Você está em ‘listas’

Muito antes do YouTube ser o 3º site mais visitado do mundo e abrigar milhões de horas em vídeos, as pessoas já apreciavam comerciais. Não outdoors ou spots de rádio, mas especificamente comerciais de TV. Eles são divertidos (quantas vezes você já compartilhou um comercial só porque ele era engraçado?). E esse é praticamente o único que faz as pessoas gostarem de propaganda, exceto se elas forem publicitárias ou trabalharem na área, é claro. Em qualquer outro caso, as pessoas costumam odiar propaganda.

O ilustrador e designer Eduardo Salles do blog Cinismo Ilustrado listou 20 coisas que odiamos na propaganda. Veja se você concorda.

1. Falsos testemunhais;

2. “8 em cada 10 experts recomendam…”;

3. Informes comerciais;

4. Spam;

5. Patrocínio em camisa de time;

6. Imagens bizarras em comerciais de remédios;

7. Jingles;

8. Flyers;

9. Pop-ups que não podem ser bloqueados;

10. Banners com som;

11. Banners em vídeos do YouTube;

12. Na realidade, quase todos os banners;

13. Bots [?]

14. Anúncios sazonais;

15. Poluição visual;

16. Plágios;

17. Clichês ultrapassados;

18. Recursos reciclados;

19. Frases trilhadas;

20. Coisas repetidas.

Uma das premissas das campanhas de marketing é fazer com que os consumidores retenham a informação (que, previamente, já aceitaram como verdade) e usem essa informação na hora  de decidir uma compra ou aderir uma ideia. Sendo assim, profissionais de marketing precisam contar com uma das capacidades menos confiáveis do cérebro humano, a memória.  Este é mais um assunto que não costuma ser ensinado nas escolas de administração, no máximo em alguma disciplina de comportamento do consumidor. Mas acho que considero tão útil para a comunicação quanto para a psicologia.

Como trabalhamos como consumidores e não pacientes, irei cortar a parte complicada — como córtex pré-frontal,  sinapses, neuro-transmissores, impulsos químicos, padrões, etc– e mostrar de forma direta e objetiva o pouco que eu aprendi nos últimos tempos. As pessoas esquecem fácil, mas procure lembrar disso ao desenvolver uma campanha, um site ou um produto.

A memória recente que você não conhecia

Existe muita pesquisa sobre memória de curto e longo prazo. Mas eis um tipo de memória que eu conheci há pouquíssimo tempo: memória de trabalho. Working memory, em inglês, é a memória que você utiliza em cerca de 1 minuto. Ou seja, ouvir um telefone e anotar, conhecer uma pessoa e esquecer o nome logo em seguida e por aí vai. O que você precisa saber é que esse tipo de memória é muito frágil e necessita de muita concentração para conseguir armazená-la.

Isso acontece porque ao entrar em contato com uma informação nova, várias partes do cérebro estão ativas — a parte que armazena e a que processa um determinado tipo de informação/ação — e ele precisa decidir o que é realmente importante para ser armazenado. Imagine que o cérebro processa cerca de 40 bilhões de informações por segundo, e nos damos conta de apenas 40 delas por vez. Vamos ajudar os nossos queridos consumidores, mostrando a eles uma coisa de cada vez e dando tempo para que seu cérebro armazene, como por exemplo colocando na assinatura de um spot de rádio apenas o site, em vez de todo o Google Maps em poucos segundos.

Lembrar bem não significa que seja verdade

Muita gente lembra de momentos bons da infância como festas em família, brincadeiras com os avós ou uma viagem marcante. Mesmo que tenha acontecido há muitos anos. A explicação está no fato do hipocampo (região do cérebro responsável pela memória de longo prazo) estar próxima da amígdala (emoções). O problema é que lembrar “como se fosse ontem” não é lembrar de ontem. São basicamente memórias, e como eu costumo dizer aqui no blog, o nosso cérebro adora nos pregar peças. Fato: nenhuma memória é forte o suficiente que não possa ser alterada como tempo, como mostra a curva do esquecimento. As pessoas lembram o que aconteceu, mas não exatamente como aconteceu, a mente perde alguns detalhes, que acabam sendo substituindo por outros. Mas as pessoas vão achar que suas lembranças são 100% verdadeiras, e se eu fosse você não discutiria.

