Você está em ‘internet’

Por Liz Ryan, ex-executiva de RH da Fortune 500, palestrante, articulista da BusinessWeek e autora do livro Happy About Online Networking. Liz ensina executivos a atrair e reter os mais talentosos profissionais dentro das empresas.

É  aceitável bloquear YouTube na empresa já que ele consome bastante tráfego da internet. Um e-mail recente que eu recebi de um funcionário mostra a paranóia organizacional que as empresas sofrem: ele havia acabado de saber de seu chefe que LinkedIn era bloqueado naquela empresa.

Conselho geral: seres-humanos trabalham na sua empresa, não robôs ou replicadores. As pessoas têm vidas, marcas, relações fora do escritório, e essas complexidades humanas irão provavelmente mais ajudar seu o negócio do que prejudica-lo.

O que fazer: trate as pessoas como bebês apenas se você quiser que elas ajam como bebês. As demais pessoas, deixe com que elas atualizem seu LinkedIn, Facebook e Twitter da forma apropriada, e se elas não estiverem dando conta do trabalho, resolva o problema caso a caso.

Fonte

Durante os 4 anos na universidade de comunicação,  eu fui levado a pensar que copiar era uma espécie de crime, só pior do que roubar e assassinar. Então, eu descobri sozinho que o plágio era um roubo e também  um assassinato — à inovação. Depois, eu fui estudar negócios e aprendi que copiar ajudava manter as empresas competitivas e eficientes. Copiar pode ser bom para a gestão, como usar, aqui no Brasil, um modelo de negócios que deu certo lá fora.

O Brasil está muito bem servido de gestores competentes e cases de sucesso. Há muitos excelentes executivos no mercado, embora em quantidade insuficiente, as empresas brasileiras estão em ótimas mãos. Mas quando falamos em e-business a coisa muda um pouco de figura. Falta gente capacitada e apaixonada pela coisa. Na minha humilde opinião, as empresas virtuais brasileiras ainda tem muito o que aprender.

Recentemente, criei uma conta no PayPal e comecei a comprar no eBay e em outros sites ao redor do mundo. É como quando você viaja pela 1ª vez aos Estados Unidos e compra tudo, porque sabe que no Brasil não vai encontrar. No meu caso, não são apenas produtos que não vou encontrar, mas o excepcional serviço do PayPal e o compromisso com o cliente do eBay.

Eu sempre tive a teoria de que se o Submarino copiasse exatamente em tudo a americana Amazon, ela estaria anos-luz a frente de seus concorrentes. No entanto, seu mecanismo de busca é falho, os preços são similares aos das outras lojas, não possui seção de usados, não oferece uma boa política de descontos pra fidelizar o cliente, não visa criar uma comunidade (maior diferencial da Amazon), e se mantém muito focada em promoções — velha tática do varejo convencional. Com o Mercado Livre é a mesma coisa. Menos grave, visto que não possui muitos (ou nenhum) concorrentes. Eu diria que a maior concorrência do Mercado Livre é a insegurança das pessoas. E o ML não fez grandes progressos para resolver esse problema.

A maior falha do Mercado Livre é não ter um contato direto e transparente com seus usuários. Faça o teste, tente achar um formulário de contato. Aposto que você irá desistir antes de encontrar. A segunda maior falha é, como uma empresa que pertence ao grupo eBay, não se parecer com o eBay. O site americano é um dos maiores fenômenos da internet norte-americana e não é exagero chamar de o maior case de e-business da história. Como uma loja virtual fatura quase 10 bilhões de dólares por ano sem fabricar um único produto? Sem manter estoque, departamento de compra ou vendedores? O segredo é confiança e praticidade. E isso é mais difícil do que qualquer venda.

O PayPal é outro case que eu adoro. Impossível esconder meu encantamento pela empresa que tornou o maior obstáculo do comércio virtual (a insegurança) em vantagem competitiva. Pra quem nunca experimentou, o PayPal é um serviço que você cadastra o seu cartão de crédito uma vez e nunca mais precisará fornecer seus dados a nenhum outro site, bastando colocar usuário/senha e finalizar a compra . Em um ou dois cliques e a transação é feita. Você não mais se pergunta se aquele site é seguro ou se está com o cartão em mãos. O PayPal toma conta disso pra você.  O serviço permite você comprar e vender pra qualquer pessoa no mundo.

