Você está em ‘auto-ajuda’

Se na Bíblia existissem 10 mandamentos para o sucesso do homem, tanto pessoal como profissional, seriam mais ou menos assim:

I

Trabalharás cada dia, como se disto dependesse a sua vida.

II

Aprende que, com paciência, poderás controlar o teu destino.

III

Planeja tua rota com cuidado ou ficarás à deriva para sempre.

IV

Prepara-te para a escuridão, enquanto viajas à luz do sol.

VI

Tenhas consciência de que seu plano não é nada mais que um sonho indolente, enquanto não se puser de pé e lutar.

VII

Afastas a teia de aranha da tua mente, antes que sejas aprisionado por ela.

VIII

Suaviza a tua carga se pretendes chegar ao teu destino.

IX

Nunca esqueça que o agora é sempre mais tarde do que pensas.

X

Jamais procures ser diferente do que és.

[Extraído do livro "O Maior Sucesso do Mundo", de OG Mandino]

É comum eu ficar em casa parado em frente à minha pequena estante de livros — construída praticamente ao longo dos últimos 4 anos. Fico passeando pelos títulos e lembrando se eu deveria lembrar de algo que já esqueci. Em um desses passeios, caí em 2007 quando comprei um livro de OG Mandino, em um aeroporto, chamado  “O Maior Sucesso do Mundo”. Como a maioria dos jovens de 20 e poucos anos eu não conhecia o autor, mas achei legal o título e li quase tododurante a viagem. Provavelmente, nunca aprendi tanto dentro de um avião.

Há quem critique livros de auto-ajuda, de fato, a maioria não é muito diferente de um livro de receitas. Mas alguns valem ouro e conseguem nos  deixar um pouquinho melhor do que antes. Inclusive, na vida profissional.

OG Mandino pode não ser o pai da auto-ajuda, mas é filho direto do gênero literário que teve um boom na década de 90 e hoje movimenta bilhões de dólares no mundo todo. O escritor que faleceu em 1996, aos 73 anos, escapou de uma vida destruída e do suicídio lendo dezenas de livros sobre motivação e sucesso. Muitos anos mais tarde, ele escreveria um dos mais bem-sucedidos livros de motivação da história: “O maior vendedor do mundo”. E vários outros.

É difícil dizer quando “auto-ajuda” se tornou, de fato, um gênero literário. Mas não é de hoje que o homem busca se auto-desenvolver e inspirar os outros. Os provérbios são a prova disso — há vários séculos repassando a sabedoria dos povos. Outro indício é a bíblia da estratégia e leitura obrigatória de todo administrador, marqueteiro, vendedor e quase pra toda pessoa em busca do sucesso: “A Arte da Guerra”. Sun Tzu morreu no século 4 a.c. e até hoje inspira profissionais no mundo todo.

O objetivo de Sun Tzu era militar, mas a semelhança entre levar um exército à vitória e liderar uma equipe em busca do sucesso tornou o general um dos maiores fenômenos que a literatura já viu.

Mas talvez um dos primeiros homens a escrever algo realmente voltado para o auto-desenvolvimento profissional tenha sido Dale Carnegie ao lançar “Como ganhar amigos e influenciar pessoas”, em 1936. Carnegie dava dicas simples que até hoje, infelizmente muitas pessoas não conseguem colocar em prática. Nunca dizer “você está errado” era uma das lições sábias do escritor. Ouvir mais e falar menos foi outro ensinamento deixado por Carnegie 70 anos atrás. E hoje, nas empresas só o que se fala é em ouvir o consumidor.

Tanto Dale Carnegie como OG Mandino tiveram uma vida difícil e trabalharam com vendas. Carnegie teve uma infância muito pobre e ajudava o pai agricultor.  Foi vendedor e depois tentou ser ator, fracassou. Sem grana, convenceu um cara a dar treinamentos de como falar em público. A partir daí, não parou mais.  Seus cursos e palestras trabalhavam pontos-chave do auto-desenvolvimento como: auto-estima, fortalecimento de competências, melhorar técnicas de comunicação, desenvolver liderança, diminuir a preocupação e ser mais pró-ativo. Até hoje, a base para muitos treinamentos.

Mandino perdeu a mãe poucos dias antes da sua formatura. Na 2ª Guerra lutou contra a Alemanha e encontrou dificuldades em conseguir um novo emprego. Virou vendedor de seguros, se tornou alcoólatra e como consequência foi abandonado pela mulher e filho. Esteve prestes a cometer suicídio até se voltar para os livros, cuja maioria era sucesso, motivação e o ser-humano. Anos depois, Mandino acabou se tornando um profissional de sucesso à frente de uma revista sobre motivação até abandoná-la para se dedicar às palestras.

Essas histórias nos mostram que o fracasso e a tristeza podem ser um grande ponto-de-virada do sucesso. Parece que foi assim que a auto-ajuda surgiu.

