Você está em ‘internet’

A campanha presidencial deste ano será diferente das que costumamos ver. Quer dizer, ainda veremos 2 candidatos dominando quase 90% do tempo, o candidato do governo atual mostrando as ações dos últimos 4 anos e os  adversários apontando os erros. Nesse aspecto, a campanha presidencial será igual a todas as outras. Mas do ponto de vista da comunicação, não. Duas coisas parecem ter mudado tudo: a ascenção das redes sociais e a vitória de Barack Obama.

A campanha de Obama será exemplo durante muitos anos e, sem dúvida alguma, inspirou o planejamento das campanhas políticas deste ano. Contudo, o impacto não é o mesmo porque o Brasil não é os Estados Unidos. Qualquer candidato americano à presidência tem duas grandes dificuldades: 1) convencer os eleitores a votar nele;  2) convencer os eleitores a irem votar. Lá, intenção de voto e voto não são a mesma coisa. Obama foi tão bem-sucedido, que não apenas obteve mais votos que sua adversária, mas levou o maior número de americanos às urnas em toda história dos EUA, 66% (dos eleitores). Também foi o candidato que mais recebeu doações: $640 milhões.

Não é segredo pra ninguém que Obama foi um marco eleitoral nos Estados Unidos em vários aspectos. Mas será que o case Obama pode ajudar algum candidato brasileiro a se dar bem nessas eleições?

O Brasileiro é viciado em internet e o que mais usa redes sociais no mundo. Teoricamente, os candidatos brasileiros têm tudo para colher grandes resultados das redes sociais. Mas o Brasil é um país heterogêneo e o voto obrigatório torna as coisas mais difíceis. Com 135 milhões eleitores, a maior rede social do Brasil, o Orkut, tem “apenas” 26 milhões de usuários. Incluindo menores de 16 anos e contas fakes — que não são poucas. Já o Twitter, uma das mais fortes ferramentas sociais de um candidato, é acessado por 15% dos internautas brasileiros — 3,7% do eleitorado brasileiro. Número expressivo, já que nos Estados Unidos são 11%.

Os números otimistas e o hábito de consumo agressivo do internauta brasileiro levou os chefes de campanha dos 3 principais candidatos à presidência do Brasil a dedicar mais atenção (e recursos) à campanha virtual. Acompanho o uso da internet por parte dos políticos há pelo menos 4 anos, sempre achei um excelente canal de comunicação com o eleitor. Mas parece que só agora, em 2010, a coisa ficou profissional.

Internet como arma

O site do candidato deixou de ser algo obrigatório para ser algo útil. Fiquei impressionado com a beleza e os recursos oferecidos nos sites dos principais candidatos à presidência. Notícias atualizadas várias vezes por dia, newsletter, videos, fotos, propostas, biografia, redes sociais, blogs, envio kits da campanha e até um game estão sendo usados para aproximar o leitor do candidato. Algo que só costumava acontecer quando eles visitavam bairros, dando abraços e apertos de mão uma vez a cada quatro anos.

Ao todo, Dilma, Serra e Marina possuem mais de 700 mil seguidores no Twitter, mais algumas dezenas de milhares no Facebook e Orkut. Flickr e YouTube também estão sendo usados. O gráfico abaixo demonstra melhor o que cada um está usando.

A internet permite que qualquer o candidato — com pouco tempo de espaço eleitoral no rádio e TV– possa mostrar seu programa de governo e falar sobre todos os assuntos que antes o tempo escasso não lhe permitia.  Marina Silva sabe disso e é a que parece estar usando melhor as chamadas mídias sociais. De aplicativos do Facebook à cartilhas práticas como “43 razões pra votar em Marina”, além de criar outros sites como o “Movimento Marina” e o game “Um Mundo”. Marina também pede doações e o suporte dos milhões de internautas brasileiros — ao famoso estilo Obama.

Nunca um candidato com pouco espaço na propaganda eleitoral conseguiu chegar ao 2º turno, porque política é comunicação em massa e engajamento; quem não era ouvido, literalmente não era lembrado e não recebia votos. Esta é a 1ª eleição em que candidatos “menores” tem alguma chance de chegar à Brasília. A briga é árdua e envolve uma série de fatores que vão além da mídia — como ideologia, carisma e confiança. Talvez as coisas continuem como sempre foram, talvez mude pra melhor. Mas assim como a internet mudou as nossas vidas, ela está mudando a vida deles.

