Você está em ‘empreendedorismo’

Talvez o mais disruptivo homem de negócios do mundo. Conselhos valiosos para quem quer romper barreiras, fazer diferente e encarar a vida como uma grande e desafiadora aventura.

Moral da história: Empresas com mercadorias invisíveis têm o seu valor.

Ei, você também sonha em ter seu próprio negócio? Então, seja bem-vindo ao clube! Só não espere pouco trabalho, dinheiro rápido e status de empreendedor.

De fato, as histórias de pessoas que abriram seus próprios negócios são bonitinhas apenas no papel, porque a realidade é sempre mais dura do que parece. É impossível construir uma empresa de sucesso sem trabalhar feito louco, ter uma agenda lotada e comprometer a vida pessoal. Os primeiros anos de empresa são difíceis, e a dificuldade é proporcional à sua importância; o primeiro ano é o pior de todos, nos dois seguintes as coisas tendem a amornar, até chegar no 5º ano — considerado o ponto seguro. As dicas deste post valem para toda a vida (da sua empresa), mas como empresas novas são como bebês, muito frágeis em seus primeiros meses de vida, alguns erros simples podem ser o suficiente para matar o sonho de ser um empresário.

Achei tão engraçado o título do artigo de Ken Sundheim — “4 erros que podem deixar empreendedores sem ter onde morar, ou pior — empregados” — que resolvi trazer para o blog não apenas parte do seu conteúdo, mas também o próprio título.  Até um ano atrás, eu não pensava em ter minha própria empresa, aliás até pensava, mas apenas não era um objetivo. As coisas mudaram, eu mudei e acho que se tem uma coisa que não mudou (ou mudou muito pouco) é a maneira como as empresas tratam seus clientes. Então, hoje isso é algo que eu cogito. Mas deve ser algo pensado e muito bem planejado. Porque acho que uma vez que você se torna seu próprio chefe, jamais voltará a se conformar com a vida de empregado.

Usando um pouco da experiência adquirida quando jovem na loja da minha mãe, centenas de experiências como consumidor exigente, meu alto senso crítico e tudo que aprendi no meio acadêmico e profissional; peguei os 4 principais erros do Sundheim e pincelei com impressões minhas:

Erro 1: Contar apenas com os clientes atuais e networking

Algo que aprendi é que até as empresas mais humanas e honestas, que são realmente focadas no consumidor, precisam crescer se quiserem sobreviver. O mundo dos negócios não é indicado para pessoas sem ambição. É preciso querer ser o melhor, inovar e crescer. Mesmo que você crie uma ONG para ajudar as pessoas, você deve crescer para poder ajudar ainda mais pessoas.

Nenhum negócio, por menor e mais simples que seja, consegue crescer tendo apenas amigos, familiares e amigo dos amigos como clientes. O boca a boca é importante, mas não ajuda negócios a crescerem de forma rápida. Com a ajuda da internet, o “velho boca a boca linear” — aquele de antigamente em que um falava pro outro, que falava pro outro e logo o bairro todo sabia — se tornou algo exponencial. Uma única postagem online tem capacidade de atingir milhares de pessoas. A melhor e mais eficiente maneira de fazer sua empresa crescer é tendo uma excepcional presença online.

Erro 2: Ser o mais barato geralmente custa caro

Você tem várias estratégias à disposição e escolhe ser “o mais barato”. Estaria tudo bem se não fosse pelo fato que quase todo mundo já fez isso antes de você. Preço é uma excelente estratégia de penetração, mas fazer disso a razão de existir da sua empresa é trabalho de gente grande; requer um alto controle de custos, grande poder de barganha com fornecedores e alto investimento em comunicação para gerar o volume necessário.

O melhor a se fazer é entregar algo que outras empresas grandes não conseguem. Fabricação artesanal, atendimento personalizado, canais de comunicação otimizados, segmentação ou qualquer coisa que nenhum outro competidor esteja oferecendo (ou entregando de forma satisfatória) no mercado.

