Você está em ‘dinheiro’

Com o meio digital abocanhando uma fatia cada vez maior da verba publicitária — crescendo 30% no Brasil em 2010 — , e as novas mídias dominando os congressos e livros de marketing, um assunto especialmente importante que está no centro disso são as métricas.

Uma das principais vantagens da propaganda online é a facilidade de medir o seu sucesso ou fracasso. É impossível saber quantas pessoas compraram o seu produto porque viram o comercial na TV ou o anúncio em uma revista, mas é possível saber quantos compraram ao ver o banner na internet. No entanto, é muito superficial medir o sucesso de uma campanha online com base simplesmente em número de cliques, visitantes únicos ou pageviews. Como é um assunto relativamente novo, ainda não há uma metodologia pronta de como fazer, então cada um faz do jeito que acha mais adequado.

Provavelmente, uma das melhores propostas é a de um livro lançado esta semana chamado “Digital Impact: The Two Secrets to Online Marketing Success”. Escrito por um dos maiores especialistas em marketing digital do mundo, Geoff Ramsey (CEO do eMarketer) e o sabe-tudo da propaganda Vipin Mayar (VP executivo mundial da McCann), eles propõem o uso de apenas 7 métricas para se avaliar de forma eficaz o sucesso de ações online.  “Profissionais de marketing digital hoje estão afogados em métricas, mas eles não sabem quais são importantes ou como ligar os pontos de uma maneira que leve ao aumento de desempenho”, diz Ramsey.

Vamos conhecer um pouquinho de cada uma das 7 métricas destrinchadas no livro.

Visitantes qualificados

O que vale mais, 10.000 visitantes interagindo e comprando ou 100.000 visitantes entrando e saindo do seu site? Essa métrica é importante porque avalia tanto quantidade como qualidade. É preciso haver uma boa proporção entre os dois, ao invés de apenas números absolutos. Dependendo do canal, muda a forma de avaliação, mas o enfoque é sempre o mesmo: o comportamento do consumidor. Visitante qualificado é aquele que faz o que a empresa deseja, ou simplesmente demonstra interesse pela marca, produto ou serviço.

Número de cliques

Embora seja a mais usada hoje em dia, esta métrica deve ter menos importância na opinião dos autores do livro. É um bom jeito de avaliar as respostas diretas a uma ação, mas como qualquer avaliação quantitativa ela é superficial. Sem falar que há jeitos de burlar e manipular número de cliques. Então, use esta métrica, mas nunca faça dela a mais importante.

Aumento de percepção de marca

Segundo o Trust Barometer 2011, a maioria das pessoas precisa ter contato com uma informação de 3 a 5 vezes para acreditar nela. Isso significa que a mensagem que diz que aquele produto é o mais seguro deve ser vista no jornal, na TV e no rádio — no mínimo — para ser aceita como verdade, desta forma, melhorando a percepção da marca. O meio digital é excelente para isso, pois oferece vários canais diferentes, e com maior flexibilidade. Uma maneira de medir a percepção de marca de uma campanha digital é comparar dois grupos de consumidores, os que tiveram acesso à campanha na internet e os que não tiveram, e medir o que mudou.

Nível de engajamento

Esta métrica é especialmente importante para medir uma ação cross-media, e capturar o magnetismo que cada meio exerceu nos consumidores. O nível de engajamento (Engagement Score, em inglês) passa por  mobile, propaganda online, games, hotsite, video, blog, redes sociais e o que mais surgir daqui pra frente.

Taxa de conversão

Então, o consumidor acessou o site via QR Code que você colocou na loja, ou assistiu aquele video criado exclusivamente para a internet, e depois disso? Ele comprou o produto? Compartilhou o video? Não fez nada? A taxa de conversão é uma métrica fundamental para medir a eficiência da campanha, analisando se os objetivos da empresa foram alcançados.

Medidores de eficiência

Outra bastante usada por aí, principalmente pelos veículos  na hora de vender mídia. Custo por clique, impressões, engajamento, vendas, alcance, etc. O objetivo dessa métrica é avaliar se os resultados obtidos correspondem ao valor investido. Não adianta alavancar vendas e ter prejuízo.