NOTA: Este artigo não tem intenção de promover ou denegrir nenhum candidato. O objetivo é apenas de marketing e comunicação, não político. Comentários considerados “pesados” serão deletados.

É possível que você já tenha visto uma definição parecido com essa em algum lugar. O gráfico acima foi tirado da pesquisa que a consultoria Forrester faz todos os anos, comparando ano a ano a evolução das pessoas no vasto universo das redes sociais. A imagem também é usada pela Charlene Li, uma das maiores especialistas em social media do mundo para definir os tipos de consumidores online na rede.

Hoje, é quase certo que se uma pessoa tem acesso à internet ela está em alguma rede social.  Agora em julho, o Facebook anunciou o marco dos 500 milhões de usuários, isso é a população do Brasil e Estados Unidos juntas. Praticamente, o jovem brasileiro  que não têm perfil no Orkut ou Facebook praticamente não existe (ao menos online). E ainda temos Twitter, LinkedIn, Flickr e tantos outras.

Isso significa que, se as pessoas estão passando cada vez mais tempo na internet e menos na TV, rádio e lendo revistas. As empresas precisam estar atentas e achar meios de interagir com essas pessoas onde quer que elas estejam. Esse gráfico nos ajuda a entender os diversos tipos de consumidores online que vai ajudar a prever aonde isso tudo vai chegar, definir as estratégias adequadas e a prever o futuro da comunicação que, a propósito, já chegou.

Por que uma escada?

A escada é o elemento mais interessante do gráfico na minha opinião. Eu modifiquei separando os tipos de usuários por cores, pra facilitar o meu ponto de vista.

O hábito de consumo segue uma evolução, e não é diferente na internet. Antes de você começar a ler este blog, provavelmente já tinha um perfil no Orkut. Eu, por exemplo, antes de criar meu primeiro blog (sobre música alternativa), eu era frequentador assíduo de fóruns.Nem todo mundo parece subir um degrau de cada vez, isso significa que uma pessoa pode entrar na internet direto como “novato” ao criar um perfil na rede.

Mas o que diferencia espectadores/novatos de críticos/criadores é o envolvimento, e ambos grupos são separados pelo divisor de águas que são os colecionadores. Esses são “consumidores” começam a apresentar os primeiros indícios de interação; marcando fotos, participando de votações e utilizando a poderosa ferramenta do RSS.

Marquei críticos/criadores em vermelho porque são eles que têm o poder de destruir e construir marcas na internet. Enquanto o grupo verde atua passivamente, não expressando sua opinião, críticos/criadores são os formadores de opinião dentro da internet. Se uma marca quer ser bem-sucedida através da rede, deve agradar esses caras.

Comparando com o consumo de bens de consumo, críticos e criadores são os chamados heavy users. Eles usam todas as funções de um produto, compram as versões mais caras e são os primeiros a comprar os lançamentos (early adopters). Na internet não é diferente, eles utilizam as principais (quando não todas) ferramentas, falam através de diversos meios e espalham informações rapidamente. Esse grupo de consumidores é o que as empresas precisam dedicar mais tempo. A dificuldade está em fazer com que eles falem bem da marca (uma vez que as marcas não tem mais controle sobre a mídia online), além de doutrinarem os novatos e espectadores para que conformem eles subam degraus,  tornem-se advogados da marca.

Novidades no blog!

2 de julho de 2010 • TEMAS: Notícias & Variedades /

Ufa!! Depois de uma semana complicada indo dormir depois da 1h da manhã, o Pequeno Guru está de volta 100% e com novos recursos!

Quem acessou o blog ou o Twitter nos últimos dias viu que ocorreu um erro sério com os feeds e que acabou criando posts replicados na página inicial. Tudo começou com um e-mail que recebi de um leitor dizendo o quanto era chato receber “posts incompletos” no e-mail ou no seu leitor RSS. Eu também concordava, mas era algo que eu já tinha tentado mudar sem sucesso. Resolvi tentar mais uma vez.

Como não trabalho com isso e criei este blog na base de muita força de vontade, curiosidade e noites mal-dormidas, comecei a fazer testes. Em um desses, cometi alguma grande besteira e o problema aconteceu. Para achar onde estava o erro, tentei muitas coisas, contactei várias pessoas, restaurei backup, fiz downgrade do WordPress e até deletei o feed cadastrado no FeedBurner. Depois reverti tudo que tinha feito e achei a solução (mas não a causa inicial do erro).

