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Abaixo a timeline com algumas modificações (retirei os menos relevantes e acrescentei uns novos)

  • 1839 – Colar cartazes em propriedades privadas é proibido em Londres
  • 1864 – Os primeiros registros do uso do telégrafo para enviar mensagens não-solicitadas em massa
  • 1867 – São alugados os primeiros outdoors
  • 1880 – São registradas as primeiras marcas como forma de branding
  • 1905 – University of Pennsylvania abre o curso de “The Marketing of Products”
  • 1922 – Inicia propaganda no rádio
  • 1941 – Primeira propaganda na TV vai ao ar
  • 1950 – Acontece a sistematização do telemarketing
  • 1970 – O e-commerce é inventado
  • 80′s - Surgimento do CRM e database marketing
  • 1984 – Aparecimento do marketing de guerrilha
  • 1985 – Computador passa a ser usado para criar anúncios impressos
  • 1990 – CRM e Comunicação Integrada são usados massivamente nos planejamentos de marketing
  • 1991 – Comunicação Integrada entra para o currículo acadêmico
  • 1995 - AltaVista e Yahoo lançam sistemas de busca
  • 1996 – Primeiros virais são detectados
  • 1998 – Google e MSN são lançados
  • 1999 - Primeiro site de análises dos consumidores é criado
  • 2002 - Site de compartilhamento de fotos SmugMug abre espaço para sites como Flickr e Photobucket
  • 2003 - MySpace e WordPress são lançados
  • 2004 – Facebook, Orkut e Digg são lançados
  • 2005 – YouTube e Vimeo são lançados
  • 2006 – Twitter é criado
  • 2008 – Groupon é criado

Fonte: Marketing Pilgrim

Com o meio digital abocanhando uma fatia cada vez maior da verba publicitária — crescendo 30% no Brasil em 2010 — , e as novas mídias dominando os congressos e livros de marketing, um assunto especialmente importante que está no centro disso são as métricas.

Uma das principais vantagens da propaganda online é a facilidade de medir o seu sucesso ou fracasso. É impossível saber quantas pessoas compraram o seu produto porque viram o comercial na TV ou o anúncio em uma revista, mas é possível saber quantos compraram ao ver o banner na internet. No entanto, é muito superficial medir o sucesso de uma campanha online com base simplesmente em número de cliques, visitantes únicos ou pageviews. Como é um assunto relativamente novo, ainda não há uma metodologia pronta de como fazer, então cada um faz do jeito que acha mais adequado.

Provavelmente, uma das melhores propostas é a de um livro lançado esta semana chamado “Digital Impact: The Two Secrets to Online Marketing Success”. Escrito por um dos maiores especialistas em marketing digital do mundo, Geoff Ramsey (CEO do eMarketer) e o sabe-tudo da propaganda Vipin Mayar (VP executivo mundial da McCann), eles propõem o uso de apenas 7 métricas para se avaliar de forma eficaz o sucesso de ações online.  “Profissionais de marketing digital hoje estão afogados em métricas, mas eles não sabem quais são importantes ou como ligar os pontos de uma maneira que leve ao aumento de desempenho”, diz Ramsey.

Vamos conhecer um pouquinho de cada uma das 7 métricas destrinchadas no livro.

Visitantes qualificados

O que vale mais, 10.000 visitantes interagindo e comprando ou 100.000 visitantes entrando e saindo do seu site? Essa métrica é importante porque avalia tanto quantidade como qualidade. É preciso haver uma boa proporção entre os dois, ao invés de apenas números absolutos. Dependendo do canal, muda a forma de avaliação, mas o enfoque é sempre o mesmo: o comportamento do consumidor. Visitante qualificado é aquele que faz o que a empresa deseja, ou simplesmente demonstra interesse pela marca, produto ou serviço.

Número de cliques

Embora seja a mais usada hoje em dia, esta métrica deve ter menos importância na opinião dos autores do livro. É um bom jeito de avaliar as respostas diretas a uma ação, mas como qualquer avaliação quantitativa ela é superficial. Sem falar que há jeitos de burlar e manipular número de cliques. Então, use esta métrica, mas nunca faça dela a mais importante.

Aumento de percepção de marca

Segundo o Trust Barometer 2011, a maioria das pessoas precisa ter contato com uma informação de 3 a 5 vezes para acreditar nela. Isso significa que a mensagem que diz que aquele produto é o mais seguro deve ser vista no jornal, na TV e no rádio — no mínimo — para ser aceita como verdade, desta forma, melhorando a percepção da marca. O meio digital é excelente para isso, pois oferece vários canais diferentes, e com maior flexibilidade. Uma maneira de medir a percepção de marca de uma campanha digital é comparar dois grupos de consumidores, os que tiveram acesso à campanha na internet e os que não tiveram, e medir o que mudou.

