produtos. iPod com iTunes, iTunes com iMacs, interação entre iPhones e iPads e iTunes store, etc. A justificativa por trás disso na opinião de Steve Jobs é:  “A Apple está sempre mostrando que a soma das partes é maior que o todo”.

6. Não contratar apenas os melhores.

Como muitos estudiosos da criatividade defendem, a empresa aposta na diversidade da sua equipe. O próprio Steve Jobs atribui parte do sucesso dos Macintosh ao fato de ter funcionários com formação em música, história, zoologia e literatura.

7. Estimular o pensamento diferente.

“Pense diferente” não é apenas o título de uma das campanhas publicitárias mais memoráveis da história, mas é também a filosofia que a empresa se sustenta.

8. Não incrementar demais.

Apenas recentemente os iPods passaram e ter rádio FM e o primeiro iPhone tinha uma câmera péssima. Essa é uma das maiores lições da Apple: você não precisa lançar o produto perfeito, apenas crie algo incrível e antes de todo mundo. “Nós somos absolutamente consumidos pela ideia de criar uma solução que seja muito simples”, disse o designer Jonathan Ive, vice-presidente de design da Apple.

9. Vende sonhos, não produtos

Foi-se o tempo em que Mac OS X era o mais seguro , o mais rápido e o mais estável, mas ficou a imagem de um super produto, uma grande reputação e o melhor design para se ter na sala de casa. As pessoas não compram iMac, iPhones e iPads pelo que eles são, mas pelo que eles representam.

10. Acreditar em si próprio

Steve Jobs disse no seu famoso discurso em Stanford: “Tenha a coragem para seguir o seu coração e sua intuição. Ele, de alguma forma, já sabe o que você quer se tornar”.

Fonte: Business Insider

Ralph Waldo Emerson foi uma daquelas pessoas que tinha uma cabeça muito a frente do seu tempo. Não 10 anos, mas 100 anos a frente da sua época. Provavelmente, qualquer pessoa de hoje com uma boa educação conseguiria levar uma conversa razoavelmente agradável apesar dos 150 anos de diferença que separa o nosso tempo do dele. Ao contrário de muitas personalidades do século XIX, ele foi um cara calmo, correto e procurava levar a vida de forma saudável e ética. Ralph Waldo Emerson escreveu muito sobre relação humana, auto-estima, equilíbrio pessoal e sucesso. Mas são algumas lições de produtividade que gostaria de compartilhar com vocês.

Particularmente, acredito que um dos segredos da vida é como equilibrar vida pessoal e profissional. Algumas pessoas são extremamente felizes na empresa e uma catástrofe quando voltam para casa no final do dia. Pessoas “que vivem para o trabalho” como costumamos dizer. Outras, possuem uma família linda, amigos, saúde e bom humor, mas estão no mesmo emprego há muitos anos sem grandes perspectivas de crescimento. Em algum momento de suas vidas, essas pessoas cometeram o grave erro de priorizar uma sobre a outra no momento errado. Ou casaram cedo demais, ou terminaram a faculdade tarde demais, ou trabalharam demais e nunca deram importância a uma pessoa especial, ou simplesmente não foram eficazes. Ler Ralph Waldo Emerson pode ajudar nesse equilíbrio.

Ser produtivo significa ser eficaz. Se você trabalha duro e consegue terminar tudo antes do que o de costume, você terá mais tempo para você, parar ler o jornal, sair mais cedo e tomar uma cerveja com os amigos ou mesmo adiantar o trabalho de amanhã. O problema é que a internet, o celular, a falta de organização pessoal e das próprias empresas tornou essa tarefa muito difícil. Ser produtivo é difícil pra caramba! Abaixo estão três lições com mais de 130 anos de vida de um dos homens mais admirados e lidos da história.

1. Coloque tudo no papel

Homens nasceram pra escrever… o que quer que ele observe ou experiencie chega como um modelo e se encaixa em seu propósito. Ele calcula que de todas as bobagens que eles dizem, algumas coisas são indescritíveis. Ele acredita que tudo que pode ser pensado, pode ser escrito. Na sua visão, um homem tem a capacidade de relatar, e o universo tem a possibilidade de ser relatado.

