Você está em ‘história’

Eu fico maravilhado sempre que conheço alguém que fazia muitos anos atrás o que deveríamos estar fazendo hoje e não estamos.

O último dessas pessoas raras que conheci foi William L. McKnight, presidente da 3M de 1929 a 1966 e filósofo de negócios, foi responsável por criar uma das empresas mais inovadoras da história. McKnight defendia a autonomia dos funcionários no momento em que gestão era sinônimo de controle.  Foi ele quem permitiu, pela primeira vez, que funcionários tivessem tempo livre para desenvolver seus próprios projetos — comum no Google, Facebook e outras empresas do Vale do Silício.

Abaixo, está o princípio de gestão implementado por William McKnight até hoje em vigor na 3M. Não tenho dúvida, de que é um dos mais importantes conselho que você pode receber como gestor.

“Conforme nosso negócio se expande, se torna incrivelmente necessário delegar responsabilidade e encorajar homens e mulheres a exercitar a iniciativa. Isso requer uma tolerância considerável. Esses homens e mulheres, a quem nós delegamos autoridade e responsabilidade, se eles forem boas pessoas, irão querer trabalhar do seu próprio jeito.

Erros serão cometidos. Mas se a pessoa estiver essencialmente certa, os erros cometidos por ele ou por ela não serão tão graves, no longo-prazo, quanto aqueles cometidos autoritariamente pela gestão ao dizer exatamente como eles devem trabalhar.

A gestão que critica destrutivamente quando falhas acontecem mata a iniciativa. E é essencial que nós tenhamos pessoas com iniciativa se quisermos continuar crescendo.”

Usar mídias sociais como ferramentas de marketing tem mais a ver com entender o ser-humano do que entender de tecnologia. É por isso que a maioria das empresas falham ao utilizá-las e a pressão do alto escalão das empresas  tem estado cada vez maior  sobre o departamento de marketing que, muitas vezes,  não consegue gerar resultados palpáveis para a empresa.

Se você quer realmente colher os frutos das mídias sociais — conquistar novos clientes, solucionar problemas, transformar feedbacks em inovação, etc– é preciso compreender melhor como as pessoas usam, por que usam, quais seus anseios, motivações e influências.

Além de marketing, eu sou apaixonado por história, e fico fascinado toda vez que vejo coisas de 50, 100 anos fazerem sentido hoje. Uma coisa que eu percebi é que de todas as coisas, A que menos muda é a natureza humana. Séculos são necessários para ocorrer mudanças consideráveis no aspecto humano da civilização.  Claro que a Geração Y é diferente dos baby boomers, porém a maior parte das suas diferenças estão nos hábitos, não nas necessidades humanas.

Deixando o papo antropológico de lado, o trabalho de muitas pessoas do século passado continuam inspirando os profissionais de hoje. É o caso de Ernest Dichter, considerado o pai da motivação. Ernest foi um dos primeiros psicólogos a realizar pesquisas sobre comportamento do consumidor, publicando 17 livros e exercendo grande influência na indústria da propaganda do século 20.

Em 1966, Ernest publicou uma pesquisa sobre influência e relacionamento interpessoal que tem tudo a ver com as redes sociais hoje. O estudo cita 3 grandes descobertas que podem ser considerados a base para o uso eficiente das redes sociais hoje.

DESCOBERTA 1

As 4 motivações que levam pessoas a falar sobre marcas:

  1. Envolvimento com o produto (33% dos casos): o produto é único e/ou gera uma experiência nova e prazerosa que merece ser compartilhada.
  2. Envolvimento pessoal (24%): conheço o produto e gostaria de falar a respeito, expressar minhas opiniões, meu conhecimento ou informações que só eu sei — ou poucos sabem.
  3. Envolvimento com os outros (20%): expressar cuidado e ajuda com o próximo, geralmente amigos, colegas e familiares. Por exemplo, sugerir produtos que eu sei que aquela pessoa se interessa.
  4. Envolvimento com a mensagem (20%): o conteúdo é tão interessante, bem feito, engraçado, tocante ou único que merece ser compartilhado.

