Você está em ‘gurus’

Max Gehringer é como um Tom Peters brasileiro para mim. Cabeça branca, inteligente e dono das respostas de muitas perguntas que eu mesmo me fiz várias vezes. Em outras palavras, Max e Tom são dois dos meus maiores heróis de carreira. Mas eu nunca escrevi nada sobre o Max aqui no blog como já escrevi do Tom.

Como guru de carreira, o que poderia ser melhor do que falar dos erros que o próprio Max cometeu em sua carreira?

Erro 1: esperar nunca é bom.

Já faz um bom tempo desde que ouvi Max Gehringer dizer “esperar nunca é o bastante, quem espera é sempre atrasado”. Pense agora, quantas pessoas você conhece que fala em mudar de emprego, mas nunca muda? Eu conheço uma pessoa que fala isso há 2 anos. Temos sempre uma desculpa para esperar; a faculdade, o curso de inglês, as contas, uma oportunidade melhor. Paciência é uma qualidade, mas esperar demais é atraso.

Erro 2: atirar pra tudo que é lugar.

É comum alguém estar em um cargo querendo estar em outro. O problema é que quando mais se fica em um cargo, mais oportunidades  linkadas a esse cargo aparece, ao passo que aquele que você quer se distancia.

Max diz que a maioria de nós é bom em 1 ou 2 coisas, razoável em uma meia-dúzia e ruim em uma dúzia.

Responda 2 perguntas: 1) em que você é bom?; 2) o que você gostaria de fazer? Agora defina os possíveis cargos e vá fundo! Pode ser difícil no começo, pode mudar um pouco de direção, mas uma carreira é cheia de buracos e curvas, em vez de uma estrada lisa e reta. Saiba aonde você quer chegar, invista em seus pontos fortes em vez dos fracos e trabalhe duro. A chegada é uma questão de tempo, não de “se”.

Erro 3: não perguntar quando podia.

Eu confesso: cometo esse erro com frequência. Na tentativa de aprender por conta própria, acabo não perguntando quando posso, e pior, quando devo. Mas isso melhora se você aceitar, aí fica mais fácil puxar a própria orelha quando estiver dando uma de teimoso. Vivemos em mundo colaborativo, cercado de pessoas interessantes capazes de nos ensinar algo. Ser inteligente não é descobrir o caminho sozinho, é aprender com os outros o necessário para abrirmos o nosso próprio caminho.

Erro 4: insistir em algo que já havia sido rejeitado

Existe uma linha tênue entre ter ideias e ser chato. Porque é muito fácil insistirmos para que os outros aceitem as nossas ideias e pontos-de-vista. E, infelizmente, atrair muita atenção incomoda as pessoas. Às vezes, insistir em algo que ninguém acredita pode fazer a diferença, mas como diz Max, isso está longe de ser a regra.

Erro 5: culpar os outros

Comum principalmente no começo da carreira; quando as coisas demoram a acontecer, tendemos a imaginar complôs e que alguém está impedindo o nosso crescimento. É preciso avaliar com cuidado se estamos realmente fazendo tudo o que podemos antes de culpar os outros do nosso próprio fracasso. Em 2/3 dos casos, a culpa é  nossa — por ter deixado acontecer ou por não fazer nada para mudar. Procure ouvir a opinião dos outros para ver se confere com a sua. Se a culpa for realmente do outro, não aponte; apenas pegue suas coisas e vá em busca de um lugar onde pessoas cresçam juntas, não cada um por si.

Todos nós somos imaturos em algum ponto da carreira e, assim como na vida, uns amadurecem mais rápido do que outros. E, assim como na vida, às vezes não damos ouvidos aos mais experientes até que percebemos que é a melhor e mais rápida maneira de crescer. Faça uma auto-reflexão, veja se você não está cometendo os mesmos erros. Eu cometi vários deles. Aprenda com esses erros, porque Max demorou, como ele mesmo declara em uma poderosa frase: “eu podia dizer que aprendi com os meus erros, mas a verdade é que quando os cometi, não sabia que eram erros.”