Ralph Waldo Emerson parecia ter um “problema” parecido com o meu, pensar mais rápido do que a capacidade de absorver. No decorrer do dia, eu tenho inúmeras ideias sobre tudo, penso em várias coisas, vejo muita coisa e uma hora depois eles se foram como a água de uma torneira aberta. Provavelmente por perceber isso, eu me tornei um ávido colecionador de informações.  Na minha mesa do trabalho, eu tenho um caderno, post-its e folhas pequenas de rascunho que geralmente vão parar no bolso ou na carteira com alguma anotação. Bloco de notas é o meu programa de computador favorito, o BlackBerry minha agenda e Google Docs o único site que não vivo sem.  Em casa, mais um grande caderno não sai da minha escrivaninha e, recentemente, criei outro blog para evitar perder coisas interessantes.

Independente de quão boa seja sua memória ou organizada seja sua mente, anote as suas ideias e compromissos. Guarde coisas que você acha legal e inicie futuros projetos escrevendo hoje uma pequena introdução deles. É importante que você tenha sempre onde anotar esteja onde estiver. Isso ajuda não só a lembrar, mas a organizar, revisitar ideias e torná-las ainda melhores mais tarde, e é especialmente útil quando você estiver num mal dia. Isso é obrigatório para publicitários e profissionais de marketing, e muito útil para todos os profissionais.

2. Elimine distrações

Prudência na vida é concentração; o mau é dissipação: e não faz diferença se nossas dissipações são grosseiras ou finas; particulares e preocupações, amigos, hábito social, ou política, ou música, ou festa… Amigos, livros, filmes, pequenos afazeres, talentos, elogios, esperanças — todas essas distrações que causam oscilações em nosso instável balão, e torna um bom equilíbrio e um curso reto impossível. Você deve eleger seu trabalho; você deve fazer o que seu cérebro pode, e largar todo o resto. Só assim, dá pra acumular força suficiente que torna possível dar o passo do saber em direção ao fazer.

Eis o grande mal do século XXI. Mesmo quando o mundo era simples e não se tinha muitas opções de lazer ao nosso alcance, a distração já era um problema sério. Especialmente para escritores, uma das poucas profissões onde habilidade cognitiva predominava. Para publicitários, analistas, pesquisadores, jornalistas e outras inúmeras profissões onde “pensar” é o trabalho principal, distração é capaz de afetar drasticamente a produtividade.

Às vezes, manter-se focado é uma tarefa árdua e é preciso eliminar todas as possíveis fontes de distração. Colegas que falam demais, uma sala barulhenta, muitos compromissos no mesmo dia, janelas do computador, televisão, celular, barulho de obra. Via de regra, o segredo é minimizar o máximo de coisas à sua disposição. Quantas vezes você já viu a história de um escritor indo passar o final de semana em um local ermo longe da cidade? Tenha um local assim pra você.

3. Comece!

“Ah!” disse o bravo pintor para mim, pensando nisso, “Se um homem fracassa, você vai perceber que ele sonhou ao invés de trabalhar. Não tem jeito de ser bem-sucedido em nossa arte sem tirar o casaco, esmigalhar a tinta e trabalhar como um escavador na estrada, o dia todo e todo dia”.

Não é porque o céu está nublado, uma chuva fina caindo, termômetro marcando 10ºC e você foi dormir um pouco mais tarde na noite anterior que você não tem que trabalhar. Você pode achar que o dia não vai render, mas ele só não irá render mesmo se você ficar de molho na cama. Eu aprendi há apenas uns 2, 3 anos que não se pode esperar pela inspiração, em grande parte das vezes,  é preciso ir atrás dela para encontrá-la.

Eu considero a inércia o maior inimigo da produtividade. Passar muitas horas em casa fazendo nada provavelmente leva a muitas outras horas fazendo nada. Uma vez que você ponha os pés para fora de casa, a disposição vem e as coisas acontecem.

Ralph Waldo Emerson comparava a mente com uma árvore de pêra que fica uma estação toda sem dar nada antes dos primeiros frutos surgirem.

[Baseado no artigo "Lessons in productivity from Ralph Waldo Emerson"]

Você pode não saber quem é Richard Branson. Mas provavelmente conhece a marca Virgin. Branson, um sessentão bilionário que sabe como curtir a vida é o tipo de empresário que é a imagem e semelhança da sua empresa. É difícil ver a Virgin sem ele e ele sem a Virgin, ambos muito ousados no  –  no mercado e na vida pessoal –, a Virgin é uma marca alegre que faz tudo do seu jeito e que não tem medo de ser diferente. O grupo atua (e já atuou) em vários segmentos com mais de 40 marcas (quase todas utilizando a marca-mãe) em áreas como música, games, internet, bebidas, aviação, financeira, carros, cinemas, saúde, turismo e até limousines.