DESCOBERTA 2

Para as pessoas acreditarem em algo, é preciso que a empresa — ou a pessoa — tenha credibilidade. Ninguém irá repassar uma informação de quem não confia, é preciso ter experiência naquele assunto. Além disso, parta do princípio que os consumidores são céticos, porque eles são. Se na década de 60, quando Ernest fez a pesquisa, eles já duvidavam se era “papo de vendedor” ou estavam tentando ajudar, imagine agora. Empresas precisam parecer sinceras, honestas e passar a imagem de que realmente querem ajudar seus consumidores e não apenas vender mais um produto ou serviço.

Entender isso nos leva a algo muito falado nos dias de hoje: a criação de diálogo com os consumidores. Empresas precisam construir canais de conversa com o consumidor, gerar conteúdo, dar aos consumidores o que falar e deixar que eles cuidem do. Ninguém é mais confiável para uma pessoa do que um semelhante.

DESCOBERTA 3

Cerca de 80% de todas as compras tem alguma influência de outra pessoa. Esse número pouco mudou nos dias de hoje. É importante dizer que a pesquisa foi realizada quando a TV ainda era um meio confiável e acessível para poucas empresas. Com a popularização, os veículos em geral perderam credibilidade, aumentando ainda mais a importância das recomendações.

Vale ressaltar a idade dessa pesquisa: 45 anos. É ainda mais fascinante ver como funciona algo descoberto antes da maioria dos conceitos e técnicas de marketing. Acredito que esses sejam os fundamentos do uso das mídias sociais. Não é segredo, possivelmente a maioria de vocês já viu pelo menos algum deles por aí, o segredo que nem você (nem eu) sabia era que um tiozinho cabeça branca já sabia de tudo isso quase 50 anos atrás.

[Baseado neste artigo da HBR]

(Clique para ampliar)

Abaixo a timeline com algumas modificações (retirei os menos relevantes e acrescentei uns novos)

  • 1839 – Colar cartazes em propriedades privadas é proibido em Londres
  • 1864 – Os primeiros registros do uso do telégrafo para enviar mensagens não-solicitadas em massa
  • 1867 – São alugados os primeiros outdoors
  • 1880 – São registradas as primeiras marcas como forma de branding
  • 1905 – University of Pennsylvania abre o curso de “The Marketing of Products”
  • 1922 – Inicia propaganda no rádio
  • 1941 – Primeira propaganda na TV vai ao ar
  • 1950 – Acontece a sistematização do telemarketing
  • 1970 – O e-commerce é inventado
  • 80′s - Surgimento do CRM e database marketing
  • 1984 – Aparecimento do marketing de guerrilha
  • 1985 – Computador passa a ser usado para criar anúncios impressos
  • 1990 – CRM e Comunicação Integrada são usados massivamente nos planejamentos de marketing
  • 1991 – Comunicação Integrada entra para o currículo acadêmico
  • 1995 - AltaVista e Yahoo lançam sistemas de busca
  • 1996 – Primeiros virais são detectados
  • 1998 – Google e MSN são lançados
  • 1999 - Primeiro site de análises dos consumidores é criado
  • 2002 - Site de compartilhamento de fotos SmugMug abre espaço para sites como Flickr e Photobucket
  • 2003 - MySpace e WordPress são lançados
  • 2004 – Facebook, Orkut e Digg são lançados
  • 2005 – YouTube e Vimeo são lançados
  • 2006 – Twitter é criado
  • 2008 – Groupon é criado

Fonte: Marketing Pilgrim

Inovação é quantidade

16 de junho de 2011 • TEMAS: Negócios / /

Qual empresa vem à sua cabeça quando pensa em inovação? Meu palpite: Apple, Google, Toyota ou 3M. Essas empresas estão fundamentadas na cultura da inovação, permitindo que seus funcionários contribuam com o máximo de ideias que conseguirem através de um ambiente acolhedor, divertido, inspirador e cheio de autonomia. No entanto, se fossemos eleger as empresas mais inovadoras de todos os tempos, as empresas citadas não estariam no TOP 15. Ao menos, segundo o Business Insider.