Erro 3:  foco demais no plano de negócios

O plano de negócios deve servir como um balizador, não como um guia. Provavelmente, a maior vantagem de uma pequena empresa sobre uma grande é a agilidade. Grandes empresas têm gente demais, planejamento demais, reuniões demais e ação de menos. Tudo costuma ser muito discutido antes de ser implementado. Mas o mundo não para. Agilidade é realmente fator importantíssimo no mundo dos negócios. Empresas que chegam tarde precisam criar algo 2, 3, 10 vezes mais incríveis do que o primeiro.

Esteja livre para fazer algo que não está no seu plano de negócios. Se você detectar uma oportunidade e fizer sentido à estratégia e valores da empresa, vá em frente.

Erro 4: não conhecer seus concorrentes

Geralmente falamos “eu conheço o fulano” para expressar que sabemos quem ele é. Mas isso não é conhecer, é modo de falar. Conhecer bem os concorrentes é saber: nome, estratégia, produtos/serviços, canais de vendas, capacidade de distribuição, fornecedores, website, propaganda, lançamentos, atendimento, etc.

Uma vez eu li que você deve saber mais dos produtos dos concorrentes do que seu próprio produto. Talvez isso seja exagero, mas mostra a importância de conhecer com quem você está jogando.

Toda estratégia começa com uma análise de mercado, e isso é tão verdade nos negócios como no esporte. É preciso conhecer o mercado, o público e os players. Tentar descobrir as dificuldades pela frente e desenvolver táticas para lidar com cada uma delas Só assim, de olhos bem abertos e muita informação, você poderá se diferenciar e competir eficientemente.

Talvez você já tenha visto alguém assim: um pequeno comerciante que ama o que faz, é alegre, extremamente simpático, humilde, honesto, tem o melhor produto/serviço da região e uma base fiel de clientes. Pessoas assim são raras e carregam uma sabedoria inata, que não aprenderam em livros ou em cursos, e costumam render ótimas lições porque elas sabem, na prática, algo que muitos só conhecem na teoria, em relatórios e discursos floreados.

Quando comecei a assistir a matéria sobre o pipoqueiro Valdir, em um post do Reinaldo Cirilo, estava preparado para ver a história de mais um grande vendedor nas ruas do Brasil e o que acabei descobrindo foi um marqueteiro dos bons!

Valdir conhece pontos vitais do marketing sem nunca ter estudado a respeito e os coloca em prática rigorosamente no seu negócio. Fico fascinado quando vejo alguém humilde se destacar no seu trabalho. O mercado está tão cheio de ganância e prepotência que muitos profissionais não conseguem enxergar que a sua empresa depende da satisfação dos clientes para prosperar. A essência do marketing é realmente simples como o preparo da pipoca, mas alcançar a excelência é um trabalho diário que depende de muita humildade, dedicação e visão.

As lições de marketing do pipoqueiro

Ataque o inimigo número 1 dos clientes

O maior problema de comer na rua é a falta de higiente. Sabendo disso, Valdir tomou uma série de providências para eliminar — ou pelo menos reduzir — essa barreira de consumo. Quando se trata de saúde, confiança é tudo. É difícil saber se um restaurante é limpo se você não sabe como é a cozinha. Então, é preciso caprichar na aparência. Para o pipoqueiro, esse se tornou o principal objetivo. Além de ter um carrinho sempre limpo, Valdir oferece álcool em gel após o cliente pegar no dinheiro e tem um uniforme para cada dia da semana (literalmente, ele bordou cada dia da semana no jaleco).

Compromisso com o cliente

Acho que um dos maiores problemas das grandes corporações seja priorizar os acionistas em vez dos clientes. Quanto maior a empresa, maior a distância com o cliente. Não é com o seu bolso, com a sua esposa (estamos falando de negócios, ok?) ou com o seu investidor. O seu compromisso número 1 é com os clientes. Deixe eles em segundo plano e todos os outros estarão em risco. O compromisso do pipoqueiro é tanto que em nome da saúde, ele trocou o óleo de soja pelo óleo de girassol e de canola — muito mais caros — para não perder clientes e o fez sem aumentar o preço do produto. Se é bom para o cliente, é bom para a empresa.