Reconhecer é mais fácil do que lembrar

Esta eu particularmente adoro. Se eu lhe mostrar 10 palavras (relacionadas a escritório) e pedir que você me diga as 10 daqui a uma hora, as chances de você me dizer todas elas são mínimas. Mas o que é interessante é que há grandes chances de você dizer palavras que não estavam entre as 10.  Isso porque o nosso cérebro funciona por contexto e associação. Mesmo que eu não tenha mencionado “escritório”, consciente ou inconscientemente o seu cérebro definiu a categoria. Isso foi testado em crianças de 5 anos e adivinhe? Elas praticamente não colocavam palavras novas.

Conclusão: não queira que os seus clientes lembrem de algo, mas que reconheçam ao ver algo parecido.

1 imagem vale mais que 1000 palavras

Se isso fosse verdade, não usaríamos livros pra estudar, mas ilustrações. Não é que uma imagem valha mais que mil palavras, as pessoas apenas se lembram mais de imagens do que de palavras.

Em pequenas doses é mais fácil

Você nunca se perguntou porque existe um hífen no meio do número de um telefone ou de um CEP ou pontos separando os números de CPF? Se já, deve ter chegado à conclusão de que assim é mais fácil de decorar. Estudos comprovam que mostrar mais de 4 informações de uma vez é pedir que as pessoas esqueçam. Se você quiser que alguém se lembre do que você diz, use no máximo 4 informações (três é melhor). Caso não seja suficiente, separe em blocos.

As duas únicas maneiras de gravar

Repita várias vezes ou conecte com algo já conhecido.

Imagine que você mudou de cidade e precisa decorar o caminho para o trabalho, você não conhece nada, mas descobriu duas opções. Um passa em frente a um parque parecido com o que você costumava ir aos domingos na sua cidade natal. O outro não tem nada mais do que prédios altos. Qual será que você vai decorar primeiro? É assim que o cérebro funciona. Quando você lembra de algo familiar, dois neurônios são ativados juntos, fortalecendo o armazenamento da informação já que utilizam parte de um caminho previamente criado. Enquanto informações novas precisam gravar um padrão novo no cérebro, que precisa ser percorrido várias e várias vezes para se tornar familiar.

[Baseado no capítulo "How People Remember" do livro de Susan Weinschenk]

1. Fazendo listas
2. Levando um bloco de notas pra todo lugar
3. Tentando escrever sobre qualquer coisa
4. Afastando-se do computador
5. Sendo do outro mundo
6. Parando de se torturar
7. Fazendo intervalos
8. Cantando no chuveiro
9. Bebendo café/chá
10. Conhecendo suas raízes
11. Escutando músicas novas
12. Sendo uma pessoa aberta
13. Cercando-se de pessoas criativas
14. Recebendo feedback
15. Colaborando
16. Não desistindo
17. Praticando, praticando, praticando
18. Permitindo a si cometer erros
19. Indo a algum lugar novo
20. Assistindo filmes estrangeiros
21. Contando suas bençãos
22. Descansando bastante
23. Arriscando-se
24. Quebrando as regras
25. Fazendo mais o que lhe deixa feliz
26. Não forçando
27. Lendo uma página do dicionário
28. Criando um sistema (framework)
29. Parando de tentar ser perfeito para alguém
30. Escrevendo toda ideia que vier à cabeça
31. Organizando seu espaço de trabalho
32. Curtindo a vida
33. Terminando algo

[Extraído do Twitter @DesignerDepot]

Pessoas no mundo todo querem ser como Steve Jobs, empresas querem ser a próxima Apple, mas quem teria a coragem de fazer o que Jobs fez? O co-fundador da Apple, ex-dono da Pixar e criador dos gadgets mais falados dos últimos 10 anos não é um semi-deus como alguns podem pregar, mas é sem dúvida uma das pessoas mais visionárias e corajosas que apareceu no mundo dos negócios nas últimas décadas. E o que mais é preciso para mudar a história além de paixão  e ação?

Há 13 anos, a Apple estava à beira da falência. Então, Steve Jobs reiventou a forma de ouvir música, depois reinventou o celular e encantou o mundo com a magia do iPad poucos anos depois. As pessoas admiram Steve Jobs, mas não agem como Steve Jobs. Aqui estão as principais atitudes — ousadas — que o tornaram o executivo mais admirado da atualidade.

