Nicho de mercado

Moral da história: não é porque existe um mercado inexplorado que ele é um nicho de mercado.

Agora que passou o carnaval e o ano novo realmente começou, vamos falar de tendências. Um post que eu vinha protelando há 2 meses porque precisava terminar de ler o relatório de 100 páginas do Trend Watching, algo um tanto difícil em meio a festas de final de ano, preguiça, férias, volta das férias e preguiça. Peço desculpas.

Final de ano, quase tão certo como o peru de natal são as tendências e previsões para o próximo ano. Quase todos os portais, blogs e revistas especializadas publicam matérias sobre como será o próximo ano, seja qual for o assunto. Confesso que cansei de ler artigos e posts sobre, mas cá estou eu escrevendo sobre. Se você tem feito o dever de casa, já deve conhecer boa parte delas, parabéns! Se você tem andado meio ocupado (o que não é desculpa), resumi as melhores tendências antigas e novas neste post. A tecnologia impera este ano, mas tente ver além de tablets e smartphones, pense em hábitos, consumo, geração de valor e mãos a obra!

As menos faladas

# Feito para nós

Crise nos Estados Unidos, Grécia quebrada, desemprego na Inglaterra… e os chineses rindo à toa. Motivos para rir também tem as empresas que estão nos países emergentes como Rússia, Brasil, Índia, Tailândia e China. Embora os consumidores desses países adorem um belo produto global, que viram em filme ou leram algo a respeito no jornal, há um extraordinário mercado para produtos que contemplem o estilo-de-vida, a cultura e os interesses desses países.

Veremos produtos e ações de marketing mais personalizados para cada região, tão diferente um do outro. Consumidores adoram saber que estão comprando algo que poucos têm acesso e saber que a empresa pensou eles antes de colocar à venda. Além disso as pessoas são diferentes fisicamente, algumas cores têm significados distintos dependendo da cultura e as grandes multinacionais precisam adaptar seus produtos, serviços e promoções para esse público cada vez mais endinheirado.

#Marca humana

Este não é um conceito novo. De fato, as marcas mais admiradas do mundo têm mais características humanas do que empresariais. É um conceito pouquíssimo praticado. Para ganhar mercado nos próximos anos, as empresas precisam praticar hábitos pouco valorizados nos negócios em décadas anteriores. Marcas fortes terão:

Empatia: entender não apenas o que os consumidores querem, mas como você faz eles se sentirem.

Generosidade: deixar de ser puramente comercial e ajudar a comunidade a se desenvolver.

Humildade: deixar os outros falarem sobre o que você faz.

Honestidade: não tentar esconder ou mascarar situações.

Bom humor: negócios não precisam ser um assunto chato.

Maturidade: ir sempre além.

Flexibilidade: abrir mão da rigidez; dando autonomia e se livrando de processos engessados.

# Desconhecidos iguais

Na era do 3 F’s (friends, fans, followers) esta tendência está ligada a outra mais conhecida que podemos chamar de  “Todo  mundo conectado” (descrevo mais abaixo). O que eu achei interessante nela é o conceito de taste twins (gêmeos de gostos), ou seja, existem pessoas com interesses iguais aos seus por aí. Em algum lugar do mundo, existe “outro Sylvio” que também escuta Manic Street Preachers, coleciona copos de cerveja e pratica artes-marciais. Talvez até no Brasil, talvez até na cidade onde moro. E a tecnologia facilitou esse encontro de interesses. Já que eu estou sempre conectado à internet, posso interagir com essa pessoa que poderá influenciar minhas decisões e opiniões. E não estamos falando de uma pessoa, mas de centas ou milhares.