Nível de engajamento

Esta métrica é especialmente importante para medir uma ação cross-media, e capturar o magnetismo que cada meio exerceu nos consumidores. O nível de engajamento (Engagement Score, em inglês) passa por  mobile, propaganda online, games, hotsite, video, blog, redes sociais e o que mais surgir daqui pra frente.

Taxa de conversão

Então, o consumidor acessou o site via QR Code que você colocou na loja, ou assistiu aquele video criado exclusivamente para a internet, e depois disso? Ele comprou o produto? Compartilhou o video? Não fez nada? A taxa de conversão é uma métrica fundamental para medir a eficiência da campanha, analisando se os objetivos da empresa foram alcançados.

Medidores de eficiência

Outra bastante usada por aí, principalmente pelos veículos  na hora de vender mídia. Custo por clique, impressões, engajamento, vendas, alcance, etc. O objetivo dessa métrica é avaliar se os resultados obtidos correspondem ao valor investido. Não adianta alavancar vendas e ter prejuízo.

Retorno sobre o investimento

O famoso ROI também deve estar presente no universo digital. É mais uma métrica financeira, mas ao contrário da de cima, ela se foca nos resultados e não qual o jeito mais eficaz (e mais barato) para se atingir o objetivo. O ROI busca assegurar que cada ação de marketing — seja ela online ou offline –  gere resultados sólidos para a empresa. Resultados esses que podem ser: retenção, lealdade, vendas, novos clientes, percepção de marca, etc. O livro oferece várias metodologias para avaliar o ROI.

Profissionais da área, todo mundo correndo comprar o livro que não deve sair no Brasil tão cedo!

Sempre que surge uma ferramenta, há um alvoroço no mercado que passa a usá-lo desenfreadamente julgando ser a solução para todos os problemas. Na sentido universal da palavra, “ferramenta” é algo que serve para um fim específico, cada uma com suas peculiaridades e limitações. O marketing dispõe de várias delas, e essa é só mais uma. Antes de decidir para onde vai o seu dinheiro, é preciso conhecer cada ou o investimento pode virar prejuízo. Quando uma empresa investe mal sua verba de marketing, ela está arriscando duas coisas: dinheiro e clientes.

Eu tenho uma opinião clara sobre sites de compras coletivas: eles são superestimados. Só este ano,  20% dos sites de compras coletivas brasileiros já fecharam as portas, mas como é um assunto que ainda está em alta (o Facebook recentemente anunciou sua entrada neste mercado), ainda tem empreendedor achando que é um bom negócio investir e empresas têm usando erroneamente em seu planejamento de marketing.

Por isso, preciso falar desse assunto mais uma vez e irei utilizar um artigo da revista INC. e ir direto ao ponto: 5 vantagens e 5 desvantagens de usar compras coletivas para promover seu negócio.

1. Atrai um monte de clientes

Não há dúvida que é uma grande maneira de atrair novos clientes, uma vez que a empresa tenha como prever e se planejar para atender a demanda. Como muitos clientes que compram já são clientes, o que acaba acontecendo é que você vende algo pela metade do preço para pessoas que costumavam pagar o preço cheio.  O professor de marketing Utpal Dholakia diz que esses sites funcionam melhor em promoções que não canibalizem vendas para seus atuais clientes.

2. Promove o  negócio

Eu não sou um dos maiores fãs de compras coletivas, mas adorei conhecer uma casa de chá que, caso contrário, não teria conhecido se não fosse através desses sites. Pouca gente sabe, mas o foco de Andrew Mason ao criar o Groupon sempre foi os pequenos estabelecimentos comerciais de Chicago, uma cidade grande, cheia de oportunidades e, como toda capital, lugares desconhecidos. No Brasil, tem muita empresa relativamente grande, com bons investimentos em propaganda, usando o Groupon para promover seu negócio. Funciona perfeitamente em empresas com pouca verba publicitária, nas demais nem tanto.

3. Ajuda a escoar

Aquela coleção antiga, aquele produto de pouca aceitação, aquele dia de pouco movimento… sites de compras coletivas podem ajudar a melhorar suas baixas. Particularmente, acredito que essa é uma das melhores estratégias. Especialmente, se for uma maneira de incentivar vendas de outros produtos adicionais. Mas só de vez em quando!

4. Constrói relacionamentos

As empresas devem ter mente que levar as pessoas para dentro da loja é só começo de uma árdua relação com o cliente, em que um está sempre está agradando o outro. Cada visita do cliente tem apenas um objetivo: fazê-lo volta uma outra vez. Uma dica do professor Dholakia é conceder benefícios para futuras visitas. Agora uma percepção minha: a primeira vez, por mais marcante que seja, não cria o hábito. Faça o cliente ir uma segunda e uma terceira vez e ele provavelmente voltará outras por conta própria.