Seja como for, motivação e força de vontade é importante para qualquer profissional em busca do sucesso. Essa motivação pode vir de pais amorosos que lhe motive todos os dias, uma namorada, namorado, amigo ou até um chefe. Mas a melhor motivação vem de dentro e os livros nos ajudam a desenvolver isso.

Os ensinamentos deixados por esses 3 sábios são muitos, não caberia neste artigo. No entanto, a partir das principais obras deOG Mandino, Sun Tzu e Dale Carnegie fiz uma lista. Tudo  junto e misturado mesmo. Muitas coisas você já pode ter lido, até por outro autor, mas é por isso que eu os considero os pais da auto-ajuda profissional.

  • Antes de começar algo, planeje. Prepare-se para caso algo saia errado.
  • Seja genuinamente interessado no que as pessoas dizem.
  • Tenha bons hábitos e pratique todos os dias.
  • Se você está errado, admita rapidamente e sem cara feia.
  • Controle suas emoções para não agir por impulso e se arrepender depois.
  • Conheça seus pontos fortes tanto quanto seus pontos fracos.
  • Seja um bom ouvinte. Encoraje as pessoas a falarem de si.
  • Bons guerreiros não atacam, são atacados.
  • Apele, clame, lute e brigue por razões que valham à pena.
  • Disciplina leva à eficiência.
  • Encare as adversidades com entusiasmo, não se deixe abater. Isso só piora
  • Lembrar o nome de uma pessoa é a coisa mais agradável de se ouvir para essa pessoa em qualquer idioma.
  • Diante de uma dificuldade, mude, adapte-se. Seja flexível.
  • Saber com o que você está lidando é fundamental para o sucesso.
  • Persista até vencer.
  • Acredite.
  • Conheça seus concorrentes, mas não deixe eles conherem você.
  • Aproveite o tempo. Ele é um recurso valioso e escasso. Use-o sabiamente.

Este post é pra quem gosta de citações. Eu sou fascinado por elas. Acredito que é a maneira mais curta de transmitir conhecimento, e é incrível como grandes mensagens podem ser repassadas em tão poucas palavras. Talvez precisemos exercitar mais a nossa objetividade, temos cada vez menos tempo de fazer coisas, e menos tempo ainda de receber atenção para as coisas que fazemos.

Criei esta “apresentação” com 100 citações fantásticas que nos leva à  inovação, mudança e inspiração — ditas pelos maiores pensadores (e fazedores) que o mundo já viu. Alguns são menos conhecidos, e  embora eu esteja longe de alcançar o nível deles, coloquei uma minha. O que importa é o teor das frases. Há quem veja isso como “auto-ajuda”, e tenha um certo preconceito. Mas se parar para refletir –em busca de melhorar– for algo ruim, então estamos todos perdidos.

Disponibilizei uma versão em PDF para quem quiser salvar e enviar para amigos.

1 Você [ou sua equipe ou empresa] fica sem tempo (e desiste).

2 Você fica sem dinheiro (e desiste).

3 Você fica com medo (e desiste).

4 Você não leva a sério (e desiste).

5 Você perde o interesse ou o entusiasmo, ou se conforma com a mediocridade (e desiste).

6 Você se concentra no curto-prazo em vez de no longo. (e desiste quando o curto-prazo fica muito difícil).

7 Você escolhe a área errada para ser o melhor (porque não tem talento para ela).

Na maioria dos casos,  isso acontece por um dos dois motivos a seguir: 1) Você planejou mal; 2) Você desistiu precocemente. Se você achar que não é capaz de algo (lhe falta recursos, aptidão, etc) nem comece; do contrário, persevere que um dia você chegará lá.

[Extraído do livro "O Melhor do Mundo"]

Motivação Desde sempre eu venho tentando responder a pergunta: como me manter 100% motivado nas coisas que faço? No trabalho, na academia, nas aulas de espanhol estou sempre brigando comigo mesmo para manter a motivação lá em cima. Nunca achei a resposta, mas me senti mais perto ao ler o artigo “Why motivation doesn`t really matter” (Porque motivação não é realmente importante).

Uma coisa eu já sabia: se você acredita que algo vai te trazer benefícios, que vai ser bom pra você, faça! Por mais “desmotivado” que esteja. Não é fácil, mas uma vez que damos o primeiro passo, as coisas tendem a melhorar.

Eis um exemplo muito corriqueiro: você está em casa meio pra baixo num sábado à noite. Trabalhou ontem, vai trabalhar depois de amanhã; um amigo lhe telefona convidando pra ir a um barzinho, se distrair, mas você diz que está “sem vontade”—em outras palavras, está sem motivação. Certamente,  você teria se sentindo muito melhor se tivesse aceitado, mas a (des-) motivação não deixou.