# Solidão

A solidão fará mais parte na vida das pessoas. Uma tendência estranha, é verdade. Mas acredite,  as pessoas precisarão dela. Com o mundo cada vez mais acelerado –sobretudo nas grandes cidades– conectado, cheio de opções e atribulaões. As pessoas vão apreciar mais sua própria companhia seja em casa ou em um passeio. Atenção, isso não tem a ver com personalidade, ou seja, não estamos falando de pessoas solitárias ou de pessoas populares, mas de que as pessoas oscilarão mais entre um estado (agitado) e outro (mais calmo), na busca pelo equilíbrio no dia-a-dia. Elas continuarão adorando uma muvuca, frequentando lugares populares, apreciando muitas opções, utilizando gadgets… mas haverá um momento em que elas simplesmente irão reduzir a velocidade. E aí? Que opções sua empresa oferece?

As mais faladas

# Todo mundo conectado

Alguns dados falam por si:

  • Em média, uma pessoa checa seu celular 150 vezes por dia.
  • 85% da população mundial é coberta pela internet; 80% pela luz elétrica.
  • São 5,9 bilhões de celulares conectados no mundo.
  • Segura essa: 33% abriria mão de sexo por uma semana para ficar com o celular. 63% de chocolate e 22% da escova de dente.
  • 19 milhões de brasileiros começaram a usar 3G em 2011. 130% a mais que em 2010.

Continue lendo… »

No mundo, há pessoas que conseguem passar a vida toda fazendo a mesma coisa e aquelas que não conseguem. Um misto de inconformismo, ambição e coragem, fazem essas pessoas procurarem novas perspectivas e abordagens diante de um problema. Esse é o caso de Billy Beane, gerente do time de baseball Oakland Athletics e personagem central do filme “O Homem Que Mudou o Jogo” que concorre ao Oscar 2012.

Mudar o jogo é uma capacidade extremamente valiosa nos dias de hoje, e como tal, muito, muito rara. Para cada pessoa que consegue fazer diferente, existem milhares que fazem tudo da mesma maneira sempre. Mudar o jogo é o popular “tudo ou nada”. É estar perdendo a 20 minutos do final e arriscar uma estratégia que parece loucura, mas que é a única coisa capaz de render a vitória.

O curioso é que se você perguntar para as pessoas sobre o fazer diferente, quase todas irão lhe dizer que admiram isso. Boa parte delas também dirão que são assim. Não mesmo! Mudar a maneira de fazer algo é difícil até para mim que defendo “o novo” há anos. E é tão difícil mudar como aceitar a mudança do outro.

Agora, se mudar os seus próprios hábitos já é difícil, imagine mudar o mercado.

Passo 1: Identifique o REAL problema

Foi exatamente o que Billy Beane fez ao perceber que seu time — de baixo orçamento — não teria chances contra os grandes que gastam milhões com jogadores. Enquanto os velhos conselheiros do time procuravam uma maneira de substituir as estrelas do time que foram vendidas, Billy procurava uma maneira de ter o mesmo resultado gastando muito menos.

Ele percebeu que o real problema não era a falta de verba para contratar um bom jogador, mas a miopia dos times que não exergavam a vitória como resultado de uma equipe, mas de dois ou três grandes talentos.

Os times compravam jogadores, não vitórias. Esse era o problema.

Passo 2: Reconheça a sua posição e encontre alternativas

Esporte em geral é algo injusto onde o dinheiro supera o suor, o talento e a inteligência. Billy sentiu na pele isso, e apostou na ousadia (loucura para os outros): contratar jogadores com bom desempenho, mas altamente subestimados.

Fazer diferente só é possível se você reconhecer que precisa mudar e isso geralmente vem de uma situação difícil. Seja no esporte ou nos negócios, uma das coisas mais arriscadas que se pode fazer é jogar o jogo do outro. Billy não tinha dinheiro para formar a equipe dos sonhos, então ele formou uma equipe de vitórias. Ousadia é o que destaca o bom do ótimo. O que nos leva ao passo 3.

Passo 3: Seja macho quando necessário

Mudar o jogo não é para quem quer ganhar uma partida, é para quem quer vencer o campeonato. E isso não é para os fracos.