5. Aumenta o faturamento

É muito importante que antes de fazer uma promoção dessas, a empresa faça estimativas de vendas e conheça seus custos para saber se é um bom negócio. Segundo a INC., sites de compras coletivas funcionam melhor em negócios de baixo-custo ou que possuem uma estrutura de custo fixo — ou seja, o custo de atender 1 ou 10 clientes é o mesmo.

1. Atrai caçadores por descontos

Uma das principais causas da baixa retenção de clientes é que a maioria só está atrás de uma boa barganha. Diferentemente de uma transação normal, muitos compram não por desejo ou necessidade, mas por mero impulso. Como perder aquele rodízio de sushi de apenas R$20,00 ? Talvez você nem goste tanto de sushi, mas é tão barato que as pessoas não resistem. Mais do que caçadores de descontos, as pessoas se viciaram na barganha.

2.  Machuca a marca

Se baixa margem de lucro (ou prejuízo) não for suficiente, pense na marca. Infelizmente, para a maioria das empresas a marca sempre vem depois das vendas. A marca é talvez a a maior prejudicada no mal uso dos cupons de descontos. Descontos não aumentam lealdade de marca, tampouco a lembrança. Criam consumidores movidos a estímulos, muito sensíveis a preço e que afetam negativamente a imagem da marca. Uma das frases que eu cito sempre “desconto” vem à mesa é do professor de marketing da London Business School, Mark Ritson: “Quanto mais agressiva é a promoção de vendas, mais prejudicada é a marca.”

3. Não faz os clientes voltarem

Um dos maiores mitos que os empresários acreditam, é que os clientes voltarão depois. Segundo o Groupon, apenas 22% voltam. Isso pode ser menor ou maior dependendo da categoria. O segredo é criar artifícios para força-los a voltar.

4. Não é lucrativo

No Brasil, o Groupon fica com 60% do preço e o Peixe Urbano 50%.  Essa margem é tão alta que quase qualquer negócio perderá dinheiro ao anunciar em sites de compras coletivas. Isso sem levar em consideração que o preço já está incrivelmente abaixo do de tabela. O objetivo de usar os sites de compras coletivas como ferramenta de marketing é qualquer outro, menos lucro.

5. Existe outras opções

Não é porque virou febre que a empresa precisa fazer. Como já disse, há duas coisas muito valiosas em jogo: dinheiro e clientes. Se não for bom para o seu caixa e nem para a sua base de clientes, não tem motivos para fazer. É preciso definir um objetivo e atacá-lo com a melhor ferramenta (provavelmente um conjunto delas) — e o marketing dispõe de inúmeras, mas nenhuma delas fará milagre sem um bom planejamento por trás.

Ano passado fiz um breve levantamento sobre a taxa de crescimento das vendas das lojas virtuais e das lojas físicas. O resultado foi impressionante. Em datas comemorativas, as vendas dos sites cresciam em média 3 vezes mais do que as realizadas em lojas físicas. Uma das explicações é que o comércio como um todo atingiu um ponto equilíbrio, enquanto o online é algo recente e ainda está “fase de crescimento”. Mas claro que há outras como: a praticidade da compra pela internet, maior segurança oferecidas pelos sites e preços baixos.

O e-commerce revela oportunidades, porém quem não aproveita não apenas deixa de ganhar, mas começa a perder. Afinal, as pessoas estão comprando na internet o que poderiam estar comprando em lojas físicas. Casas Bahia, Carrefour, Renner e Sony foram algumas das grandes empresas que abriram lojas virtuais nos últimos 2 anos.

Tenho ouvido histórias de várias pessoas que realizaram sua primeira compra pela internet, e é interessante ver a rapidez com que elas fazem a segunda. Ou seja, a primeira compra é a mais difícil, mas uma vez que isso acontece, o dinheiro começa a migrar para a rede com maior frequência. Em partes impulsionado pelos sites de compra coletivas, algumas pessoas ficam encantadas com a facilidade da internet, cada uma com seu próprio hábito de consumo: tem pessoas que só compram livros ou eletrônicos; tem aquelas que só aproveitam promoções; outras que presenteiam parentes ou amigos distantes; mulheres que importam produtos de beleza; adolescentes viciados em camisetas; e tem aquele, que está se tornando cada vez mais comum, que compra de tudo.