Para ser considerada uma das empresas mais inovadoras da história, é preciso que suas invenções realmente tenham gerado um enorme impacto na sociedade ou na indústria, e não apenas uma vez. Não existe fórmula para criar uma empresa inovadora, mas empresas invadoras têm algo em comum: um inacreditável volume de ideias. Essas ideias geram patentes que, com sorte, irão resultar em algum novo produto e, com raridade, revolucionar o mercado.

Se somarmos o número de patentes da General Electric e da IBM no mundo todo, chegamos a 1,5 milhão de patentes. Para se ter uma ideia, em 2009 (ano de crise) a Toyota registrou 1.000 patentes no mundo, mais do que todas as empresas brasileiras juntas! E não foi apenas a Toyota que ganhou do Brasil; Motorola, Microsoft, DuPont, LG e Panasonic também. Fato é que, quando se trata de inovação e criatividade, volume importa. Ao bom e velho estilo Thomas Edison: 1% inspiração e 99% transpiração.

As empresas mais inovadoras do mundo engavetam mais ideias por ano do que a maioria das empresas teriam durante toda sua vida. É preciso ter muitas ideias, muitas ideias ruins para se chegar a uma com razoável potencial. Não existe atalhos! Segundo o criador do Post-It, “é preciso passar por 5000, 6000 ideias para encontrar uma boa para os negócios”. E dentre as que dão certo, apenas algumas mudam o mundo.  Abaixo, estão algumas dessas raras ideias lançadas por empresas altamente inovadoras. Algumas eu nem sabia quem havia inventado, espero que você também não :)

Eu sou tão novo que quando comecei a me barbear já era comum usar Gillette de  três lâminas e ter uma navalha em casa era como andar com um pente no bolso da camisa. Mas houve uma época em que ir à barbearia era quase como ir à padaria; e o marketing tem algo a aprender com o modo de como aqueles senhores administravam seus negócios.

O lugar predominantemente masculino era parecido com o que é hoje o salão de beleza para as mulheres (deixando o  preço de lado). Era um lugar de socialização em que homens de todas as idades conversavam, conheciam aos outros e se informavam. Os barbeiros possuíam o que toda empresa persegue hoje: a fidelidade dos seus clientes. Eles sabiam exatamente o que oferecer, o que conversar, o que o cliente gostava, o que não gostava e como resultado: o cliente sempre voltava com um sorriso no rosto barbado. Talvez nunca na história das empresas, houve um tipo de negócio com uma taxa de retenção de clientes tão alta. E, talvez, nunca haverá.

Lendo a biografia do Charles Schulz, pude aprender um pouco mais sobre o negócio barbearia, algo que sempre considerei um exemplo de atendimento sem nem mesmo ter sentado na cadeira de um barbeiro.  Carl Schulz era um homem influente (barbeiros costumavam ser bem conhecidos antigamente) na sociedade e no comércio de Minneapolis no começo do século 19. Ele publicou um texto chamado The Art and Science of Barbering que, por algum motivo, guiou toda vida do seu filho Charles além de orientar muitos

Os 10 princípios a seguir são verdadeiras lições de atendimento para qualquer negócio. Leia, absorva, espalhe, imprima, pendure na parede.

  1. Mantenha a boa postura.
  2. Seu uniforme é o sorriso e um semblante convidativo.
  3. Pratique constantemente a amizade.
  4. Fale de maneira clara.
  5. Não ceda tanto à tentação de dar bons conselhos.
  6. Não seja didático.
  7. Seja um bom ouvinte. Um bom ouvinte faz as perguntas certas.
  8. Seja essencialmente informal.
  9. O sucesso de uma pessoa em qualquer área da vida depende da habilidade de chegar a um ótimo acordo sobre a habilidade em vendas.
  10. Não se leve tão a sério.