Retorno sobre o investimento

O famoso ROI também deve estar presente no universo digital. É mais uma métrica financeira, mas ao contrário da de cima, ela se foca nos resultados e não qual o jeito mais eficaz (e mais barato) para se atingir o objetivo. O ROI busca assegurar que cada ação de marketing — seja ela online ou offline –  gere resultados sólidos para a empresa. Resultados esses que podem ser: retenção, lealdade, vendas, novos clientes, percepção de marca, etc. O livro oferece várias metodologias para avaliar o ROI.

Profissionais da área, todo mundo correndo comprar o livro que não deve sair no Brasil tão cedo!

Costumamos falar que algo tem ótimo custo/benefício para justificar as nossas decisões pessoais. Fazemos isso de forma meio automática, na cabeça mesmo e sem muito critério. No entanto, essa técnica que extraímos dos negócios,  é bem mais sistemática quando aplicada fora do contexto pessoal. Requer uma análise mais cuidadosa que, geralmente, depende do tamanho do investimento.

De uma forma bem resumida, estes são os 6 passos que se deve percorrer ao decidir para onde vai o dinheiro da empresa.

  1. Entender o custo do status quo: Avalie se vale à pena ocupar uma equipe, destinando seu tempo e esforço para isso contra a opção “não fazer nada”. Ou seja, deixar do jeito que está não é mais produtivo?
  2. Identifique os custos: Liste todos os custos para iniciar o projeto, bem como todos os possíveis custos no futuro. É preciso ter cuidado aqui, pois errar significa ter custos adicionais que invibilizariam o projeto se fossem descobertos desde o início.
  3. Identifique os benefícios: Analise qual ganho de receita a empresa terá ao investir nessa ideia.
  4. Procure cortar custos: Tente analisar outros projetos em andamento ou outras áreas quem podem ser “enxugadas” para ajudar nesse novo investimento. E mais, será que esse novo projeto não pode substituir outro que já acontece, e ainda aumentar a eficiência, produtividade, lucro, margem de lucro ou outra coisa?
  5. Crie uma linha do tempo: No seu planejamento, crie uma linha do tempo que mostre quando (e quanto) os custos e benefícios irão acontecer. Assim a empresa se prepara melhor e sabe exatamente quando cobrar pelos resultados.
  6. Avalie os ganhos não mensuráveis: Claro que nem tudo pode ser colocado na ponta do lápis, e embora “invisíveis” eles pesam na balança do “custo e benefício”. Esses ganhos podem ser os mais variados possíveis, desde melhorar a relação com os fornecedores, passando por eliminar complexidade nos processos, até melhora da imagem institucional.

Fonte: Guide to Finance Basics for Managers (Harvard Business Press)

Eu não estaria sendo muito realista se dissesse “quanto menos dinheiro você tem para uma campanha publicitária, mais criativa ela será”, mas não se engane em pensar que o contrário é verdadeiro, que com uma grande verba publicitária, conseguirá valor de marca, engajar consumidores e manter uma base fiel de clientes. Não é assim que as coisas tem se mostrado no mundo real.

Sinceramente, eu acredito que uma pequena verba estimula mais a criatividade — de uma boa equipe — do que uma verba milionária. É realmente como se a empresa tivesse uma única tacada para encaçapar todas as bolas. Com pouco dinheiro, é preciso analisar mais, planejar mais, focar mais, criar mais, apostar mais. Quando dinheiro não é um problema, as ações acabam sendo muito pulverizadas, tenta-se diversas plataformas sem grandes adaptações e que não se complementam; porque, se não der certo, há dinheiro pra tentar de novo.

Empresas que investem muito dinheiro dinheiro jogam com base no erro/acerto. Com o foco em quantidade, a eficácia de cada investimento cai consideravelmente. O princípio é o mesmo de jogos de azar,  ganha-se razoavelmente, perde-se mais ainda; mas a impressão final é que compensa. E compensa, se a estratégia for volume de vendas, nada mais. Companhias que despejam dezenas, centenas de milhares de reais em propaganda possuem metas avassaladoras e precisam constantemente conquistar clientes novos e forçar mais vendas para os atuais. Elas jogam o jogo da quantidade.

