No momento que você leu o título deste post, provavelmente lembrou de alguém ou de alguma situação. Alguém que ganhou o cargo por amigo do dono ou coisa parecida. Esse tipo de situação acaba despertando raiva e, o que eu julgo mais grave, desacreditando as pessoas ao achar que todo lugar é assim. Não, não é. Mas a indicação tem o seu valor.
Coloque-se no lugar do chefe, você tem três ótimos candidatos para uma nova vaga na empresa, todos se saíram bem na entrevista e possuem currículos interessantes. Um deles, estudou com um dos seus funcionários, que lhe disse que o fulano sempre foi um aluno esforçado e muito íntegro. Então, quem você contrataria?
O problema do QI é quando se decide baseado mais em aspectos pessoais do que profissionais. Indicar um ex-colega a uma vaga não tem mal algum, o problema é quando se tem influência suficiente para fazer dessa indicação uma intimação. Você não disse para o fulano dar a vaga para sua sobrinha, mas os seus 20 anos de casa talvez transmita fale por si só. O que indica que, quanto mais influência e poder você tem, mais cuidado deve ter com quem indica e nunca deve vir de cima para baixo. Rejeitar uma indicação do seu chefe não é nada agradável.
O QI tem o seu valor quando se prevalece o bom-senso e ética. Reduz os custos da seleção e tempo, além de fornecer um background daquele candidato, uma referência. Antes de você jogar uma praga naquele cara que ganhou o cargo que você estava querendo, procure ver se ele é bom, se for, reflita sobre seu networking. Se não for, fique de boa porque não vale à pena trabalhar com pessoas que só contratam na base do QI.
