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Mercado cinza

22 de julho de 2010 • TEMAS: Filosofando / / /

Todo mundo sabe muito bem o que é o mercado negro, mas você já ouviu falar em mercado cinza — um dos maiores vilões da economia?

A primeira vez que ouvi alguém usar a expressão foi Marcos Khalil, dono da rede de loja de games UZ Games, uma das maiores do Brasil. Khalil bateu forte na tecla de que a o mercado cinza é o maior inimigo do mercado de games no Brasil, resultado de um sistema tributário mal formulado que torna a vida dessas empresas muito mais difícil, sendo o principal estímulo do  mercado informal.

Enquanto o mercado negro é a comercialização de produtos ilegais ou proibidos, o mercado cinza comercializa produtos originais e permitidos, mas pelos canais errados ou pagando pouco (às vezes nenhum) imposto. Por exemplo, pequenas lojas que vendem filmes ou jogos piratas estão no mercado negro, mas se vendem aparelhos eletrônicos —não comprados direto do distribuidor do país de origem—passam a se enquadrar no mercado cinza. O produto não é ilegal, mas é invisível para o fabricante (por não ser um distribuidor autorizado) e para o governo (não passar pela Receita). Geralmente, essas lojas ou vendedores não são cadastradas junto ao fabricante ou distribuidor e adquirem as mercadorias de fontes não confiáveis. Compras em sites internacionais também são um tipo de mercado cinza, já que não geram nenhum valor para o Brasil.

Ainda existe o chamado “mercado verde”, que é o comércio de produtos usados. Ainda não é um problema no Brasil, mas algumas empresas norte-americanas já estão criando estratégias para estimular a compra de produtos novos, em vez de usados.

Voltando ao assunto principal, o empresário disse uma coisa muito interessante: “a pirataria [mercado negro] nunca vai acabar, porque faz parte da cultura”. Porém, o mercado cinza brasileiro pode diminuir drasticamente se houver incentivos do governo. O mercado cinza também deixa de gerar empregos e diminui arrecadação, fazendo com que investidores deixem de ver no Brasil um mercado promissor em certas áreas.

As pessoas que compram no exterior ou no mercado paralelo, compram porque é barato. Eu, por exemplo, comprei cerca de 20 jogos originais nos últimos 12 meses. Desses, 4 foram comprados no Brasil, 16 no exterior e apenas 1 foi taxado pela receita. O Brasil deixou de arrecadar 75% do meu consumo com games no último ano. Eu não estou errado, compro jogos originais e não estimulo a pirataria, mas compro onde acho melhor para o meu bolso. O mercado cinza não é errado, é injusto.

Todo consumidor busca fazer bons negócios, é essa busca que move boa parte da economia mundial. É bastante comum alguém ficar surpreso ao comparar o preço de um produto aqui no Brasil e lá no exterior.  Milhares de brasileiros compram de sites internacionais ou voltam do exterior com a mala com muito mais do que roupas… Não seria muito mais fácil se o governo diminuíssem os impostos?

Esse é o grande impasse. O Governo acha que diminuir impostos irá diminuir a arrecadação, a indústria quer provar o contrário: a diminuição dos impostos  irá aumentar o volume de negócios e, com isso, a arrecadação. Sem falar na abertura de novas empresas e milhares de novos empregos.

De forma alguma quero entrar na discussão infinita de pirataria e  impostos no Brasil.  Mas é importante ter esse discernimento, de que o que atrasa o país não é a pirataria, mas o mercado paralelo de produtos com os seus HiPhones, “BlackBarrys”, aparelhos de TV via satélite, importados, etc.

É quase de dar nó na cabeça nomenclaturas como CEO, CFO, CMO, COO, CTO, VP, Chairman, sem falar dos já diretores, gerentes, supervisores, etc. Cada vez mais presentes no mundo corporativo, esses termos globais devem aparecer cada vez mais aqui no Brasil, então, vamos tentar entender as diferenças entre cada um, pra não fazer feio ao se deparar com esses deuses da mitologia corporativa.