Um dos requisitos para marcar seu nome na história é criar obras atemporais. Lições que não se percam no tempo, sejam transmitidas de gerações a gerações e nunca fiquem velhas o bastante a ponto de não gerar mais interesse. A nossa história está cheia de Grandes Nomes,  nomes que se tornaram símbolos de uma sabedoria quase de outro plano. Alguns gênios (outros nem tanto) cujos trabalhos e o tempo os tornaram extraordinários, inspirando milhões de pessoas muitos séculos depois.

E se os grandes nomes da história, especialmente filósofos, fossem homens de negócios ou professores universitários, que lições eles teriam deixado para nós? Retirei algumas das suas frases mais interessantes e tentei aplicá-las no contexto da carreira profissional e das empresas. É um hábito meu que já faço há algum tempo, a vida pessoal e profissional andam juntas e acredito que a sabedoria, em essência, pouco mudou nos últimos 500 ou 1000 anos.


Eis uma conversa que todo pai deveria ter com o seu filho antes do primeiro emprego:  “Meu filho, você vai encontrar muita gente arrogante, pretensiosa e que acham que sabe mais do que você. Alguns deles saberão, mas isso não os tornam melhores do que você”.

Para se dar bem no mundo corporativo, é preciso ter bom-senso, se conhecer muito bem e saber lidar com todo tipo de gente. Esteja preparado para perder uma promoção para alguém menos talentoso do que você ou não conseguir o emprego menos sendo o mais qualificado. Não basta você ser o melhor, é preciso parecer o melhor. Seja humilde, confiante, dedicado e tenha princípios. Cada vez mais, as empresas buscam pessoas com valores além de um bom currículo.

Troque  governante por líder e governado por liderado e teremos uma lição de liderança de 2.300 anos. Ainda muito se discute se a habilidade de liderar é algo nato ou pode ser desenvolvida. A minha opinião é que ninguém nasce líder, e sim desenvolve uma série de habilidades — muitas delas emocionais –  ao longo da infância, adolescência e começo da vida adulta. Quando a pessoa entra em uma empresa ela já possui ou não esse conjunto de habilidades/características do bom líder. Pode ser desenvolvida depois? Sim, porém é difícil já que a sua personalidade está praticamente 100%  definida.

Eu acredito piamente que as pessoas  dão mais valor e são mais humildes quando começam de baixo. Essas pessoas costumam conhecer diferentes perspectivas (ao invés de apenas ler sobre elas), ter mais problemas (logo, aprendem a lidar melhor com eles) e a se esforçar mais.

O seu estilo de liderança virá do resultado de boas e más experiências que você teve na sua carreira e na sua vida. Ser escoteiro quando criança, ter que obedecer os mais velhos, começar uma arte-marcial como faixa-branca, ser estagiário antes de contratado … todas essas experiências como “governado” irão lhe tornar um líder melhor, quando chegar a hora.

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Certa vez em uma aula, quando eu já possuia algum conhecimento em marketing, o professor falava sobre ciclo de vida do produto e eu levantei um questionamento: “Professor, então o senhor está dizendo que todo produto um dia vai acabar? Até a Coca-Cola?” Ele disse que sim. Não acreditei muito e até hoje acho ciclo de vida do produto um dos conceitos mais mal-compreendidos do marketing. De fato ele existe, mas ao contrário da vida orgânica, nos negócios é possível vencer o tempo.

O tempo é o mais cruel e implacável assassino de toda a história. Nunca ninguém sobreviveu a ele e poucas empresas viveram tanto quanto o mais velho dos homens. Vencer o tempo não é viver para sempre, talvez a Coca-Cola não exista em 2347, vencer o tempo é viver mais do que a natureza diz ser possível. Ambos homens e empresas nascem frágeis, vão crescendo até alcançar o auge da vitalidade e, então, aos poucos vão decaindo. As pessoas que venceram o tempo (e viveram 100-115 anos) são exemplos de energia, bom-humor, otimismo e amor. Empresas também.

