Neuromarketing é o que há de mais recente no mundo das pesquisas de marketing e comportamento do consumidor. É a união entre a ciência (propriamente dita) e a pesquisa de mercado.
Faz 5 anos que eu saí da faculdade e, de lá pra cá, muita coisa mudou. Estudei na faculdade os métodos comuns de pesquisa como grupos de foco, grupos de discussão, recall e outros tipos de pesquisa que buscam descobrir o que se passa na cabeça dos consumidores e se eles comprariam determinado produto, ou porque se comportam de determinada maneira. Há uns 2 anos, ouvi falar de neuromarketing e fiquei fascinado.
O objetivo é audacioso: responder perguntas questionando o cérebro das pessoas. Nos últimos anos, ficou evidente que as pessoas não têm total domínio no que se passa no seu corpo e na sua mente. Poucas pessoas realmente se conhecem e mesmo as que se conhecem ainda estão suscetíveis à influência social, emocional e do próprio cérebro — quase sempre inconsciente. Ou seja, você acha que gostou daquele comercial, mas seu cérebro diz que ele é apenas divertido. O neuromarketing quer responder, de uma vez por todas, o “porquê” Mas como elas são feitas?
As caríssimas pesquisas de neuromarketing usam nada mais que instrumentos médicos para sua realização. O que quer dizer que se você quer trabalhar nesse ramo, precisa de um bom neurocientista ao seu lado, ou de alguém que saiba muito mais do que a função do córtex pré-frontal ou a localização da amígdala.
Atualmente, toda pesquisa de neuromarketing utiliza um destes dois equipamentos: fMRI ou EEG, na sigla inglês.

fMRI (ressonância magnética funcional)
São aquelas máquinas gigantes caríssimas que os hospitais costumam se exibir por ter uma. Este aparelho consegue tirar uma foto do cérebro e mostrar exatamente quais partes foram ativadas durante uma determinada situação — como assistir um comercial, por exemplo. Acredito eu, com base no livro de Martin Lindstrom, que esse aparelho é o mais eficaz; mas seu alto-preço, barulho incômodo e a sensação de claustrofobia fazem do fMRI uma ferramenta de difícil aplicação no cotidiano.

EEG (Eletroencefalograma)
A outra maneira de rastrear o cérebro é através do eletroencefalograma. Eletrodos são distribuídos sobre o couro cabeludo e com a ajuda de um amplificador, as atividades cerebrais são distribuídas através de gráficos, que podem ser comparados com padrões e, assim, saber se temos algo de especial ou não. Ao contrário do fMRI, cujo resultados são mostrados em imagens, o EEG utiliza gráficos. Embora um pouco menos preciso, é mais barato e menos descofortável, o que faz do EEG a ferramenta mais usada em pesquisas de neuromarketing hoje. Mas isso está prestes a mudar.
Mynd® (wireless EEG)
Com o neuromarketing se tornando mais popular, empresas procuram uma maneira de tornar as pesquisas não apenas mais baratas, mas também menos trabalhosas. Fazer uma pessoa entrar em uma máquina de ressonância magnética e ficar imóvel por vários minutos ou amarrá-la a um toca cheia de fios conectada a um aparelho, não é lá um trabalho muito fácil. Pois bem, a empresa Neurofocus desenvolveu um novo aparelho, o Mynd. Basicamente, é um EEG sem fio e 100 vezes mais prático. Ele se conecta através de bluetooth, é leve, prático e dispensa o uso de gel nos eletrodos.
O neuromarketing é uma ferramenta fantástica, mas deve ser usada com cautela. Requer muito dinheiro e uma enorme capacidade de análise para não interpretar errado os resultados. De tudo que eu já li, a sugestão dos especialistas é uma só: escolha a metodologia cuidadosamente e, de preferência, mais de um.
U
Foi sobre esse curioso assunto que dois pesquisadores da Universidade de Michigan relataram no interessante artigo chamado
E


Que refrigerante é esse?
Em 1962, o presidente de uma empresa de psicologia pediu a Vicary que realizasse de novo o experimento. Adivinhem só? Não houve nenhum aumento nas vendas. Depois, em entrevista a Advertising Age, James Vicary indiretamente disse que ele havia inventado tudo. Nada havia sido verdade.
O que nos impulsiona a comprar? O que nos faz escolher um determinado produto e não outro? O que os consumidores estão pensando? O que eles desejam? As respostas para essas perguntas estão no que o consultor global de marcas, Martin Lindstrom, batizou de a lógica do consumo ou Buyology, em inglês.