O problema da motivação é que ela nos impede de fazer muitas coisas. Ela é uma desculpa e tanto, mas o fato é que a motivação um fluxo que ora aumenta ora diminui. Jonathan Mead —o autor do artigo que me inspirou— coloca desta maneira: “às vezes, seu nível de motivação será como um devastador tsunami. Outras vezes, será como um riacho constante. Esse é o ritmo natural, e seguir esse ritmo é importante, porque se você não seguir, você explode.”

É importante entendermos que motivação não é requisito , mas um bônus para fazermos algo melhor e mais rápido. Motivação de mais pode nos levar a fazer algo sem pensarmos a respeito; enquanto motivação de menos pode nos levar a ficar mais tempo com a bunda na cadeira do que deveríamos. Talvez estejamos supervalorizando a motivação, entendendo algo importante como algo indispensável.

Para fechar, duas dicas valiosas que aprendi:

Aceite que você não estará sempre altamente motivado. Esperar pela motivação é colocar muita pressão em si, o que é geralmente um grande inimigo da produtividade.

Siga o seu ritmo. Todos nós temos momentos de maior inspiração e disposição, quando somos mais criativos e produtivos. Devemos aproveitar esse momento e tirar o máximo dele, porque depois da tempestade vem a calmaria.

Ele não está tão afim de você Uma cena muito comum: você chega no cinema, olha para os vários cartazes de filmes que estão em exibição, você já se decidiu —e sua namorada também—. Você quer ver o novo filme do Vin Diesel e ela Jennifer Aniston. Ou você está decidido a assistir as novas velhas caretas do Jim Carrey, mas ela escolheu ver o Russell Crowe. Talvez fosse mais fácil se soubéssemos que o do Jim Carrey e o da Jennifer Aniston proporcionam mais que boas risadas, através da sua fórmula de entretenimento com um pouco de auto-ajuda. Se esses filmes fosse capaz de dar um estalo do tipo “ei da poltrona, acorda pra vida!”, você os assistiria?

Nas duas últimas semanas, assisti 2 comédias que me surpreenderam. Afinal, eu não espera que um filme de comédia possa ir além do “engraçado” e me ensinar algo. Há muitos filmes com lições enriquecedoras, mas a maioria é drama e extrair alguma lição depende do envolvimento e interpretação de cada um. Os 2 filmes que assisti são diferentes porque são leves e a “lição” é a mensagem principal.

O primeiro, “Ele não está tão a fim de você”,  é mais para as meninas —embora homens irão se identificar com muitas das situações. Baseado num best-seller —escrito por 2 roteiristas de Sex and the City— que vendeu mais de 2 milhões de cópias, o filme é um beliscão em todas as mulheres que ficam murmurando e imaginando porque o cara não telefonou pra ela depois de um agradável encontro (na opinião dela). O filme mostra personagens bem realistas como o casal que namora há 7 anos e ainda não se casaram, o casal de fachada, o cara que parece não ter sentimentos e outros. Qual é a mulher que não tem pelo menos uma amiga solteirona que tenta mas nunca consegue ter uma relação estável? Qual o homem que não tem um amigo que está velho demais pra bancar o garotão —mas ainda se acha?

150609_simsenhorEm “Sim senhor”, o caráter auto-ajuda do filme é mais evidente. Ele não é baseado em um livro de auto-ajuda, e sim no personagem que assiste um seminário de auto-ajuda. Um sujeito conformado com a vida, que foge de responsabilidades maiores utilizando a resposta mais segura de todas, o “não”. Carl não se importa de estar há 5 anos sem uma promoção, nunca fazer nada de novo e inventar desculpas para todos os convites que seus amigos lhe fazem. Ele está bem com a sua vida baseada em DVDs e 40h de trabalho semanais.  Tudo mundo quando um conhecido convida Carl para o seminário “Sim senhor” e faz um acordo com o palestrante de que dirá “sim” para tudo que lhe aparecer na frente. A partir daí, a vida de Carl muda para melhor. Ele toma aulas de coreano, aprende a pilotar, pega um porre com amigos e até aceita ir naquela festa alternativa que há tempos lhe dão o flyer.

Os dois filmes de comédia são despretensiosos e podem te fazer passar batido pelo cinema ou pela locadora, mas são filmes que realmente valem a pena porque pode te levar a pensar “e se eu fizesse algo diferente, pelo menos uma vez, do que costumo fazer?” e se eu simplesmente dissesse sim ao outro filme?

UPDATE: Mais um “filme auto-ajuda” que aconselho, desta vez um drama chamado  “One Week”.

Felicidade X Sucesso

9 de setembro de 2008 • TEMAS: Carreira / /
Recebi de um amigo esse powerpoint (odeio slides estilo Powerpoint), mas gostei deste. É interessante para todos independente de idade, sexo, classe ou profissão.
Há tanta gente que faz questão de ver a vida de forma mais complicada, para esses, sugiro 3 doses deste slide.

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