No Brasil, temos o PagSeguro (do UOL) e o Pagamento Digital (do Buscapé).   Nem o PagSeguro nem o Pagamento Digital parecem estar seguindo o exemplo de sucesso do PayPal. Há relatos de débitos a mais no PagSeguro e demora no recebimento. Competir nesse mercado não vale à pena, pois é crucial a adoção das empresas para alavancar o negócio e ganhar credibilidade. A concorrência pulveriza e confunde um mercado que já não fica muito à vontade pra lidar com dinheiro.

PagSeguro e Mercado Livre, bem como a maioria dos negócios virtuais, têm muito a aprender. E uma boa maneira disso acontecer é copiando. Esse prazo está se esgotando, já que o PayPal deve passar operar com a moeda brasileira em 2010. E isso vai mudar tudo, pode acreditar.

Trolls. Eles estão a solta

28 de outubro de 2009 • TEMAS: Carreira / Comportamento / /

Quando pensei em criar um blog pra falar o que achava sobre marketing & comunicação, eu sabia que devia estar preparado para críticas, confronto de ideias e, principalmente, desaforos. Talvez por herança do meu pai, eu sempre tive uma certa tendência a criar “desconfortos” e a falar o que penso. Há muitas pessoas por aí que não estão preparadas para ouvir o que eu ou você pensamos. Esteja preparado para lidar com essas pessoas.

Críticas e confronto de opiniões nunca foram problema pra mim, acho bastante produtivo e tento estimular esse tipo de debate aqui no blog. Mas trolls não apenas discordam de você, eles te tratam mal com o único intuito de… tratar mal mesmo.

Até pouco tempo atrás eu não sabia que troll se chama troll. Não sabia que existia um nome pra isso. Também não sabia que é normal e que quase todo mundo tem que enfrentá-los cedo ou tarde. A primeira vez que li algo a respeito foi quando Chris Guillebeau (sujeito pra lá de gente fina que ganha a vida viajando e escrevendo) deu a dica: “seu blog não é para todo mundo. Alguns vão te achar o máximo e outros te acharão um bosta”. Eu senti um certo alívio quando li. Ele não usou o termo troll, mas era certo de que ele falava do mesmo ser nada mitológico.

Depois vieram grandes nomes como Seth Godin e Sonia Simone (CopyBlogger) falando a respeito. Seth brincou “trolls estão sempre trollando…”, e disse sério: “Ignorá-los faz parte do seu trabalho”.  Segundo Seth, pessoas assim raramente criam algo. Putz! Como isso é verdade. Todo mundo critica, mas quantos realmente criam algo? Quantos são ousados o suficiente pra fazer algo diferente?

Sonia foi mais longe escrevendo um verdadeiro manual de como lidar com essas “criaturinhas desagradáveis” (palavras dela).

Trolls são aqueles que, por alguma razão, obtém prazer de algo que eles podem derrubar, ao invés de  construir.”

Quantas pessoas assim você conhece na sua empresa? Espero que “uma ou outra” seja a resposta, mas seja como for isso é normal. Eles estão por toda a parte, cabe a nós aprendermos como lidar com eles. Lembre-se do que disse Seth Godin: “a gente é pago pra ignorá-los”.

>> Não deixe de ler “The Dark Side of Authority” e aprenda como lidar com esses seres insaciáveis.

De 2007 a 2008 aumentou em 7% a quantidade das empresas qcom site, no Brasil.  Mais de 53% das empresas brasileiras estão na internet divulgando e se conectando através do seu site, segundo a PEGN. Enquanto empresas (retardatárias) vão aderindo à rede mundial de computadores, a maioria dedica poucos recursos a ela. Acham que basta ter um site que a coisa está feita. Mas a própria natureza nos mostra que o esforço é proporcional aos ganhos, ou seja, se você faz pouco, ganha pouco.

