A primeira vez que eu ouvi falar em computação em nuvem foi quando me indicaram o livro do Marc Benioff, fundador da Salesforce.com, mas foi o título que atraiu a minha atenção: “de uma ideia a uma empresa de 1 bilhão de dólares”. Apesar do livro não ser tão bom quanto eu esperava (Benioff tinha grande capital e era amigo pessoal do todo poderoso Larry Elisson da Oracle), serviu para me fazer entender a importância disso para os negócios do futuro.
De forma bem direta, computação em nuvem é qualquer aplicação que está em um servidor da web em vez de na rede da sua empresa ou no disco rígido do seu computador. O exemplo mais claro é o Google Docs ou o próprio Gmail. Dez anos atrás, você precisava de um software como o Outlook ou Eudora se quisesse enviar e receber e-mails. Hoje, você nem precisa de um computador.
A nuvem já existe há anos, mas sempre foi mais limitada ao B2B. Em 2011, apostas audaciosas de mega corporações — como Google e seu Chromebook, Amazon e seu CloudDrive e Apple e seu iCloud– deram início a uma nova era para computação em nuvem, aliás para toda a computação. Quem não sabia o que era era, agora vai precisar saber ou ficará nas nuvens (entenderam a piada?). A nuvem vai mudar a forma como eu e você usamos a informática e armazenamos arquivo. Na verdade, já mudou.
Recentemente, procurei um programa para criar mapas mentais. Após a busca, encontrei dois que me agradaram: um software que custava £300 e o outro de graça na web. Optei pela web, embora bem simples, é bem feito e me permite alterar no trabalho ou em casa . Esse é um exemplo simples de como a computação em nuvem está mudando o jogo. As pessoas não mais precisam salvar os arquivos e carregá-los em um pen-drive, basta criá-los e eles estarão em todo lugar. Nas nuvens!
A aposta da Apple
Steve Jobs saiu de sua licença médica para falar sobre o mais novo empreendimento da companhia, o iCloud. Isso mostra que a Apple está levando realmente a sério esse negócio de computação em nuvem. Na visão de Jobs, a longo prazo essa tecnologia pode levar a empresa a superar, pela primeira vez, a hegemonia do PC criado por Bill Gates. “Nós vamos rebaixar o PC e Mac… vamos mudar para o eixo digital, o centro da sua vida digital, dentro da nuvem”, disse na conferência realizada em São Francisco
No caso da Apple e seu iCloud, as coisas serão ainda mais fáceis. Uma foto tirada com o iPhone vai parar diretamente na nuvem. As músicas do iPod poderão ser ouvidas em qualquer outro dispositivo online do mundo. Da mesmo forma que os filmes que você comprou ou os documentos que criou. Dentro de alguns anos, talvez sua vida não esteja mais no seu computador, mas em todo o lugar. Esse é o plano da Apple.
A aposta do Google
Além de Steve Jobs, Eric Schmidt e Larry Page também querem mudar o mundo (de novo!) com o seu audacioso Chromebook. Mas de um jeito diferente, apostando na velocidade e produtividade.
Parecido com um netbook, mas sem sistema operacional (ao menos no conceito original); com tecnologia 3G, o aparelho inicia em apenas 8 segundos, a bateria dura 8 horas e tudo que você fizer nele, poderá ser acessado depois pelo seu celular ou qualquer outro computador. A princípio, achei algo surreal. Como um computador sem sistema operacional que precisa de internet pode dar certo? Com o 3G cada vez mais acessível, pontos de Wi-Fi gratuitos cada vez mais comuns e a computação em nuvem dominando boa parte dos programas que utilizamos… não é tão difícil ver que isso pode dar certo. Estou curioso!
Qual a importância disso para o meu negócio?
A nuvem já mudou a vida das pessoas sem elas saberem. Empresas como a Salesforce estão faturando milhões sem a maioria dos profissionais nem mesmo saber que algo assim existia. Agora ela deve impactar os negócios, principalmente o mercado de música, filmes e softwares. De um modo geral, o principal atrativo da computação em nuvem para empresas é a economia, uma vez que é possível trocar certos programas (e suas caras licenças) por aplicações web geralmente gratuitas ou mais baratas que as convencionais. Além disso, não há necessidade de atualização de software ou mesmo de computadores. Isso sustenta outra tendência: a de que as pessoas passarão cada vez mais tempo conectadas.
Computação em nuvem já é uma realidade, mas também é uma forte tendência. Ninguém sabe se a iCloud irá deslanchar ou se o Chromebook vai vender bem. São apenas grandes apostas que, se derem certo, devem sacudir mais uma vez o mercado, mudando as regras do jogo mais uma vez.
A revista Fortune perguntou o seguinte a 22 das pessoas mais bem-sucedidas do mundo:
Quatro executivos do Google receberam bônus de mais de 1,2 milhões de dólares cada por ajudarem o gigante das buscas a lidar com a crise de maneira positiva.
Uma amiga fez um anúncio no 

O G1, o telefone celular do Google, chegou nesta quarta-feira às lojas americanas da T-Mobile para concorrer com o iPhone, da Apple. Apesar de terem sido registradas filas em várias lojas da T-Mobile de diferentes cidades dos Estados Unidos, não se viram as massas de gente dormindo na rua desde a noite anterior como no caso do iPhone, que já vendeu mais de dez milhões de unidades neste ano.

Propaganda é uma coisa oportunista, pra não dizer incoveniente que isso todo mundo sabe. Elas interrompem seu programa de TV, suas músicas na rádio, seus vídeos na internet (experimente a 