[Baseado em podcast publicado na CBN.]

Algumas semanas atrás, eu tuitei que abrir ou fechar uma empresa não é difícil, difícil é tudo entre as duas coisas. A despeito da burocracia envolvida em abrir e fechar (Brasil é o 58º país mais burocrático nesse aspecto), nada se compara às dificuldades de administrar um negócio, sobretudo, se você tiver objetivos audaciosos.

Hoje, está cada vez mais difícil abrir uma lojinha e fazer dela o “pão nosso de cada dia” — como faziam as gerações passadas –; se você não cresce, morre. Se você não cria nada novo, morre; se você não conquista novos clientes, morre; se você não busca preços melhores, morre; sem diferenciais, morre; se pensa demais, morre; se não pensa o suficiente, age por impulso e morre.

Para sobreviver, é preciso um misto de visão, preparação e ambição. Um dos mais renomados especialistas em liderança Vijay Govindarajan dá 5 dicas para garantir o sucesso a longo-prazo de uma empresa.

1. Saiba que jogo está jogando

Eu lembro quando era criança e algum primo me mostrava um jogo de tabuleiro novo, a primeira coisa que eu perguntava era “como se joga?” (pra eu avaliar se valia à pena jogar ou não). Essa é a primeira pergunta que você deve fazer ao pensar em abrir um negócio — ou entrar em um novo ramo. Como o mercado funciona? Quem são os consumidores, “os players” e quais as características mais importantes.

Alguém pode ser realmente muito bom em xadrez ou tênis, porque como são esportes individuais, é preciso ser bom em tudo. Mas ninguém pode ser bom em tudo em um esporte coletivo. Empresas são coletivas (embora tenha conhecido algumas pessoas que discordariam). Se você é especialista em marketing, contrate outros especialistas para outras áreas — RH, estratégia, finanças, etc. Saiba em que você é bom e em que você não é, isso o ajudará a alocar recursos (tempo, dinheiro) quando todo mundo reclama que não tem.

2. Todo mundo falando a mesma língua

Uma das únicas maneiras de garantir o futuro é inovando. Embora quase toda empresa fale em inovação, poucas inovam. Provavelmente, porque poucas tomam ações que contribuam para um ambiente mais inovador. Inovação surge de um ambiente democrático e estimulante, mas uma coisa é fundamental: todos precisam estar em sintonia, na mesma vibe, falar a mesma língua… seja qual for a metáfora, os funcionários precisam saber qual o objetivo da empresa, caso contrário o ambiente não trará grandes resultados. É preciso ser claro, objetivo e transparente. Dizer uma coisa e fazer outra é um dos piores assassinos da inovação.

3. Imagine o futuro

Uma coisa em comum que os grandes nomes da história tinham em comum era a capacidade de visualizar o futuro, e com detalhes. Você vê com os olhos, mas visualização é um processo mental — extremamente  importante na realização de objetivos. Govindarajan diz: “se você quer crescimento sustentável, deve ter uma noção de como o futuro será, o que será necessário e como irá vencer”. Mas a principal lição aqui foi dada há quase 200 anos por Abraham Lincoln:  a melhor maneira de prever o futuro é criando-o.

4. Alinhe suas ações com as intenções

Uma coisa é certa para mim: não há liderança onde o discurso não condiz com a prática. Acredito que muitos especialistas concordariam com a minha humilde opinião (em parte, inspirada nos próprios conceitos deles) que não adianta falar, promover campanhas internas, reuniões e programas de incentivo se tudo isso fica só no diálogo. Se uma empresa diz que está aberta a novas ideias, é preciso valorizar essas ideias, agradecê-las e, sempre que possível, dando um feedback a quem sugeriu.

