Você está em ‘Google’

O futuro está na nuvem

13 de junho de 2011 • TEMAS: Digital / Negócios / / /

A primeira vez que eu ouvi falar em computação em nuvem foi quando me indicaram o livro do Marc Benioff, fundador da Salesforce.com, mas foi o título que atraiu a minha atenção: “de uma ideia a uma empresa de 1 bilhão de dólares”. Apesar do livro não ser tão bom quanto eu esperava (Benioff tinha grande capital e era amigo pessoal do todo poderoso Larry Elisson da Oracle),  serviu para me fazer entender a importância disso para os negócios do futuro.

De forma bem direta, computação em nuvem é qualquer aplicação que está em um servidor da web em vez de na rede da sua empresa ou no disco rígido do seu computador. O exemplo mais claro é o Google Docs ou o próprio Gmail. Dez anos atrás, você precisava de um software como o Outlook  ou Eudora se quisesse enviar e receber e-mails. Hoje, você nem precisa de um computador.

A nuvem já existe há anos, mas sempre foi mais limitada ao B2B. Em 2011, apostas audaciosas de mega corporações — como Google e seu Chromebook, Amazon e seu CloudDrive e Apple e seu iCloud–  deram início a uma nova era para computação em nuvem, aliás para toda a computação. Quem não sabia o que era era, agora vai precisar saber ou ficará nas nuvens (entenderam a piada?). A nuvem vai mudar a forma como eu e você usamos a informática e armazenamos arquivo. Na verdade, já mudou.

Recentemente, procurei um programa para criar mapas mentais. Após a busca, encontrei dois que me agradaram: um software que custava £300 e o outro de graça na web. Optei pela web, embora bem simples, é bem feito e me permite alterar no trabalho ou em casa . Esse é um exemplo simples de como a computação em nuvem está mudando o jogo. As pessoas não mais precisam salvar os arquivos e carregá-los em um pen-drive, basta criá-los e eles estarão em todo lugar. Nas nuvens!

A aposta da Apple

Steve Jobs saiu de sua licença médica para falar sobre o mais novo empreendimento da companhia, o iCloud. Isso mostra que a Apple está levando realmente a sério esse negócio de computação em nuvem. Na visão de Jobs, a longo prazo essa tecnologia pode levar a empresa a superar, pela primeira vez, a hegemonia do PC criado por Bill Gates. “Nós vamos rebaixar o PC e Mac… vamos mudar para o eixo digital, o centro da sua vida digital, dentro da nuvem”, disse na conferência realizada em São Francisco

No caso da Apple e seu iCloud, as coisas serão ainda mais fáceis. Uma foto tirada com o iPhone vai parar diretamente na nuvem. As músicas do iPod poderão ser ouvidas em qualquer outro dispositivo online do mundo. Da mesmo forma que os filmes que você comprou ou os documentos que criou. Dentro de alguns anos, talvez sua vida não esteja mais no seu computador, mas em todo o lugar. Esse é o plano da Apple.

A aposta do Google

Além de Steve Jobs,  Eric Schmidt e Larry Page também querem mudar o mundo (de novo!) com o seu audacioso Chromebook. Mas de um jeito diferente, apostando na velocidade e produtividade.

Parecido com um netbook, mas sem sistema operacional (ao menos no conceito original); com tecnologia 3G, o aparelho inicia em apenas 8 segundos, a bateria dura 8 horas e tudo que você fizer nele, poderá ser acessado depois pelo seu celular ou qualquer outro computador. A princípio, achei algo surreal. Como um computador sem sistema operacional que precisa de internet pode dar certo? Com o 3G cada vez mais acessível, pontos de Wi-Fi gratuitos cada vez mais comuns e a computação em nuvem dominando boa parte dos programas que utilizamos… não é tão difícil ver que isso pode dar certo. Estou curioso!

Qual a importância disso para o meu negócio?

A nuvem já mudou a vida das pessoas sem elas saberem. Empresas como a Salesforce estão faturando milhões sem a maioria dos profissionais nem mesmo saber que algo assim existia.  Agora ela deve impactar os negócios, principalmente o mercado de música, filmes e softwares. De um modo geral, o principal atrativo da computação em nuvem para empresas é a economia, uma vez que é possível trocar certos programas (e suas caras licenças) por aplicações web geralmente gratuitas ou mais baratas que as convencionais. Além disso, não há necessidade de atualização de software ou mesmo de computadores. Isso sustenta outra tendência: a de que as pessoas passarão cada vez mais tempo conectadas.