Peguemos o exemplo do comercial mais memorável e envolvente do Super Bowl deste ano. Aquele com a adorável criança vestida de Darth Vader. Quanto  custou a produção daquele comercial eu não sei, mas ao que tudo indica foi muito pouco. Basicamente: 1 produtora, 3 atores, 1 fantasia, 1 cachorro (que pode ser o seu), uma casa (que também pode ser a sua) e o produto é claro. A magia do comercial está no clima, nos gestos sutis do pequeno vilão, suas frustrações comoventes e a inocência de uma criança. Uma ideia incrivelmente poderosa e barata. Tudo bem que custou milhões de dólares para levar os 60 segundos do comercial ao ar no horário mais caro da televisão mundial, mas se a ideia não fosse tão boa, ele não teria sido assistido por mais 34 milhões de pessoas ao redor do mundo e alcançado altos índices em testes de neuromarketing. Em contrapartida,  um outro comercial de automóvel, da marca Kia, que teve uma mega-produção registra apenas 1,5 milhão de visualizações no YouTube e nenhum boca-a-boca.

Provavelmente, não existe nada mais grotesco em termos de ações de marketing do que o Big Brother Brasil. Eu lembro que no BBB10, a marca Doriana desembolsou R$200 mil reais por uma ação dessas no reality show. São tantas marcas brigando por espaço e executadas de forma tão “grosseira” que é difícil acreditar que o retorno tenha compensado o investimento. Martin Lindstrom publicou em seu livro “A Lógica do Consumo” um estudo feito sobre merchandising no programa American Idol e chegou à conclusão: a menos que a marca seja realmente incorporada ao programa através de associações visuais, de maneira natural e nos pequenos detalhes, não funciona. Vestir participantes com fantasias de frango e fazê-los entrar em um forno gigante para promover uma marca de tempero não apenas é ridículo, é jogar dinheiro fora.

Por outro lado, as mais fascinantes ações de marketing são do tipo ainda pouco vistas no Brasil: ambient marketing. Quanto será que esta ação (ao lado) custou para o McDonald’s? Tinta, pintor, talvez alguma taxa para prefeitura e um par de mentes criativas. O melhor marketing é aquele que interage diretamente com o consumidor sem causar desconforto. Tem gente que odeia publicidade, eu odeio publicidade ruim, que atrapalha o meu dia, toma meu tempo e não me arranca um sozinho ou uma surpresa.

Mais do que nunca é preciso se livrar do pensamento de que mídia convencional é sinônimo de retorno. Como eu disse, o princípio é o mesmo de um jogo de azar, você pode ganhar mesmo sendo muito ruim. Mas o que faz realmente a diferença é a criatividade e a identificação do consumidor com aquilo. Sem demagogia nenhuma, listei abaixo as coisas que considero mais e menos criativas e o que se percebe é que quanto as mais caras costumam ser as menos criativas.

As mais criativas: malas-diretas, ambient marketing, marketing de guerrilha, brindes, sites especiais e cartões de visita.

As menos criativas: rádio, outdoor, banners de internet, televisão, anúncios de jornal.

Não é que a televisão e os banners de internet não podem ser criativos, eles estão saturados. São tantos anunciantes, tantas peças sem graça; que os consumidores simplesmente não estão prestando mais atenção a elas. No entanto, é sempre possível criar algo um spot de rádio memorável, um comercial com milhões de acessos no YouTube ou um banner que renda muitos cliques. Desde que se abandone a ideia de que o canal por si só é o suficiente. Como disse Gary Vaynerchuk: “nunca é o meio, é sempre a mensagem”.

Apesar da grande concorrência dos dias de hoje, empresários e empreendedores deveriam agradecer por viver em uma época onde é possível promover marcas gastando muito pouco. Pela primeira vez na história, é possível disputar com grandes empresas tendo apenas uma fração das suas verbas de marketing  delas. Quando o assunto é criatividade, Davi sempre derrota Golias. Não é porque sua empresa tem  R$1.000 pra anunciar que é preciso anunciar no rádio ou inserir um mini-selo em uma página de jornal que ninguém vê. Você tem opções! Estude-as!