A Forrester Research publicou uma pesquisa realizada na América Latina que mostra que o Brasil é o maior mercado online. O segundo lugar ficou para o México, mas este está muito atrás do Brasil — com apenas 1/3 da sua população tendo acesso à internet, e metade disso na sua própria residência (o que é uma barreira para o e-commerce). Tentei organizar as informações relevantes em uma espécie de infográfico meia-boca. Espero que gostem.

Eu ainda não tenho um bom histórico de previsões, mas parece que acertei quando disse que o mercado de netbooks não iria longe. Agora,  irei arriscar mais uma: 90% dos sites de compras coletiva de hoje morrerão dentro de 1 ano. [nota: segundo a Forrester Research, os tablets devem tirar os netbooks do mercado norte-americano dentro de 2 anos.]

Quando eu descobri o Groupon não dei muita bola até a Forbes denominá-la “A empresa com crescimento mais rápido da história”, que deve romper a barreira de $ 1 bilhão de dólares de faturamento em apenas dois anos. Foi depois de ler o artigo e visitar o site (Clube Urbano, no Brasil) que percebi a genialidade da ideia de um jovem de 29 anos.

Devido seu conceito simples e baixo investimento inicial, o mercado teve um boom de novos entrantes de forma sem precedentes. Já perdi as contas de contas de quantos sites  de descontos coletivos diferentes eu vi nos últimos 2 meses (só no Brasil). Embora o modelo de negócios seja o mesmo, esses sites são muito inferiores ao original. Quando o Groupon lançou seu Clube Urbano no Brasil, ele trouxe experiência de outros países, portanto, não era apenas uma boa ideia, era uma empresa bem-sucedida que saiu na frente por ser o primeiro, ser inovador e possuir mais experiência. Já suas cópias vão na onda munidas apenas da ideia — que é boa, mas conhecida — sem acrescentar nada e com uma execução fraca . Em outras palavras, parabéns ao Groupon, eu os admiro; mas para quase todas as outras cópias brasileiras, vocês deviam rever seu modelo de negócio.

Na minha opinião, a única estratégia viável para quem quer entrar neste mercado hoje é segmentar, por região ou segmento de atuação.  Ao invés de dominar o Brasil, que tal ficar só em um estado? Ou se especializar em saúde — com academias, lojas naturais, farmácias, restaurantes orgânicos? Mas as empresas não conseguem sequer segmentar suas ofertas, o que dirá segmentar a empresa. Por exemplo, eu já recebi ofertas de depilação. Se fosse ao menos de corte de cabelo…

Não há espaço para todos. É com base nessa premissa que o marketing se desenvolveu, a estratégia se tornou o cérebro de toda empresa e as marcas passaram a valer uma fortuna. Não vai ser diferente neste setor, como é confirmado pelo professor da Wharton School, Kartik Hosanagar, “para superar a concorrência, um site de compras em grupo precisa ter uma marca de respeito e boa reputação”.

Como lojas podem tirar vantagem

Tanto para as empresas de compra coletiva como para as pequenas e médias empresas que anunciam, é preciso haver uma estratégia por trás. Para quem vende, a estratégia ajudará a sobreviver neste mercado ultra-competitivo. Para quem contrata, a estratégia ajudará a não quebrar, uma vez que o lucro obtido das ofertas anunciadas nesses sites são irrisórios. É preciso saber o que está fazendo.

Para garantir o sucesso a longo-prazo, os sites de compra coletiva também precisam ajudar as lojas a crescerem. Caso contrário, elas anunciarão uma vez e depois nunca mais. Uma pesquisa mostrou que apenas 15% dos clientes que resgataram seus cupons, voltaram à loja depois. Ou seja, é preciso diferenciar quem só está atrás do desconto e quem está disposto a conhecer uma boa empresa.

De uma maneira geral, há 4 objetivos principais para uma empresa anunciar nesses sites:

  1. Atrair novos clientes
  2. Atrair novos públicos
  3. Divulgar novos produtos
  4. Mudar a opinião dos clientes acerca de um produto/serviço (que foi melhorado e merece uma segunda chance)

Como os sites podem sobreviver neste mercado

O mercado é como um campo de batalha, milhares surgem para disputar e, aos poucos, a maioria vai abandonando ou morrendo. Isso é ainda mais visível em mercados emergentes, por exemplo quando um surge um produto de grande sucesso e todo mundo quer tirar proveito. Aconteceu com os netbooks, vai acontecer com os tablets (2011 promete) e está acontecendo com os sites de compras coletivas.

O Groupon/Clube Urbano inventou um mercado, criou uma categoria,  fazendo exatamente o que Al Ries e vários outros especialistas em marketing propõem. Isso garantiu uma enorme vantagem competitiva. O que os concorrentes podem fazer para compensar isso? Evitar ser uma marca “eu-também”, copiando o líder. E é exatamente isso que a maioria está fazendo.