Não exatamente um exemplo de foco e branding, mas é uma empresa ousada e corajosa. Quando ela entra em um mercado, é para fazer diferente, com mais alegria, de forma mais calorosa e de um jeito muito divertido. Às vezes não dá certo, mas assim como a empresa não tem medo de abrir, não tem medo de fechar. Esse é o estilo Richard Branson, que construiu uma megacorporação que emprega mais de 50.000 funcionários e fatura cerca de US$18 bilhões por ano.

Acho que esse cara tem algo a nos ensinar, não exatamente sobre negócios, mas como viver no mundo corporativo sem ser esmagado pelo estresse, pela rotina e pela concorrência. Aqui vão algumas frases excelentes do Sir Branson selecionadas pelo Mr. Self Development.

1. Iates ridículos, aviões particulares e grandes limousines não irão fazer as pessoas aproveitarem a vida melhor.

Lição: Dinheiro traz felicidade até um certo ponto (muito abaixo do 1º milhão). Pelo contrário, dinheiro gera infelicidade, porque você nunca está satisfeito, quer sempre mais e isso lhe frustrará.

2.A maioria das coisas que estressam as pessoas são coisas que não valem à pena se estressar.

Lição: Evite se preocupar em excesso. Isso piora a saúde, o seu bem-estar, compromete seu capacidade de análide e prejudica na hora de tomar decisões. Como disse Marcelo Serpa uma vez, “o pior estresse é aquele que não precisava ser”.

3. Eu aprecio cada minuto da minha vida.

Lição: Quando você faz o que gosta, as chances de fazer melhor e ser bem-sucedido aumentam drásticamente. Tente extrair algum aprendizado de tudo, mesmo de coisas que não são exatamente de seu agrado.

4. Você não pode ser um bom líder a menos que goste de pessoas. É assim que você extrai o melhor delas.

Lição: Interação social é uma necessidade humana, estudos indicam que é vital para a felicidade e crucial para uma carreira de sucesso, sobretudo na hora de liderar. Se você não gosta muito de “se misturar” ou ninguém é bom pra vocêa, você não irá longe na vida.

5. Não existe ninguém a ser seguido. Não existe nada a ser copiado.

Lição: Grandes empresas crescen fazendo coisas inesperadas e inovadoras. Faça seu próprio caminho, siga seus instintos. Se “nada se cria, tudo se copia” fosse verdade, ainda viveríamos em um sistema feudal.

6. Honestamente, eu posso dizer que nunca abri um negócio puramente por dinheiro. Se esse é o único motivo, então acredito que é melhor você não fazer nada.

Lição: Dinheiro não gera nada de valor para a vida de uma pessoa. Ofereça um significado, um propósito, uma causa.

7. Se você conseguir se entregar a sua paixão, a vida será muito mais interessante do que só trabalhar.

Lição: Tenha hobbies. Tenha paixões e reserve um tempo para dedicar-se a eles.

8. Neste momento, eu me contento em estar vivo e poder tomar um bom e longo banho.

Lição: aproveite as pequenas coisas da vida.

9. Eu nunca tive a intenção de ser empresário.

Lição: Apesar dos nossos planos, a vida sempre dá um jeito de tornar as coisas mais interessantes mudando tudo. É preciso estar sempre aberto às novas oportunidades. O mundo muda, nós temos que estar preparado para fazer o mesmo.

10. Eu cometi muitos erros e aprendi com eles.

Lição: Senso comum, mas é a melhor maneira de crescer e ganhar experiência. Os mais brilhantes homens da história tiveram muitos fracassos antes de ter um grande sucesso.

[Frases extraídas do Mr. Developent]

Há um mês vinha querendo falar sobre o fenômeno Avatar aqui no blog. Afinal, como um filme com personagens azuis estranhos sobre os quais quase ninguém sabia dizer de onde saíram conseguiu virar um fenômeno boca-a-boca, na mídia, no cinema e para toda  indústria? Apesar de algumas pesquisas breves, me senti despreparado para abordar o assunto, foi então que surgiu a ideia de convidar um amigo que entende muito mais de cinema do que eu. Ele topou o desafio e escreveu o ótimo artigo que vocês lerão a seguir.

