Você está em ‘Educação’

Acredito que a maioria dos leitores deste blog não viveu na saudosa época em que curso universitário era a garantia de estabilidade financeira e, em muitos casos, do sucesso profissional. Essa foi uma época que eu também só ouvi falar.

Antes mesmo de entrar na faculdade de comunicação, eu sabia que aquilo seria só o começo de uma longa jornada de pós-graduações, mestrados e doutorados (eu pensava assim na época). O que eu não sabia era que, depois de 4 anos, eu iria sair sem saber uma profissão. Assim como um médico não sai da faculdade pronto pra clinicar, o diploma não me transformou em publicitário como num passe de mágica.

Algumas pessoas têm uma visão errada de pra que serve um curso de graduação. Ele não te ensina a fazer algo (eis porque existe vários profissionais não graduados, alguns muito bons), tampouco lhe garante um emprego, mas ele te dá a base para você dominar uma determinada área profissional. E essa base pode fazer toda a diferença.

Quando eu penso o que aprendi na Universidade, chego a três coisas que foram fundamentais para formar o profissional que sou hoje.

A primeira é que na Universidade você descobre o leque de opções de uma determinada área profissional. Esse leque te mostra as diversas atividades envolvidas  e te ensina o básico de cada uma que vai compor um profissional completo. Sem a Universidade, eu talvez não descobrisse minha paixão por branding (que acabou evoluindo mais para parte de estratégia). Mesmo em um curso de publicidade, você pode descobrir que a sua praia não é agência de propaganda.

A segunda parte eu chamo de: desenvolvimento de habilidades. Essa parte é crucial, se na primeira você descobre o que gosta, nessa você analisa se têm aptidão pra coisa. E se não tiver, desenvolve. Eu sempre escrevi razoavelmente bem, mas o volume de trabalhos e aulas de português fizeram muita diferença. Além disso, uma coisa eu devo totalmente aos anos de faculdade: a habilidade de falar em público e expor minhas próprias ideias. Debates e apresentações me ajudaram a desenvolver esse lado que era ruim, e hoje eu adoro falar em público. Resumindo, você cresce em áreas que era bom e descobre outras que nem sabia que possuía.

A terceira e mais condenada é: você se diverte. Embora a maioria dos universitários se concentrem mais nessa parte do que nas outras duas, ela é um barato! Como se fosse os últimos anos que se tem pra aproveitar a vida antes dela se tornar séria demais. A Universidade sempre renderá boas lembranças, ótimas histórias e amizades duradouras. Você acaba conhecendo muita gente (e os conhecidos são muito importante para o networking), construindo relações com professores, viajando e trocando muita informação que se transformará em bagagem cultural. Os benefícios disso ainda são meio nebulosos, mas com a  “intuição” e “criatividade” recebendo tanta atenção da mídia e especialistas, o simples fato de viver a vida pode ser muito útil na sua profissão.

Ter um diploma, um curso de graduação, uma faculdade ou como quiser chamar, de fato, não é o que importa. O que importa hoje é o que você tira dos anos que passou lá. Quais habilidade desenvolve, o que descobre e o quanto vive. Aprender a fazer mesmo você só aprende quando a hora chegar, no dia-a-dia, cercado de profissionais, com o supervisor na sua cola, o chefe cobrando, lendo, fazendo cursos. Graduação é como um prólogo, a vida profissional começa no momento em que você sai da universidade.

12 lições que toda criança deveria aprender dos pais:

Fonte: The Wall Street Journal

Muitas pessoas dizem que não há certo ou errado nos negócios. Por consequência, não existe uma estratégia certa ou errada, boa ou ruim. Uma estratégia é sempre uma estratégia, tudo que podemos fazer é especular, expor opiniões, impressões e debater antes de testá-la (dando a cara à tapa). Como decidir entre diferenciação ou custos, popular ou luxo, mercado local ou nacional, diferencial na logística, na apresentação ou atendimento? loja virtual ou apenas física ou ambas? São  muitas opções e a decisão desses e muitos outros aspectos compõem a sua estratégia, cujo objetivo é levar a sua empresa aos resultados esperados.

Quem sou eu pra dizer que algo está errado, mas eu gostaria de expor meu ponto de vista, tomando como exemplo as universidades/faculdades.