1. Parceria com o concorrente.

Pouca gente sabe, mas se não fosse pela Microsoft, talvez (enfatizo no talvez) a Apple não estivesse aqui. Em 1997, após muitos anos no vermelho, Steve Jobs precisava juntar dinheiro rápido e foi esperto o bastante para procurar Bill Gates. A Microsoft investiu $150 milhões na Apple e foi parceira da marca na Macworld Expo 97. Jobs justificou dizendo: “Isso é pela saúde da Apple, para que ela possa dar grandes contribuições à indústria e voltar a prosperar”. O que, de fato, aconteceu.

2. Colocar sexo nos produtos.

Jobs é um vendedor nato. No início, Wozniak cuidava da engenharia enquanto Jobs tratava de vender e conseguir parcerias. Eu não sei o que ele quis dizer com “sexo”, mas em 1998, Jobs convocou uma reunião e disse: “sabe o que essa empresa tem de errado? Os produtos são uma droga! Não há sexo neles.” O que eu sei é que hoje, o design dos produtos Apple levam pessoas ao orgasmo.

3. Criar soluções possíveis para problemas impossíveis.

A Apple é uma indústria, certo? Errado. É também comércio. Tudo começou quando Steve Jobs achou que as lojas de varejo não davam a atenção que os produtos Apple mereciam. Então, ele fez o que na época ninguém fazia: criou lojas próprias. Pode parecer fácil, mas atuar com algo que você não domina, como o varejo, é sempre um grande desafio.

4. Dizer aos consumidores o que eles querem em vez de perguntar.

Ele é famoso por dizer que os consumidores não sabem o que querem até verem um. Sua teoria pôs abaixo um dos maiores mitos do marketing: o de que os consumidores conhecem seus desejos. A Apple não usa grupos de foco, em vez disso diz o que as pessoas querem antes de quererem. Ano passado quando o iPad foi anunciado, as pessoas acharam o produto bobo, e não foi que ele se tornou sonho de consumo?

5. Produtos que funcionam melhor juntos.

A Apple é famosa por favorecer seus próprios produtos. iPod com iTunes, iTunes com iMacs, interação entre iPhones e iPads e iTunes store, etc. A justificativa por trás disso na opinião de Steve Jobs é:  “A Apple está sempre mostrando que a soma das partes é maior que o todo”.

6. Não contratar apenas os melhores.

Como muitos estudiosos da criatividade defendem, a empresa aposta na diversidade da sua equipe. O próprio Steve Jobs atribui parte do sucesso dos Macintosh ao fato de ter funcionários com formação em música, história, zoologia e literatura.

7. Estimular o pensamento diferente.

“Pense diferente” não é apenas o título de uma das campanhas publicitárias mais memoráveis da história, mas é também a filosofia que a empresa se sustenta.

8. Não incrementar demais.

Apenas recentemente os iPods passaram e ter rádio FM e o primeiro iPhone tinha uma câmera péssima. Essa é uma das maiores lições da Apple: você não precisa lançar o produto perfeito, apenas crie algo incrível e antes de todo mundo. “Nós somos absolutamente consumidos pela ideia de criar uma solução que seja muito simples”, disse o designer Jonathan Ive, vice-presidente de design da Apple.

9. Vende sonhos, não produtos

Foi-se o tempo em que Mac OS X era o mais seguro , o mais rápido e o mais estável, mas ficou a imagem de um super produto, uma grande reputação e o melhor design para se ter na sala de casa. As pessoas não compram iMac, iPhones e iPads pelo que eles são, mas pelo que eles representam.

10. Acreditar em si próprio

Steve Jobs disse no seu famoso discurso em Stanford: “Tenha a coragem para seguir o seu coração e sua intuição. Ele, de alguma forma, já sabe o que você quer se tornar”.

Fonte: Business Insider

Acha que confiança, virilidade e insistência são as chaves para se dar bem em uma negociação? Então seu poder de barganha precisa de uma atualização. Na última década, vários livros sobre vendas chegaram à conclusão de que deixar seu ego no escritório é necessário. Compromisso e gentileza são as novas regras da negociação. Como essa abordagem mais gentil funciona? A Revista INC. compilou uma pequena lista por onde você pode começar.

1. Ouça antes de falar
Sempre haverá tempo para você abrir sua boca depois, mas use sua paciência para primeiro descobrir o que a outra parte está pensando. Assim você terá maiores chances de sustentar seus argumentos para que seja bom para os dois lados.

Quando entrar em uma negociação, não presuma nada nem venha com uma opinião formada, traga apenas uma mente aberta e várias perguntas.