Por Ricardo Maroja, publicitário e curioso sobre a indústria do entretenimento. (ricmajor@hotmail.com)

Avatar pode ser considerado apenas um filme, um dentre muitos se não fosse o mais rápido filme da história a superar $1 bilhão de dólares e o único a ultrapassar $2 bilhões de dólares. Deixando de ser apenas um filme para ser um divisor de águas, o filme Avatar criou novas regras para movimentar ainda mais uma indústria que estava sofrendo com a pirataria e com o crescimento de outras formas de entretenimento que proporcionam ao público novas experiências.

Mas neste post o que interessa agora não é a nova tecnologia em si, e sim como foi o planejamento e o momento certo em que ela foi aplicada, despertando um novo tipo de público para os cinemas.

O cinema sempre fascinou por suas histórias e produções bem executadas. Há alguns anos, isso era mais do que suficiente para que fizesse diversas pessoas saírem do conforto dos seus lares para enfrentarem gigantescas filas e aproveitarem o espetáculo, infelizmente foi esse “conforto” que viria a prejudicar toda indústria.

O avanço da tecnologia trouxe para o aconchego doméstico a experiência que só tínhamos em uma sala de cinema: home theaters, dvds, TVs de alta definição, internet e um monte de outros acessórios que só fizeram crescer a sensação de desconforto que era enfrentar todo o processo para se assistir um filme, ou seja não estava mais valendo à pena ir ao cinema.

A indústria cinematográfica é imensa, principalmente a americana, ela lucra bilhões, e com o passar do tempo desenvolveu mecanismos sazonais para tentar compreender o seu público e com isso aumentar o lucro, deixando ofuscada sua definição primordial de arte, virou claramente uma indústria.

O calendário se tornou o seu principal aliado, os filmes já não eram mais lançados a esmo, cada filme já era planejado para ser lançado em uma data específica, para, com isso, atingir um público também específico.

O crescimento desse mercado fez com que mais dinheiro fosse gasto demandando melhores profissionais e prazos cada vez mais curtos. Hoje em dia, existem fórmulas pré-definidas para a concepção de um filme, fórmulas essas que são indiretamente responsáveis pela queda do público nas salas de cinema. Os filmes estavam se tornando triviais, monótonos e repetitivos, o público cada vez mais debandava para outras áreas, uma grande fatia, por exemplo, foi perdida para o mercado de Games, que hoje lucra muito mais. [Curiosidade: a indústria dos games cresceu 52% entre 2005 e 2009. O crescimento estimado desse mercado é de 6% para 2010]

Como acontece com toda grande marca, ou serviço, chegou a hora do cinema se reinventar, ver onde estava errando, ou quais melhorias ele precisaria fazer para reaproximar-se do seu exigente público.

Por sorte, o cinema viu em um diretor a saída que estavam procurando, James Cameron. Comparado a outros diretores, Cameron tem um curto currículo, porém muito eficiente, raras são as produções em que participou que fracassaram na bilheteria. Coincidentemente (ou não), o diretor tem outro filme entre os 5 mais rentáveis da história – Titanic.

Trabalhar com o que gosta e dar o seu melhor são dicas muito usadas em qualquer ramo de negócios, aqui não foge a regra, Cameron sempre foi um diretor que esteve presente em todas as fases de produção da sua “empresa-filme”, dificilmente um diretor que age assim não colhe os merecidos frutos no fim. E o fato de Cameron englobar todos os setores numa produção não o exclui do principal que, na minha opinião, é onde a maioria dos diretores erra: o espectador.

Antes de tudo, acompanhar o mercado é seu passatempo. Cameron sabe o que o mercado almeja e sem delongas ele fornece, e ás vezes fornece até mais do que o público consumidor quer.

Usando a lógica dos seus grandes concorrentes como o mercado de games, Cameron enxergou que o público almejava uma maior interatividade, ou seja, se divertir mais com um filme. Grande parte do cacife que foi atribuído a Cameron foi gasto em pesquisa e desenvolvimento de uma nova tecnologia que permitisse essa interatividade, a tecnologia foi bem aceita, e causou uma revolução, pois filmes serão feitos muito mais rápidos como o mundo conectado em que vivemos nos acostumou.