Durante décadas, no Brasil, formou-se a percepção de que educação infantil e média de qualidade é a paga e que, se você quiser obter sucesso profissional, deve obter um diploma em uma universidade pública. Curiosamente, esse é o inverso da realidade norte-americana e de muitos outros países. A missão de uma univerisade pública é ensinar, não importa sob quais condições. Lá estão os melhores professores (que por amor, aceitam receber salários baixos), as melhores oportunidades e, claro, a maior quantidade de bons e esforçados alunos. Do outro lado, estão as universidades privadas –quase sempre a 2ª opção do estudante– com seus prédios belos e bem conservados, equipamentos de última geração e uma coisa que a pública não tem: badalação.

A estratégia do ensino público é a qualidade. A do ensino privado é o status ou inclusão social. “Se todos meus amigos vão pra lá, eu também quero ir”. Convenhamos, são poucos jovens de 17, 18 anos que não pensam assim. Outro caso comum é o do desejo (ou a necessidade) pelo diploma, que faz milhares de pessoas todos os anos optarem por uma  universidade qualquer, mas que podem pagar.

Estou generalizando, mas é mais ou menos essa a nossa realidade. Faculdades viraram máquinas de fazer dinheiro. O bom ensino deu lugar ao bom atendimento, os livros deram lugar às apostilas com slides de Powerpoint, os debates deram lugares aos odiosos trabalhos em grupo (que só um faz). O aluno virou cliente e as instituições sentem-se obrigadas a não reprovar o aluno desde que ele esteja em dia com as mensalidades.

Certamente há exceções.  E nelas, uma boa estratégia por trás. Universidades de prestígio anunciam menos, porque estão mais preocupadas com o ensino do que com propaganda. Elas cobram a mais por isso, porque os professores são melhores, mais competentes e têm didática. Quem faz uma boa universidade são os professores, não a direção.

Também vejo universidades caras com ensino péssimo. Essas são as piores. Trocam infra-estrutura e tradição local por muito dinheiro. Por isso, suas verbas publicitárias são enormes. Porque não foi à base de sucesso profissional dos seus ex-alunos ou o boca a boca positivo dos stakeholders que seu nome foi construído, mas o alto investimento em infra-estrutura e em mídia.

Varejo
Mudando de segmento, vamos falar rápido de varejo. Por que 90% dos mercados têm que insistir em preços baixos quando é evidente que apenas um pode conquistar esse lugar? Essa não é uma das estratégias mais sábias, vocês hão de convir. Em se tratando de supermercados, há 2 exemplos que eu gosto de citar. O primeiro é a rede brasileira Zaffari, que segue a estratégia  premium. A outra é a americana Whole Foods (presente na Inglaterra também),  que diante das gigantes Sainsbury’s, Tesco e Walmart optou pela estratégia da alimentação saudável e tem colhido muitos frutos.

Produto
Até mesmo no ramo de agua mineral é possível usar uma estratégia diferente. Perrier é um case mundial e vende no mundo todo. Outro dia vi falar em uma água com vitaminas (mais sais mineiras e coisa do tipo), muitos podem pensar que isso é enganar o consumidor, mas não é.

Essa é uma decisão estratégica de como criar um produto de sucesso. De fato, a água Perrier é extraída de uma única fonte no sul da França, em uma região habitada pela 1ª vez pelos Romanos antes de Jesus Cristo. Certamente, a água com vitaminas possui vitaminas na sua composição. Ainda falando em água, um produto que tem crescido a cada ano vem dos Estados Unidos, ou seria melhor, do nordeste brasileiro. É a marca de água de coco Zico, uma marca criada por um norte-americano e fabricada no Brasil que cresceu 75% neste ano de 2009. Eu disse 75% !!!!

Enquanto alguns vendem água, outros vendem “pura água de coco do Brasil”. Isso prova que não há estratégia errada, há estratégia ruim. E muita!

Dilbert: O MBA X Bruxa-louca Na busca pelos “culpados” da crise mundial, o desempenho dos profissionais com MBA  começou a ser duramente questionado nas últimas semanas nos Estados Unidos. Eu havia percebido que, na última semana, era só o que as tiras do Dilbert abordava, mas o assunto não se limita apenas ao cartoon. No fórum da Harvard Business School, 2/3 das pessoas (que opinaram) disseram que os cursos de MBA têm alguma culpa no cartório, segundo informou a Business Week.

Há quem condene, há quem defenda. Com base na opinião da maioria dos acadêmicos entrevistados pela Business Week, nenhum dos dois lados estão certos. Culpar o MBA pela crise é uma piada, mas os programas podem (e precisam) ser melhorados para evitar novos problemas e estancar prejuízos antes que o pior aconteça.