A verdade é que não basta ter um site, ele tem que ser útil, bonito e, sobretudo, tem que ter vida própria, funcionar! De que adianta um “fale conosco” se a empresa não “fala” com seus consumidores? Esse é só um dos fatores pelos quais muitas micro e pequenas empresas estão ganhando espaço frente às grandes, porque seus sites realmente funcionam, mas isso é assunto para outro artigo…

Como filho da — exaustivamente citada– geração Y, sou um grande incentivador do uso da internet e redes sociais na estratégia das empresas. Não porque sou fã de tecnologia, pra ser franco, fui um dos últimos a ter um PC entre os meus colegas da escola. O principal motivo é:  funciona! E o segundo motivo: É barato!

É inadmissível uma empresa não ter site, independente do foco do negócio ser B2B ou B2C. Porém, é mais triste ainda quando uma empresa tem um site mal-feito, feio, com erros e que não funciona. O que dizer daqueles eternos “em construção”? Enquanto eles demoram pra inaugurar, seus concorrentes fazem a festa.

Eu vejo empresas gastarem uma boa grana anunciando e contratarem um freelancer de 18 anos para fazer seu site. Não me entendam mal, não há problema em anunciar, tampouco contratar freelancers — há muitos realmente talentosos. Mas site é uma coisa séria e preço não deve ser uma questão fundamental.

Quando uma empresa gasta o investimento em mídia de 1 semana pra fazer um site que vai durar vários meses, no mínimo, percebe-se a falta de visão da gestão.

Sites e redes sociais ganham ainda mais poder nas mãos de profissionais liberais e empresas pequenas que estão começando. Em muitos casos, a internet é o único meio de divulgar seus negócios e, pra ser franco, não é preciso muito mais que isso pra se obter sucesso.

Sempre que algum amigo tá começando vem conversar comigo sobre alguma ideia ou negócio novo, eu aconselho a criar um site. É possivelmente o  menor investimento de todo o negócio com um retorno muito acima da média.

Este blog começou com  uma ideia simples de marketing pessoal e posso dizer que estou feliz com ele, mesmo gastando cerca de R$200/ano, sem perspectiva de ganhar 1 centavo sequer. Nunca busquei um retorno financeiro.  Porque o retorno que ele me trouxe, tanto profissional, quanto pessoal foi muito maior do que qualquer outro meio poderia me dar. Portanto, se você é artista, músico, tem uma pequena empresa ou, simplesmente, gosta muito de algo: crie um site e se dedique. Você tem uma oportunidade que ninguém tinha 10 anos atrás, e enquanto tem cada dia mais pessoas aderindo, tem muitas outras que não sairam do lugar. Ainda.

O jornal impresso está em crise, em partes, porque as pessoas tem acesso a todas as notícias do mundo a partir do computador. Isso significa que eu posso ler “O Jornal do Sylvio” todos os dias, só com notícias de meu interesse, que se encaixe no meu tempo e o melhor, de graça! O cerne da questão está na produtividade. Nós precisamos estar o mais bem informado que pudermos, mas temos cada vez menos tempo para isso. Por esse motivo, estou sempre à procura de como ler mais em menos tempo (e fazer curso de leitura dinâmica não é uma opção pra mim).

No começo do ano, publiquei uma dica sobre uma maneira prática de ler notícias utilizando a barra de favoritos. Realmente era prático, mas limitado. O método não aposentava o Google Reader (na minha opinião, pouco prático quando se tem muitos feeds), e eu perdia alguns segundos indo de uma aba a outra, sem falar que não sabia quais notícias eram novas e quais não eram. Resumindo, era prático, mas não tão produtivo como a forma que vou mostrar pra vocês.

Obviamente, se você for humano, não conseguirá ler 500 notícias inteiras em 5 minutos. Mas é um tempo razoável para “passar o olho” e decidir qual vale à pena ler. O Netvibes, um site que permite organizar tudo numa única tela; agenda, notas, previsão do tempo e notícias (feeds). Vamos nos ater somente às notícias…

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No Netvibes, você cria páginas com vários feeds e os organiza da maneira que quiser, em formato revista, slide, só texto, etc. Pode criar quantas páginas quiser sem limite de feeds. Ou seja, o tamanho do seu jornal é infinito.

