Ontem o Google lançou seu navegador, o Google Chrome. Muito tempo depois do líder Internet Explorer, do fantasma Ópera (literalmente um fantasma não some, nem aparece), do ligeiro Safari e da celebridade Firefox. Isso não faz do Google Chrome o último, desde quando o Google entra para perder?
O Google Chrome tem um posicionamento claro: ele é rápido, leve e roda tudo, consumindo menos memória RAM que seus concorrentes. Para provar que o princípio básico para o sucesso de QUALQUER coisa é um posicionamento claro, dei uma pesquisada no BrandTags para ver se o que as pessoas pensam sobre esses navegadores bate com o posicionamento que eu acho que eles têm. O resultado está na imagem abaixo, seguida das principais associações. (Vale lembrar que o BrandTags é um site que armazena associações de marca, o que primeiro vem à mente quando você pensa nela.)

O Google Chrome pode ser o último a entrar na disputa, mas não será o último, eu aposto. O segmento de navegadores é bem acirrado, é algo que tem um baixíssimo nível de substituição devido à incoveniência da mudança. Não é à toa que o Internet Explorer ainda é utilizado por mais da metade dos internautas. Ele vem junto com o seu sistema operacional.
O Firefox vem fazendo um trabalho incrível. Vem “roubando” cerca de 5% do Internet Explorer todos os anos. É uma marca que quase ninguém deu atenção — do ponto de vista do branding —
e vem ganhando adeptos basicamente pela alta simpatia que a marca transmite.
Li algo muito interessante no Meio Bit:
“Acho que quem deve perder mais terreno para ele será o produto da Mozilla, já que acho difícil aqueles que não largaram o IE até agora migrarem pro navegador do Google.”
A Microsoft pode até temer o Chrome, mas o Mozilla tem muito mais motivo. E a razão disso não é uma questão de estratégia das empresas, é questão de coveniência humana.