Passado o sufoco, aproveitei o embalo pra fazer algumas coisas que já queria ter feito. Felizmente, concluí tudo e agora o blog está melhor do que nunca.

As novidades

Primeiro, tenho uma notícia boa e outra ruim. A boa é que agora todos os posts podem ser lidos direto da sua conta de e-mail ou do seu leitor do RSS, e não mais apenas as duas primeiras linhas como antes. Vale ressaltar, que eu não me importo com o número de visitas do blog, e sim com o número de leitores que o blog atinge.

A ruim é que se você assinava o feed do Pequeno Guru ou recebia por e-mail, pode ser que tenha algum problema e precise recadastrar. Eu mantive o mesmo endereço do RSS para evitar que isso acontecesse, mas nunca se sabe. Já quem recebia por e-mail, é necessário se cadastrar novamente. Peço desculpas pela incoveniência.

Implementei outros 2 recursos que acho bastante práticos que passam a integrar a barra inferior dos posts substituindo o “compartilhe” que havia antes e não era nada prático.

Agora você pode enviar por e-mail qualquer artigo do Pequeno Guru para alguém ou, se preferir, salvar o artigo em formato PDF. Pode não ficar uma maravilha de editoração, mas é uma boa maneira de salvar pra ler depois ou arquivar algo que você achou interessante.

Outra novidade, é a página no Facebook. Aos poucos estou descobrindo os benefícios de ter o blog no Facebook e vou implementando novas coisas por lá (ainda não consegui linkar a página com o Twitter). Talvez o principal benefício seja a parte de “discussões”, uma espécie de fórum onde é possível discutir algum assunto e interagir com as outras pessoas. O Facebook é bem versátil e é possível ver várias coisas na página do PG, como:

  • Enviar links de videos, notícias ou outros blogs no mural
  • Discutir assuntos e trocar ideias no fórum
  • Curtir os artigos do PG
  • Acompanhar novas postagens
  • Ver destaques

Após muitas horas de trabalho, acho que o blog está mais redondinho. Agradeço todos que tentaram ajudar, a partir de hoje o blog pode ser lido em praticamente qualquer formato que você quiser. Sem erros, com feeds completos, com opção de enviar posts para amigos, receber em formato newsletter e salvar em PDF. Finalmente vou poder ter uma noite tranquila de sono. Espero que gostem e que as novidades sejam tão úteis pra você como parecem ser pra mim. Quem tiver Facebook, dê uma passada na página do blog.

[Facebook page] – clique para ver

Abraço a todos!

Existem empresas capazes de mudar o rumo do seu ramo de atuação e, às vezes, são tão boas no que fazem que suas lições transcendem seu segmento e começam a ser utilizadas por outras empresas. Como é o caso do Google e Starbucks. O passado está cheio delas e certamente o futuro também estará. Se nem toda empresa pode ser assim, a menos todas podem (e devem) aprender suas lições. Uma dessas empresas é a Amazon, que não foi a 1ª loja virtual da internet, mas sem dúvida é a maior e mais conhecida.

Eu compro na internet há pelo menos uns 7 anos e gostaria de compartilhar com vocês algumas opiniões do porquê a Amazon é um exemplo para toda a indústria, não apenas na web, mas para o futuro do varejo.