2. Abrace seu medo
Bob Woolf, o famoso advogado do ramo do entretenimento e de esportes e autor de “It Doesn’t Hurt to Ask” (“Perguntar não dói”) foi rápido em dizer que 95% das pessoas com quem você negociará na vida estarão tão nervosas quanto você, e tão apavoradas como você. Por essa razão, ele acredita que gentileza é uma vantagem competitiva crucial quando se trata de negociação. Considera  a teoria “bons moços terminam primeiro” na mesa da negociação difícil de acreditar? Bom, foi assim que ele negociou contratos de grandes atletas da década de 70 e 80. Com profissionalismo, ética e tom de voz ameno.

3. Evite contar histórias
Em negociação, “a coisa mais importante é que você seja completamente verdadeiro sobre a sua situação”, diz o empreendedor de longa data Norm Brodsky. Isso é especialmente verdade quando se trata de negociar empréstimos e outros acordos financeiros. Você não vai querer ganhar uma negociação pagando o preço da sua credibilidade. Quanto mais franco você for com a outra parte, maiores as chances de chegar a um resultado satisfatório.

4. Estude
Lembre-se, quanto mais conhecimento você tiver sobre o assunto antes de sentar pra negociar, melhor você se sairá. Há muitas razões para você se preparar e obter vantagem de uma boa pesquisa, mas uma pouco conhecida vem da psicologia. Conhecida como “princípio da consistência” [do inglês “Consistency principle”, desconheço o termo técnico usado no Brasil], refere-se a necessidade intríseca do ser humano de querer parecer racional. Isso significa que a outra parte provavelmente irá reagir com base em certos padrões, e aceitar sua autoridade se você demonstrar que sabe o que está falando. Com grande conhecimento, você conseguirá definir os parâmetros da discussão a seu favor.

5. Abandone a metáfora do cachorro.
Negociação: tem dois pit bulls trancados numa sala e um tem que ceder. Esse pensamento não apenas está ultrapassado, mas levará você a lugar nenhum. Isso porque, honestamente, mostrar os dentes e latir mais alto que o outro não tem o poder que parece ter quando se trata de barganhar. Quando um acordo fica tenso, ninguém dá o braço a torcer. Roger Fisher e William Ury, experts em negociação, sugerem que em vez de enxergar a outra parte como adversário, foque-se nos méritos da causa e busque caminhos de alcançar reciprocidade. A ideia é “atacar” o problema em comum, em vez do outro negociador.

6. Quando tudo está perdido, ganhe alguma outra coisa
Se a negociação não está indo pra nenhum lugar, e está tomando muito do seu tempo e da sua energia, você deve abandoná-la. Mas antes de fazer isso, a empresária Janine Popick recomenda que você pare e pense: Que outra coisa eu ou minha empresa podemos tirar dessa situação? Ou talvez você possa usar o mal cenário como uma oportunidade para treinar alguém da sua empresa a lidar com clientes difíceis.

7. Lembre-se: você é mestre nisso
Não importa o quanto você acha que entende de negociação, você provavelmente estará subestimando sua experiência. Isso é o que o livro “Como Chegar ao Sim” afirma. “Todo mundo negocia algo a cada dia”, diz o autor. E no livro “Bargaining for Advantage”, o autor G. Richard Shell concorda: “tods nós negociamos várias vezes por dia”. Sim, seus colegas de trabalho, seus filhos, sua esposa e até passageiros de ônibus ajudam você a afiar essa habilidade faça chuva, faça sol.

[Este é um artigo traduzido do inglês.]

O sonho de milhões de pessoas é ver sua conta bancária alcançar os 7 dígitos. A grande maioria pessoas mal consegue se imaginar com milhões, imagine com bilhões. Algo surreal que apenas 678 pessoas dos 6,8 bilhões de habitantes do planeta sabem o que é. O que eles têm em comum? O que fizeram de tão extraordinário? Se fosse possível criar “a receita do bilhão” seria algo como a lista abaixo, que extraí dos dados divulgados pela pesquisa da Forbes que buscou achar semelhanças entre os 400 mais ricos do mundo.