Govindarajan tem um conceito interessante chamado “as três caixas” que ajuda a avaliar  se o que você está fazendo é o que precisa ser feito. As três caixas são:

  • Administre o presente
  • Esqueça seletivamente o passado (mantenha o que está funcionando)
  • Crie o futuro

Se você quer criar algo novo, não pode gastar 6h por dia  com tarefas rotineiras. É preciso equilibrar os recursos disponíveis entre as 3 caixas. Nem só no presente, nem só no futuro, tampouco no passado. O sucesso de qualquer empreendimento nasce do equilíbrio perfeito entre as 3 coisas, ou melhor, caixas.

5. Faça!

Prefiro traduzir na íntegra: “Crescimento é trabalhar pesado a estratégia, julgamento e liderança. Envolve risco. Envolve você. Você e sua empresa terão o que merecer. Se você trabalha apenas pelo desempenho de hoje, é tudo que irá receber. Se você quer crescimento, você vai ter que investir em si mesmo.”

[Baseado neste artigo]

Você não leu Blink – decisão num piscar de olhos? Não leu Ponto da virada? Não leu Fora de Série? Não sabe nem quem é Malcolm Gladwell? Seus problemas acabaram. Abaixo estão 10 teorias super interessantes da pessoa mais influente do mundo dos negócios hoje.

1) A regra dos eleitos

Uma epidemia sempre começa com uma pessoa. Para ser mais realista, com algumas pessoas extremamente influentes.

Os eleitos (divididos em 3 tipos: comunicadores, experts e vendedores) são pessoas que exercem um  grande impacto em um grupo, espalhando ideias com uma facilidade que outros não possuem. Eles conhecem muitas pessoas, são inteligentes, cheios de conteúdo e muito articulados. Identificar quem são os eleitos dentro do seu mercado é um dos principais jeitos de fazer uma ideia colar. Pode ser um blog, uma coluna, aquele colega que sabe tudo sobre determinado assunto ou aquele outro que consegue vender qualquer coisa com a sua terrível lábia.

2) Os conectores

Pessoas extraordinárias que conectam outras pessoas e ideias. Eles conhecem muitas pessoas; se dão bem com todo mundo desde o faxineiro até presidente de empresa; combinam confiança, curiosidade e interesse com muita energia e entusiasmo pelo que faz. São acessíveis e fáceis de entender por qualquer pessoa, valorizando o que é valioso para elas.

Pode ser aquela pessoa que sempre organiza as confraternizações e une a equipe, um chefe expert em pessoas. O tipo de pessoa proativa e empática, mas que ninguém se sente desconfortável em ter por perto.

3) Fator de fixação

É a força da ideia. A capacidade que ela tem de ficar na cabeça depois de ser atingido por ela. “Existe uma forma simples de embalar uma informação que, nas devidas circunstâncias, a torna irresistível. Basta descobrir qual é.”

4) O poder do contexto

Não basta ter uma ideia boa o suficiente. Não basta ter pessoas influentes e habilidosas para conduzir essa ideia. Ainda assim, é preciso saber as condições ideias para dispará-la. O poder do contexto se refere ao ambiente, uma vez que as pessoas são influenciadas pelo ambiente a sua volta — e não adianta você dizer que não.

“Uma ideia pode existir durante anos e ‘de repente’ estourar e virar uma epidemia. Quando isto ocorre, esta ideia encontrou o seu ‘timing’, uma série de outros fatores desencadeou um ambiente que proporcionou a disseminação desta ideia. É a ideia certa, no momento certo, no lugar certo e com as pessoas corretas. Muitas boas ideias morreram cedo ou nem sequer vingaram, pois não conseguiram se enquadrar num contexto.”

5) Teoria das Fatias Finas

A ciência já comprovou que o nosso cérebro inconsciente detecta o perigo antes do consciente. Ou seja, sabemos de coisa antes mesmo de nos darmos conta que sabemos.