  1. O cliente virtual é mais valioso (e perigoso). Ele se engaja mais e tem mais chances de falar bem ou mal da empresa. A Amazon é um exemplo de atendimento ao cliente. Se você envia um e-mail hoje, é bem provável que receba uma resposta até o final do dia — e sem respostas prontas.
  2. Venda usados. Não é todo mundo que tem dinheiro para (ou quer) comprar novo. No Brasil, nenhuma grande rede trabalha com usados, enquanto lá fora é normal. Deveria ser o contrário. Além de ser uma oportunidade fantástica de se relacionar com o cliente deixando ele usar o seu site, para vender seus próprios produtos.
  3. Recomende coisas relevantes na 1ª página. Ninguém resiste a um produto com a sua cara. É preciso investir em um sistema poderoso de CRM que faça profundas análises e correlações entre o histórico de compra, páginas visitadas e histórico de clientes semelhantes.
  4. Crie coisas novas. Eu preciso falar isso? Sim, eu preciso. Porque as empresas têm a péssima maniar de só copiar a concorrência. A Amazon foi a 1ª a lançar o sistema de opinião de usuários. A primeira a lançar o 1-click-order. A primeira a garantir a entrega em apenas 1 dia. A primeira a dar frete grátis.
  5. Cartão próprio é bom mas… tem que valer realmente à pena. Lembro quando a Americanas lançou seu cartão que não dava nenhum desconto, não demorou muito até ela mudar de ideia. As lojas virtuais já aprenderam isso. O cartão da Saraiva é o mais próximo da Amazon: acumula pontos (inclusive em compras externas), não tem taxa anual e também é da bandeira Visa podendo ser usado em qualquer outro lugar. O Submarino também faz bom uso, inclusive podendo parcelar em mais vezes sem juros. Bola fora para lojas físicas cujo cartão não servem pra nada a não ser fazer volume na carteira.
  6. Cupom de desconto. Aquele espaço embaixo de cada checkout não é enfeite, é pra ser usado. Até hoje, eu só vi a Saraiva usando para atrair clientes antigos. As empresas precisam cada vez mais surpreender o cliente, e uma ótima maneira é enviar um cupom de desconto exclusivo para aquele ex-cliente, aquele cliente fiel ou aquele que enfrentou algum problema com a loja.
  7. Bom preço. A Amazon não tem apenas um ótimo atendimento, ela tem ótimos preços também.
  8. Capriche no layout. Não exatamente na estética, mas na funcionalidade. Amazon é um site cheio, mas fácil de se acostumar e de encontrar as informações. Tudo parece muito bem estudado e não cansa os olhos.
  9. Estimule. Pra onde você olhar, você vai ver frases engajantes do tipo “olhe dentro”, “continue comprando”, “as melhores escolhas pra você”, “recomendado pra você”, “crie sua própria listamania”… As lojas brasileiras não estimulam os clientes a comentarem suas compras. Esse 1º empurrão é o mais difícil, mas precisa ser feito. Mas não basta colocar um campo dizendo “dê nota ao produto”, é preciso que a loja tenha esse senso de comunidade.
  10. Senso de comunidade. Nenhuma outra loja virtual do mundo conseguiu  criar uma comunidade como a Amazon. Onde clientes estão dispostos a compartilhar, elogiar, criticar, trocar informações sobre produtos,  experiências, comprar, mas também vender (inclusive ter sua própria loja, como o Mercado Livre). A Amazon oferece listas, a oportunidade de você ter seu perfil, rankings por assuntos muito úteis e um sistema de busca realmente útil.

Aposto R$100,00 como a maioria das pessoas pensa que é impossível abrir um negócio com 100 reais.

“Sem saber que era impossível, foi lá e fez”. Essa famosa frase do Cocteau pode ser balela para muitos, e essa crença diferencia empreendedores de pessoas comuns. A questão aqui não é fazer mágica pra achar um negócio cujo investimento não ultrapasse R$100 (não seja cabeça dura), a questão é que é possível começar um pequeno negócio a partir de muito pouco. Pode ser R$200, R$500, R$1000. E todo trabalhador tem condição de conseguir 1000 reais.

Um ano atrás eu escrevi sobre Chris Guillebeau, um sujeito que nunca gostou de ser empregado e passa a vida viajando e escrevendo sobre carreira e independência profissional. Chris se juntou à Pamela Slim — autora do livro Escape From Cubicle Nation (como escapar do seu trabalho e perseguir sua paixão)– num projeto interessantíssimo chamado $100 Business Forum. Eles e outros 149 empreendedores irão dar dicas e auxiliá-lo na montagem de um plano de negócios para por a ideia em prática. Infelizmente, o forum online é pago. Curiosamente, o preço é $100.

No mundo dos negócios não há uma regra que diz que para um negócio dar certo é preciso pagar caro. Investir num ponto, pagar funcionários e comprar equipamentos. Com uma ideia na mão, habilidade e determinação, você pode começar algo sozinho e com quase nada de dinheiro. Desde que você se livre desse mito estúpido de que para abrir um negócio é preciso de muito dinheiro.

Uns 10 anos atrás, as empresas começaram a perceber que a internet era um excelente canal de vendas, fácil, prático e barato. Agora, as empresas também estão vendo que ela é uma mídia fantástica. Segundo uma pesquisa, 86% das empresas disseram que pretendem investir mais em social media em 2010.