Acredito que as empresas poderiam aumentar suas chances de sucesso se seguissem seu próprio caminho, como:

  1. Especializar-se em uma região ou ramo de atuação. Funcionando como um guia para os moradores daquela cidade, turista ou ávidos consumidores de determinados produtos
  2. Conhecer profundamente seus usuários, oferecendo ofertas específicas a partir do histórico de compra, sexo, idade e preferências
  3. Estimular o clima de comunidade. Gerando conteúdo útil, interagindo com os usuários e os premiando por isso.
  4. Ofertar coisas interessantes, não uma sobremesa em um restaurante que ninguém conhece.

[Baseado neste artigo da Wharton School]

A campanha presidencial deste ano será diferente das que costumamos ver. Quer dizer, ainda veremos 2 candidatos dominando quase 90% do tempo, o candidato do governo atual mostrando as ações dos últimos 4 anos e os  adversários apontando os erros. Nesse aspecto, a campanha presidencial será igual a todas as outras. Mas do ponto de vista da comunicação, não. Duas coisas parecem ter mudado tudo: a ascenção das redes sociais e a vitória de Barack Obama.

A campanha de Obama será exemplo durante muitos anos e, sem dúvida alguma, inspirou o planejamento das campanhas políticas deste ano. Contudo, o impacto não é o mesmo porque o Brasil não é os Estados Unidos. Qualquer candidato americano à presidência tem duas grandes dificuldades: 1) convencer os eleitores a votar nele;  2) convencer os eleitores a irem votar. Lá, intenção de voto e voto não são a mesma coisa. Obama foi tão bem-sucedido, que não apenas obteve mais votos que sua adversária, mas levou o maior número de americanos às urnas em toda história dos EUA, 66% (dos eleitores). Também foi o candidato que mais recebeu doações: $640 milhões.

Não é segredo pra ninguém que Obama foi um marco eleitoral nos Estados Unidos em vários aspectos. Mas será que o case Obama pode ajudar algum candidato brasileiro a se dar bem nessas eleições?

O Brasileiro é viciado em internet e o que mais usa redes sociais no mundo. Teoricamente, os candidatos brasileiros têm tudo para colher grandes resultados das redes sociais. Mas o Brasil é um país heterogêneo e o voto obrigatório torna as coisas mais difíceis. Com 135 milhões eleitores, a maior rede social do Brasil, o Orkut, tem “apenas” 26 milhões de usuários. Incluindo menores de 16 anos e contas fakes — que não são poucas. Já o Twitter, uma das mais fortes ferramentas sociais de um candidato, é acessado por 15% dos internautas brasileiros — 3,7% do eleitorado brasileiro. Número expressivo, já que nos Estados Unidos são 11%.

Os números otimistas e o hábito de consumo agressivo do internauta brasileiro levou os chefes de campanha dos 3 principais candidatos à presidência do Brasil a dedicar mais atenção (e recursos) à campanha virtual. Acompanho o uso da internet por parte dos políticos há pelo menos 4 anos, sempre achei um excelente canal de comunicação com o eleitor. Mas parece que só agora, em 2010, a coisa ficou profissional.

Internet como arma

O site do candidato deixou de ser algo obrigatório para ser algo útil. Fiquei impressionado com a beleza e os recursos oferecidos nos sites dos principais candidatos à presidência. Notícias atualizadas várias vezes por dia, newsletter, videos, fotos, propostas, biografia, redes sociais, blogs, envio kits da campanha e até um game estão sendo usados para aproximar o leitor do candidato. Algo que só costumava acontecer quando eles visitavam bairros, dando abraços e apertos de mão uma vez a cada quatro anos.

Ao todo, Dilma, Serra e Marina possuem mais de 700 mil seguidores no Twitter, mais algumas dezenas de milhares no Facebook e Orkut. Flickr e YouTube também estão sendo usados. O gráfico abaixo demonstra melhor o que cada um está usando.

A internet permite que qualquer o candidato — com pouco tempo de espaço eleitoral no rádio e TV– possa mostrar seu programa de governo e falar sobre todos os assuntos que antes o tempo escasso não lhe permitia.  Marina Silva sabe disso e é a que parece estar usando melhor as chamadas mídias sociais. De aplicativos do Facebook à cartilhas práticas como “43 razões pra votar em Marina”, além de criar outros sites como o “Movimento Marina” e o game “Um Mundo”. Marina também pede doações e o suporte dos milhões de internautas brasileiros — ao famoso estilo Obama.