Pra começar, o CEO pertence à família dos C?O que possui os maiores poderes dentro de qualquer empresa. Sendo assim, sempre que você ouvir falar em CFO, CMO e outros, trata-se do maior executivo daquela área em toda organização. Ou seja, o CMO da Unilever Keith Weed é responsável pelo marketing de todo o mundo e de todas as dezenas de marcas da companhia. Felizmente, ele conta com um time de gerentes, diretores e VPs de marketing abaixo dele.

CEO (Chief Executive Officer) é o maior de todos. Mas qual a diferença entre ele e o presidente? E entre o chairman e  ele?

Toda grande empresa de capital aberto possui algo chamado conselho de diretores ou quadro de conselheiros ou como é mais chamado: “o conselho”. Esse conselho representa os interesses dos investidores e costuma ser formado por pessoas de diversas áreas (até advogados) de dentro e de fora da empresa que são escolhidos de forma externa. O papel deles é agir como advogados dos acionistas, balancear interesses e assegurar-se de que todos estão felizes e satisfeitos. Como de costume, esse “grupo” tem um responsável, e ele é chamado de chairman.

Se existe um grupo defendendo os interesses dos acionistas, existe outro defendendo o que é melhor para a empresa que é a administração propriamente dita. É onde estão CEO, CMO, CFO, COO, VPs e toda a turma. Essa equipe é responsável pelo dia-a-dia da empresa, todas os processos cabem a esses profissionais que, por sua vez, devem entregar resultados positivos para o chairman. No meio disso tudo existe o presidente (ou não) e maior dificuldade é entender quais as atribuições de cada um.

De uma maneira simples, o CEO tem a visão e  o presidente tem a “manha”. O presidente é o responsável pelo operacional e tático da empresa, muitas vezes sendo o próprio COO (Chief Operations Officer). Enquanto o CEO está mais voltado ao planejamento e objetivos estratégicos de médio e longo prazo. É o CEO o responsável por implementar as decisões do conselho, uma vez que ele responde diretamente ao Chairman. A diferença é mais evidente quando a corporação possui várias empresas, funcionando como um conglomerado onde cada empresa tem um presidente que reportam a um único CEO.

Não raro, o CEO também é presidente e o Chairman é CEO. Quando o mesmo executivo é presidente e CEO tudo bem. Se ele for muito experiente,  tiver visão estratégica e não ficar sobrecarregado, funciona muito bem. Mas no mundo corporativo, excelência tática e estratégica não andam juntas com muita frequência. Por outro lado, especialistas não aconselham que o CEO também seja Chairman, tampouco que o conselho seja composto, em sua maioria, por membros da empresa. Não preciso explicar porquê, né?

Espero que tenha conseguido esclarecer essa confusão de termos que durante muito tempo eu também tive. Aqui no Brasil, o comum ainda é ver Presidente, VP e diretores. Mas com essa globalização toda, e penetração cada vez maior de multinacionais, a tendência é que essas palavras façam, cada vez mais, parte do nosso vocabulário.

1. Uma cota de patrocínio partner (a maior), custa entre $120 e $240 milhões de dólares. Partners: Coca-Cola, Hyundai, Visa, Sony, Adidas e Emirates.

2. Uma cota sponsor custa cerca de $60 milhões. Entre eles estão: McDonald’s, Budweiser e Continental, dentre outras.

3. Cada contrato tem validade até 2014.

4. A única empresa brasileira a comprar uma cota é a Seara.

5. A Holanda tem a maior audiência do mundo: 90%.

6. França, Brasil, Itália, Alemanha e Portugal são as 5 seleções, respectivamente, que mais deram audiência na Copa de 2006.

7. Segundo a FIFA, a audiência não deve aumentar em 2010.

8. A Adidas patrocina 12 das 32 seleções presentes no mundial. A Nike patrocina 9 e a Puma 6.

9. As 2 seleções que abrirão a Copa são patrocinadas pela Adidas.

10. A Adidas estará presente nos uniformes dos árbitros, assistentes e até na bola.

11. A Puma continua vestindo a atual campeã mundial, Itália.

12. A estratégia da Nike, por outro lado, estampará o peito de grandes astros do futebol, como Kaká e Cristiano Ronaldo.

13. Adidas e Puma eram uma empresa familiar, fundada por dois irmãos. As marcas surgiram após brigas, mas continuaram funcionando a poucos km de distância, cada um na sua.

