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Sem saber se a real origem da expressão “Mad Men” veio da série de televisão, Mad Men se tornou uma expressão comum nos Estados Unidos para designar os poderosos homens da publicidade.

A partir de 1950, a publicidade começou a ganhar um espaço vital na estratégia de vendas das empresas que desfrutavam de um cenário econômico extremamente positivo no pós-guerra. Além disso, conforme a televisão se popularizava, mais a publicidade crescia. O retorno para o cliente era certo porque todo mundo assistia e o mais importante: acreditava. Foi essa conjuntura que criou homens como David Ogilvy, Bill Bernbach e Helmut Krone; verdadeiras lendas da história da propaganda. Indo além, é possível dizer que grande parte do sucesso dos grandes grupos de comunicação se deve às agências de publicidade; que cresceram fortes devido aos massivos investimentos publicitários.

Então, dá pra ter uma noção do poder que esses caras tinham nas décadas de 60, 70 e 80. A expressão Mad Men veio de Madison Avenue — ou seja, os Homens da Madison (a mais famosa avenida de Nova York). Um trocadilho entre Madison, Mad (louco) e Ad (abreviação de advertising, também usado pra designar um anúncio impresso).  Essa é uma definição um pouco mais elaborada da mostrada no 1º episódio da série de TV.

Os Homens da Madison não eram exatamente exemplos da sociedade; bebiam muito, faziam festas, fumavam como chaminés e aproveitavam o que a vida tinha de melhor naquela época — e que podia ser comprado com status e dinheiro. Era um estilo de vida.

Nas últimas 2 décadas, com o surgimento de outras ferramentas, a publicidade perdeu um pouco o seu glamour e os Mad Men foram desaparecendo. Com certeza ainda existem uns por aí, mas certamente eles estão em extinção.

Mercado cinza

22 de julho de 2010 • TEMAS: Filosofando / / /

Todo mundo sabe muito bem o que é o mercado negro, mas você já ouviu falar em mercado cinza — um dos maiores vilões da economia?

A primeira vez que ouvi alguém usar a expressão foi Marcos Khalil, dono da rede de loja de games UZ Games, uma das maiores do Brasil. Khalil bateu forte na tecla de que a o mercado cinza é o maior inimigo do mercado de games no Brasil, resultado de um sistema tributário mal formulado que torna a vida dessas empresas muito mais difícil, sendo o principal estímulo do  mercado informal.

Enquanto o mercado negro é a comercialização de produtos ilegais ou proibidos, o mercado cinza comercializa produtos originais e permitidos, mas pelos canais errados ou pagando pouco (às vezes nenhum) imposto. Por exemplo, pequenas lojas que vendem filmes ou jogos piratas estão no mercado negro, mas se vendem aparelhos eletrônicos —não comprados direto do distribuidor do país de origem—passam a se enquadrar no mercado cinza. O produto não é ilegal, mas é invisível para o fabricante (por não ser um distribuidor autorizado) e para o governo (não passar pela Receita). Geralmente, essas lojas ou vendedores não são cadastradas junto ao fabricante ou distribuidor e adquirem as mercadorias de fontes não confiáveis. Compras em sites internacionais também são um tipo de mercado cinza, já que não geram nenhum valor para o Brasil.

Ainda existe o chamado “mercado verde”, que é o comércio de produtos usados. Ainda não é um problema no Brasil, mas algumas empresas norte-americanas já estão criando estratégias para estimular a compra de produtos novos, em vez de usados.

Voltando ao assunto principal, o empresário disse uma coisa muito interessante: “a pirataria [mercado negro] nunca vai acabar, porque faz parte da cultura”. Porém, o mercado cinza brasileiro pode diminuir drasticamente se houver incentivos do governo. O mercado cinza também deixa de gerar empregos e diminui arrecadação, fazendo com que investidores deixem de ver no Brasil um mercado promissor em certas áreas.

As pessoas que compram no exterior ou no mercado paralelo, compram porque é barato. Eu, por exemplo, comprei cerca de 20 jogos originais nos últimos 12 meses. Desses, 4 foram comprados no Brasil, 16 no exterior e apenas 1 foi taxado pela receita. O Brasil deixou de arrecadar 75% do meu consumo com games no último ano. Eu não estou errado, compro jogos originais e não estimulo a pirataria, mas compro onde acho melhor para o meu bolso. O mercado cinza não é errado, é injusto.