É possível eliminar gastos com marketing e diminuir despesas com vendas utilizando a internet. Chega até ser estranho ler hoje algumas histórias de grandes empresas que surgiram de vendas porta a porta, com dinheiro emprestado de amigos ou que fabricavam produtos em casa. Parece que tudo ficou mais difícil, que tudo mudou. Mas as coisas não mudam, apenas se transformam. Ainda é possível utilizar a velha receita de muito trabalho e pouco investimento.

Por Liz Ryan, ex-executiva de RH da Fortune 500, palestrante, articulista da BusinessWeek e autora do livro Happy About Online Networking. Liz ensina executivos a atrair e reter os mais talentosos profissionais dentro das empresas.

É  aceitável bloquear YouTube na empresa já que ele consome bastante tráfego da internet. Um e-mail recente que eu recebi de um funcionário mostra a paranóia organizacional que as empresas sofrem: ele havia acabado de saber de seu chefe que LinkedIn era bloqueado naquela empresa.

Conselho geral: seres-humanos trabalham na sua empresa, não robôs ou replicadores. As pessoas têm vidas, marcas, relações fora do escritório, e essas complexidades humanas irão provavelmente mais ajudar seu o negócio do que prejudica-lo.

O que fazer: trate as pessoas como bebês apenas se você quiser que elas ajam como bebês. As demais pessoas, deixe com que elas atualizem seu LinkedIn, Facebook e Twitter da forma apropriada, e se elas não estiverem dando conta do trabalho, resolva o problema caso a caso.

Fonte

Durante os 4 anos na universidade de comunicação,  eu fui levado a pensar que copiar era uma espécie de crime, só pior do que roubar e assassinar. Então, eu descobri sozinho que o plágio era um roubo e também  um assassinato — à inovação. Depois, eu fui estudar negócios e aprendi que copiar ajudava manter as empresas competitivas e eficientes. Copiar pode ser bom para a gestão, como usar, aqui no Brasil, um modelo de negócios que deu certo lá fora.

O Brasil está muito bem servido de gestores competentes e cases de sucesso. Há muitos excelentes executivos no mercado, embora em quantidade insuficiente, as empresas brasileiras estão em ótimas mãos. Mas quando falamos em e-business a coisa muda um pouco de figura. Falta gente capacitada e apaixonada pela coisa. Na minha humilde opinião, as empresas virtuais brasileiras ainda tem muito o que aprender.

Recentemente, criei uma conta no PayPal e comecei a comprar no eBay e em outros sites ao redor do mundo. É como quando você viaja pela 1ª vez aos Estados Unidos e compra tudo, porque sabe que no Brasil não vai encontrar. No meu caso, não são apenas produtos que não vou encontrar, mas o excepcional serviço do PayPal e o compromisso com o cliente do eBay.

Eu sempre tive a teoria de que se o Submarino copiasse exatamente em tudo a americana Amazon, ela estaria anos-luz a frente de seus concorrentes. No entanto, seu mecanismo de busca é falho, os preços são similares aos das outras lojas, não possui seção de usados, não oferece uma boa política de descontos pra fidelizar o cliente, não visa criar uma comunidade (maior diferencial da Amazon), e se mantém muito focada em promoções — velha tática do varejo convencional. Com o Mercado Livre é a mesma coisa. Menos grave, visto que não possui muitos (ou nenhum) concorrentes. Eu diria que a maior concorrência do Mercado Livre é a insegurança das pessoas. E o ML não fez grandes progressos para resolver esse problema.

A maior falha do Mercado Livre é não ter um contato direto e transparente com seus usuários. Faça o teste, tente achar um formulário de contato. Aposto que você irá desistir antes de encontrar. A segunda maior falha é, como uma empresa que pertence ao grupo eBay, não se parecer com o eBay. O site americano é um dos maiores fenômenos da internet norte-americana e não é exagero chamar de o maior case de e-business da história. Como uma loja virtual fatura quase 10 bilhões de dólares por ano sem fabricar um único produto? Sem manter estoque, departamento de compra ou vendedores? O segredo é confiança e praticidade. E isso é mais difícil do que qualquer venda.

O PayPal é outro case que eu adoro. Impossível esconder meu encantamento pela empresa que tornou o maior obstáculo do comércio virtual (a insegurança) em vantagem competitiva. Pra quem nunca experimentou, o PayPal é um serviço que você cadastra o seu cartão de crédito uma vez e nunca mais precisará fornecer seus dados a nenhum outro site, bastando colocar usuário/senha e finalizar a compra . Em um ou dois cliques e a transação é feita. Você não mais se pergunta se aquele site é seguro ou se está com o cartão em mãos. O PayPal toma conta disso pra você.  O serviço permite você comprar e vender pra qualquer pessoa no mundo.