Como falei neste post, o cérebro lida com bilhões de informações, por isso ele precisa criar modelos mentais, comportamentos padrões que nos ajude a tomar decisões rápidas. As fatias finas são fragmentos de experiências passadas que o cérebro armazena e utiliza para lidar com situações posteriores, de forma rápida e quase automática. Essa teoria pode ajudar a explicar porque não vamos com a cara de uma pessoa ou não acreditamos em um negócio.

6) Paralisia analítica

Saiba reconhecer quando você já reuniu informação suficiente. Esta teoria pode ser explicada muito bem com uma frase memorável de um antigo professor meu da FGV: “excesso de informação é desinformação”.  Muita informação (dados, relatórios, análises, índices) gera confusão, atrapalha o foco de aspectos críticos e, em muitos casos, só servem para embasar decisões que já foram tomadas.

7) A porta trancada

O que queremos e o que somos são duas coisas diferentes. Talvez você queira ser mais saudável, mas você não para de pensar em McDonald’s. Talvez diga que beleza não é fundamental, desde que seja loira, sarada e de olhos verdes. Gladwell chama isso de “a porta trancada”, coisas que não queremos assumir, mas no fundo é o que pensamos. A solução? Trabalhe o inconsciente! Como fazer isso? Conhecendo pessoas novas, lendo coisas diferentes, visitando lugares inusitados, se expondo  e, então,  você mudará de verdade.

8) Sucesso com “s” de sorte

Se tem uma coisa que eu aprendi ao ler Outliers é que sorte pode ser determinante para o sucesso. Claro, inteligência, trabalho duro e ambição são extremamente importantes. Mas nascer no início do ano pode lhe fazer uma estrela do hockey no Canadá.

9) A 10.000 horas da perfeição

Você não precisa de talento. Ao invés, pratique 10.000 horas e você será tão bom em algo como Mozart no piano. Pouca gente sabe, mas quando os Beatles começaram a fazer sucesso, eles já tinham tocado mais do que a maioria das bandas toca durante toda a carreira. O que mostra que sucesso tem menos a ver com talento natural e mais com dedicação integral.

10) QI pra quê?

Bill Gates disse uma vez que provavelmente ele não teria chegado aonde chegou se tivesse nascido na Índia ou na China. Gladwell mostra que ter QI muito acima da média não influencia no sucesso, pior, atrapalha. O QI ajuda até certo ponto (130), acima disso outras coisas são mais importantes, como o apoio da família, a região em que nasceu, princípios e dedicação.

Fonte: The Business Insider e Wikipedia

Eu simplesmente adoro este cara!

Segurança não existe

3 de junho de 2011 • TEMAS: Carreira / Filosofando / /

O natal não é seguro. Algo ruim pode acontecer. De fato, cedo ou tarde, provavelmente irá.

Voar não é seguro. Eu e você conhecemos uma dúzia ou uma centena ou mil maneiras de uma pessoa nervosa descontar sua raiva.

Vender não é seguro. Você pode (e irá) ser rejeitado. Jogar golfe não é seguro, meu avô morreu jogando. Falar alto não é seguro, as pessoas podem se ofender. Inovação não é algo seguro, você irá fracassar. Talvez muito feio.

Agora que esclarecemos isso, o que você irá fazer a respeito? Esconder-se? Encolher-se no canto e trabalhar duro para se encaixar a ele? Isso também não é seguro.

Em vez disso, você pode fazer algo relevante.

[Trecho extraído do livro "Poke the Box"]

Apenas uma pequena observação, no minuto 5:27, o mais correto seria “então deixe-o pular para outro barco” (demitir).