Alguns dizem que o segredo do sucesso duradouro é se reinventar constantemente, mas eu não estou tão certo quanto a isso. Algumas das mais bem-sucedidas e antigas empresas do mundo hoje continuam fazendo basicamente a mesma coisa de 80 anos atrás: Ford, Coca-Cola, Disney, Faber-Castell…  Obviamente, essas empresas nunca pararam de evoluir. Evolução sim, revolução não necessariamente.

Contudo, do ponto de vista dos negócios não vale à pena estudar cases de tanto tempo atrás. Então, vamos vamos falar de um produto muito mais novo, porém velho o suficiente para já ter sumido do mercado.

A HP-12C completa 30 anos em setembro deste ano. Sem ofensas aos mais velhos, mas faz faz tanto tempo que o MS-Dos acabara de ser inventado, o Walkman ainda era um equipamento caro e Pac-Man era o game do momento. Dentro de algum tempo, todas se tornariam símbolos de algo ultrapassado e fontes de nostalgia. Exceto um.

Considerado o produto de maior sucesso da Hewlett-Packard, a calculadora financeira ainda é a mais usada por contadores, administradores e estudantes. Como um produto tecnologicamente ultrapassado ainda pode custar caro e ser o preferido do mercado tanto tempo depois do seu lançamento? Dois motivos: marca e tradição. Poderia dizer também que é um bom produto que atende às necessidades, mas quantos bons produtos morreram nesse tempo? Zilhões.

Em algum momento, a HP-12C se tornou a calculadora mais usada e nunca mais parou. Poucas empresas conseguiram manter seu produto no topo por tanto tempo, sobrevivendo à tecnologia, satisfazendo seus consumidores e se mantendo relevante. Como ela fez isso? Criando um produto definitivo, um que as pessoas não precisassem trocar nunca (a não ser por um novo). Some esse produto — que preenche todas as suas necessidades- à uma marca forte, respeitada e que seu pai, seu tio e todo mundo que você conhece usa. Para mim, esse é o segredo da HP-12C.

Os personagens são diferentes, mas as lições são mais ou menos as mesmas. A história comprova: os Maiores Impérios da humanidade nunca sobreviveram ao tempo. O mundo dos negócios ainda é muito novo para afirmar que é impossível vencer o tempo. Muitas empresas extremamente bem-sucedidas caíram, outras vem perdendo força. Até agora,  apenas algumas empresas parecem ter descoberto um jeito de vencer o tempo. E elas são inteligentes o suficiente para saber que logo terão que descobrir de novo.

Pessoas no mundo todo querem ser como Steve Jobs, empresas querem ser a próxima Apple, mas quem teria a coragem de fazer o que Jobs fez? O co-fundador da Apple, ex-dono da Pixar e criador dos gadgets mais falados dos últimos 10 anos não é um semi-deus como alguns podem pregar, mas é sem dúvida uma das pessoas mais visionárias e corajosas que apareceu no mundo dos negócios nas últimas décadas. E o que mais é preciso para mudar a história além de paixão  e ação?

Há 13 anos, a Apple estava à beira da falência. Então, Steve Jobs reiventou a forma de ouvir música, depois reinventou o celular e encantou o mundo com a magia do iPad poucos anos depois. As pessoas admiram Steve Jobs, mas não agem como Steve Jobs. Aqui estão as principais atitudes — ousadas — que o tornaram o executivo mais admirado da atualidade.

1. Parceria com o concorrente.

Pouca gente sabe, mas se não fosse pela Microsoft, talvez (enfatizo no talvez) a Apple não estivesse aqui. Em 1997, após muitos anos no vermelho, Steve Jobs precisava juntar dinheiro rápido e foi esperto o bastante para procurar Bill Gates. A Microsoft investiu $150 milhões na Apple e foi parceira da marca na Macworld Expo 97. Jobs justificou dizendo: “Isso é pela saúde da Apple, para que ela possa dar grandes contribuições à indústria e voltar a prosperar”. O que, de fato, aconteceu.