No Brasil, temos o PagSeguro (do UOL) e o Pagamento Digital (do Buscapé).   Nem o PagSeguro nem o Pagamento Digital parecem estar seguindo o exemplo de sucesso do PayPal. Há relatos de débitos a mais no PagSeguro e demora no recebimento. Competir nesse mercado não vale à pena, pois é crucial a adoção das empresas para alavancar o negócio e ganhar credibilidade. A concorrência pulveriza e confunde um mercado que já não fica muito à vontade pra lidar com dinheiro.

PagSeguro e Mercado Livre, bem como a maioria dos negócios virtuais, têm muito a aprender. E uma boa maneira disso acontecer é copiando. Esse prazo está se esgotando, já que o PayPal deve passar operar com a moeda brasileira em 2010. E isso vai mudar tudo, pode acreditar.

Trolls. Eles estão a solta

28 de outubro de 2009 • TEMAS: Carreira / Comportamento / /

Quando pensei em criar um blog pra falar o que achava sobre marketing & comunicação, eu sabia que devia estar preparado para críticas, confronto de ideias e, principalmente, desaforos. Talvez por herança do meu pai, eu sempre tive uma certa tendência a criar “desconfortos” e a falar o que penso. Há muitas pessoas por aí que não estão preparadas para ouvir o que eu ou você pensamos. Esteja preparado para lidar com essas pessoas.

Críticas e confronto de opiniões nunca foram problema pra mim, acho bastante produtivo e tento estimular esse tipo de debate aqui no blog. Mas trolls não apenas discordam de você, eles te tratam mal com o único intuito de… tratar mal mesmo.

Até pouco tempo atrás eu não sabia que troll se chama troll. Não sabia que existia um nome pra isso. Também não sabia que é normal e que quase todo mundo tem que enfrentá-los cedo ou tarde. A primeira vez que li algo a respeito foi quando Chris Guillebeau (sujeito pra lá de gente fina que ganha a vida viajando e escrevendo) deu a dica: “seu blog não é para todo mundo. Alguns vão te achar o máximo e outros te acharão um bosta”. Eu senti um certo alívio quando li. Ele não usou o termo troll, mas era certo de que ele falava do mesmo ser nada mitológico.

Depois vieram grandes nomes como Seth Godin e Sonia Simone (CopyBlogger) falando a respeito. Seth brincou “trolls estão sempre trollando…”, e disse sério: “Ignorá-los faz parte do seu trabalho”.  Segundo Seth, pessoas assim raramente criam algo. Putz! Como isso é verdade. Todo mundo critica, mas quantos realmente criam algo? Quantos são ousados o suficiente pra fazer algo diferente?

Sonia foi mais longe escrevendo um verdadeiro manual de como lidar com essas “criaturinhas desagradáveis” (palavras dela).

Trolls são aqueles que, por alguma razão, obtém prazer de algo que eles podem derrubar, ao invés de  construir.”

Quantas pessoas assim você conhece na sua empresa? Espero que “uma ou outra” seja a resposta, mas seja como for isso é normal. Eles estão por toda a parte, cabe a nós aprendermos como lidar com eles. Lembre-se do que disse Seth Godin: “a gente é pago pra ignorá-los”.

>> Não deixe de ler “The Dark Side of Authority” e aprenda como lidar com esses seres insaciáveis.

De 2007 a 2008 aumentou em 7% a quantidade das empresas qcom site, no Brasil.  Mais de 53% das empresas brasileiras estão na internet divulgando e se conectando através do seu site, segundo a PEGN. Enquanto empresas (retardatárias) vão aderindo à rede mundial de computadores, a maioria dedica poucos recursos a ela. Acham que basta ter um site que a coisa está feita. Mas a própria natureza nos mostra que o esforço é proporcional aos ganhos, ou seja, se você faz pouco, ganha pouco.

A verdade é que não basta ter um site, ele tem que ser útil, bonito e, sobretudo, tem que ter vida própria, funcionar! De que adianta um “fale conosco” se a empresa não “fala” com seus consumidores? Esse é só um dos fatores pelos quais muitas micro e pequenas empresas estão ganhando espaço frente às grandes, porque seus sites realmente funcionam, mas isso é assunto para outro artigo…

Como filho da — exaustivamente citada– geração Y, sou um grande incentivador do uso da internet e redes sociais na estratégia das empresas. Não porque sou fã de tecnologia, pra ser franco, fui um dos últimos a ter um PC entre os meus colegas da escola. O principal motivo é:  funciona! E o segundo motivo: É barato!