Nunca um candidato com pouco espaço na propaganda eleitoral conseguiu chegar ao 2º turno, porque política é comunicação em massa e engajamento; quem não era ouvido, literalmente não era lembrado e não recebia votos. Esta é a 1ª eleição em que candidatos “menores” tem alguma chance de chegar à Brasília. A briga é árdua e envolve uma série de fatores que vão além da mídia — como ideologia, carisma e confiança. Talvez as coisas continuem como sempre foram, talvez mude pra melhor. Mas assim como a internet mudou as nossas vidas, ela está mudando a vida deles.

NOTA: Este artigo não tem intenção de promover ou denegrir nenhum candidato. O objetivo é apenas de marketing e comunicação, não político. Comentários considerados “pesados” serão deletados.

É possível que você já tenha visto uma definição parecido com essa em algum lugar. O gráfico acima foi tirado da pesquisa que a consultoria Forrester faz todos os anos, comparando ano a ano a evolução das pessoas no vasto universo das redes sociais. A imagem também é usada pela Charlene Li, uma das maiores especialistas em social media do mundo para definir os tipos de consumidores online na rede.

Hoje, é quase certo que se uma pessoa tem acesso à internet ela está em alguma rede social.  Agora em julho, o Facebook anunciou o marco dos 500 milhões de usuários, isso é a população do Brasil e Estados Unidos juntas. Praticamente, o jovem brasileiro  que não têm perfil no Orkut ou Facebook praticamente não existe (ao menos online). E ainda temos Twitter, LinkedIn, Flickr e tantos outras.

Isso significa que, se as pessoas estão passando cada vez mais tempo na internet e menos na TV, rádio e lendo revistas. As empresas precisam estar atentas e achar meios de interagir com essas pessoas onde quer que elas estejam. Esse gráfico nos ajuda a entender os diversos tipos de consumidores online que vai ajudar a prever aonde isso tudo vai chegar, definir as estratégias adequadas e a prever o futuro da comunicação que, a propósito, já chegou.

Por que uma escada?

A escada é o elemento mais interessante do gráfico na minha opinião. Eu modifiquei separando os tipos de usuários por cores, pra facilitar o meu ponto de vista.

O hábito de consumo segue uma evolução, e não é diferente na internet. Antes de você começar a ler este blog, provavelmente já tinha um perfil no Orkut. Eu, por exemplo, antes de criar meu primeiro blog (sobre música alternativa), eu era frequentador assíduo de fóruns.Nem todo mundo parece subir um degrau de cada vez, isso significa que uma pessoa pode entrar na internet direto como “novato” ao criar um perfil na rede.

Mas o que diferencia espectadores/novatos de críticos/criadores é o envolvimento, e ambos grupos são separados pelo divisor de águas que são os colecionadores. Esses são “consumidores” começam a apresentar os primeiros indícios de interação; marcando fotos, participando de votações e utilizando a poderosa ferramenta do RSS.

Marquei críticos/criadores em vermelho porque são eles que têm o poder de destruir e construir marcas na internet. Enquanto o grupo verde atua passivamente, não expressando sua opinião, críticos/criadores são os formadores de opinião dentro da internet. Se uma marca quer ser bem-sucedida através da rede, deve agradar esses caras.

Comparando com o consumo de bens de consumo, críticos e criadores são os chamados heavy users. Eles usam todas as funções de um produto, compram as versões mais caras e são os primeiros a comprar os lançamentos (early adopters). Na internet não é diferente, eles utilizam as principais (quando não todas) ferramentas, falam através de diversos meios e espalham informações rapidamente. Esse grupo de consumidores é o que as empresas precisam dedicar mais tempo. A dificuldade está em fazer com que eles falem bem da marca (uma vez que as marcas não tem mais controle sobre a mídia online), além de doutrinarem os novatos e espectadores para que conformem eles subam degraus,  tornem-se advogados da marca.

Novidades no blog!

2 de julho de 2010 • TEMAS: Notícias & Variedades /

Ufa!! Depois de uma semana complicada indo dormir depois da 1h da manhã, o Pequeno Guru está de volta 100% e com novos recursos!

Quem acessou o blog ou o Twitter nos últimos dias viu que ocorreu um erro sério com os feeds e que acabou criando posts replicados na página inicial. Tudo começou com um e-mail que recebi de um leitor dizendo o quanto era chato receber “posts incompletos” no e-mail ou no seu leitor RSS. Eu também concordava, mas era algo que eu já tinha tentado mudar sem sucesso. Resolvi tentar mais uma vez.