Computação em nuvem já é uma realidade, mas também é uma forte tendência. Ninguém sabe se a iCloud irá deslanchar ou se o Chromebook vai vender bem. São apenas grandes apostas que, se derem certo, devem sacudir mais uma vez o mercado, mudando as regras do jogo mais uma vez.

eric_schmidt A revista Fortune perguntou o seguinte a 22 das pessoas mais bem-sucedidas do mundo: “qual o melhor conselho que você já recebeu?” Algumas disseram que receberam ainda muito novo, do pai ou de algum parente, outros receberam recém-formados e há ainda aqueles que receberam —o que consideram o conselho mais importante das suas vidas— já maduro e experiente. Como Eric Schmidt, há 8 anos na presidência do Google.

Eu sempre me interessei em saber o que as pessoas de sucesso têm a dizer, o que elas fizeram que as tornaram tão importante? Em que são diferentes de mim? Vejamos agora o mais importante conselho do homem que não precisava de conselhos.

O conselho que levo comigo até hoje recebi de John Doerr [famoso investidor de empresas de tecnologia e membro do conselho do Google, Amazon e Sun], que em 2001 disse: “meu conselho pra você é ter um coach”. O coach que ele disse que eu devia ter era Bill Campbell [ex-VP de marketing da Apple e ex-CEO de 2 outras grandes empresas]. No começo, eu refutei o conselho, porque afinal de tudo, eu era presidente do Google. E tinha bastante experiência. Por que precisaria de coach? Estou fazendo algo errado? Meu argumento era: como um coach poderia me aconselhar se eu era a melhor pessoa do mundo no que eu faço? Mas não é isso que um coach faz. O coach não joga o jogo na mesma posição que você. Eles assiste e tenta tirar o melhor de você. Nos negócios, o coach [técnico, em português] não é repetitivo. O coach é alguém que olha pra algo com outros olhos —descrevendo pra você nas palavras dele— e discute como lidar com o problema.

Quando eu percebi que podia confiar nele, que ele podia me ajudar com uma outra perspectiva, eu decidi que era uma grande ideia. Quando há um conflito nos negócios, você tende a se fechar. O principal conselho de Bill tem sido dar um passo acima da outra pessoa no outro lado da mesa para ter uma visão mais ampla da situação. “Você está deixando isso incomodar você, não deixe!”, ele diz.

Bônus milionário GoogleQuatro executivos do Google receberam bônus de mais de 1,2 milhões de dólares cada por ajudarem o gigante das buscas a lidar com a crise de maneira positiva.

O valor de mercado da companhia diminuiu em cerca de 120 bilhões de dólares em 2008, refletindo a preocupação de investidores de que a fraca economia mundial cause reduções na receita de publicidade online, origem principal da receita do Google.

O documento entregue pela empresa à SEC não contém informações a respeito do salário anual ou da participação dos executivos em lucros de ações.

Mantendo a tradição, os três principais executivos do Google, Eric Schmidt, Larry Page e Sergey Brin, não receberam bônus, porque já são bilionários. Jonathan Rosenberg, que supervisiona os produtos do Google, recebeu 1, 64 milhões de dólares, a maior recompensa.

Omid Kordestani, principal executivo de vendas da companhia, e Alan Eustace, responsável pela engenharia do Google, ganharam 1,38 milhões de dólares cada. O CFO da líder de buscas online, Patrick Pichette, recebeu um bônus de 1, 24 milhões de dólares.

Fonte: AdNews

Por Seth Godin

Uma amiga fez um anúncio no Craiglist procurando por uma secretária do lar.

Três interessantes currículos se destacaram. Minha amiga googleou cada um dos nomes.

O primeiro levou a uma página do MySpace onde havia a foto da candidata bebendo cerveja num funil. Na parte de hobbies, a primeira fase dizia: “beber com os amigos”.

O segundo nome levou a um blog pessoal (realmente bom). O post mais recente dizia algo como “Eu me candidatei a um tipo de trabalho serviçal que está abaixo de mim e eu estou me sentindo desconfortável com isso. Eu com certeza o deixarei no minuto que eu vender alguns quadros.”

E o terceiro? Havia seis resultados, o sexto era da polícial local indicando que o candidato havia sido preso, dois anos antes, por furtar uma loja.

Três por três. O Google nunca esquece.

Claro, você não tem que ser bêbado, ladrão ou fracassado amargurado pra perder uma chance de emprego precocemente. Tudo que você faz agora acaba ficando na sua ficha permanente. O melhor plano é sobrecarregar o Google com uma longa lista de coisas boas e sempre agir como se você estivesse sendo filmado, porque você está.

Você já ouviu falar em intercâmbio em empresas? Eu nunca tinha ouvido falar até ler um artigo do The Wall Street Journal. Com o objetivo de otimizar sua verba publicitária, utilizando a internet como grande veículo, a Procter & Gamble — maior anunciante do mundo — promoveu, em parceria com o Google, um intercâmbio de funcionários. Durante semanas, cerca de 20 funcionários das duas empresas trocaram seu local de trabalho para analisar programas de treinamento, participar de reuniões e até do desenvolvimento de planos de negócios de produtos.