  1. É preciso que você seja homem. Apenas 1% de todos os bilionários do mundo são  mulheres.
  2. Não tem idade para se tornar bilionário. Mas geralmente acontece entre os 28 e 45.
  3. É preciso ter sorte.
  4. Se você é mulher, mude-se pra China. Das 15 bilionárias no mundo, 7 fizeram fortuna lá.
  5. Estude em Harvard. Ao todo, 38 bilionários estudaram lá.
  6. Ou em Stanford. Ao todo, a universidade formou 18 bilionários.
  7. Se você conseguir pagar, pode abandonar o curso. Fundadores do Google, Yahoo!, Microsoft e Apple não terminaram a faculdade antes de ganhar seu primeiro bilhão.
  8. Tenha MBA. Número de empreendedores com diploma de MBA é 50% maior que o de graduados.
  9. Não ter frequentado uma universidade dificulta,  mas não torna impossível. Dos 25 novos bilionários da Forbes, 2 tem diploma apenas do Ensino Médio.
  10. Demissão pode ser um sinal. Vários bilionários ficaram ricos após ser despensados pela empresa em que trabalhavam. Michael Bloomberg, David Tepper e Leon Black são alguns.
  11. Wall Street, Califórnia e China são os melhores lugares para se tornar um bilionário.
  12. China é o melhor lugar pra se começar um negócio do zero. Só no último ano, 49 empreendedores entraram para a lista da Forbes vindos de lá.
  13. Ao contrário do que se pode pensar, as oportunidades não estão apenas no mercado financeiro. De fato, apenas 20% das empresas que tornaram seus fundadores bilionários atuam nesse segmento.
  14. Depois que a empresa for um sucesso, considere abrir o capital. Jeff Bezos e  Pierre Omidyar (eBay) multiplicaram suas fortunas quase da noite pro dia após o IPO.

O mercado de trabalho mudou, mas quem disse que foi para melhor? Certamente, você já ouviu seu pai dizendo “na minha época…” e seguir contando alguma história que simplesmente não se repete mais nos dias de hoje. Meu pai, embora viesse de uma família classe média, tinha apenas ensino fundamental, mas isso não impediu que ele se tornasse uma das pessoas mais conhecidas e respeitadas da cidade no auge da sua carreira de comunicador. Quais as chances de isso acontecer hoje?

Vejamos agora a lista das 10 mais recentes — e assustadoras –  mudanças que aconteceram no mercado de trabalho nos últimos anos. Algumas já fazem parte do nosso dia-a-dia, outras tendem a ser mais frequentes e comuns com o passar do tempo. Organizei tendo isso mente, da mais comum para menos. Prepare-se!

Irão lhe pedir para fazer mais com menos

Aliás, tenho certeza que já estão lhe pedindo. Seja por corte de custos ou  pela nova dinâmica do mercado de trabalho que praticamente extinguiu o “profissional de uma tarefa só”, você terá que fazer coisas que não estão exatamente entre as suas obrigações. Acostume-se.

Diploma não é mais garantia de emprego

O diploma de ontem é o concurso público de hoje. Se antes passar 4 anos na faculdade era garantia de uma carreita estável e bom salário, hoje é só o começo. Por isso  dezenas de milhares de brasileiros tentam o concurso público.  A menos que você passe em um, o jeito é estar sempre se atualizando, fazendo cursos, lendo, evoluindo. As pessoas tendem a se acomodar, quando se sentem ameaçado fazem de tudo. Não deixe isso acontecer, você simplesmente não tem esse luxo.

Menos bônus e muita negociação

Espere menos incentivos fixos por partes das empresas.  Eles estarão cada vez mais vinculados aos resultados, como PPR, planos de incentivos, metas,  comissões proporcionais ao desempenho, além de folgas em vez de hora extra e flexibilidade de horário. Você vai precisar olhar menos para o contra-cheque e mais para o conjunto de benefícios na hora de avaliar o seu emprego.  Colocar peso nas coisas ajudam a escolher o que é mais e menos importante pra você.

Adie seus planos

Aposentadoria aos 60? Viagem no final do ano com as crianças? Não é bem assim. Planos precisos que envolvam a sua ausência na empresa dificilmente sairão como o planejado. Principalmente em cargos que exigem alta qualificação, as empresas se esforçam para segurar ao máximo o profissional, isso significa atrasar sua aposentadoria. Isso porque é muito caro e demorado para a empresa treinar outro.

Estágio é crucial

Com o mercado de trabalho cada vez mais duro, estágios são uma das melhores oportunidades que um universitário pode aproveitar. Remunerado ou não, estágios melhoram habilidades, geram competências, fortalecem a ética profissional e melhoram o seu currículo. Encare os estágios como uma disciplina extra, se voluntarie a trabalhar nem que seja por algumas horas por dia. Essa é a melhor maneira de demonstrar o seu interesse pela área.