2. Colocar sexo nos produtos.

Jobs é um vendedor nato. No início, Wozniak cuidava da engenharia enquanto Jobs tratava de vender e conseguir parcerias. Eu não sei o que ele quis dizer com “sexo”, mas em 1998, Jobs convocou uma reunião e disse: “sabe o que essa empresa tem de errado? Os produtos são uma droga! Não há sexo neles.” O que eu sei é que hoje, o design dos produtos Apple levam pessoas ao orgasmo.

3. Criar soluções possíveis para problemas impossíveis.

A Apple é uma indústria, certo? Errado. É também comércio. Tudo começou quando Steve Jobs achou que as lojas de varejo não davam a atenção que os produtos Apple mereciam. Então, ele fez o que na época ninguém fazia: criou lojas próprias. Pode parecer fácil, mas atuar com algo que você não domina, como o varejo, é sempre um grande desafio.

4. Dizer aos consumidores o que eles querem em vez de perguntar.

Ele é famoso por dizer que os consumidores não sabem o que querem até verem um. Sua teoria pôs abaixo um dos maiores mitos do marketing: o de que os consumidores conhecem seus desejos. A Apple não usa grupos de foco, em vez disso diz o que as pessoas querem antes de quererem. Ano passado quando o iPad foi anunciado, as pessoas acharam o produto bobo, e não foi que ele se tornou sonho de consumo?

5. Produtos que funcionam melhor juntos.

A Apple é famosa por favorecer seus próprios produtos. iPod com iTunes, iTunes com iMacs, interação entre iPhones e iPads e iTunes store, etc. A justificativa por trás disso na opinião de Steve Jobs é:  “A Apple está sempre mostrando que a soma das partes é maior que o todo”.

6. Não contratar apenas os melhores.

Como muitos estudiosos da criatividade defendem, a empresa aposta na diversidade da sua equipe. O próprio Steve Jobs atribui parte do sucesso dos Macintosh ao fato de ter funcionários com formação em música, história, zoologia e literatura.

7. Estimular o pensamento diferente.

“Pense diferente” não é apenas o título de uma das campanhas publicitárias mais memoráveis da história, mas é também a filosofia que a empresa se sustenta.

8. Não incrementar demais.

Apenas recentemente os iPods passaram e ter rádio FM e o primeiro iPhone tinha uma câmera péssima. Essa é uma das maiores lições da Apple: você não precisa lançar o produto perfeito, apenas crie algo incrível e antes de todo mundo. “Nós somos absolutamente consumidos pela ideia de criar uma solução que seja muito simples”, disse o designer Jonathan Ive, vice-presidente de design da Apple.

9. Vende sonhos, não produtos

Foi-se o tempo em que Mac OS X era o mais seguro , o mais rápido e o mais estável, mas ficou a imagem de um super produto, uma grande reputação e o melhor design para se ter na sala de casa. As pessoas não compram iMac, iPhones e iPads pelo que eles são, mas pelo que eles representam.

10. Acreditar em si próprio

Steve Jobs disse no seu famoso discurso em Stanford: “Tenha a coragem para seguir o seu coração e sua intuição. Ele, de alguma forma, já sabe o que você quer se tornar”.

Fonte: Business Insider

Napoleão Bonaparte foi um dos maiores conquistadores que o mundo já viu.  Façanha impossível para um indivíduo que não tenha um incrível senso de liderança e  planejamento. Há décadas, os homens de negócios usurpam lições militares de grandes conquistadores para entender como conquistaram o mundo no passado e como eles podem fazer isso nas suas empresas. Afinal, o que são as multinacionais senão grandes impérios com o objetivo de dominar todos os mercados?

Seguindo a vida de conquistadores de mesmo calibre como Alexandre O Grande e Genghis Khan; a história de Bonaparte é fascinante, repleta de lições boas e ruins. Considerando que maus exemplos também fazem parte de qualquer aprendizado. Bonaparte nos ensina muitas coisas. Principalmente, da ciência comprovar que experiências ruins têm maior impacto no ser-humano do que as boas.