Sensibilidade

A pipoca do Valdir (e não é o Valdir da pipoca) tem um site onde diz que uma das principais características do Valdir é a sensibilidade. Quando se lida com pessoas, sensibilidade é muito importante. Valdir percebeu que os fregueses comiam pipoca e não tinham onde limpar as mãos, então ele elaborou o chamado “kit de limpeza” que vai com a pipoca, que inclui guardanapo, um palito de dente (e ele faz questão de destacar que vem lacrado) e uma bala de menta.

Importância aos detalhes

Pequenas coisas geram consequências desproporcionais no mundo do marketing. Realizar pequenas ações que necessitam mais de boa vontade do que de dinheiro é o caminho para o encantamento. Valdir fez isso quando bordou os dias da semana no uniforme, colocou uma bala de menta no kit limpeza e trocou o oléo de soja por outro mais saudável.

Marketing também é negócios

De que adianta encantar os clientes se você não consegue pagar as contas? Como profissional de marketing, acredito totalmente que se você assumir um compromisso com o cliente, oferecer soluções, for atencioso e entregar uma ótima experiência; conseguirá obter lucro. Mas também é preciso divulgar seus serviços, inovar e aumentar vendas. Junto com o kit de limpeza do Valdir, vai um folheto com os procedimentos de limpeza (diferenciais) do seu carrinho, além do contato e logomarca. A fórmula é encantar para vender, não vender para encantar. Mas faça isso valorizando o seu produto, com planejamento, controle de gastos, divulgação e realizando novos investimentos. Falando em investimento, Valdir tira 30% do seu faturamento para reinvestir no seu negócio.

Foco, foco, foco

Eu já estou ficando careca de falar sobre isso no blog e o mercado não esboça nenhum sinal de que está ouvindo. O pipoqueiro deixaria Al Ries orgulhoso pela sua crença na importância do foco para o sucesso. Enquanto os outros pipoqueiros vendem produtos como sorvetes e doces, Valdir tomou a decisão de trabalhar apenas com pipoca. Ele quer ser reconhecido pela melhor pipoca de Curitiba e justifica dizendo “você não pode ser tudo para todos ao mesmo tempo”. É impossível ser o melhor em algo sem ter foco. Valdir sabe disso. E sabe tanto que virou palestrante. Mas e você, sabe?

O sonho de milhões de pessoas é ver sua conta bancária alcançar os 7 dígitos. A grande maioria pessoas mal consegue se imaginar com milhões, imagine com bilhões. Algo surreal que apenas 678 pessoas dos 6,8 bilhões de habitantes do planeta sabem o que é. O que eles têm em comum? O que fizeram de tão extraordinário? Se fosse possível criar “a receita do bilhão” seria algo como a lista abaixo, que extraí dos dados divulgados pela pesquisa da Forbes que buscou achar semelhanças entre os 400 mais ricos do mundo.

  1. É preciso que você seja homem. Apenas 1% de todos os bilionários do mundo são  mulheres.
  2. Não tem idade para se tornar bilionário. Mas geralmente acontece entre os 28 e 45.
  3. É preciso ter sorte.
  4. Se você é mulher, mude-se pra China. Das 15 bilionárias no mundo, 7 fizeram fortuna lá.
  5. Estude em Harvard. Ao todo, 38 bilionários estudaram lá.
  6. Ou em Stanford. Ao todo, a universidade formou 18 bilionários.
  7. Se você conseguir pagar, pode abandonar o curso. Fundadores do Google, Yahoo!, Microsoft e Apple não terminaram a faculdade antes de ganhar seu primeiro bilhão.
  8. Tenha MBA. Número de empreendedores com diploma de MBA é 50% maior que o de graduados.
  9. Não ter frequentado uma universidade dificulta,  mas não torna impossível. Dos 25 novos bilionários da Forbes, 2 tem diploma apenas do Ensino Médio.
  10. Demissão pode ser um sinal. Vários bilionários ficaram ricos após ser despensados pela empresa em que trabalhavam. Michael Bloomberg, David Tepper e Leon Black são alguns.
  11. Wall Street, Califórnia e China são os melhores lugares para se tornar um bilionário.
  12. China é o melhor lugar pra se começar um negócio do zero. Só no último ano, 49 empreendedores entraram para a lista da Forbes vindos de lá.
  13. Ao contrário do que se pode pensar, as oportunidades não estão apenas no mercado financeiro. De fato, apenas 20% das empresas que tornaram seus fundadores bilionários atuam nesse segmento.
  14. Depois que a empresa for um sucesso, considere abrir o capital. Jeff Bezos e  Pierre Omidyar (eBay) multiplicaram suas fortunas quase da noite pro dia após o IPO.