Muita coisa tem se escrito sobre como redes sociais podem impulsionar os negócios, e muito pouco sobre tudo que já foi escrito foi dedicado ao que não fazer. Particularmente, considero o que não fazer tão ou mais importante quanto o que fazer. Em uma área onde (quase) tudo é possível como propaganda e marketing, é fundamental que haja um bom filtro. Esse filtro deve ser composto por experiência, senso crítico e alta capacidade de análise. Isso vale não apenas para redes sociais, mas para toda sua vida profissional. Reflita sobre tudo que você lê (incluindo este blog)e não assuma como uma verdade absoluta, pondere. E eu vou ilustrar isso com um exemplo.

Você está navegando pela internet quando cai em um blog que nunca viu  e lê um dos posts em que se sugere usar o Twitter para divulgar tudo que a empresa  faz, onde todos os funcionários estão falando, incluindo a implementação de um “Twitter interno” onde rolarão mensagens como “A Carol chegou com um carregamento de donuts. Eles estão na sala de suprimentos, enquanto durarem” ou “que as crianças não vejam isso… existe um site que captura sua própria letra e transforma em fonte”.  Então, você assume que aquilo é uma ótima coisa a se fazer só porque leu em um blog americano, teve 9 comentários e 217 reações na internet. Até ler um especialista falando que aquilo é besteira em um tom bastante indignado.

Foi exatamente isso que aconteceu. Jonathan Salem Baskin é um dos especialistas que eu mais gosto de ler na internet, um profissional com grande experiência, argumentos fortes e três livros publicados. E se ele falou que o post “Deploying Volunteer Marketing Armies with Internal Social Media” — citado no parágrafo de cima — não é marketing, então eu acredito nele. Baskin disse em seu blog que estava furioso e sentia vergonha de profissionais de marketing por serem tão crédulos; disse que não queria ofender o autor do post, mas que aquilo não é fazer negócios, não é ciência e nem mesmo racional. De fato, li post e achei muito exagerado. Fazer com que todo funcionário twitte a respeito de tudo que está acontecendo na empresa não vai tornar a empresa mais humana ou inovadora. Twitter, assim como qualquer outra rede social, é apenas uma ferramenta que não serve para nada sem uma boa estratégia.

Antes de sair usando Twitter ou Facebook feito louco para promover uma empresa, esqueça o burburinho das redes sociais e pense como um profissional de marketing. Tenha em mente os conselhos de um especialista:

Ninguém acorda querendo ouvir mais sobre marcas.

“Desculpe. Eu sei que a tecnologia torna possível, mas não significa que isso se tornou uma necessidade ou um desejo.”

“O mundo  não precisa mais de conteúdo. O seu desafio não é encontrar um jeito de produzir mais, e sim fazer o que você diz importar mais”

A massa não é exatamente confiável.

“A humanidade realmente não sabe (ou se importa) como gerir o seu negócio, então ‘a próxima grande ideia’ de que seus consumidores devem cuidar do seu design, da sua propaganda e propor novos processos, ou apenas falar de si próprio em vez dos seus produtos ou serviço… tem a ver com recompensa imediata. Não é estratégia de negócios.”

Estabelecer diálogos não é tão simples assim.

“Toda vez que alguem lhe disser ‘apenas comece a gerar conteúdo’ ou ‘crie uma conta e converse’, eles deviam ser convidados a se retirar”.

“A ideia de que você pode esquivar da responsabilidade pela sua marca é perigosamente atraente, mas é uma mentira. Respeitar os mecanismo da conversa um a um tem muito pouco a ver com lançar campanhas digitais que se espalham pela rede.”

Sua empresa tem que fazer algo de concreto para existir.

“Não confunda o meio com a mensagem e não confunda o buzz da conversa com o conteúdo do que está sendo discutido.”

“Grandes chances das mais celebradas campanhas sociais serem realmente as melhores, mais inteligentes, mais rápidas ou possuírem os produtos e serviços mais competitivos. Fazer bonito no digital geralmente significa grande realidade. Se não há nada de real ali, não passa de um grande barulho”

Quando comprei o livro “Vai Fundo”, tudo que eu sabia do autor é que ele era um cara de nome estranho com um programa de vinhos na internet, e tinha a difícil tarefa de me fazer acreditar que é possível ganhar dinheiro fazendo o que se gosta.