A imagem mostra como eu organizei as minhas notícias utilizando apenas títulos para melhorar a visualização. Também criei uma seção à parte para os blogs.

Acho difícil encontrar uma maneira melhor de administrar tanta informação, mas eu não sou você. As pessoas são diferentes, alguns gostam de ler com calma, outros gostam de ler notícia por notícia sem deixar nada pra trás. O importante é que o momento seja agradável e não forçado, porque se você quiser ser bem-sucedido profissionalmente terá que se manter informado pelo resto da sua vida.

Encontre a Canon

18 de junho de 2009 • TEMAS: Propaganda / / /

A marca Canon está patrocinando a seção especial de Dia dos Pais do site da Amazon. (Nos EUA é comemorado  no 3° domingo de junho.) A presença da marca é tão sutil que desafio vocês a encontrarem na imagem abaixo. Além disso, a Canon tem apenas um banner dentro da seção. To curioso pra saber quanto custou essa brincadeira.

Procure a Canon na imagem e deixe um comentário dizendo se encontrou facilmente. Clique na imagem para ampliar ou vá direto para resposta.

Ache a Canon

twitter_goldVocê é uma daquelas pessoas que olha torto pro Twitter? Eu posso dizer que entendo, costumava fazer parte desse clube; mas está na hora de você pensar a respeito.

Alguns meses atrás, eu comecei a usar o Twitter (@pequenoguru) porque vi a oportunidade de complementar o blog utilizando conceito básico de microblogging —dando dicas de links e expondo comentários sucintos. Eu realmente utilizo a ferramenta como um “blog rápido”. Portanto, se você costuma ler este blog, deveria ler o micro-blog também.

Eu asseguro que você não verá conteúdo repetido —o que posto lá dificilmente posto aqui e vice-versa—nem bobagens da minha vida pessoal. Como eu disse, utilizo a ferramenta como complemento do blog e, embora, me considere mais “livre” lá (falo de música, por exemplo), tento fazer de cada tweet algo útil. (obs: tweet=post)

Você que não costumava dar a mínima pro Twitter, espero que esteja mais inclinado a acompanhar.

O ruim do Twitter é que uma vez que você tenha publicado algo, ele é levado pela maré dos outros tweets e nunca mais ninguém o verá. O bom é que através do Twttrlist é possível criar listas com uma seleção dos melhores ou uma seleção sobre um assunto específico. Criei uma lista com os que considero os melhores insights que já publiquei até agora no Twitter. Espero que gostem. Vejo vocês lá!

Ver: O melhor do Pequeno Guru no Twitter

Tela do Gmail Definitivamente, o Google criou uma suíte fantástica na qual você tem tudo o que quiser em uma única conta, de modo que quando você percebe, está tão dependente dos recursos para sequer cogitar trocar pelo Yahoo ou Hotmail. Criar documentos, planilhas, salvar favoritos, notícias preferidas, RSS, email e chat. Tudo isso em uma única conta, mas e se você tivesse tudo numa única tela? No Gmail você pode. Abaixo, 8 recursos pra você fazer aumentar sua produtividade utilizando o Gmail. Mas cuidado! Nada de passar o dia todo com ele aberto ou sua produtividade irá em direção oposta.

1. Email
Eu não sei o que é Spam desde que passei usar o Gmail há três anos. É o inverno do poluído Hotmail e muito mais clean e eficiente que o Yahoo. Extremamente rápido e fácil de organizar por meio de “labels” e funciona como um grande arquivo de todas as mensagens que você enviou ou recebeu durante a última década — já que o espaço é quase infinito. O Gmail é a solução final para spams e “caixa lotada”.

2. Agenda de compromissos
A primeira coisa que você faz quando chega no trabalho é checar os emails, certo? Ou sua agenda? De qualquer forma, o Gmail pode ajudar você nisso com o recurso tasks (você precisa ativar em “configurações” > Labs). Quando você receber um email que precisa se lembrar depois, é só marcar como  uma tarefa e pronto. Ou adicionar manualmente uma.

3. Calendário
Eu ainda estou aprendendo a substituir o meu calendário de parede na cozinha pelo do smartphone, mas segundo Leo Babauta do Zen Habits, o Gcal é o melhor calendário de todos — como iCal, Outlook e 30 Boxes. Então, se você utiliza, vale a pena colocá-lo no seu Gmail.

