Algo estranho aconteceu e eu não sei se chamo de coincidência ou sobrenatural. Semana passada, eu escrevi sobre um assunto legal que Walter Longo apresentou em sua palestra, o conceito de “bom o suficiente”. Pois bem, Seth Godin escreveu alguns dias depois um artigo chamado “The Myth of Preparation”, que aborda praticamente a mesma coisa: Não tente ser um expert! quando você (ou seu produto) for bom o suficiente, comece e então vá melhorando.
Tudo bem, pode ser apenas uma baita coincidência. Afinal, os conceitos na administração evoluem de uma tal maneira que chega um momento que ninguém sabe quem os criou. Mas veja o post de sábado de Seth Godin: “Why jazz is more interesting than bowling”:
“Boliche se trata apenas de um número: o resultado final. Grandes jogadores quase sempre ficam muito perto do resultado perfeito(…) Jazz é criado através de milhares, talvez milhões de dimensões. Não é linear nem previsível e, principalmente, quase nunca é perfeito.”
Godin e seus textos tão memoráveis… Mas peraí, Walter Longo também usou uma analogia muito parecida só que ao invés de Boliche x Jazz, ele usou Boliche x Fliperama (pinball).
Vale uma ressalva, Walter é um homem da comunicação, enquanto Godin é mais genérico — seus conceitos passeiam desde o marketing até carreira profissional. Walter Longo disse que o boliche (na propaganda) é o esporte do passado, uma campanha não mais é bem-sucedida com uma única ferramenta. O esporte de hoje é mais parecido com um fliperama, você não sabe no que vai dar até soltar o gatilho. Tudo que você pode fazer é jogar da melhor maneira que pode e esperar pra ver.
Coincidência, influência ou seja lá o que for; o importante é que ambos os assuntos quebram paradigmas do passado e por isso são tão importantes hoje em dia. A mudança que tanto se fala no mundo dos negócios estão, em parte, representadas por esses 2 conceitos. E não importa de quem você ouve ou no livro de quem você lê. O importante é tomar pra si e praticar.


Eu sei que maus clientes não leem blogs, se é que leem alguma coisa. E embora eu ache que as agências de propaganda também tem sua parte de culpa nisso, maus clientes são um saco.