Loja nerd

Eu não saberia quantificar, mas a quantidade de brasileiros nerds no Brasil é gigante! Não aquele nerd que estávamos acostumados, do tipo mostrado em “The Big Bang Theory”, geralmente um CDF bobão, mas um tipo moderno de nerd. Esses “novos nerds” evoluíram daquele nerd padrão. Como mostra a divertida imagem ao lado (clique para ampliar).  O perfil geralmente é de jovens entre  15 e 30 anos, de classe AB, que gostam de bandas diferentes, camisetas descoladas e programas de TV atípicos. Juntos, eles formam  uma das mais leais e curiosas tribos.

Diante desse cenário, explorar esse mercado parece algo muito promissor. No Brasil, Já existem festas e outros eventos voltados pra esse público, vários sites de camisetas apareceram, uma ou outra loja de action-figures, mas nenhuma grande loja virtual com produtos de vários tipos para esse público.

Recentemente, comprei na ThinkGeek, uma das maiores lojas do segmento nos Estados Unidos. Junto com o pedido, recebi um fascinante catálogo e  percebi o potencial que o Brasil tem para uma loja como essa.

Como Seria?

Pela alta segmentação de mercado, é mais indicado que seja uma loja virtual. Podendo abranger também uma loja física, desde que em uma grande capital e dentro de um shopping center AB. Seria importante ter um bom estoque e contemplar diversas categorias como bonecos, puzzles, gadgets, camisetas, coisas de escritório, casa e pets. O acervo da ThinkGeek não é tão grande assim, mas os produtos encantam até quem não se considera nerd.

Alguns produtos são úteis (como gancho de parede em formato de estrela ninja) outros são meros itens de decoração. O importante é oferecer ambos para atingir diversos públicos. Embora seja voltada para um público AB, isso é mais por questões comportamentais do que financeiras, os  preços devem variar para caber no bolso de qualquer tipo de cliente. Gastar R$200,00 em um sabre de luz é para quem realmente é fã (nerd). Mas talvez uma patricinha se interesse por uma luminária em formato de pote de geléia que custa R$25,00 ou uma mãe queira levar uma bola que muda de cor para sua cachorrinha.

O investimento pesado ficaria para publicidade, com forte uso de redes sociais (que é praticamente de graça). Uma excelente loja virtual seria fundamental, custa caro, mas muito menos do que a loja física. Número de funcionários reduzido, porém extremamente atenciosos e que conheçam o público. O mais difícil seria estabelecer uma boa relação com fornecedores (a maioria no exterior) e estudar bem sobre importação.

Pode parecer um negócio arriscado. Mas milhares de brasileiros ficariam loucos para ver algo assim por aqui. Esse público não para de crescer, são ávidos consumidores de produtos raros e diferentes.

O Google ainda é usado como exemplo de empresa que cresceu de forma impressionante, mas seria muito melhor usar o Groupon. A empresa criada em novembro de 2008 por um americano de 29 anos, deve se tornar a mais rápida empresa a faturar seu primeiro bilhão de dólares. (O Google levou 5 anos.)

Recentemente, minha chefe voltou de uma reunião na corporação onde a nossa empresa havia pensado em comprar um site que fornecia grandes descontos em produtos e serviços, desde que fosse atingido um limite mínimo de pessoas. Isso me pareceu familiar, até que eu lembrei de um artigo que havia lido sobre “a empresa com crescimento mais rápido da história”. Era o Groupon.