Comecei a ler totalmente incrédulo que seria apenas mais um livro sobre redes sociais, determinação e blá blá blá. No fim, fiquei muito feliz em assumir que eu estava errado e minhas expectativas foram superadas. Gary Vaynerchuk é uma das 300 pessoas mais seguidas no Twitter e de longe a mais desconhecida (segundo ele). Com uma linguagem fácil, extremamente descontraída e dono de ideias simples, mas poderosas, ele se tornou famoso  ao tornar a loja de bebidas do pai no principal site de vinhos da internet e um grande exemplo de inovação com o seu programa Wine Library TV. Com vocês, Gary Vaynerchuk.

Quer ficar louco, leia os comentários do Twitter depois que você fizer uma apresentação, mesmo que tenha sido para 10 pessoas. Você não disse o que eles afirmam que você disse. Você não quis dizer o que eles afirmam  que você quis.

Ou leia os comentários de qualquer post em um blog ou video do YouTube. As pessoas que viram o mesmo que você viu ou leram o mesmo que você leu não entenderam absolutamente nada. (Ou você não entendeu.)

Nós consideramos a escrita e a comunicação verbal meios eficientes e claros. Não é nenhum nem outro. Se a taxa de transmissão de um cabo HDMI é 340MHz, eu acho que a taxa de transmissão de um discurso é muito, muito menor. Sim, há uma grande quantidade de informação transmitida por você, através do seu estilo, da sua confiança, mas não, eu não acho que os humanos sejam tão bons em entender todos os detalhes.

Planeje para ser mal-compreendido. Repita as coisas. Quando você não estiver certo de que está sendo entendido, repita.

[Traduzido do original "You Will Be Misunderstood"]

Essência

Use a essência do produto. Demonstre sua principal vantagem com palavras simples e claras. É tanto tangível como memorável.

O produto é a mensagem

Sempre que possível, use o produto como protagonista em cena, não apenas uma mercadoria. Isso se provou um método tremendamente eficiente em fazer as pessoas lembrarem dele. Porque o elemento provocante da propaganda é também o elemento que vende o seu produto. Isso é algo tão simples, e tão difícil se executar.

Unicidade

Texto e arte devem estar completamente integrados. Eles devem ser concebidos como uma coisa só, desenvolvidos como uma coisa só.

Personalidade

Propaganda deve possuir vitalidade. Essa exuberância é às vezes chamada de “personalidade”. Quando a propaganda tem uma personalidade, ela é persuasivamente diferente; e é única em comparação às outras. Você deve lutar para conseguir por “vida” na sua propaganda.

Esqueça os adornos

É um pouco menos do que inútil usar o chamadogimmickna publicidade — a não ser que o próprio gimmick conte a história [do produto].

Honestidade

Fale a verdade. Primeiro, porque é um grande gimmick. Segundo, porque você vai pro céu. Terceiro, porque gira o estoque uma vez que as pessoas irão confiar em você.

Relevância

Seja relevante. A mais linda execução criativa irá render um grande “E daí?” se não fizer sentido na vida, família, trabalho, etc. Sempre prefira um anúncio relevante a outro excitante, porém irrelevante.

Direto

Seja simples. Não bobo, mas decidido [concentre-se em uma coisa por vez]. Quem tem tempo ou desejo de ouvir/ver propaganda?

Ousadia

Ideias seguras podem lhe matar. Se já fou feito antes, seus concorrentes estarão prontos para elas. Sua única chance de ganhar a disputa é como algo que nunca foi feito antes. O que significa que nem você já viu antes. Seja corajoso!

Apareça

Projete-se. Se ninguém souber da sua campanha, tudo foi desperdiçado [dinheiro, tempo, oportunidade, etc].

Fonte: Branding Strategy Insider