O ser humano é movido a desafios.  Quanto menos se tem, mais se esforça; quanto mais se ganha, mais se quer e o que era paixão torna-se ganância. Basta os negócios começarem a dar certo que o dono já não trata os clientes tão bem como no começo, não orienta e motiva os funcionários pessoalmente, e não negocia diretamente com fornecedores por insumos de melhor qualidade. Com um pouco mais de dinheiro, as empresas tendem a divulgar em mais canais simplesmente porque ela pode e a tomar decisões baseadas nas preferências pessoais do dono ou de alguns poucos gestores. Parece que quanto mais se pode fazer pela criatividade, menos se faz. Criatividade exige tempo, inspiração e, quase sempre, um esforço gigantesco. O dinheiro existe basicamente para facilitar as nossas vidas e é justamente o que ela faz com as empresas que dão muita importância a ele: facilita até matar a criatividade.

Dinheiro é importante. É necessário se você quiser transformar as suas ideias em realidade, mas não se deixe enganar pelo pensamento de que é preciso milhões pra construir uma grande marca, um produto de sucesso e engajar pessoas. Os consumidores querem cordialidade, atenção, estabelecer um diálogo; querem uma propaganda realista — em que possam acreditar — e, pra isso, nunca foi preciso milhões.

O sonho de milhões de pessoas é ver sua conta bancária alcançar os 7 dígitos. A grande maioria pessoas mal consegue se imaginar com milhões, imagine com bilhões. Algo surreal que apenas 678 pessoas dos 6,8 bilhões de habitantes do planeta sabem o que é. O que eles têm em comum? O que fizeram de tão extraordinário? Se fosse possível criar “a receita do bilhão” seria algo como a lista abaixo, que extraí dos dados divulgados pela pesquisa da Forbes que buscou achar semelhanças entre os 400 mais ricos do mundo.

  1. É preciso que você seja homem. Apenas 1% de todos os bilionários do mundo são  mulheres.
  2. Não tem idade para se tornar bilionário. Mas geralmente acontece entre os 28 e 45.
  3. É preciso ter sorte.
  4. Se você é mulher, mude-se pra China. Das 15 bilionárias no mundo, 7 fizeram fortuna lá.
  5. Estude em Harvard. Ao todo, 38 bilionários estudaram lá.
  6. Ou em Stanford. Ao todo, a universidade formou 18 bilionários.
  7. Se você conseguir pagar, pode abandonar o curso. Fundadores do Google, Yahoo!, Microsoft e Apple não terminaram a faculdade antes de ganhar seu primeiro bilhão.
  8. Tenha MBA. Número de empreendedores com diploma de MBA é 50% maior que o de graduados.
  9. Não ter frequentado uma universidade dificulta,  mas não torna impossível. Dos 25 novos bilionários da Forbes, 2 tem diploma apenas do Ensino Médio.
  10. Demissão pode ser um sinal. Vários bilionários ficaram ricos após ser despensados pela empresa em que trabalhavam. Michael Bloomberg, David Tepper e Leon Black são alguns.
  11. Wall Street, Califórnia e China são os melhores lugares para se tornar um bilionário.
  12. China é o melhor lugar pra se começar um negócio do zero. Só no último ano, 49 empreendedores entraram para a lista da Forbes vindos de lá.
  13. Ao contrário do que se pode pensar, as oportunidades não estão apenas no mercado financeiro. De fato, apenas 20% das empresas que tornaram seus fundadores bilionários atuam nesse segmento.
  14. Depois que a empresa for um sucesso, considere abrir o capital. Jeff Bezos e  Pierre Omidyar (eBay) multiplicaram suas fortunas quase da noite pro dia após o IPO.

Felicidade é um assunto que me fascina. Embora esse seja o objetivo nº1 na vida dos quase 7 bilhões de pessoas na terra, eu arriscaria dizer que grande dessas pessoas não são felizes. E isso torna o assunto ainda mais interessante para psicólogos, sociólogos  e economistas — e claro, pra mim e pra você.