Advogados devem encontrar dificuldades em conseguir emprego

Mais forte nos Estados Unidos, profissionais da advocacia também devem se preocupar com seus empregos no Brasil. Os escritórios tendem a manter seu quadro de funcionários o mais enxuto possível após a crise que elevou a taxa de desemprego no Brasil em 18% em 2009 (a mais alta em 8 anos). Uma percepção minha: tem muito advogado no Brasil! Eu não sei aonde isso vai dar, mas com o alto número de graduados em direito saindo das universidades todos os anos, não é preciso nenhuma pesquisa para saber que o mercado vai estar saturado em breve.

Aquisições cortam empregos

Basta uma organização anunciar a compra de outra que os rumores de quantos serão demitidos começam. O Santander ao adquirir o Banco Real demitiu 400 de uma tacada só. E nunca na história houve tantas fusões, aquisições, joint-ventures e mega-companhias dominando o mercado.

Empregos temporários vieram pra ficar

Antes comum apenas em mercados sazonais, empregos temporários tendem a se tornar uma prática habitual em vários segmentos.

Quantos empregos você tem?

Mais uma prática que está ficando cada vez mais comum é ter 2 empregos. No Brasil, geralmente 1  tempo integral e outro como freelancer ou noturno.

Baseado no artigo “10 Scary New Realities of Today’s”

Thomas Edison foi um dos caras mais incríveis que humanidade já teve. Não somente porque ele inventou o telefone, a lâmpada incandescente, patenteou milhares de invenções e abriu 6 empresas que hoje estão avaliadas em mais de $1 trilhão de dólares. Mas, principalmente, porque Edison tinha além de um talento incrível, visão de mercado. Ele entendia 150 anos atrás que algo só tem valor se for útil. E é essa utilidade que transforma uma invenção em um produto de sucesso. Talvez esse seja o motivo que tornou Edison diferente de muitos outros inventores de sua época. Suas invenções não eram apenas “bacanas”, eram do tipo que as pessoas não conseguiam viver sem.

Para estimular a inovação nos negócios, existe o Edison Awards. O prêmio homenageia produtos que estão no mercado e são sinônimos de inovação, úteis e também sucesso de vendas. Os critérios de escolha seguem os princípios e ensinamentos de Edison. Selecionei alguns das edições 2009 e 2010 que valem à pena conferir. Reparem como as ideias são simples, mas muito poderosas.

Empresa: 3M
Produto: Pocket Projector
O que faz: Como o nome já diz, o pequeno aparelho projeta imagens na TV.
Porque é inovador: Já viram o tamanho de um projetor? E o quão ruim é mostrar a tela do notebook para todos numa reunião?

Empresa: General Mills
Produto: Betty Crocker – Mixes
O que é: Linha de produtos sem glútem que incluem biscoitos, salgadinhos, bolos e produtos congelados.
Porque é inovador: Existem milhares de marcas de alimentos, nenhuma havia pensado em lançar produtos especialmente para pessoas celíacas ou com intolerância ao glúten.

Empresa: CarMD
Produto: CarMD Handheld Car Tester e Software Kit
Porque é inovador: Pela primeira vez, pessoas que não entendem nada de mecânica podem descobrir sozinhas onde está o problema ou se está na hora de fazer alguma manutenção. Basta conectar no carro e depois no computador para obter informações.

Empresa: Apple e Google (Android)
Produto: iPhone e celulares Android [o iPhone ficou em 1º e o Android em 2º]
Porque é inovador: Basta dizer que esses 2 produtos revolucionaram o mercado dos celulares e, pela primeira vez, conseguiram ameaçar a liderança do BlackBerry.

Empresa: Amazon.com
Produto: Kindle 2
Porque é inovador: Um aparelho que armazena mais de 1000 livros, cuja bateria dura semanas, baixa livros em qualquer através da rede 3G e tem apenas 1cm de espessura com 290 gramas, é ou não é inovador?

Empresa: Apple
Produto: MacBook Air
Porque é inovador: Thomas Edison acreditava que inovação residia não apenas no mundo da tecnologia, mas no mundo do design. Ele se focava em criar produtos que se encaixassem ao estilo de vida das pessoas e sem prejudicar a alta performance. O MacBook Air manteve o desempenho mesmo sendo um laptop ultra-fino e leve.