Essa nova forma de assistir filmes continuará levando as pessoas ao cinema, pois ainda não é possível reproduzir em nossas residências.

A indústria do cinema demorou, mas evoluiu. Aprendeu com o mundo dos negócios em que a pressão que fatores externos exercem em nós, a concorrência acirrada e a própria vocação de se fazer algo que gosta, nos leva a descobrir novas oportunidades.

O Japão tem um novo bilionário: Yoshikazu Tanaka, que carrega o título do mais jovem bilionário da Ásia. (fortuna conquistada sozinho, sem herança.)

Na posição de Nº18 entre os 40 mais ricos do Japão, Tanaka tem patrimônio estimado em $1.6 bilhões de dólares, quase o dobro da fortuna avaliada 1 ano atrás. Esse milagre se deu ao fato das ações de sua rede social, Gree, dobrarem nos últimos meses.

Depois de se graduar na Universidade de Nihon, Tanaka trabalhou na Sony até entrar na Rakuten, a loja online criada pelo 6º cara mais rico do Japão, Hiroshi Mikitani. Quando ele estava lá, ele criou a Gree só por diversão. Hoje, seu site tem 15 milhões de usuários (quase o dobro de 1 ano atrás) que compram roupas e acessórios para customizar seus avatares.

Tanaka nos faz lembrar mais uma vez que mesmo quando o mundo está passando por maus momentos, jovens empreendedores podem inovar e ficar rico. Ele é mais um da longa linha de magnatas da tecnologia, de Michael Dell a Bill Gates que construíram suas fortunas entre 20 e 30 anos de idade. Hoje, existem 8 pessoas que se tornaram bilionários antes dos 40 graças à tecnologia.

Desses 8, quatro são da China, três dos Estados Unidos e o Tanaka no Japão. Vários ficaram rico com jogos onlines e redes sociais, e todos ainda estão envolvidos nas empresas que criaram.

Para a maioria, como Tanaka, a empresa começou como um hobby e logo rendeu bilhões. O mais jovem desses 8 é Mark Zuckerberg, o já conhecido criador do Facebook. Mark entrou pra esse seleto grupo em 2008, aos 23 anos, tornando o mais jovem bilionário que o mundo já conheceu. Ele criou o site no seu 2º ano em Harvard apenas para seu campus, mas a rede logo se espalhou para outras faculdades e agora possui 350 milhões de membros. Largar Harvard rendeu a Zuckeberg uma fortuna de $2 bilhões que não para de crescer.

Esses empreendedores já alcançaram grande sucesso, mas eles ainda têm um longo caminho pela frente até alcançar Bill Gates, o homem mais rico do mundo.

Em 1987, Gates foi declarado um bilionário na lista dos 400 homens mais ricos da América, com $1,25 bilhões. Alguns dias antes do seu 32º aniversário. Gates está na lista há mais de 20 anos, mas não foi assim para todo mundo.

Jerry Yang e David Filo, os criadores do Yahoo! estavam com 30 e 32 anos, respectivamente, quando se tornaram bilionários em 1999. Com o estouro da bolha,  suas fortunas passaram a valer menos de 10% do que em 1999. Ambos voltaram à lista em 2003, mas jamais chegaram perto de rever os $6 bilhões de dólares que tinham no ano 2000.

Analisando hoje, quem está mais próximo de ser o próximo Bill Gates na verdade são 2… adivinhem.  Os criadores do Google é claro: Sergey Brin e Larry Page. Em março passado [quando saiu a última lista Forbes], eles eram os 26º mais ricos do mundo, com $12 bilhões cada. Perto do final de 2009, a dupla já possuía $15,3 bilhões.

Mesmo que esses jovens nerds não alcancem Gates, eles continuarão sendo os criadores das empresas que mudaram a maneira como socializamos, agimos e navegamos. Chen Tianqiao, o bilionário CEO da companhia chinesa Shanda Interactive, disse a Forbes em maio de 2005: “como empreendedor chinês, eu respeito Bill Gates, mas eu quero ser o Chen Tianqiao da China, não o Bill Gates da China”.