Como não trabalho com isso e criei este blog na base de muita força de vontade, curiosidade e noites mal-dormidas, comecei a fazer testes. Em um desses, cometi alguma grande besteira e o problema aconteceu. Para achar onde estava o erro, tentei muitas coisas, contactei várias pessoas, restaurei backup, fiz downgrade do WordPress e até deletei o feed cadastrado no FeedBurner. Depois reverti tudo que tinha feito e achei a solução (mas não a causa inicial do erro).

Passado o sufoco, aproveitei o embalo pra fazer algumas coisas que já queria ter feito. Felizmente, concluí tudo e agora o blog está melhor do que nunca.

As novidades

Primeiro, tenho uma notícia boa e outra ruim. A boa é que agora todos os posts podem ser lidos direto da sua conta de e-mail ou do seu leitor do RSS, e não mais apenas as duas primeiras linhas como antes. Vale ressaltar, que eu não me importo com o número de visitas do blog, e sim com o número de leitores que o blog atinge.

A ruim é que se você assinava o feed do Pequeno Guru ou recebia por e-mail, pode ser que tenha algum problema e precise recadastrar. Eu mantive o mesmo endereço do RSS para evitar que isso acontecesse, mas nunca se sabe. Já quem recebia por e-mail, é necessário se cadastrar novamente. Peço desculpas pela incoveniência.

Implementei outros 2 recursos que acho bastante práticos que passam a integrar a barra inferior dos posts substituindo o “compartilhe” que havia antes e não era nada prático.

Agora você pode enviar por e-mail qualquer artigo do Pequeno Guru para alguém ou, se preferir, salvar o artigo em formato PDF. Pode não ficar uma maravilha de editoração, mas é uma boa maneira de salvar pra ler depois ou arquivar algo que você achou interessante.

Outra novidade, é a página no Facebook. Aos poucos estou descobrindo os benefícios de ter o blog no Facebook e vou implementando novas coisas por lá (ainda não consegui linkar a página com o Twitter). Talvez o principal benefício seja a parte de “discussões”, uma espécie de fórum onde é possível discutir algum assunto e interagir com as outras pessoas. O Facebook é bem versátil e é possível ver várias coisas na página do PG, como:

  • Enviar links de videos, notícias ou outros blogs no mural
  • Discutir assuntos e trocar ideias no fórum
  • Curtir os artigos do PG
  • Acompanhar novas postagens
  • Ver destaques

Após muitas horas de trabalho, acho que o blog está mais redondinho. Agradeço todos que tentaram ajudar, a partir de hoje o blog pode ser lido em praticamente qualquer formato que você quiser. Sem erros, com feeds completos, com opção de enviar posts para amigos, receber em formato newsletter e salvar em PDF. Finalmente vou poder ter uma noite tranquila de sono. Espero que gostem e que as novidades sejam tão úteis pra você como parecem ser pra mim. Quem tiver Facebook, dê uma passada na página do blog.

[Facebook page] – clique para ver

Abraço a todos!

Existem empresas capazes de mudar o rumo do seu ramo de atuação e, às vezes, são tão boas no que fazem que suas lições transcendem seu segmento e começam a ser utilizadas por outras empresas. Como é o caso do Google e Starbucks. O passado está cheio delas e certamente o futuro também estará. Se nem toda empresa pode ser assim, a menos todas podem (e devem) aprender suas lições. Uma dessas empresas é a Amazon, que não foi a 1ª loja virtual da internet, mas sem dúvida é a maior e mais conhecida.

Eu compro na internet há pelo menos uns 7 anos e gostaria de compartilhar com vocês algumas opiniões do porquê a Amazon é um exemplo para toda a indústria, não apenas na web, mas para o futuro do varejo.