Este ano, o instituto Gallup concluiu uma pesquisa mundial que durou 4 anos e criou um ranking dos países mais felizes do mundo. Descobriu-se coisas curiosas como os costa-riquenhos serem mais felizes do que os canadenses, cuja qualidade de vida é uma das mais altas do mundo. A metodologia levou em consideração o dia-dia das pessoas;  perguntando coisas como se elas descansavam bem, se sentiam valorizada, se costumavam sentir dores e se sentiam intelectualmente engajadas. Os pesquisadores, então, com base na média, chegaram ao número de pessoas que tinham alcançado, estavam buscando ou estavam sofrendo. A média das 3  gerava uma nota chamada “experiência diária” que determinava a posição do país no ranking da felicidade.

Mas afinal, o que nos faz feliz? Claro que cada um tem a sua própria receita, mas de uma maneira geral, algumas coisas parecem ser fundamentais para a felicidade de uma pessoa. Em maior ou menor grau, todos nós somos afetados pelos mesmos fatores, como dinheiro. Abaixo, listei alguns fatos que achei interessante a partir da pesquisa Gallup e de uma outra realizada recentemente nos Estados Unidos.

  1. Casamento traz felicidade; (Apesar da alta taxa de divórcio, os casados de hoje são mais felizes do que nunca.)
  2. Ensino superior é importante para felicidade;
  3. Ganhar mais de (+-) R$ 6.000 reais por mês;
  4. Ganhar mais de  (+-) R$ 10.000 por mês não faz as pessoas mais felizes;
  5. Pais e mães são mais felizes;
  6. Solidão é o maior inimigo da felicidade;
  7. Maturidade ajuda as pessoas a lidarem com os problemas, e com isso, serem mais felizes;
  8. Divórcio, obesidade e cigarro são outros inimigos da felicidade;
  9. Ter de sustentar algum familiar é um problema;
  10. De 0 a 10, os americanos avaliaram sua felicidade em 6,76;
  11. O Brasil está uma posição acima (dos EUA) no ranking da felicidade;
  12. Alemães, espanhóis, franceses e italianos são menos felizes que kuwaitianos, Colômbianos e australianos;
  13. Quer ser feliz? Vá a igreja. A fé é o único fator que consegue superar o dinheiro quando o assunto é felicidade.

Tenha um pé atrás quando uma marca que investe pouco em publicidade começar a aparecer em todo lugar. É o caso do Santander, cujo investimento publicitário em 2010 é de R$ 150 milhões, maior do que a soma da verba do Banco Real e o do próprio Santander dois anos atrás, resultado da estratégia de consolidação da marca Santander e extinção da marca Banco Real — um dos melhores bancos que o Brasil já teve.

Eu sou cliente do Banco Real  há uns 8 anos. E não devo chegar ao meu 2º ano de correntista do Santander. Tive mais problemas em 1 ano do que tive em 8. Problemas como dinheiro sumindo da conta que ninguém sabe explicar, atendentes que ficam passando um pro outro sem resolver o problema, demora no atendimento e taxas abusivas. Para mim, a causa mortis é cultural.  O Banco Real, um banco brasileiro-holandês sempre pareceu ter o foco nas pessoas, ao contrário do espanhol Santander, onde respeito aos clientes praticamente inexiste. Clientes esses, que em muitos casos nem queriam estar ali, como eu.

O Santander é como um vilão grandalhão que vai engolindo os menores bonzinhos. Quando o banco espanhol comprou o Banespa, foi um “deus nos acuda”. Pelas histórias que ouvi, o Banespa era um daqueles bancos que você passa a vida toda nele, não porque não consegue sair, mas porque quer ficar. O Santander tirou isso de muita gente e até hoje tem processos trabalhistas correndo contra o banco espanhol. Com o Real não está sendo diferente, o grandalhão é rude com os clientes, agressivo na comunicação e está fazendo tudo sem se importar com nada ou ninguém. Demitiu 400 funcionários de uma tacada só quando comprou o Real.

