A logomarca do computador ao lado foi digitalmente apagada, mas tenho quase certeza que você sabe qual é. Também aposto que, uma vez que você tenha tido contato com um de seus produtos, conseguirá reconhece-los num piscar de olhos ou num tocar do mouse. O real benefício do design não é ser bonito, não é apenas ser útil, e sim melhorar a identificação do consumidor com a marca.
O melhor design é aquele que é “a cara” da marca. Em se tratando de produto, se for apenas um rosto bonito, será inútil. Se for útil, mas não for bonito, as pessoas não vão querer usar e tampouco comentar — a ideia não espalha e o produto morre.
Enxergar o design como uma ferramenta poderosa para aumento de brand equity faz com que as empresas se dediquem a criar produtos memoráveis. Os iMacs chegaram unindo o CPU e monitor numa só peça, quem iria esquecer isso? Quando a mesma empresa colocou fones brancos nos ouvidos das pessoas que só conheciam fones pretos, foi uma febre. Quem diria que a cor branca poderia comunicar tanto? A Apple disse.
Tim Manners e Martin Lindstrom — em seus últimos livros — relataram o poder das cores na comunicação. Além do branco da Apple, o amarelo da DHL se tornou extremamente forte na Europa. No Brasil, a empresa não é muito forte, mas se pensarmos nos Correios, teremos uma noção da presença da DHL no dia-a-dia dos europeus. Você vê uma van de canto de olho e sua mente já grita “DHL!”.
Em um post recente, falei sobre como a Hyundai ofuscava a sua filha Kia Motors, culpa da imaturidade da Kia em encontrar uma estratégia própria, e acabava “repetindo” as ações da famosa coreana. Isso parece está mudando. a Kia parece ter encontrado o gancho estratégico no design. O primeiro passo foi dado com o novo Kia Soul (que será lançado no final de julho). Como o chefe de design, Peter Schreyer, da Kia falou: “Esse prêmio [o alemão "Red Dot" de design] é uma clara tradução da determinação Kia em estabelecer o design como um dos componentes chaves no DNA da corporação.”
O design poderoso mina a mente das pessoas e as faz lembrar da marca sem nem sequer ver a logo. Isso não apenas faz os consumidores lembrarem mais facilmente da marca, mas também diminuírem a lembrança dos concorrentes. Se a logo de um grande concorrente (bastante conhecido e de credibilidade) tem um quadrado vermelho de fundo, não é sábio usar um quadrado vermelho. Automaticamente, a mente dos consumidores associará o quadrado vermelho à marca mais conhecida, não importando o nome que vem na frente. O melhor caminho é, claramente, usar algo que não seja tão forte na mente das pessoas. Hoje em dia, é uma tarefa e tanto, mas como tudo no marketing, é ainda mais difícil do que parece ser.

A questão é a seguinte: assim como a criatividade, a inovação é considerada misteriosa. Algumas pessoas acreditam que se você tentar analisar a criatividade minuciosamente, você acabará destruindo-a.
Ontem, 

E ainda lhe dá um iPod touch ou nano for free!