  1. O cliente virtual é mais valioso (e perigoso). Ele se engaja mais e tem mais chances de falar bem ou mal da empresa. A Amazon é um exemplo de atendimento ao cliente. Se você envia um e-mail hoje, é bem provável que receba uma resposta até o final do dia — e sem respostas prontas.
  2. Venda usados. Não é todo mundo que tem dinheiro para (ou quer) comprar novo. No Brasil, nenhuma grande rede trabalha com usados, enquanto lá fora é normal. Deveria ser o contrário. Além de ser uma oportunidade fantástica de se relacionar com o cliente deixando ele usar o seu site, para vender seus próprios produtos.
  3. Recomende coisas relevantes na 1ª página. Ninguém resiste a um produto com a sua cara. É preciso investir em um sistema poderoso de CRM que faça profundas análises e correlações entre o histórico de compra, páginas visitadas e histórico de clientes semelhantes.
  4. Crie coisas novas. Eu preciso falar isso? Sim, eu preciso. Porque as empresas têm a péssima maniar de só copiar a concorrência. A Amazon foi a 1ª a lançar o sistema de opinião de usuários. A primeira a lançar o 1-click-order. A primeira a garantir a entrega em apenas 1 dia. A primeira a dar frete grátis.
  5. Cartão próprio é bom mas… tem que valer realmente à pena. Lembro quando a Americanas lançou seu cartão que não dava nenhum desconto, não demorou muito até ela mudar de ideia. As lojas virtuais já aprenderam isso. O cartão da Saraiva é o mais próximo da Amazon: acumula pontos (inclusive em compras externas), não tem taxa anual e também é da bandeira Visa podendo ser usado em qualquer outro lugar. O Submarino também faz bom uso, inclusive podendo parcelar em mais vezes sem juros. Bola fora para lojas físicas cujo cartão não servem pra nada a não ser fazer volume na carteira.
  6. Cupom de desconto. Aquele espaço embaixo de cada checkout não é enfeite, é pra ser usado. Até hoje, eu só vi a Saraiva usando para atrair clientes antigos. As empresas precisam cada vez mais surpreender o cliente, e uma ótima maneira é enviar um cupom de desconto exclusivo para aquele ex-cliente, aquele cliente fiel ou aquele que enfrentou algum problema com a loja.
  7. Bom preço. A Amazon não tem apenas um ótimo atendimento, ela tem ótimos preços também.
  8. Capriche no layout. Não exatamente na estética, mas na funcionalidade. Amazon é um site cheio, mas fácil de se acostumar e de encontrar as informações. Tudo parece muito bem estudado e não cansa os olhos.
  9. Estimule. Pra onde você olhar, você vai ver frases engajantes do tipo “olhe dentro”, “continue comprando”, “as melhores escolhas pra você”, “recomendado pra você”, “crie sua própria listamania”… As lojas brasileiras não estimulam os clientes a comentarem suas compras. Esse 1º empurrão é o mais difícil, mas precisa ser feito. Mas não basta colocar um campo dizendo “dê nota ao produto”, é preciso que a loja tenha esse senso de comunidade.
  10. Senso de comunidade. Nenhuma outra loja virtual do mundo conseguiu  criar uma comunidade como a Amazon. Onde clientes estão dispostos a compartilhar, elogiar, criticar, trocar informações sobre produtos,  experiências, comprar, mas também vender (inclusive ter sua própria loja, como o Mercado Livre). A Amazon oferece listas, a oportunidade de você ter seu perfil, rankings por assuntos muito úteis e um sistema de busca realmente útil.

Aposto R$100,00 como a maioria das pessoas pensa que é impossível abrir um negócio com 100 reais.

“Sem saber que era impossível, foi lá e fez”. Essa famosa frase do Cocteau pode ser balela para muitos, e essa crença diferencia empreendedores de pessoas comuns. A questão aqui não é fazer mágica pra achar um negócio cujo investimento não ultrapasse R$100 (não seja cabeça dura), a questão é que é possível começar um pequeno negócio a partir de muito pouco. Pode ser R$200, R$500, R$1000. E todo trabalhador tem condição de conseguir 1000 reais.

Um ano atrás eu escrevi sobre Chris Guillebeau, um sujeito que nunca gostou de ser empregado e passa a vida viajando e escrevendo sobre carreira e independência profissional. Chris se juntou à Pamela Slim — autora do livro Escape From Cubicle Nation (como escapar do seu trabalho e perseguir sua paixão)– num projeto interessantíssimo chamado $100 Business Forum. Eles e outros 149 empreendedores irão dar dicas e auxiliá-lo na montagem de um plano de negócios para por a ideia em prática. Infelizmente, o forum online é pago. Curiosamente, o preço é $100.

No mundo dos negócios não há uma regra que diz que para um negócio dar certo é preciso pagar caro. Investir num ponto, pagar funcionários e comprar equipamentos. Com uma ideia na mão, habilidade e determinação, você pode começar algo sozinho e com quase nada de dinheiro. Desde que você se livre desse mito estúpido de que para abrir um negócio é preciso de muito dinheiro.

Uns 10 anos atrás, as empresas começaram a perceber que a internet era um excelente canal de vendas, fácil, prático e barato. Agora, as empresas também estão vendo que ela é uma mídia fantástica. Segundo uma pesquisa, 86% das empresas disseram que pretendem investir mais em social media em 2010.

É possível eliminar gastos com marketing e diminuir despesas com vendas utilizando a internet. Chega até ser estranho ler hoje algumas histórias de grandes empresas que surgiram de vendas porta a porta, com dinheiro emprestado de amigos ou que fabricavam produtos em casa. Parece que tudo ficou mais difícil, que tudo mudou. Mas as coisas não mudam, apenas se transformam. Ainda é possível utilizar a velha receita de muito trabalho e pouco investimento.