Empresas que investem muito dinheiro em propaganda podem estar colocando sua credibilidade a prova,  veiculando mensagens vazias, uma vez que o serviço/produto não combinam com o discurso anunciado. Um grande problema do Santander é que o que vemos na mídia não reflete a realidade da empresa.  Como disse a diretora do sindicato e funcionária do Santander: “É uma situação inadmissível [demitir 400], principalmente para um banco em excelente situação no Brasil e no mundo, que anuncia ‘sinergias de integração que devem atingir R$ 2,7 bilhões’. Ou seja, para os banqueiros, brasileiros ou espanhóis, a fusão trará ganhos, mas para os bancários, pais e mães de família, sobra a tragédia do desemprego”.

Completementando o desabafo: não são apenas os bancários, pais e mães de família que estão sofrendo com a chegada do Santander, mas os clientes viúvos do Banco Real. A boa notícia: é que esses podem mudar facilmente, enquanto, para os ex-funcionários, infelizmente, a mudança é mais dolorosa.

Eu perguntei para algumas pessoas o que elas achavam do Santander e não ouvi uma única resposta positiva, inclusive aparecendo, mais de uma uma vez, a expressão “o pior banco do mundo”. Realmente não entendo o que há nessas empresas que parecem não se importar com a sua reputação. Acho que elas pensam que conseguem compensar aumentando a verba publicitária. Abaixo estão algumas opiniões extraídas do Twitter pra reforçar.

Como profissional de marketing e amante dessa área, fico triste quando vejo empresas admiráveis como o Banco Real sair do mercado, dando lugar a megacompanhias que não buscam solucionar os problemas dos seus clientes, tampouco tornar a vida das pessoas mais fáceis. Não sou contra fusões nem compartilho das críticas mirabolantes de pessoas anti-capitalismo. Acho que é possível unir interesses de investidores e executivos sem prejudicar os consumidores. Algo parecido com o que fez o Itaú com o Unibanco.

Assim como escrevo artigos dando exemplos de boas empresas, escrevi este artigo para mostrar o contrário. O Santander não é uma empresa que mereça ser vista como exemplo de marketing e, nunca, jamais, de CRM. É uma grande empresa multinacional que só visa numeros e que conseguiu destruir tudo que 2 grandes marcas brasileiras construíram nas últimas 2 décadas.

Agora, estou orfão, em busca de um banco que não queira só o meu dinheiro. Uma tarefa dificílima em uma época em que, cada vez mais, boas empresas desaparecem porque não acompanham o crescimento do mercado e acabam sendo abocanhadas por outras maiores. E o pesadelo continua com um Santander faminto por novas aquisições. Salve-se quem puder!

No mercado, as pessoas se dividem em dois grupos:  1) aqueles que buscam o sucesso profissional; 2) aqueles que buscam construir uma empresa de sucesso. Para isso, a fórmula é basicamente a mesma: trabalho duro e investimento (talento como ingrediente extra).

A sabedoria popular diz que louco é quem rasga dinheiro. Tem muita gente fazendo isso sem saber, como quando o dinheiro não volta da forma que deveria.

Parece investimento, mas não é quando…

  • Falta aulas na faculdade ou no curso que está fazendo.
  • Contrata apenas estagiários em vez de profissionais qualificados.
  • “Esgoela” o lucro da sua agência de propaganda.
  • Paga um trocado pra um adolescente “fazer design gráfico” porque ele diz entender do assunto.
  • Fecha uma parceria ou contrata um fornecedor só porque ele é a empresa de seu amigo.
  • Compra uma máquina nova e suspende a verba de marketing durante alguns meses para bancar o investimento, diminuindo ou suspendendo ações de marketing e publicidade.
  • Abre um negócio porque entende do produto, mas não de administração.
  • Vive tirando recursos de um para investir em outro.
  • Toma decisões de mercado baseado em gostos pessoais.
  • Acha que sabe mais que sua agência de propaganda.
  • Assume que o consumidor pensa igual a você.
  • Paga por algo sem conhecer todas as opções.
  • Promove vários benefícios em um único spot ou anúncio.
  • Sua propaganda tem muita informação.
  • Não controla gastos nem planeja compras caras.
  • Se é gastador.
  • Se é pão-duro.

Ainda existem muitos outros, deixe um comentário com algo que você acha que parece investimento mas não é.