A partir da história e de frases famosas de Napoleão Bonaparte, criei o  “Método Bonaparte de vendas e liderança”, com lições boas e ruins de gestão. Reflita e tenha em mente que a melhor vitória é aquela que você ganha um aliado, não destrói um inimigo.

  1. Aumente as vantagens do produto e invente outras. Vendas é tudo uma questão de lucro.
  2. Baseie as metas da equipe em medo e interesse individual
  3. Uma vez chefe, não se consegue voltar à subordinado.
  4. Se você quer algo bem feito, faça você mesmo.
  5. Estereotipe seu cliente. Por exemplo: o público masculino, é ele quem paga as contas.
  6. Prometa tudo, entregue o menos que puder.
  7. Não diga, mostre.
  8. A empresa precisa mais de você do que você dela.
  9. 4 virais negativos sobre o seu produto são piores do que 100 concorrentes.
  10. A opinião dos clientes é o termômetro da empresa, monitore constantemente.
  11. Reuniões são importantes. Mas quando a hora chegar, pare de pensar e coloque em prática. Não as deixe fazê-lo perder a oportunidade.
  12. É preciso mudar de estratégia a cada 10 anos para se manter na liderança.
  13. Todos os funcionários têm o mesmo grau de importância.

#6 Aposte nos relançamentos, clássicos e retrôs.

2 anos atrás, Johnny Marr, Andy Rourke, Mike Joyce e Morrissey receberam uma proposta milionária para subirem ao palco pela última vez depois de 20 anos. A resposta de uma das bandas mais marcantes da década de  80, The Smiths, foi “não” para os £2,8 milhões. Lembro que isso me chocou na época. Eu sei que músicos de sucesso ganham muito mais do que eu irei ganhar um dia, mas ganhar 1 milhão de dólares e poucas horas é muito dinheiro até mesmo para celebridades.

Quando somos jovens queremos conhecer o máximo de coisas possíveis e experimentar tudo que tivermos a oportunidade. Quando já não somos tão jovens, queremos voltar para aquela época e  sentir de novo aquela doce sensação de juventude. Esse comportamento praticamente se tornou uma “necessidade” humana, na qual músicas flashbacks e produtos antigos relançados fazem um enorme sucesso.

Termos como vintage ou retrô viraram palavras da moda e sinônimo de descolado. Teclados sintetizadores voltaram a aparecer no rock, coletes voltaram a ser vestidos  e até o clássico Atari voltou a ser alegria da garotada, mesmo com eletrônicos do calibre do Nintendo Wii no mercado. Beatles, Elvis e Kurt Cobain continuam vendendo tanto ou mais do que quando eram vivos. Xuxa, Polegar, Dominó, Sidnei Magal, Blitz e outros bandas que marcaram época são responsáveis por lotar casas noturnas de todo Brasil nas já famosas Festas Anos 80.

Tudo isso porque as pessoas adoram clássicos! Seja porque clássicos ajudam a resgatar bons momentos do passado ou porque eles influenciaram toda uma geração, e as pessoas são gratas por isso. Fato é que as empresas que perceberam isso estão lucrando. A indústria do entretenimento é a que mais tira proveito disso. Grande estúdios de filmes estão refilmando clássicos como –o recente–  Karatê Kid. Já a SEGA vai lançar Sonic 4 dezesseis anos depois do último jogo 2d.

Mas nem só o cinema ou videogames podem tirar proveito dessa oportunidade. Empresas de diversos segmentos podem utilizar elementos retrôs na sua comunicação, desde uma embalagem mais colorida ou mais simples a promoções com brindes que relembrem coisas do passado, como cubo mágico, por exemplo.

Será que não tem algo no passado que sua empresa pode reaproveitar hoje? As pessoas anseiam por coisas que as façam lembrar da juventude (embora a maioria concorde que a vida fica muito melhor depois). Além disso, as coisas eram mais simples no passado. Do que será que seus clientes sentem saudade? Tenho quase certeza que eles pagariam um bom dinheiro por algo assim.