O blog Branding Strategy Insider tem uma seção muito legal na qual os idealizadores do site – especialistas na área – tiram dúvidas de marketing e branding dos leitores. Brad VanAuken autor do best-seller Brand Aid respondeu a uma pergunta muito pertinente de uma profissional de marketing de Wisconsin, nos EUA. Seja qual for o seu conhecimento sobre branding, vale à pena ler.
”Eu estou me preparando para explicar aos diretores de uma organização sem fins lucrativos (pastores) que branding é muito mais do que brochura, cartões de visita e papelaria. Branding é toda a experiência do usuário final (pessoas que procuram nossa igreja).
Você tem alguma outra explicação que demonstre os diferentes recursos utilizados no branding? (Atendimento ao consumidor, primeira experiência, próximas experiências, valor percebido). Os líderes não ouvem o que digo. Eles acham que estou apenas demonstrando minha opinião. Eu preciso de uma boa evidência ou fatos ou pesquisa que expliquem isso.”
Kristen, obrigado por perguntar. Uma marca é a fonte da promessa dos seus consumidores. Ela promete benefícios diferentes e relevantes, logo deve entregar a promessa com base nesses benefícios. Então, branding começa com a identidade de marca (nome, logo, slogan, cores, etc) e linha de comunicação, mas é reforçada o tempo todo a cada contato com a marca. A marca é a soma total de todas as experiências dos consumidores uma vez que elas estão enraizadas na mente do consumidor. Marcas podem oferecer uma grande variedade de benefícios: funcionais, emocionais, experienciais e pessoais. Meu palpite é que igreja se baseie nos três últimos.
Por definição, posicionamento de uma marca é definido com base nas marcas concorrentes, então sua igreja está competindo com outras igrejas locais da mesma denominação ou até de outras, e talvez até com programas transmitidos pela TV.
Em algum domingo, talvez ela concorra com uma ou duas horas a mais de sono, uma partida matinal de golf, uma xícara de café com jornal ou mesmo uma caminhada no parque. Eu recomendaria o livro “The Varieties Of Religious Experience: A Study In Human Nature” para entender os diferentes tipos de benefícios que igrejas entregam aos fiéis. Igrejas devem sustentar seu diferencial com base em uma em todas as promessas abaixo:
- Esperança no futuro
- Reafirmação
- Força em momentos difíceis
- Cura física, mental e espiritual
- Fortalecimento de ser uma boa pessoa
- Estimulação intelectual
- Espaço de silêncio
- Simpatia por pessoas que compartilham os mesmos valores
- Uma ou duas horas de beleza (música, pinturas no teto, vidraças, etc)
- Sensação de proximidade com Deus
- Culpa
- Reforçar: “eu sou uma boa pessoa”
- Guilt
- Medo do inferno
- Sensação de cumprir com a obrigação
- Sensação de inclusão
- Auto-aprimoramento – desafiar-se a ser uma pessoa melhor
- Aumentar a auto-estima – Sou amado por Deus
- Visão mais abrangente do universo
- Sensação de ordem no meio do caos
- Sentir-se diferente dos outros
- Sentir-se mais conectado com os outros
- Sensação de bem-estar
- Força pessoal
- Compromisso em ajudar a comunidade (ou o mundo)
- Conceito mais profundo de paz
- Graça
- Gratidão
- Alegria
- Constrição
- Inspiração
- Expansão
- Sensação de missão ou de ter um propósito
Tudo depende de qual é o propósito da sua igreja e que benefícios são considerados os mais importantes.

Um ex-editor do New York Times recentemente escreveu um artigo de uma página na revista Forbes advogando pela “variação de preços” dos museus de arte.
Este é um assunto basicamente de estratégia de preço, em que você estrutura seu mix de produtos para lhe render não apenas lucro, mas uma maior participação de mercado. Este também é assunto do branding, afinal, produtos possuem marcas.
Basta dar uma passada na seção de drama de uma videolocadora pra ver a quantidade de filmes sobre superação nos esportes. Técnicos durões, que no começo dão raiva, mas no final levam o timeco que nunca ganhou nem jogo de bairro a vencer o campeonato estadual ou nacional. Mark Ritson comentou sobre o filme