[Artigo traduzido do original publicado na Forbes]

Fonte: Silicon

# ERRATA: Eric Schmidt não é co-fundador do Google, apenas CEO. Fundadores são Larry Page e Sergey Brin. Obrigado, Sérgio, por detectar o erro. #

eric_schmidt A revista Fortune perguntou o seguinte a 22 das pessoas mais bem-sucedidas do mundo: “qual o melhor conselho que você já recebeu?” Algumas disseram que receberam ainda muito novo, do pai ou de algum parente, outros receberam recém-formados e há ainda aqueles que receberam —o que consideram o conselho mais importante das suas vidas— já maduro e experiente. Como Eric Schmidt, há 8 anos na presidência do Google.

Eu sempre me interessei em saber o que as pessoas de sucesso têm a dizer, o que elas fizeram que as tornaram tão importante? Em que são diferentes de mim? Vejamos agora o mais importante conselho do homem que não precisava de conselhos.

O conselho que levo comigo até hoje recebi de John Doerr [famoso investidor de empresas de tecnologia e membro do conselho do Google, Amazon e Sun], que em 2001 disse: “meu conselho pra você é ter um coach”. O coach que ele disse que eu devia ter era Bill Campbell [ex-VP de marketing da Apple e ex-CEO de 2 outras grandes empresas]. No começo, eu refutei o conselho, porque afinal de tudo, eu era presidente do Google. E tinha bastante experiência. Por que precisaria de coach? Estou fazendo algo errado? Meu argumento era: como um coach poderia me aconselhar se eu era a melhor pessoa do mundo no que eu faço? Mas não é isso que um coach faz. O coach não joga o jogo na mesma posição que você. Eles assiste e tenta tirar o melhor de você. Nos negócios, o coach [técnico, em português] não é repetitivo. O coach é alguém que olha pra algo com outros olhos —descrevendo pra você nas palavras dele— e discute como lidar com o problema.

Quando eu percebi que podia confiar nele, que ele podia me ajudar com uma outra perspectiva, eu decidi que era uma grande ideia. Quando há um conflito nos negócios, você tende a se fechar. O principal conselho de Bill tem sido dar um passo acima da outra pessoa no outro lado da mesa para ter uma visão mais ampla da situação. “Você está deixando isso incomodar você, não deixe!”, ele diz.

bill_devil_bernbach Se você não sabe quem foi William “Bill” Bernbach, talvez queira dar uma lida neste post. O criador de uma das maiores agências do mundo é, provavelmente, a maior inspiração dos publicitários nas últimas duas décadas. Poderia o maior nome da história da propaganda um criativo medíocre e um ser humano questionável?

Isso é o que diz a jornalista Doris Willens em seu livro “Nobody’s Perfect”. Doris trabalhou como relações públicas na DDB durante 18 anos e conviveu com Bill durante os 10 últimos anos dele na agência.

Eu não vejo qual o propósito de desmerecer Bill Bernbach, 27 anos após sua morte. Keith Reinhard (47° maior nome da propaganda) também acha isso e comentou: “Eu não trabalhei pessoalmente com Bill, mas meu sonho era construir uma rede mundial baseada nos princípios que ele expôs e articulou, inspirando tanta gente além de mim”.

Segundo Doris, Bill reciclava ideias e textos, não dava crédito às pessoas, também colocou seu filho pra administrar a folha de pagamento sem entender nada do assunto, não era lá um marido muito admirável e faleceu frustrado por não ter escrito um livro, como seu rival David Ogilvy. Na minha opinião, Doris tinha algum ressentimento com Bill, a seguinte afirmação me pareceu dura demais: “Eu espero que o livro não diminua sua importância em inspirar os profissionais criativos….embora possa acontecer”.

Dez anos após a morte de Bill, a AdAge publicou alguns artigos de Doris Willens sobre o assunto. O retorno foi incrível e os editores do jornal queriam mais. Porém, os anos se passaram e assunto perdeu sua importância; até a série de TV Mad Men —inspirada na DDB da década de 50 e 60—

ir ao ar. Como jornalista, Doris achou que essa era a hora e que a história e fatos eram valiosos demais para ficarem na gaveta. Ao contrário da TV, “eles eram pessoas fascinantes. Pessoas reais”, disse a ex-funcionária da DDB.

Posso dizer que Doris tem muita coragem, “São Bernbach” tem uma legião inestimável de devotos, incluindo o famoso redator Helmut Krone, George Lois e muitos muitos jovens criativos que estudaram a homônima campanha “Think Small” da Volkswagen.