A ideia é uma evolução do conceito de cupom-de-desconto que voltou a fazer muito sucesso durante a crise global. Curiosamente, essa tendência não pegou no Brasil, mas isso não impediu o surgimento de sites parecidos no país. Afinal, qual é a pessoa que não gosta de um desconto?

Com o nome de Clube Urbano no Brasil, o Groupon é um pouco diferente das suas cópias e funciona brilhantemente em pequenos e médios negócios. É só uma oferta por dia (o que a torna ainda mais imperdível) e os usuários têm apenas algumas horas para fazer seus amigos comprarem e ganhar o desconto que, em média, é de 50% — chegando até 80%.

A seguir, estão alguns números da empresa. E o mais impressionante é pensar que tudo isso aconteceu em apenas 21 meses. Por que eu não tive essa ideia antes? Por que você não teve essa ideia antes?

  • A sede da empresa tem 7900m²
  • Está em 29 países com descontos em mais de 230 cidades
  • Emprega 250 vendedores e 70 redatores, a maioria de Chicago
  • Deve ultrapassar 500 milhões em faturamento este ano
  • Foi a 2ª empresa mais rápida a valer $1 bilhão. (só atrás do YouTube que até hoje não deu lucro.)
  • Possui 13 milhões de cadastrados
  • O recorde de vendas é de  19,822 ingressos para um passeio de barco em Chicago vendido com 52% de desconto
  • 98% das ofertas atingem o número mínimo de pessoas necessário
  • A empresa ganha 50% de tudo que é vendido. O cliente não ganha muito dinheiro,  mas ganha uma quantidade avassaladora de clientes!
  • O modelo de negócios do Groupon já foi copiado por mais de 200 empresas nos Estados Unidos, 500 no exterior e 100 na  China
  • São 100 ofertas por dia só nos EUA, espera-se chegar a 400 em janeiro.

Boa parte das pessoas veem em abrir seu próprio negócio a saída para escapar dos chefes malas, rotinas corporativas, promoções frustradas  e cheque-especial. Para essas pessoas, ter sua própria empresa é o modelo de vida ideal,  um sonho muitas vezes inatingível.

Isso porque criou-se uma série de mitos de que, para abrir um negócio, é preciso muito conhecimento, dinheiro e uma série de outras coisas exclusivas de seres extraordinários que nós, pobres mortais, não dispomos. Errado! Paixão e determinação são duas coisas talvez mais indispensáveis na hora de virar patrão. Se você ama o que faz (o que sua empresa vai fazer) e é uma pessoa determinada e dedicada, vá fundo! E não deixe nenhum dos 7 mitos a seguir lhe impedir.

MITO 1:  É preciso muito dinheiro.

Este é certamente o maior mito sobre empreendedorismo que existe. Como tudo na vida, se você tem dinheiro as coisas se tornam mais fáceis. É fácil virar empresário se você tem dinheiro pra comprar uma franquia. Ou para alugar um ponto em um shopping center ou pode investir milhares de reais por mês em marketing. Esse é o caminho fácil, mas não o único.

Se você não pode seguir a trilha na mata, leve um facão e faça seu próprio caminho. Com muito suor, vontade e determinação quem sabe você não consegue abrir algum negócio com meros  100 reais?

17% de todos os novos negócios abrem as portas com menos de $5000 de investimento. E quantas histórias já ouvimos de empresas que começaram com uma portinha e sem nenhum funcionário? Nos Estados Unidos, das empresas que faturam mais de $1 milhão por ano, 72% começaram com investimentos de no máximo $50 mil. Isso significa que, se você acredita realmente em um negócio, venda seu carro e ponha em prática.

MITO 2:  É preciso uma grande ideia.

Vender revistas e livros é algo pra lá de manjado e ainda assim um grande negócio se bem administrado. Como é o caso da livraria Newstime, de Belém do Pará.

Quem for hoje a um shopping em Belém, verá uma grande e agradável livraria chamada Newstime, mas nem sempre foi assim. Ela começou como uma banca de revista, depois virou um pequeno quiosque no meio do shopping, e só então, abriu sua primeira (grande) loja  — chegando a ter 2 lojas em um mesmo shopping. Tudo isso vendendo pedaços de papel com tinta. Uma ideia que não podemos chamar de original.