O papo começou porque muito (senão todos) dos executivos que cometeram grandes erros —contribuindo para a crise— possuem MBA. Até que ponto o curso prepara profissionais para enfrentar a crise tem causado muitos debates sobre uma reforma nos cursos.

Críticos dizem que as escolas não prepara um profissional pra tomar decisões nos mais adversos cenários, e sim, para conquistar um bom emprego. A prova disso, segundo os críticos, é a preocupação das universidades para manter seus cursos no topo dos rankings dos melhores MBAs. Para o professor de liderança de Harvard, Rakesh Khurana:”O desenfreado mercado de hoje como a resposta para todos os problemas é a base das escolas de negócios de hoje”. Isso significa que os fins (proporcionar cada vez mais retorno aos acionistas) justificam os meios (falta de ética e atitudes suspeitas).

As críticas são válidas, porém, extremistas. Alex Chu, responsável pelas admissões do MBA da Wharton School —uma das melhores do mundo— disse: “Estudantes não são clientes, são estudantes” e como todo estudante, eles estão lá para aprender. É importante que o aluno saia de um MBA certo de que decisões podem afetar não só a sua empresa, mas toda a economia. “As escolas de negócios caíram na mesma armadilha dos veículos de comunicação. Elas não foram críticas o suficiente no que diz respeito à crise, o que as torna cúmplices”, complementa Alex.

Os defensores, por outro lado, também argumentam de forma pertinente. O fato é que os “cabeças” da crise de hoje, foram os que fizeram os primeiros MBAs, na década de 70. O programa era completamente diferente, não havia tantas faculdades e muito menos rankings. “Esses profissionais são frutos de um sistema educacional que não existe mais”, diz a matéria da Business Week.

Um bom MBA é a melhor formação que um profissional de negócios pode ter, mas como disse o professor de liderança e estratégia Sydney Finkelstein: “nós não formamos CEOs, também não afundamos empresas”.

O problema está nas pessoas. Mas as universidades precisam lidar até com as pessoas que são o problema. Uma das soluções seria tornar obrigatória disciplinas que estimulem a transparência e honestidade do profissional, mostrar o que é certo ou errado de forma clara no curso. Na opinião de Angel Cabrera, presidente da Thunderbird School of Global Management diz: “é possível que uma pessoa passe 2 anos numa escola de negócios sem ponderar sobre o certo e errado em um ambiente empresarial. É preciso incluir soluções práticas para problemas éticos que os estudantes irão enfrentar na vida pós-MBA”.

O talento de Rafa Nadal, tenista número 1 do mundo, estará nas salas de aula da escola de negócios IESE em vários países. “As lições que se podem aprender sobre a forma como Rafa Nadal administrou sua carreira esportiva ‘são universais’ e podem ser aplicadas tanto a presidentes de grandes empresas como a jovens profissionais que estão começando no mundo corporativo“, garante o autor do case e professor Santiago Álvarez de Mon. Abaixo estão 10 lições que estudantes, executivos e homens e mulheres de negócios podem tirar da história de sucesso de Rafa Nadal.

 1. Talento: Toda pessoa nasce com um talento diferente. O segredo está em escolher uma profissão que permita desenvolvê-lo. Embora o talento esteja marcado pela genética, é necessário adestrá-lo para que floresça com força. Rafa Nadal começou a jogar tênis com 5 anos, aos 7 ganhou seu primeiro campeonato, aos 12 foi eleito campeão da Europa em sua categoria e, aos 22, tornou-se o número um do mundo.

 
2. Caráter: o tenista espanhol é um exemplo de como um caráter forte e decidido pode impulsionar a carreira até o topo. Junto com o talento, o caráter é o segundo motor de uma dupla invencível.

 
3. Aprendizagem: No esporte, assim como na empresa, é preciso ter uma relação natural com o erro e estar disposto a se esforçar. Em Nadal, nem tudo é técnica, mas também controle mental e inquietação para aprender sempre. Até desbancar Federer como número um do mundo, o espanhol foi derrotado em várias ocasiões por seu rival.

 
4. Valores: Antes de chegar a ser o número um, foi preciso trabalhar valores como a humildade, para que houvesse raízes mais sólidas para encarar o sucesso, mas também para saber diferenciar a pessoa que está por trás do personagem esportivo e midiático.

 
5. Equipe: Um tenista é um exemplo de competidor solitário na quadra, mas há sempre uma equipe que o apóia. O treinador ou o empresário exercem o papel de assessores fora das quadras, mas uma vez iniciada a partida, a responsabilidade recai integralmente sobre o tenista, assim como ocorre com o executivo. Na solidão do poder, há sempre a companhia de alguém nas sombras.