4. Docs
Esse é meu recurso favorito do Google! Eu abro e crio documentos, converto para PDF, salvo PDFs, crio listas e planilhas sem precisar de Word, OpenOffice ou outro editor. O Google Docs é uma mão na roda e uma grande biblioteca de documentos. Tenha acesso rápido a ele adicionando o gadget.

5. Twitter
Aposto que por essa você não esperava. Os gadgets do Gmail proporcionam um dinamismo não encontrado em nenhum outro serviço de email. Você pode ter a praticidade do TweetDeck no seu Gmail. Instale.

6. Favoritos
Já comentei sobre a maravilha do Delicious para salvar seus favoritos antes aqui no blog. Pois bem, a coisa fica ainda mais bacana incorporando o Delicious ao seu email.

7. Chat
Existe forma mais prática de conversar do que diretamente da sua caixa de entrada e enquanto você lê e responde emails? Sem instalar nada, o Google Talk do Gmail é ao chat mais prático que conheço. E agora com novos recursos de áudio e video.

8. Offline
O melhor de tudo é que você pode acessar offline —desde que acessado anteriormente—, reorganizar, escrever um rascunho e etc. É necessário ativar o recurso (configurações > Labs).  Mais detalhes aqui.

Via: Zen Habits

080509_orkut_hell Estamos na era das redes sociais, ok. Mas isso não basta para as empresas investirem tempo e dinheiro na maior rede social do Brasil (eu disse empresas, você não tem controle sobre o usuário que cria comunidade sobre sua marca). O Orkut é péssimo para as empresas pelo mesmo motivo que leva muitas pessoas a deletarem seu perfil — o caos. Perfis falsos, ofensas, pornografia, spam e racismo colocaram o Orkut no mais baixo grau de credibilidade.

A imagem da marca pode ser facilmente prejudicada pelo ambiente externo ou modo de uso. Por exemplo, poucas pessoas podem pagar R$3.000 numa Louis Vuitton original, mas muitas podem pagar R$250 na “alternativa”. Acontece que essa também não é lá muito barata e nem todas as mulheres podem ter. O que aconteceria se elas custassem R$40 e todas as mulheres da sua cidade comprassem? Diminuiria o número de clientes dispostos a pagar R$3.000 na original, porque a imagem da marca estaria abalada. Não por um erro estratégico da marca ou qualquer outra ação gerencial, mas pela sua ineficiência em conter danos externos à empresa e ao mercado. Ou seja, por um lado não é culpa da Louis Vuitton, por outro é.

O Google não deu atenção suficiente ao Orkut e a rede mergulhou no caos. O Facebook, por outro lado, é o carro-chefe da empresa que o comanda, que é ela mesma. Problemas acontecem no Facebook, mas eles estão sempre pensando numa maneira de corrigir e manter sua credibilidade e autenticidade. O Google já comentou que suas aquisições não são muito racionais, eles compram e depois pensam no que fazer. De alguma forma, isso faz com que o Orkut seja mal administrado, afinal, o Orkut praticamente só faz sucesso no Brasil e o Google parece ter coisa melhor com que se preocupar. A maioria das “inovações” do Orkut são copiadas do Facebook: bloqueio de fotos, aplicativos nos perfis, atualizações recentes, sugestão de amigos relacionados…

O Orkut é uma boa ferramenta devido a sua abrangência e popularidade, mas popularidade requer controle e o Google precisa agir rápido —antes que a expansão do MySpace e Facebook  comecem a roubar espaço. A minha sugestão é: vincule perfis ao CPF ou CNPJ. Uma medida simples e que poderia trazer a credibilidade do Google de volta. Ou as despesas com advogados continuarão a crescer cada vez mais.

Mais um banner gigante na página inicial do site da Business Week, e a receita foi a mesma da Dell —mostrado aqui algum tempo atrás—, só que além do tamanhão, o banner ficava acima do conteúdo do site em um lugar onde não se costuma ter publicidade. Como eu me surpreendo com a flexibilidade da internet!

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