Uma ideia original ajuda bastante, mas ela é apenas um dos fatores de sucesso de uma nova empresa. Existe uma infinidade de produtos e serviços no mercado; é possível melhorar um já existente, focar-se em públicos diferentes. Muitas empresas de sucesso lançaram no Brasil algo que já existia lá fora. As possibilidades são enormes, e uma ideia original e inovadora é só uma delas.

MITO 3: É preciso estudar muito.

Visão, intuição e trabalho duro não se aprende em nenhum  MBA. E hoje isso é cada vez mais importante. É aquela velha diferença entre sabedoria e inteligência. Uma pessoa pode ficar inteligente indo à faculdade, mas sabedoria vem com o tempo e dedicação.

Um curso do Sebrae e alguns livros talvez seja tudo que você precise.  Saiba que Michael Dell, Bill Gates, Steve Jobs, John Mackey (Whole Foods Inc.) e um grande número de empresários brasileiros abriram suas empresas sem terminar um curso de graduação.

MITO 4: É preciso um plano de negócios detalhado.

É bom, mas um tanto desnecessário. Um plano simples, com informações básicas acerca do mercado e objetivos e da empresa seja suficiente. Enquanto você está sentado  montando o “superplano de negócios” o mercado está mudando e empresas estão crescendo. Ao invés, monte um plano simples, abra sua empresa e vá atualizando conforme sua empresa evolui.

MITO 5:  Lucro só depois de 5 anos.

Costumamos ouvir que uma empresa leva de 3 a 5 anos para pagar o investimento e começar a dar lucro. O que não é bem verdade. Tudo depende de quanto é o investimento. Se baixo e bem administrado, mais rápido se obtém retorno sobre o investimento e você começa a ganhar dinheiro.

MITO 6: É preciso um nome fantástico.

Eu já li que nome não importa muito, também já li que um nome fantástico é importantíssimo pra uma marca. Bem, hoje acredito que nem um nem outro reflita a realidade. Um bom nome é importante. Nada de colocar seu sobrenome ou um clichê. Mas também não precisa passar noites em claro pensando no melhor nome do mundo. Pense em um, pergunte a algumas pessoas e divulgue ele como nunca.

MITO 7: Precisa ter ótima localização.

O Boticário só se tornou essa grande empresa que é porque seus dos não se deixaram abater pela falta de dinheiro pra alugar um bom ponto. Eles abriram a 1ª loja no aeroporto em uma época onde aeroportos não eram shopping centers.

Aluguéis altos são uma das maiores armadilhas em que uma empresa pode se meter. Você coloca sua empresa na mão do locador, e acaba aceitando valores mais altos para evitar o risco de ter que mudar de endereço. Sua empresa precisa realmente estar naquela esquina? Naquele bairro? Em um shopping? Provavelmente, você vai vender mais, é verdade. Mas o malabarismo para poder pagar as contas também vai ser grande.

Reparem que todos os mitos referem-se à supervalorização de certos aspectos que envolvem a abertura de uma empresa. Ainda que você não precise de muito dinheiro, é necessário algum dinheiro, alguma ideia e um plano de negócios enxuto. Eles são importantes, mas o que realmente fará a diferença é como sua empresa se comportará depois de abrir as portas.

Baseado neste artigo do San Francisco Chronicle.

Rede de restaurante vegetariano

O mundo tem pelo  500 milhões de vegetarianos. Um número que tende a aumentar com campanhas de ONGs como PETA e o crescimento de produtos naturais, orgânicos no combate à obesidade e doenças.  Alguns números pelo mundo:

  1. 3,3% dos americanos são vegetarianos. Ou seja, mais de 7 milhões de pessoas.
  2. A média européia é de aproximadamente 3% de vegetarianos.
  3. Cerca de 8,5% da população de Israel é vegetariana.
  4. A Índia tem o maior número de vegetarianos do mundo: 399 milhões.