Mesmo que você seja mulher, é preciso que aja com a firmeza de um homem de vez em quando. Vamos separar o que é ser estúpido e mal-educado do que é ser firme. Falar sempre gritando é ser estúpido, ser firme é usar a sua autoridade para resolver uma situação isolada que passou dos limites. Se você acredita em algo, não baixe a cabeça.

Passo 4: Arrume um grande aliado

É difícil aguentar toda pressão sozinho. Pessoas irão falar que você vai quebrar a cara, que você está fazendo bobagem, que você não é ninguém. Segure firme!

Billy Beane arrumou um grande aliado que também achava ser possível montar um bom time sem gastar fortunas; um jovem de 25 anos formado em Yale que dominava estatística (na história real, era de Harvard) e avaliava jogadores utilizando uma complexa análise de dados chamada sabermetrics. Avaliar jogadores com base em números, diagramas, planilhas e projeções feitas por um computador parecia absurdo. O computador tinha 10 anos, o baseball 150, e jogadores sempre haviam sido avaliados de maneira empírica por homens muito experientes. E daí?

Passo 5: Resista a propostas irresistíveis

O problema com o dinheiro é que ele faz tudo girar em torno dele. A paixão diminui, a motivação seca e, frequentemente, perde-se autonomia ao mudar de posição. Billy Beane recusou um contrato milionário de um dos maiores times da divisão de baseball e está até hoje no time que lhe deu a fama — e a oportunidade.

O que é o sucesso? Dinheiro, reconhecimento, princípios, fazer o que gosta? O peso de cada um varia de pessoa para pessoa. Por exemplo, fazer concurso público não irá lhe render reconhecimento e, provavelmente, nem fazer o que gosta, mas dá dinheiro. Para Billy, sucesso era vencer. Era ser reconhecido por um bom trabalho, não apenas assegurar umas vitórias de vez em quando, mas brigar pelo título. O jogo era injusto, então ele mudou as regras e venceu.

NOTA: Billy Beane foi eleito um dos 10 melhores gerentes de todos os esportes da década passada. Seu modelo de gestão virou livro, filme e fez todos os outros times de baseball reavaliarem seus investimentos.

Usando o aplicativo Clear como mestre

17 de fevereiro de 2012 • TEMAS: Digital / /

O post de hoje é uma dica para os donos de iPhone que buscam organizar melhor seu dia-a-dia entre trabalho e compromissos pessoais.

Quarta-feira foi lançado o aplicativo Clear que vinha gerando uma certa expectativa entre os mais antenados. Com o slogan “A vida é uma bagunça. Simplifique com o Clear”, o app prometia ajudar as pessoas a organizarem suas vidas de maneira extremamente prática, rápida e até divertida. A expectativa se concretizou e milhares de pessoas compraram o aplicativo que rapidamente se tornou o mais vendido da iTunes Store. Uma tarefa nada fácil no meio de tantos jogos, messengers e editores de imagem/vídeo.

O iPhone/iPad já vem com ótimos aplicativos que ajudam a produtividade, se bem utilizados. Notas, Calendário e o novo Lembretes (os dois últimos um tanto parecidos). O Clear é igual a eles, mas diferente. Também serve para lembrar, mas não de compromissos e sim de coisas a fazer e, como descobri, coisas para pensar.

É possível criar várias listas e dentro delas elencar itens por ordem de importância. O foco do aplicativo é a praticidade, então cada comando é muito rápido e não há muitas configurações ou opções. Por exemplo, para apagar um item basta arrastar pro lado (e não ir deletando letra por letra). Mas não quero ficar explicando como funciona, e sim mostrar como ele pode lhe ajudar nos dois campos da vida: pessoal e profissional.

Defini 2 tipos de finalidade: para pensar e para fazer. Os quais organizo conforme a imagem abaixo.