Todo consumidor busca fazer bons negócios, é essa busca que move boa parte da economia mundial. É bastante comum alguém ficar surpreso ao comparar o preço de um produto aqui no Brasil e lá no exterior.  Milhares de brasileiros compram de sites internacionais ou voltam do exterior com a mala com muito mais do que roupas… Não seria muito mais fácil se o governo diminuíssem os impostos?

Esse é o grande impasse. O Governo acha que diminuir impostos irá diminuir a arrecadação, a indústria quer provar o contrário: a diminuição dos impostos  irá aumentar o volume de negócios e, com isso, a arrecadação. Sem falar na abertura de novas empresas e milhares de novos empregos.

De forma alguma quero entrar na discussão infinita de pirataria e  impostos no Brasil.  Mas é importante ter esse discernimento, de que o que atrasa o país não é a pirataria, mas o mercado paralelo de produtos com os seus HiPhones, “BlackBarrys”, aparelhos de TV via satélite, importados, etc.

É quase de dar nó na cabeça nomenclaturas como CEO, CFO, CMO, COO, CTO, VP, Chairman, sem falar dos já diretores, gerentes, supervisores, etc. Cada vez mais presentes no mundo corporativo, esses termos globais devem aparecer cada vez mais aqui no Brasil, então, vamos tentar entender as diferenças entre cada um, pra não fazer feio ao se deparar com esses deuses da mitologia corporativa.

Pra começar, o CEO pertence à família dos C?O que possui os maiores poderes dentro de qualquer empresa. Sendo assim, sempre que você ouvir falar em CFO, CMO e outros, trata-se do maior executivo daquela área em toda organização. Ou seja, o CMO da Unilever Keith Weed é responsável pelo marketing de todo o mundo e de todas as dezenas de marcas da companhia. Felizmente, ele conta com um time de gerentes, diretores e VPs de marketing abaixo dele.

CEO (Chief Executive Officer) é o maior de todos. Mas qual a diferença entre ele e o presidente? E entre o chairman e  ele?

Toda grande empresa de capital aberto possui algo chamado conselho de diretores ou quadro de conselheiros ou como é mais chamado: “o conselho”. Esse conselho representa os interesses dos investidores e costuma ser formado por pessoas de diversas áreas (até advogados) de dentro e de fora da empresa que são escolhidos de forma externa. O papel deles é agir como advogados dos acionistas, balancear interesses e assegurar-se de que todos estão felizes e satisfeitos. Como de costume, esse “grupo” tem um responsável, e ele é chamado de chairman.

Se existe um grupo defendendo os interesses dos acionistas, existe outro defendendo o que é melhor para a empresa que é a administração propriamente dita. É onde estão CEO, CMO, CFO, COO, VPs e toda a turma. Essa equipe é responsável pelo dia-a-dia da empresa, todas os processos cabem a esses profissionais que, por sua vez, devem entregar resultados positivos para o chairman. No meio disso tudo existe o presidente (ou não) e maior dificuldade é entender quais as atribuições de cada um.

De uma maneira simples, o CEO tem a visão e  o presidente tem a “manha”. O presidente é o responsável pelo operacional e tático da empresa, muitas vezes sendo o próprio COO (Chief Operations Officer). Enquanto o CEO está mais voltado ao planejamento e objetivos estratégicos de médio e longo prazo. É o CEO o responsável por implementar as decisões do conselho, uma vez que ele responde diretamente ao Chairman. A diferença é mais evidente quando a corporação possui várias empresas, funcionando como um conglomerado onde cada empresa tem um presidente que reportam a um único CEO.

Não raro, o CEO também é presidente e o Chairman é CEO. Quando o mesmo executivo é presidente e CEO tudo bem. Se ele for muito experiente,  tiver visão estratégica e não ficar sobrecarregado, funciona muito bem. Mas no mundo corporativo, excelência tática e estratégica não andam juntas com muita frequência. Por outro lado, especialistas não aconselham que o CEO também seja Chairman, tampouco que o conselho seja composto, em sua maioria, por membros da empresa. Não preciso explicar porquê, né?

Espero que tenha conseguido esclarecer essa confusão de termos que durante muito tempo eu também tive. Aqui no Brasil, o comum ainda é ver Presidente, VP e diretores. Mas com essa globalização toda, e penetração cada vez maior de multinacionais, a tendência é que essas palavras façam, cada vez mais, parte do nosso vocabulário.

Aula de marketingTalvez você já tenha se deparado alguma vez com os termos “fricção”, “desnatação” e taxa de abandono. Se nunca ouviu falar, que tal enriquecer o vocabulário e falar bonito?