O desafio é utilizar mais a internet para aproximar as marcas da P&G do consumidor. Atualmente, apenas 2% dos $8,7 bilhões da verba anual de publicidade é utilizado em ações online.

Gráfico que mostra a verba publicitária da P&G e ganhos do Google com publicidadeO intercâmbio gerou discussões interessantes como a estranheza de um funcionário do Google ao descobrir que uma campanha da Pampers não incluia nenhum blog ou site sobre maternidade havia sido contatado. “Onde estão as blogueiras?”, perguntou. Do lado da P&G, os funcionários ficaram surpresos quando, num encontro com a equipe da marca de sabão em pó Tide, um funcionário do Google não notou que a embalagem alaranjada é característico da marca.

Uma iniciativa genial como essa só gera benefícios para ambos os lados. A Procter & Gamble, uma das mais tradicionais companhias norte-americanas, se beneficia com a visão de negócios ultra-moderna e leve do Google, já o Google ganha não apenas vendendo seu peixe, mas ao inserir na mente de poderosos executivos, a vital importância do webmarketing para os negócios de hoje.

Qual marca você gostaria de sentar ao lado em um jantar?

Qual marca você gostaria de ter uma discussão?

Qual marca mais inspira você?

Se você fosse uma marca, qual você seria? Por quê?

Qual marca você não consegue viver sem? Por quê?

Qual marca vai se tornar realmente verde no futuro? Por quê?

Essas foram algumas das perguntas da pesquisa brandjunkie 2008, feita pelo Brandchannel para se medir a influência das marcas nas nossas vidas e o quanto — e como — elas orientam nossas ações. A marca n°1 em quase todas essas perguntas foi a Apple (ooooh!), seguida pela Microsoft — a marca que todos queriam ter uma discussão — e a opção “nenhuma” — quando perguntado qual marca será verde.

O importante não está em qual marca foi mais citada, não está na superfície dos resultados, o bacana é ir a fundo. Eu, que nem calvo sou, já estou careca de saber que Apple, Microsoft, Google, Coca-Cola são as marcas mais valiosas e, logo, mais importantes e comentadas. Não é de se espantar ao vê-las encabeçando quase todas as perguntas.

O bacana é ver que as pessoas conseguem viver sem Colgate, Nokia, Axe e Levi`s, mas não  sem o café da Starbucks. Bacana ver que a maioria das pessoas se sentem muito mais descoladas e independentes, como a Virgin, do que felizes e alegres como a Disney. Muito interessante em ver as pessoas dispostas a argumentarem com empresas supostamente malignas como Microsoft,  Walmart e McDonald`s.

Resumo: O que se tira de tudo isso é a profundidade do seu conteúdo. Não temos apenas respostas óbvias (Apple, Coca-Cola, blá blá blá), temos respostas com conteúdo de pessoas comuns,  isso é relevância! Percebemos, mais do que nunca, que é preciso que uma marca esteja presente na nossa vida em vários e vários momentos e não apenas no momento da compra.  Já pararam pra pensar que essas marcas estão mais presentes na nossas vidas do que a maioria de nossos amigos e familiares?

O G1, o telefone celular do Google, chegou nesta quarta-feira às lojas americanas da T-Mobile para concorrer com o iPhone, da Apple. Apesar de terem sido registradas filas em várias lojas da T-Mobile de diferentes cidades dos Estados Unidos, não se viram as massas de gente dormindo na rua desde a noite anterior como no caso do iPhone, que já vendeu mais de dez milhões de unidades neste ano.

O telefone do Google custa US$ 179 e exige um contrato mínimo de dois anos. O clima de crise econômica nos EUA e o lançamento do Storm, o primeiro modelo da BlackBerry com tela tátil, entre outros novos concorrentes, poderiam ofuscar a estréia do produto.

Fabricado pela HTC o aparelho tem com atrativo seu sistema operacional, batizado de Android e desenvolvido pelo Google. O sistema possui código aberto, o que permite a qualquer um criar novos aplicativos para o aparelho sem as restrições impostas pela Apple no iPhone.

A operadora de telefonia, ao contrário do software, pode ser uma pedra no caminho do G1: enquanto o celular da Apple é vendido com exclusividade pela AT&T, o G1 sai pela T-Mobile, cuja cobertura de tecnologia 3G (que permite acesso a dados e navegação pela internet com banda larga) não é tão completa quanto a do concorrente.

Fonte: Folha

Para os mais interessados, o pessoal do MeioBit relatou as primeiras impressões com o aparelho. O interessante é que a parte “A bateria e qualidade do uso do aparelho para chamadas eu não pude testar, devido ao curto tempo com a experiência”.