Empresa: -
“Produto”: Campanha do Obama
Porque é inovador: Edison acreditava que inovação era uma força social. Poucos políticos na história da humanidade engajou tantas pessoas como Barack Obama, o carismático líder e primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. Obama foi o primeiro a usar toda a força da internet na sua campanha eleitoral. Resultado: não apenas ganhou,  mas levou o maior número de americano às urnas até hoje.

Empresa: Pulse
Produto: Livescribe Pulse SmartPen
Porque é inovador: Se no futuro as pessoas ainda usarem canetas para escrever, serão SmartPens. A caneta criada pela Pulse grava áudio (inclusive à distância), reproduz áudio; ou seja, você pode gravar e anotar o que o professor está dizendo, se ficar pra trás, é só apertar o play. Além disso, tem uma câmera infra-vermelha que promete gravar tudo que é escrito no papel. Impressionante!

Empresa: Tide (Ace no Brasil)
Produto: To Go
Porque é inovador: No seu horário de almoço você tem o azar de respingar um suculento molho de tomate na camisa. Não tem como ir em casa, o que faz? Basta tirar o Tide To Go do bolso e passar na mancha. Parece mentira, mas as opiniões de quem usou são bastante positivas. É o tipo do produto que as pessoas duvidam que funcione, mas se funcionar, ficam maravilhadas. E o Tide To Go parece cumprir sua promessa.

Empresa: Nintendo
Produto: Wii Fit
Porque é inovador: O Wii trouxe a diversão casual de volta aos games. O Wii Fit trouxe a saúde para dentro dos games pela 1ª vez. As pessoas sempre jogaram videogames sentadas num sofá, onde a única parte do corpo exercitada eram os dedos. No Wii Fit todo o corpo é usado e você pode praticar exercícios de maneira muito mais divertida. Podia ser um fracasso, mas o Wii Fit ajudou muitas pessoas a perderem peso ou ao menos tirarem a imagem de que videogames é coisa de sedentário.

Quem quiser conhecer os outros premiados: edição 2009 / edição 2010

Felicidade é um assunto que me fascina. Embora esse seja o objetivo nº1 na vida dos quase 7 bilhões de pessoas na terra, eu arriscaria dizer que grande dessas pessoas não são felizes. E isso torna o assunto ainda mais interessante para psicólogos, sociólogos  e economistas — e claro, pra mim e pra você.

Este ano, o instituto Gallup concluiu uma pesquisa mundial que durou 4 anos e criou um ranking dos países mais felizes do mundo. Descobriu-se coisas curiosas como os costa-riquenhos serem mais felizes do que os canadenses, cuja qualidade de vida é uma das mais altas do mundo. A metodologia levou em consideração o dia-dia das pessoas;  perguntando coisas como se elas descansavam bem, se sentiam valorizada, se costumavam sentir dores e se sentiam intelectualmente engajadas. Os pesquisadores, então, com base na média, chegaram ao número de pessoas que tinham alcançado, estavam buscando ou estavam sofrendo. A média das 3  gerava uma nota chamada “experiência diária” que determinava a posição do país no ranking da felicidade.

Mas afinal, o que nos faz feliz? Claro que cada um tem a sua própria receita, mas de uma maneira geral, algumas coisas parecem ser fundamentais para a felicidade de uma pessoa. Em maior ou menor grau, todos nós somos afetados pelos mesmos fatores, como dinheiro. Abaixo, listei alguns fatos que achei interessante a partir da pesquisa Gallup e de uma outra realizada recentemente nos Estados Unidos.

  1. Casamento traz felicidade; (Apesar da alta taxa de divórcio, os casados de hoje são mais felizes do que nunca.)
  2. Ensino superior é importante para felicidade;
  3. Ganhar mais de (+-) R$ 6.000 reais por mês;
  4. Ganhar mais de  (+-) R$ 10.000 por mês não faz as pessoas mais felizes;
  5. Pais e mães são mais felizes;
  6. Solidão é o maior inimigo da felicidade;
  7. Maturidade ajuda as pessoas a lidarem com os problemas, e com isso, serem mais felizes;
  8. Divórcio, obesidade e cigarro são outros inimigos da felicidade;
  9. Ter de sustentar algum familiar é um problema;
  10. De 0 a 10, os americanos avaliaram sua felicidade em 6,76;
  11. O Brasil está uma posição acima (dos EUA) no ranking da felicidade;
  12. Alemães, espanhóis, franceses e italianos são menos felizes que kuwaitianos, Colômbianos e australianos;
  13. Quer ser feliz? Vá a igreja. A fé é o único fator que consegue superar o dinheiro quando o assunto é felicidade.

