Marcas não são tão importantes quanto o produto, foi o argumento dado por Marian Salzman numa entrevista. Marian é autora dos livros Buzz, a Era do Marketing Viral e SIGA, as Tendências Que Regerão As Vidas no Futuro.
Confesso que fiquei um pouco chocado com a afirmação de Marian, mas parando pra pensar melhor, ela tem toda a razão. Nenhuma marca consegue sobreviver hoje só à base de promessas. À longo prazo, nem a melhor equipe de marketing do mundo consegue compensar maus produtos. Para Marian, é o produto que faz a marca, citando o exemplo da Apple que até meados de 90 era uma marca medíocre porque seus produtos eram medíocres. A revolução da Apple aconteceu quando ela desenvolveu produtos únicos e de alta qualidade como o iPod, iMac, iTunes e iPhone. O sucesso de hoje está na entrega, não na promessa.
Na minha opinião, o que Marian disse só reforça o movimento contra a milagrosa publicidade, ou seja, anunciar não é mais sinônimo de vendas. Os consumidores não são mais inocentes como 20, 30 anos atrás. Se você não entrega o que promete (e ele espera que você faça), sua marca não irá te salvar. Quer um exemplo? Motorola. Tão admirada no começo da era dos celulares hoje enfrenta sérios problemas com uma linha de produtos fraca e a perda progressiva de market-share (de 13,1% em 2007 para 8,5% em 2008). Isso resultou na saída do seu presidente Ed Zander e numa luta interminável para reconquistar sua época de ouro.
As marcas são como barricadas, você sabe que ela aguenta a pressão em momentos de crise, só não sabe por quanto tempo.
Muitos de vocês já devem ter ouvido falar de Vincent Ferrari, ou pelo menos, devem ter ouvido ele falar — ao telefone — com um atendente do provedor AOL, numa conversa gravada que rodou os Estados Unidos inteiro em programas de TV, internet e emissoras rádios. Vincent ficou famoso (apareceu na NBC, CNN, FOX, NY Times) por gravar sua tentativa de cancelamento de um serviço. Algo que acontece todos os dias com a gente, mas Vincent é um cara chato, colocou na internet os quase 4 minutos de conversa com o funcionário da AOL, num total de 21 minutos de ligação. (Se você ainda não ouviu,