 
6. Mentalidade positiva Há esportistas que perdem uma partida mesmo antes de jogá-la. O segredo está em ver o problema e convertê-lo em oportunidade, embora para isso, além de perspectiva, seja preciso também exercitar a força mental, para dar o melhor de si nos momentos mais difíceis.

 
7. Entorno: O entorno familiar é essencial não só na hora de lembrar a uma estrela midiática quem ela é e de onde vem, como também nos momentos de formação de sua personalidade.

 
8. Treinador Uma pessoa de talento pode ser a última a se dar conta do talento que tem. O trabalho de um bom treinador consiste em identificá-lo, selecioná-lo e adestrá-lo corretamente para que ele se desenvolva. No caso de Nadal, foi seu tio Tony quem descobriu o talento do garoto quando ele tinha apenas 3 anos, tornando-se posteriormente o treinador número um do mundo.

 
9. Pressão: A única forma de suportar a pressão de uma competição pesada é relativizar e saber que há algo mais a se ganhar além de um troféu.

 
10. Colaboradores: O risco de um alto executivo ou de um esportista de elite é o de se cercar de gente que só diz aquilo que ele quer ouvir.

Fonte: Wharton School

Ler os jornais diariamente é um hábito. Você se mantém informado e exercita seu cérebro. Mas o quão informado você está se tudo que leu foi um jornal com notícias de ontem? Se você não tem o hábito de ler notícias (Big Brother e programação cultural não conta) pela internet, está mais do que na hora de começar e o melhor de tudo: é mais barato do que o seu jornal de papel.

Há tempos eu procurava uma maneira prática de ter acesso a uma grande quantidade de notícias e me manter informado; gadget no desktop, SMS no celular, notícias por e-mail, site do G1 como página inicial do meu navegador, Netvibes — onde podia colocar vários RSS numa mesma tela — e, claro, Google Reader. Nenhum foi satisfatório. Quando era prático, não me fornecia muitas notícias, quando fornecia muitas notícias não era prático. Até que…

Pode parecer idiota, como um homem que descobriu o fogo depois que já haviam inventado a lamparina, mas utilizar barra de favoritos para notícias é a forma mais prática de se ter acesso a dezenas de notícias em tempo real. Finalmente uma grande utilidade para uma barra que sempre foi tão inútil.

Instruções:

  1. Ache o RSS da página ou seção que deseja adicionar. Deve aparecer uma tela como a da imagem ao lado.
  2. Clique em “Subscribe now” (ou a tradução em português)
  3. Selecionar “Bookmarks toolbar” ou “barra de favoritos”

Pronto! Basta clicar em uma das abas para ver as últimas notícias e clicar nas de seu interesse. Agora você vai estar muito mais informado do que 99% das pessoas. Só não se esqueça de ler, né?!

UPDATE: Descobri uma forma melhor de se manter informado. Leia aqui.

E ainda lhe dá um iPod touch ou nano for free!

Quem comprar um iMac ou Macbook na Apple Store do Canadá utilizando o apple discount education ganha no ato um crédito de até $319 para trocar por um iPod. É mole ou quer mais? Essa é a promoção que está rolando no Canadá, mas até onde eu sei a Apple oferece esse desconto nos Estados Unidos e Austrália. A Apple store pousou em terras canarinhas há poucos meses, então nem pense em perguntar: “e aqui no Brasil?”.

Descontos de incentivo à educação são comuns em grandes universidades norte-americanas. Por isso, não é de se espantar ver tantos notebooks ligados ao longo do campus. Esse é um grande negócio B2B, Apple, Dell, HP e outras fecham grandes contratos com universidades e oferecem descontos exclusivos aos seus docentes e dicentes. Essa é a América! Do norte.

Brasileiros podem ser os mais criativos, mas ninguém entende mais de negócios que os americanos. Imagine uma empresa como a Positivo ou Microboard fazendo B2B com universidades de peso como USP, ESPM e PUC. Universidades que, juntas, devem chegar a uma ou duas centenas de milhares de pessoas. Em contra partida, fecham parcerias medíocres e que nada contribuem para a sociedade. Nenhuma empresa está aí pra contribuir com a sociedade, tudo que elas querem se chama lucro, mas elas precisam entender que ser útil para a sociedade é um dos caminhos mais lucrativos que existe.

A Apple chutou o balde incrementando um benefício que nem precisaria. Mas se tudo que você precisa é um notebook, por que não levar um que ainda vai com o gadget mais cobiçado da terra de graça.