14. A marca inglesa Umbro continua patrocinando a seleção da Inglaterra.

15. Estima-se que a seleção que se tornar campeã, como a Espanha por exemplo, pode aumentar as vendas da Adidas em 8% apenas no seu país.

16. A propósito, a seleção espanhola é a mais valiosa do mundial, avaliada em cerca de $690 milhões. (conta os direitos econômicos dos 25 jogadores que mais tempo jogaram por suas respectivas seleções durante a fase de classificação.)

17. O Brasil é a segunda seleção mais cara, $630 milhões.

18. Os direitos de transmissão dos jogos rende à FIFA cerca de $650 milhões.

19. A FIFA paga uma quantia tanto para as seleções quanto para os clubes que emprestaram seus jogadores, o valor depende da fase que a seleção chegar.

20. O campeão do mundo ganha $30 milhões só da FIFA.

Vigie a sua marca

23 de março de 2010 • TEMAS: Marcas /

Isso não necessariamente é ruim. Afinal, o nome pode ser outro, mas sabemos de qual marca se trata, o que acaba sendo uma associação de marca gratuita. Mas é sempre bom estar alerta.

O iPhone em números

18 de março de 2010 • TEMAS: Tecnologia / / /

A Revista Arkade fez um excelente infográfico sobre o celular mais bem-sucedido da história. Ele não apenas é o celular mais vendido dos EUA, como também o smartphone mais vendido no Japão e sonho de consumo em todo o mundo. A imagem deixa claro que o aparelho não é só um bem de consumo, é um xodó. As pessoas o amam como se fosse da família. Acho que o marketing pode aprender um pouco com esse fenômeno.

1. Existe uma premiação de bom atendimento ao consumidor. É o Customer Awards. [Link]

2. Taxa de admissão de Harvard é de apenas 7%.

3. Coca-Cola investe cerca de $3 bilhões de dólares por ano em publicidade.

4. Usar até 20% do expediente pra navegar na internet, aumenta cerca de 10% sua produtividade. [Link]

5. Os primórdios do branding têm data em 1931 na Procter & Gamble. [Link]

6. Ao contrário do que se pode pensar, a Sony Ericsson ocupa o 5º lugar no mercado de celulares.

7. A versão chinesa de Betty A Feia se passa numa agência de publicidade.

8. Smirnoff Ice corresponde a 22% de todo o faturamento da marca Smirnoff.

9. A Ford  segue GM e Volkswagen no Twitter.

10. LEGO significa “brinque bem” em dinarmaquês.

11. Jon Favreau escrevia os textos do Obama à base de café com Red Bull.

12. Pizza Hut do aeroporto de Cumbica é a loja com maior faturamento do mundo. [Link]

13. Uma cota de patrocínio do American Idol custa US$26 milhões.

14. o 1° product placement da história  foi dos charutos White Owl no filme Scarface de 1932.

15. Quando pagamos 10% para um garçom, 2% fica com o governo. [Link]

16. 20% dos celulares Nokia continuam com o toque original de fábrica.

17. Categoria impressa de Cannes teve queda de 32% . [Link]

18. A mansão onde morou o famoso publicitário David Ogilvy é a 3ª residência mais cara das Américas. [Link]

19. 90% dos consumidores no mundo confiam nas sugestões de conhecidos, enquanto 70% confiam na opinião d desconhecidos publicada online. (Nielsen)

20. Metade dos internautas da América Latina está no Brasil. [Link]

21. Adolescentes não usam Twitter. No mundo, apenas 4,4% dos usuários têm menos de 18. [Link]

22. Adolescentes entre 14 e 18 anos preferem CDs a música digital. [Link]

23. 21,5% das famílias brasileiras compraram fiado em 2009.

24. Jogar Tetris aumenta capacidade cerebral. [Link]

25. Brasileiro é o que mais compra parcelado no mundo. [Link]

26. Kuat, o guaraná, significa “noite de lua cheia” em tupi-guarani

27. 16% dos internautas são responsáveis por TODOS os clicks em banners na internet. Esse número era 32% em 2007. (SMVGroup)

28. 70% das pessoas que começam a ver um vídeo — na internet — não vão até o final. [Link]

A seleção foi feita dentre todos os meus tweets até fevereiro de 2010. (@pequenoguru)