12 lições que toda criança deveria aprender dos pais:

Fonte: The Wall Street Journal

Bônus milionário GoogleQuatro executivos do Google receberam bônus de mais de 1,2 milhões de dólares cada por ajudarem o gigante das buscas a lidar com a crise de maneira positiva.

O valor de mercado da companhia diminuiu em cerca de 120 bilhões de dólares em 2008, refletindo a preocupação de investidores de que a fraca economia mundial cause reduções na receita de publicidade online, origem principal da receita do Google.

O documento entregue pela empresa à SEC não contém informações a respeito do salário anual ou da participação dos executivos em lucros de ações.

Mantendo a tradição, os três principais executivos do Google, Eric Schmidt, Larry Page e Sergey Brin, não receberam bônus, porque já são bilionários. Jonathan Rosenberg, que supervisiona os produtos do Google, recebeu 1, 64 milhões de dólares, a maior recompensa.

Omid Kordestani, principal executivo de vendas da companhia, e Alan Eustace, responsável pela engenharia do Google, ganharam 1,38 milhões de dólares cada. O CFO da líder de buscas online, Patrick Pichette, recebeu um bônus de 1, 24 milhões de dólares.

Fonte: AdNews

Fake Steve era dono do blog The Secret Diary of Steve Jobs e se esforçou muito pra fazer dele sua fonte de renda. “Steve” postava de 10 a 20 vezes por dia, em qualquer lugar ou a qualquer hora, dentro do táxi ou no meio da madrugada. Fake Steve demorou, mas, enfim, aconteceu algo que o fez ver que ele nunca ficaria rico com seu blog. Em agosto de 2007, o The New York Times revelou sua identidade. Fake Steve era na verdade Dan Lyons, escritor e jornalista da Newsweek. Com a matéria, seu blog atingiu a marca de 1 milhão e meio de visitas num mês. Tanta visita não fez a conta bancária de Lyons engordar, os anúncios do Google — veiculados em seu blog via AdSense  —lhe renderam apenas $1.039,81. Embora a notoriedade tenha lhe rendido um contrato publicitário, Lyons nunca ganhou o suficiente pra deixar seu emprego. Isso levou dan a abandonar  O Diário Secreto de Steve Jobs e criar o blog do Dan Real.

A edição da semana que vem da Newsweek, trará um artigo de Dan chamado “Hora de Aposentar os Pijamas”. Nele, Dan cita o caso do TechCrunch, um dos mais famosos blogs de tecnologia do mundo, que recebe mais de 6 milhões de visitas por mês e até agora não encontrou ninguém que fizesse uma proposta interesante — algo em torno de $100 milhões. A matéria ainda cita a Gawker Media (dona do Gizmodo), que demitiu todos os escritores do site Valleywag deixando apenas um e o caso da Pajamas Media que fechou seu canal publicitário com a afirmação “foi um gastador de dinheiro por três anos”. Até aí nada de impressionante, afinal 2008 foi um ano complicado.

Quando o artigo começa a citar números, as coisas mpressionam. De acordo com o eMarketer, ano passado foram investidos apenas $411 milhões em publicidade em blogs nos Estados Unidos. Parece muito? Não quando se sabe que a publicidade online movimentou $23,7 bilhões e que toda a indústria da propaganda norte-americana  ($276.8 bilhões) é o equivalente ao PIB de Portugal e da Croácia juntos. Calcula-se que em 2012, anúncios em blogs resultarão em “apenas” $746 milhões, menos de 3% dos $32 bilhões do total gasto com publicidade na internet. Impressionante, não? De acordo com uma pesquisa do Technorati , um blogueiro que vende espaços publcitários ganha, em média, 5 mil dólares por ano.

A matéria da Newsweek não deixa de citar alguns blogs que faturam milhões por ano, como o caso do Gizmodo (que bateu o recorde de 98 milhões de page views num mês), o Dooce que faturou perto de 1 milhão de dólares ano passado e do próprio TechCrunch, que não revelou seu faturamento em 2008, mas diz ter faturado muito mais que em 2007, quando embolsou $3 milhões.