A história prova que muitos dos grandes pensadores não tinham uma vida pessoal tão admirável como suas obras. Porém, o foco de Doris não é a vida pessoal, é justamente a profissional; ela questiona a capacidade profissional de Bernbach. Contudo, tanto Keith Reinhard como George Lois dizem que Bernbach não apenas era um redator fraco, como nem mesmo era redator.

Algumas pessoas são boas em vender, outras em produzir o que é vendido, outras em criar o que é produzido e algumas pessoas —do tipo mais raro—

são boas em motivar e inspirar todas as outras. Assim era Bill, ele não precisou ser um marido fiel, um administrador 100% eficaz, nem criar campanhas memoráveis para entrar para a história. Ele só precisou mudar a forma com que se fazia propaganda. George Lois (lendário diretor de arte e criador do termo “big idea”) deixa claro isso, além de colocar um ponto final na polêmica.

“Se você me perguntar se ele era um grande redator,  não mesmo. Eu não consigo lembrar de um único caso que ele tenha escrito algo grandioso. Eu tinha relação muito próxima com ele, não apenas profissional, e pela minha experiência eu posso dizer que ele nunca tentou escrever um anúncio. Eu ouvi ele soltar alguns títulos mas eles eram um tanto ruins. Mas isso não diminui sua reputação, porque ele criou a primeira grande agência de propaganda do mundo. E quando eu digo que ele era uma inspiração, eu quero dizer além de inspiração. Eu adorava ir a apresentações, com clientes, com ele. Era entusiasmante e visceral.”

290509_advertising_secrets  Eu estranhei quando vi um livro sobre redação publicitária escrito por alguém que não era exatamente um publicitário. Mas o título do seu livro (ao lado) havia me fisgado totalmente, o que indicava que ele era realmente bom com as palavras.

Como um empresário conseguiu escrever um incrível livro de redação publicitária? Sendo dono do negócio. 

Joseph Sugarman tinha uma vantagem em relação aos publicitários, ele tinha como medir precisamente o resultado dos seus anúncios. Já que vendia através de catálogos, sua única maneira de vender bem era criando anúncios extraordinários. Ou melhor, textos extraordinariamente persuasivos. Naquela época, a publicidade era guiada muito mais pela redação do que pelo visual, o que significa muito texto e pouca imagem. Talvez isso explique porque Joseph Sugarman passou a dominar a arte de escrever. Ele precisava vender produtos, que muitas vezes ninguém tinha ouvido falar, basicamente com as palavras, mas sem a vantagem de estar frente a frente com o potencial cliente. 

Pra entender um pouco mais sobre Joseph Sugarman, aqui vai algumas curiosidades:

  • Ele foi um dos primeiros a vender a calculadora de bolso, o relógio digital e o telefone sem-fio, ou seja, ele criou demanda para esses produtos
  • Seus anúncios levaram à venda de 20 milhões do óculos BluBlocker
  • Em 1979, foi eleito o Homem de Marketing Direto do Ano
  • Seus seminários e palestras estavam entre os mais caros dos Estados Unidos na década de 80. Chegando a custar $1000 por uma apresentação de 45 minutos
  • A sua empresa JS&A foi a primeira a utilizar o 0800 para pagamentos com cartão de crédito, mas a ideia só deslanchou quando outras empresas aderiram, um ano mais tarde
  • Ele está no Twitter: @JoeSugarman

290509_adweek_copywriting_handbookConheci seu trabalho no ano passado, quando tomei conta de uma cópia de Advertising Secrets of the Written Copy que peguei na biblioteca da universidade em que fazia um curso. Apesar de ser focado em textos longos, considerei seu conteúdo inestimável. Ao devolver o livro, quase pude sentir uma lágrima escorrendo… definitivamente, eu precisava ter o livro na minha estante! Mas ele era pesado, grande e não era vendido no Brasil.

Ontem, enquanto simulava a compra do livro pelo site da Amazon, percebi que havia outro livro de Joseph Sugarman, chamado “The Adweek Copywriting Handbook”. Procurei no Google e achei um e-book. Foi quando descobri que ambos são o mesmo livro! E resolvi colocar no blog.

Como não existe versão brasileira, não vejo problema em compartilhar com vocês o link para download que achei na internet.