Essa é a prova de que celular é cada vez menos um telefone e mais um gadget.

Havaianas é a única marca brasileira a fazer parte dos temas que decoram as páginas do iGoogle. O iGoogle é a página personalizada do maior site de buscas da Internet. Nela, cada internauta pode instalar, como preferir, os serviços que o Google disponibiliza e decorá-la com temas de artistas reconhecidos internacionalmente e convidados especialmente pelo site para participar do projeto. Havaianas é uma das poucas marcas presentes no espaço, que não é comercializado. O convite para que ela participasse foi feito pelo Google por intermédio de Ricardo Medeiros, gerente de mídias interativas da AlmapBBDO.

A barra personalizada das Havaianas foi criada pela AlmapBBDO, seguindo as normas do Google. Como são temas artísticos, ela não pode destacar marca ou produto. A barra multicolorida desenvolvida pela agência das Havaianas é composta por pés calçados com as sandálias coloridas, que se prolongam em pernas também de várias cores e que se cruzam em um labirinto sem fim. Já está disponível para internautas da América Latina, Estados Unidos e Europa.

Via: AdNews

A pegadinha do anúncio

11 de setembro de 2008 • TEMAS: Digital / Propaganda / /

Propaganda é uma coisa oportunista, pra não dizer incoveniente que isso todo mundo sabe. Elas interrompem seu programa de TV, suas músicas na rádio, seus vídeos na internet (experimente a TV do Terra) e estão por todo lado em blogs e sites. AdSense que o diga.

O AdSense é algo brilhante. Brilhantemente oportunista. É genial a forma com que as minúsculas propagandas se confudem com o assunto e o layout de blogs e sites. Por outro lado, é triste a tentativa dos blogueiros de induzir seus leitores a clicar “sem querer” em seus anúncios. Geralmente, esse tipo de coisa acontece em blogs, digamos assim, menos profissionais.

Para mim, propaganda é propaganda, conteúdo é conteúdo, tem que haver uma clara distinção entre eles no seu layout. Estou falando de propaganda paga, não de PR Stunt ou coisas do gênero.

Eu nunca clico em links AdSense, mas de vez em quando clico em links patrocinados (AdWords) e banners. O motivo disso é o mencionado acima.

Acho AdSense genial do ponto de vista de sistema. Google sempre criando algo genial. Tão genial que até eu,  que nunca clico em seus anúncios, não só cliquei como assisti todo um video do Google Anúncios. Como isso foi acontecer? Da boa e velha maneira pegadinha do Malandro. Pensei que o video tinha a ver com o assunto que estava lendo em um blog, dei play, fiquei assistindo… até que surgiu um tubo de Rexona feminino.

Que fique claro que eu não estava lendo um blog destinado às mulheres.

Ok, eu caí na pegadinha do “anúncio em forma de vídeo legal”, achei bem interessante por sinal, mas não vou comprar Rexona feminino.

Ontem o Google lançou seu navegador, o Google Chrome. Muito tempo depois do líder Internet Explorer, do fantasma Ópera (literalmente um fantasma não some, nem aparece), do ligeiro Safari e da celebridade Firefox. Isso não faz do Google Chrome o último, desde quando o Google entra para perder?

O Google Chrome tem um posicionamento claro: ele é rápido, leve e roda tudo, consumindo menos memória RAM que seus concorrentes. Para provar que o princípio básico para o sucesso de QUALQUER coisa é um posicionamento claro, dei uma pesquisada no BrandTags para ver se o que as pessoas pensam sobre esses navegadores bate com o posicionamento que eu acho que eles têm. O resultado está na imagem abaixo, seguida das principais associações. (Vale lembrar que o BrandTags é um site que armazena associações de marca, o que primeiro vem à mente quando você pensa nela.)

 

O Google Chrome pode ser o último a entrar na disputa, mas não será o último, eu aposto. O segmento de navegadores é bem acirrado, é algo que tem um baixíssimo nível de substituição devido à incoveniência da mudança. Não é à toa que o Internet Explorer ainda é utilizado por mais da metade dos internautas. Ele vem junto com o seu sistema operacional.

O Firefox vem fazendo um trabalho incrível. Vem “roubando” cerca de 5% do Internet Explorer todos os anos. É uma marca que quase ninguém deu atenção — do ponto de vista do branding —

e vem ganhando adeptos basicamente pela alta simpatia que a marca transmite.

Li algo muito interessante no Meio Bit:

“Acho que quem deve perder mais terreno para ele será o produto da Mozilla, já que acho difícil aqueles que não largaram o IE até agora migrarem pro navegador do Google.”

A Microsoft pode até temer o Chrome, mas o Mozilla tem muito mais motivo. E a razão disso não é uma questão de estratégia das empresas, é questão de coveniência humana.