Você está em ‘ciência’

Por Seth Godin

É os dois, e esse é o problema.

Alguns marqueteiros são cientistas. Eles testam e avaliam. Eles fazem matemática. Eles entendem o impacto do gasto em um mercado, num determinado tempo com uma certa mensagem. Eles entendem os dados e encontram a verdade.

Esse tipo de marketing funciona quando funciona, mas geralmente não funciona. Isso porque lidamos com humanos, a carta mais selvagem do sistema.

Outros marqueteiros são artistas. Eles inspiram, desafiam e conectam. Esses profissionais começam de um rascunho, criando movimentos, contando piadas e surpreendendo as pessoas. Cientistas não são bons nisso.

O problema é causado por duas coisas:

1. Observadores ficam confusos. Qual deles nós somos? Quando somos artistas certas vezes e cientistas noutras, há chance de parecermos charlatões, porque associamos resultados científicos com esforços artísticos.

2. Nós ficamos confusos. Se você não sabe se está trabalhando num projeto científico ou artístico, provavelmente irá enfatizar os elementos errados. Se você for estudar marketing e o professor agir com ar de superioridade como se estiver ensinando ciência, você perderá um bom tempo aplicando taxonomia e hipóteses a algo que é essencialmente uma questão de colhões [desculpem a palavra, não consegui traduzir de outra forma]. E vice-versa.

Nós precisamos dos dois chapéus, o do cientista e o do artista. Você pode usar apenas um por vez —e esse é o motivo pelo qual eu não digo que precisamos de luvas.

Defina que tipo de marketing você vai fazer hoje e vá fazer isso.

Artigo traduzido do original: “Is marketing an art or a science?”

Entrevista com Daniel Pink, por OprahDaniel Pink — articulista, palestrante e escritor — concedeu uma excelente entrevista à Oprah Winfrey, sobre seu livro “A Whole New Mind” (”Uma Mente Completamente Nova”, em tradução livre). Pink fala sobre um tema que está muito na moda, o cérebro humano nos negócios, mas o ponto-chave dos seus argumentos é o de valorizar as poucas coisas coisas que as máquinas e a mão-de-obra barata não podem tirar de você: a sua habilidade criativa e emocional.

Vamos começar com a audaciosa afirmação da capa: Por que o lado-direito vai comandar o futuro?
Em muitas profissões, o que costumava importar eram habilidades associadas ao lado esquerdo: linear, sequencial, do tipo de fazer planilhas. Isso ainda é importante, mas não é suficiente.
O que é importante agora são as características do hemisfério direito do cérebro: arte, empatia, inventividade e visão macro. Essas habilidades se tornaram prioritárias em todas as áreas dos negócios

Isso significa que pessoas lado-esquerdo vão perder sua utilidade?
Não necessariamente — mas significa que as pessoas como eu têm algum trabalho a fazer. Eu costumava ser extremamente lado-esquerdo; meu instinto era desenhar um gráfico em vez de uma imagem. Estou tentando deixar meu lado direito do cérebro em forma. Eu realmente acho que aprimorar as habilidades do lado-direito tem potencial pra nos tornar profundamente melhor.

Você escreve que depois de atravessarmos a era da agricultura, a era industrial e informacional, nós entramos na era conceitual, na qual criadores e simpatizantes irão liderar. Como, o que você chama de os três As  abundância, automação e Ásia—, nos conduziu para essa nova era?
Da mesma forma que as máquinas substituíram nossos corpos em certos trabalhos, o software está substituindo nossos lados-direito do cérebro com o trabalho sequencial e lógico. E isso nos leva à Ásia, de onde esse trabalho tem vindo. Na Ásia, você tem dezenas de milhões de pessoas que pode fazer nossas tarefas rotineiras como programação. Rotina é o trabalho que você pode reduzir a uma planilha, um script, uma fórmula, uma série de passos que têm a resposta certa.

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Você pode ler as perguntas traduzidas em português clicando abaixo.

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Por Al Ries, um dos mais conhecidos consultores e escritores de marketing de todos os tempos. Autor do livro Posicionamento — A Batalha pela Sua Mente, considerado o livro mais importante sobre o tema e que vendeu mais de 1 milhão de cópias.

“Porque nós temos problemas em vender nossas idéias para a cúpula da empresa?” Eu fiz recentemente essa pergunta à minha sócia e filha, Laura.

“Pai”, ela respondeu, “eles não são como nós. Eles são lado-esquerdo do cérebro.”

E isso resulta no maior problema dos negócios de hoje: a administração do lado-esquerdo e o marketing do lado-direito não se olham olho-no-olho. Administração é verbal, lógica e analítica. Marketing é visual, intuitivo e holístico.

Os lado-esquerdo geralmente são bons oradores. Lado-direito geralmente são bons escritores. O marketing pensa visualmente. Claro que eles negociam em palavras,  já que o objetivo final do marketing é gravar uma palavra na mente. Mas eles querem palavras simples que possam ser facilmente visualizadas.

Por exemplo, a Boston Chicken mudou seu nome para Boston Market e isso foi um grande erro. Você pode visualizar um restaurante de grelhados, mas como você visualiza “mercado”?

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