Em um ano, muita coisa pode acontecer. O mundo atingiu um dinamismo tão grande, que nem é preciso um ano para o jogo mudar de cenário. Basta um produto sair de fábrica com uma falha, um erro humano ou uma supernovidade do concorrente. No total, as 10 empresas que veremos aqui perderam cerca de $100 bilhões de dólares em valor de marca de 1º de janeiro a 30 de junho. Todas essas empresas lucraram em 2009, são exemplos no seu ramo de atuação e exemplos de gestão de marca para muitos profissionais da área, mas 2010 é um novo ano, um novo jogo, onde tudo é possível, até marcas poderosas perderem o que tem de mais valioso, a sua marca.

Mensurar valor de marca nunca foi fácil, tanto que as 2 maiores consultorias de marca do mundo — MillwardBrown e InterBrand — mostram números divergentes, já que cada uma tem sua própria metodologia. Para chegar a lista, levou-se em conta uma série de fatores: 1) os números das consultorias; 2)  valor de mercado; 3) oscilação no preço das ações na bolsa; 4) comparação de faturamento entre 2009 e 2010; 5) quantidade de notícias negativas na mídia. [Melhor explicado aqui.] Vamos à lista!

1) BRITISH PETROLEUM: -100%
Valor de marca antes: $20 bilhões
Valor de marca agora: $0

Provavelmente, nenhuma empresa prejudicou tanto o planeta como o vazamento de óleo da BP no Golfo do México que durou quase 2 meses e despejou cerca de 2,5 milhões de litros de óleo por dia. Os números são impressionantes. O prejuízo não foi só para a empresa, que gastou mais de $350 milhões pra conter o vazamento (sem contar a plataforma destruída que custa mais ou menos isso também), mas para o planeta também. O desastre ameaça várias atividades econômicas que antes movimentam $1,6 bilhão.

Apesar de ser admirada pelos britânicos pela sua responsabilidade ambiental, o desastre gerou um endividamento de $20 bilhões que colocou a empresa à beira da falência. Chineses já demonstraram interesse em comprar. Porém, se a empresa sobreviver, sua marca estará afetada por gerações.

2) DELL: -44%
Valor de marca antes: $16 bilhões
Valor de marca agora: $9 bilhões

A despeito da falta de foco estratégico, a Dell vem vendo suas vendas declinarem nos últimos anos. Fechou o ano fiscal de 2010 com $52,9 bilhões de faturamento. Em 2009: $61 bilhões. Mas esse é o menor dos problemas. Michael Dell e sua empresa estão envolvidos em vários problemas com a justiça, como a parceria ilegal com a Intel — que dava maior vantagem competitiva para a empresa –, valores não declarados e produtos enviados com problemas técnicos enquanto a empresa estava ciente do erro. A Dell abriu o ano com $100 milhões de dívidas para cobrir isso tudo. Problema estratégico ou não, a Dell parece ter perdido a cabeça.

3) ADOBE: -43%
Valor de marca antes: $7 bilhões
Valor de marca agora: $4 bilhões

O preço de uma marca tem tudo a ver com se manter longe de polêmicas. A briga entre Steve Jobs e Adobe levou à queda de ações da empresa e acendeu o alerta. Com a Apple dominando mais e mais o mercado de telefones, não fazer parte desse mercado é preocupante para um produto que revolucionou a internet e os computadores — o Flash. Mas nem tudo está perdido, aparelhos com Android (que vem ganhando  mercado)) continuam usando Flash em seus aplicativos.

4) SONY: -42%
Valor de marca antes: $12 bilhões
Valor de marca agora: $7 bilhões

Não é de hoje que as pessoas admiram os produtos da Sony. Não é de hoje também que a Sony vem tendo dificuldades financeiras com sua anoréxica margem de lucro (1,4%), menor até que a média do varejo. Só que a coisa está piorando com as queda nas vendas de câmeras digitais e TVs — seus principais produtos. Mais agravante ainda, é a perda da liderança isolada no mercado de games. O PlayStation deixou de ser líder de mercado de games, o PlayStation3e está atrás da Nintendo e Microsoft, tanto em vendas como em valor de marca.

5) GOLDMAN SACHS: -38%
Valor de marca antes: $16 bilhões
Valor de marca agora: $10 bilhões

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