É inadmissível uma empresa não ter site, independente do foco do negócio ser B2B ou B2C. Porém, é mais triste ainda quando uma empresa tem um site mal-feito, feio, com erros e que não funciona. O que dizer daqueles eternos “em construção”? Enquanto eles demoram pra inaugurar, seus concorrentes fazem a festa.

Eu vejo empresas gastarem uma boa grana anunciando e contratarem um freelancer de 18 anos para fazer seu site. Não me entendam mal, não há problema em anunciar, tampouco contratar freelancers — há muitos realmente talentosos. Mas site é uma coisa séria e preço não deve ser uma questão fundamental.

Quando uma empresa gasta o investimento em mídia de 1 semana pra fazer um site que vai durar vários meses, no mínimo, percebe-se a falta de visão da gestão.

Sites e redes sociais ganham ainda mais poder nas mãos de profissionais liberais e empresas pequenas que estão começando. Em muitos casos, a internet é o único meio de divulgar seus negócios e, pra ser franco, não é preciso muito mais que isso pra se obter sucesso.

Sempre que algum amigo tá começando vem conversar comigo sobre alguma ideia ou negócio novo, eu aconselho a criar um site. É possivelmente o  menor investimento de todo o negócio com um retorno muito acima da média.

Este blog começou com  uma ideia simples de marketing pessoal e posso dizer que estou feliz com ele, mesmo gastando cerca de R$200/ano, sem perspectiva de ganhar 1 centavo sequer. Nunca busquei um retorno financeiro.  Porque o retorno que ele me trouxe, tanto profissional, quanto pessoal foi muito maior do que qualquer outro meio poderia me dar. Portanto, se você é artista, músico, tem uma pequena empresa ou, simplesmente, gosta muito de algo: crie um site e se dedique. Você tem uma oportunidade que ninguém tinha 10 anos atrás, e enquanto tem cada dia mais pessoas aderindo, tem muitas outras que não sairam do lugar. Ainda.

O jornal impresso está em crise, em partes, porque as pessoas tem acesso a todas as notícias do mundo a partir do computador. Isso significa que eu posso ler “O Jornal do Sylvio” todos os dias, só com notícias de meu interesse, que se encaixe no meu tempo e o melhor, de graça! O cerne da questão está na produtividade. Nós precisamos estar o mais bem informado que pudermos, mas temos cada vez menos tempo para isso. Por esse motivo, estou sempre à procura de como ler mais em menos tempo (e fazer curso de leitura dinâmica não é uma opção pra mim).

No começo do ano, publiquei uma dica sobre uma maneira prática de ler notícias utilizando a barra de favoritos. Realmente era prático, mas limitado. O método não aposentava o Google Reader (na minha opinião, pouco prático quando se tem muitos feeds), e eu perdia alguns segundos indo de uma aba a outra, sem falar que não sabia quais notícias eram novas e quais não eram. Resumindo, era prático, mas não tão produtivo como a forma que vou mostrar pra vocês.

Obviamente, se você for humano, não conseguirá ler 500 notícias inteiras em 5 minutos. Mas é um tempo razoável para “passar o olho” e decidir qual vale à pena ler. O Netvibes, um site que permite organizar tudo numa única tela; agenda, notas, previsão do tempo e notícias (feeds). Vamos nos ater somente às notícias…

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No Netvibes, você cria páginas com vários feeds e os organiza da maneira que quiser, em formato revista, slide, só texto, etc. Pode criar quantas páginas quiser sem limite de feeds. Ou seja, o tamanho do seu jornal é infinito.

A imagem mostra como eu organizei as minhas notícias utilizando apenas títulos para melhorar a visualização. Também criei uma seção à parte para os blogs.

Acho difícil encontrar uma maneira melhor de administrar tanta informação, mas eu não sou você. As pessoas são diferentes, alguns gostam de ler com calma, outros gostam de ler notícia por notícia sem deixar nada pra trás. O importante é que o momento seja agradável e não forçado, porque se você quiser ser bem-sucedido profissionalmente terá que se manter informado pelo resto da sua vida.