Particularmente, não gosto de colocar conceitos aqui no blog, afinal, não sou professor e acabaria tornando o blog chato. Mas esses são termos globais usados no dia-a-dia que você precisa aprender, mas são pouco explorados em livros didáticos e dicionários, então vou tentar esclarecer para que ninguém fique boiando quando algum especialista usar em um artigo ou palestra

Fricção são duas ou mais coisas que agem de forma contrária, se anulando ou atrapalhando, e diminuindo a produtividade e o desempenho de uma atividade.

Quando éramos criança e alguém tentava pegar nossos brinquedos, pegávamos de volta, às vezes num verdadeiro cabo de guerra, esse é um exemplo simples de fricção. Quando subíamos em algo e algum pentelho puxava nosso pé, também estava gerando fricção. A fricção continua presente na vida adulta. Na profissão, por exemplo, quando um colega de trabalho discorda da sua ideia ou seu cliente simplesmente ignora o seu e-mail marketing nada mais é que fricção, uma resistência.

Mudança na empresa é um exemplo de fricção, pois funcionários descontentes podem anular a eficácia de um poderoso sistema ou máquina moderna. No marketing, a fricção não exerce apenas força contrária, ela pode não exercer força nenhuma e fazer você não sair do lugar. As pessoas adoram repassar videos e ações de marketing bacanas,mas ninguém jamais espalhou aquele anúncio “ZERO de entrada e 60x fixas com IPI reduzido” devido a fricção entre o que a empresa diz e o que o consumidor já acreditava antes de ver.

Desnatação (skimming, em inglês) é uma estratégia de precificação. Como o nome já diz, você tira a nata (dã, óbvio!), você fica com o chantilly da parte de cima de um milk-shake ou aprecia a espuma de um chopp, em outras palavras, você tira o melhor e depois vê o que faz com o resto. No mercado, significa dizer que só os melhores terão o seu produto — ao menos durante um tempo.

Todo mundo sabe que quando um produto entra no mercado, ele tem um alto preço, que só os mais ávidos consumidores estão dispostos a compra-lo nesse período. É  uma estratégia valiosa principalmente quando o produto é inovador, as empresas então podem recuperar o investimento mais rápido com a maximização de lucros, ao passo que aumentam o estoque e a demanda simultaneamente. Conforme concorrentes vão surgindo e o produto perde o caráter “inovador”, o preço cai.

Gostaria de falar rapidamente sobre churn rate ou taxa de abandono, que representa o número de clientes que deixaram um serviço em um determinado período. Chega-se a essa taxa, dividindo os desistentes pelo número total de clientes (daquele período). Uma situação que ilustra bem é o caso das empresas de telefonia. Depois da portabilidade, churn rate se tornou uma grande preocupação.

A variação dessa taxa  fornece um bom feedback às empresas, uma vez que é uma resposta direta do consumidor àquele produto ou serviço.

Sintam-se completamente à vontade para complementar, corrigir ou questionar minhas definições. Como disse, não sou professor e todos nós estamos aqui para aprender.

Ops, esqueci relações públicas. Não me leve a mal ;)

Achado no Estratégia Empresarial.

Tudo que você precisa pra fazer uma apresentação realmente poderosa é de 6 minutos e 40 segundos. Vinte slides recheados de grandes imagens, cada um com tempo de exibição exato de 20 segundos. Isso resultará em uma apresentação impactante, concentrada e que prende a atenção dos espectadores.

Esse é o modelo Pecha Kucha de apresentação (na verdade, está mais para um movimento do que um modelo em si). O Pecha Kucha começou em 2003 quando com um casal de arquitetos — um britânico e uma alemã — radicados em Tokyo resolveu otimizar o espaço que eles tinham, fazer muito mais com os mesmos recursos espaciais, digamos assim. O negócio pegou de uma tal maneira que eles começaram a organizar encontros mensais, as famosas Pecha Kucha Nights — que aqui no Brasil acontece em Porto Alegre e São Paulo e em mais de 90 cidades ao redor do globo.

Muitos outros blogs já falaram do Pecha Kucha de forma mais completa que eu, por isso quem se interessou pode dar uma olhada nos blogs brasileiros Estalo e Know or Knever ou nos gringos Art of Speaking Business e Presentantion Zen. Além do site oficial e do indispensável video de David Pink, que criou a mais famosa apresentação Pecha Kucha.