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Bom ou diferente?

24 de maio de 2011 • TEMAS: Marcas / Marketing / /

Podemos constatar o seguinte:

  • Quando é diferente, o produto requer um grande esforço para ser lançado, mas têm as melhores chances de sobreviver a longo prazo.
  • Baixa qualidade é o pior inimigo da marca.
  • Market-share é fruto de uma das duas estratégias: diferenciação ou preço baixo.

AGRADECIMENTO ao Henrique por informar o autor original, Marty Neumeier.

Muito tempo atrás, antes do e-commerce, das lojas de departamento, dos cupons-de-desconto, do telemarketing (bons tempos aqueles), da mala-direta, das agências de propaganda e da garrafa de Coca-Cola; St. Elmo Lewis criou o modelo AIDA para ajudar as equipes de vendas a venderem mais a partir de uma melhor compreensão do processo de decisão do consumidor. Isso foi em 1898. Cinco anos antes da Ford lançar seu primeiro automóvel.

O  modelo AIDA descreve as motivações básicas que leva alguém a optar por uma marca. Com 112 anos anos de existência, é claro que ele tem algumas falhas, o que o torna contra-indicado para ser aplicado isoladamente em um departamento comercial. No entanto, seu conceito continua sendo fundamental para visualizar a espinha dorsal do marketing, da propaganda e do comportamento do consumidor.

Tão básico que às vezes a gente esquece (ou até desconhece). Eu mesmo tinha esquecido, então resolvi voltar a estudar os 4 estágios básicos da compra e vitais para o sucesso de qualquer campanha publicitária ou plano de marketing. O gráfico em formato de funil demonstra duas coisas importantes: 1)  Uma etapa é consequência da outra; 2) A maior parte das pessoas ficam pelo caminho.

O objetivo de toda e qualquer empresa é chegar na última etapa, a ação. Intenção de compra é bom, mas não paga as contas da empresa. O Modelo AIDA diz que o cliente passa pelas 4 etapas até a compra de um produto.

  1. ATENÇÃO: É preciso que as pessoas saibam de você. Óbvio! Geralmente, qualquer propaganda é suficiente para atrair atenção. Mas com a publicidade presente em todo lugar, só as melhores, mais criativas e chamativas atraem atenção necessária.
  2. INTERESSE: Nesse estágio, o consumidor conhece as características do produto/serviço. Mensagens relevantes, misteriosas ou que recompensem o cliente são as melhores maneiras de gerar interesse.
  3. DESEJO: Promoções, ocasiões especiais (raras), produtos da moda, benefícios únicos do produto/serviço, marcas fortes e a sensação de “eu tenho que ter” são os mais importantes fatores de criação de desejo.
  4. AÇÃO: O mais importante estágio da AIDA é o ato em si: a compra, a assinatura ou até mesmo recomendação para um amigo. Depende do objetivo. Mas é nesta etapa que se consegue  engajamento do consumidor pela primeira vez.

13 anos depois de Lewis ter descrito isso, ele acrescentou um 5º estágio. Modifiquei o gráfico criado pelo site Proven Models para incluir este 5º e importante estágio que se chama satisfação. Acho impressionante a visão que Lewis teve ao dar importância à satisfação do cliente. 100 anos depois parece existir empresa que ainda não se deu conta disso. Ele não criou o termo “pós-venda”, mas provavelmente ele tinha uma boa noção do que viria a ser.

  • SATISFAÇÃO: sabemos que conquistar um novo cliente é mais caro do que manter um, e a satisfação é a melhor maneira de conseguir isso.  Transparência, saber ouvir o cliente, junto com um bom pós-venda, SAC e CRM quase sempre garantem a volta do cliente .

Indo um pouco mais a fundo no modelo AIDA, é possível enxergar etapas mais detalhadas, como na imagem abaixo:

Nada de mais aqui, mas há dois pontos que eu gostaria de ressaltar. O primeiro é que as coisas ficam muito duras a partir de um certo ponto (estreito).

Todos nós conhecemos centenas e centenas de marcas, temos familiaridade com boa parte delas, automaticamente formamos opinião sobre cada uma delas e consideramos comprá-la em algum momento da vida. Mas ter intenção de compra é outra história completamente diferente.

O segundo ponto é que apenas uma minúscula parcela das marcas com que temos contato é que tem o privilégio de ser escolhida para compra. E isso não é o suficiente! No meio do caminho podemos mudar de ideia ou parar em uma loja que não tem oproduto ou não ir com a cara do vendedor. Portanto, se você acha que o jogo está ganho quando alguém sai de casa pronto para comprar seu produto; pense de novo.

Este é o epicentro do marketing, no qual todas as empresas giram ao redor. Alguns acham que marketing é fácil, eu acho difícil pra caramba!

R= O que está em todo lugar, que todos acreditam ser verdade e praticam.

Isso é o que deve ser questionado. Vale dizer, que essa é a resposta para fugir da mediocridade e se destacar. E por mais inacreditável que possa parecer, nem todo mundo quer.

[Extraído do ebook "What Matters Now".]

Você já ouviu falar em intercâmbio em empresas? Eu nunca tinha ouvido falar até ler um artigo do The Wall Street Journal. Com o objetivo de otimizar sua verba publicitária, utilizando a internet como grande veículo, a Procter & Gamble — maior anunciante do mundo — promoveu, em parceria com o Google, um intercâmbio de funcionários. Durante semanas, cerca de 20 funcionários das duas empresas trocaram seu local de trabalho para analisar programas de treinamento, participar de reuniões e até do desenvolvimento de planos de negócios de produtos.

O desafio é utilizar mais a internet para aproximar as marcas da P&G do consumidor. Atualmente, apenas 2% dos $8,7 bilhões da verba anual de publicidade é utilizado em ações online.

Gráfico que mostra a verba publicitária da P&G e ganhos do Google com publicidadeO intercâmbio gerou discussões interessantes como a estranheza de um funcionário do Google ao descobrir que uma campanha da Pampers não incluia nenhum blog ou site sobre maternidade havia sido contatado. “Onde estão as blogueiras?”, perguntou. Do lado da P&G, os funcionários ficaram surpresos quando, num encontro com a equipe da marca de sabão em pó Tide, um funcionário do Google não notou que a embalagem alaranjada é característico da marca.

Uma iniciativa genial como essa só gera benefícios para ambos os lados. A Procter & Gamble, uma das mais tradicionais companhias norte-americanas, se beneficia com a visão de negócios ultra-moderna e leve do Google, já o Google ganha não apenas vendendo seu peixe, mas ao inserir na mente de poderosos executivos, a vital importância do webmarketing para os negócios de hoje.

Mapa da compra individual

6 de agosto de 2008 • TEMAS: Comportamento / /

Quase todos os caminhos levam o consumidor à não-compra. Cabe às empresas prepararem o terreno para que eles não se percam ao longo desse tortuoso caminho.