Falando de Brasil, não existe muito estudo sobre isso. Mas vejamos alguns indícios que podem reforçar a ideia de que abrir restaurantes vegetarianos é uma boa ideia.

Segundo uma pesquisa do Instituto IPSOS, 28% dos brasileiros têm tentado comer menos carne. A comunidade no Orkut “Eu Queria Ser Vegetariano” tem 5.400 membros. E todas as comunidades sobre vegetarianismo ultrapassam 15.000 membros. Mas nem só de vegetarianos vive o mercado vegano. O público é muito maior.

Como seria
Pizzas, burritos, hamburguer de soja, panquecas, sucos diferentes, biscoitos e produtos-prontos (possibilidade de parceria com outras empresas) para o cliente levar para casa. Mmmmm…

Cada vez mais pessoas se preocupam com saúde e topariam abrir mão da carne em uma das refeições. Porque é saudável, além de ser uma atitude positiva com o mundo. Do ponto de vista de negócios, o negócio é viável pelo seguinte: a margem de lucro é maior que a dos outros restaurantes, custo baixo e preço mais alto. Mesmo assim, eles vivem lotados.

Spoleto, China In Box e Bonaparte são ótimos exemplos de restaurantes que conseguiram crescer usando a fórmula de “cozinha rápida” do fast-food ao requinte do à la carte. A ideia é criar um restaurante vegetariano assim. Estrutura enxuta (cada loja Spoleto não têm mais de 4 funcionários), ingredientes de qualidade e marca forte. Esse é o segredo.

OBS.: Esta é uma ideia pessoal, não conselho. Sabemos que para abrir um negócio é preciso estudar o mercado, entender o consumidor, analisar custos e montar um plano de negócios. Uma boa ideia é importante, mas trabalho duro  é determinante.

Aposto R$100,00 como a maioria das pessoas pensa que é impossível abrir um negócio com 100 reais.

“Sem saber que era impossível, foi lá e fez”. Essa famosa frase do Cocteau pode ser balela para muitos, e essa crença diferencia empreendedores de pessoas comuns. A questão aqui não é fazer mágica pra achar um negócio cujo investimento não ultrapasse R$100 (não seja cabeça dura), a questão é que é possível começar um pequeno negócio a partir de muito pouco. Pode ser R$200, R$500, R$1000. E todo trabalhador tem condição de conseguir 1000 reais.

Um ano atrás eu escrevi sobre Chris Guillebeau, um sujeito que nunca gostou de ser empregado e passa a vida viajando e escrevendo sobre carreira e independência profissional. Chris se juntou à Pamela Slim — autora do livro Escape From Cubicle Nation (como escapar do seu trabalho e perseguir sua paixão)– num projeto interessantíssimo chamado $100 Business Forum. Eles e outros 149 empreendedores irão dar dicas e auxiliá-lo na montagem de um plano de negócios para por a ideia em prática. Infelizmente, o forum online é pago. Curiosamente, o preço é $100.

No mundo dos negócios não há uma regra que diz que para um negócio dar certo é preciso pagar caro. Investir num ponto, pagar funcionários e comprar equipamentos. Com uma ideia na mão, habilidade e determinação, você pode começar algo sozinho e com quase nada de dinheiro. Desde que você se livre desse mito estúpido de que para abrir um negócio é preciso de muito dinheiro.

Uns 10 anos atrás, as empresas começaram a perceber que a internet era um excelente canal de vendas, fácil, prático e barato. Agora, as empresas também estão vendo que ela é uma mídia fantástica. Segundo uma pesquisa, 86% das empresas disseram que pretendem investir mais em social media em 2010.

É possível eliminar gastos com marketing e diminuir despesas com vendas utilizando a internet. Chega até ser estranho ler hoje algumas histórias de grandes empresas que surgiram de vendas porta a porta, com dinheiro emprestado de amigos ou que fabricavam produtos em casa. Parece que tudo ficou mais difícil, que tudo mudou. Mas as coisas não mudam, apenas se transformam. Ainda é possível utilizar a velha receita de muito trabalho e pouco investimento.