A primeira tela eu organizo por urgência — precisam ser feitas primeiro; a segunda (detalhamento do item “leitura”) por importância — os melhores, mais interessantes ou que possuem prazo.

Coisas para pensar

São ideias. Opções que você possui para concluir uma certa tarefa como: fazer um recrutamento ou escrever um artigo. Você vai jogando ideias, definindo as mais importantes, até a hora de ter que decidir. Conforme vai analisando, vai excluindo. Mais fácil do que riscar uma folha de papel.

  • Quais foram as melhores ideias do brainstorming?
  • Teve um insight no meio da rua que pode render algo bom?
  • Quais as opções para a nova campanha?
  • Assuntos que dariam bons artigos/matérias?
  • Candidatos para a vaga em aberto?

Coisas para fazer

São tarefas. Coisas mais rotineiras que você precisa fazer, mas que não possuem grande urgência. Você lista e conforme for realizando, vai apagando.

  • Livros e artigos para ler.
  • Compras para casa.
  • Fazer antes da viagem.
  • Próximos projetos.
  • Pessoas para ligar.
  • Evento “X” (check-in de produção)

Os exemplos são inúmeros, mas gostaria de ressaltar que essas são sugestões minhas que eu acredito que possam ser aplicadas a qualquer pessoa, mas sabemos que as pessoas são diferentes. Então, veja como um ponto-de-partida para encontrar o melhor uso para você. E não esqueça de compartilhar com a gente.

Hoje, começa a primeira das 4 partes da série. Extraído do podcast “What Great Bosses Know” publicado pelo Poynter Institute nos Estados Unidos, e que se tornará livro em junho de 2012, a lista descreve pequenas coisas que bons chefes não só sabem, mas aplicam no dia-a-dia com a sua equipe. Se você já é gestor, se auto-avalie; se você ainda não é, absorva o máximo que puder. Não é receita de bolo, mas os ingredientes estão aqui.

  1. Seu cargo lhe dá poder. Inteligência, integridade e empatia lhe dá influência.
  2. Ser a mesma pessoa perto da sua equipe como na presença dos seus superiores.
  3. Liderar por conta própria. Se você precisa dizer o nome do seu chefe para que as coisas aconteçam, você prejudica sua credibilidade.
  4. O chefe está sempre o foco. As pessoas interpretam suas ações, então aja apropriadamente.
  5. Usar expertise profissional para ensinar, ajudar e liderar — não microgerenciar ou gastar tempo excessivo fazendo o trabalho da maneira que costumava fazer quando estava naquela posição.
  6. Os empregados definem microgestão, não o gestor.
  7. Pedir desculpas quando errar. Assumir seus erros e ofensas é inesperado e incomum e desculpas constroem credibilidade.
  8. Delegar ajuda as pessoas crescerem, mas mantenha-se conectado de forma sutil.
  9. Quando delegar, assegure que você não está apenas abrindo mão da responsabilidade, mas dando autoridade suficiente para a pessoa ser bem-sucedida.
  10. Elogiar de forma rápida e frequente, sendo específico e sincero.
  11. Elogios falham se acompanhados de superioridade ou controle.
  12. A palavra “mas” elimina as palavras anteriores. Elogios parecem descartáveis sempre acompanhados de críticas.
  13. Se você acha que é bom em dar feedback, dê o dobro.
  14. Interagir com todos faz parte do trabalho do líder. Esteja perto sempre, mesmo que sua mesa seja longe.
  15. Grandes chefes não apenas consertam produtos, eles assessoram (coach) pessoas.
  16. A mais importante ferramenta de um coach é uma pergunta bem formulada.
  17. Perguntas bem formuladas (feitas de mente aberta e sem pré-julgamento) ajudam pessoas encontrarem suas próprias respostas.
  18. As pessoas são mais dispostas a aceitarem suas próprias ideias do que aquelas impostas por outros.
  19. Quando mudanças envolvem aprender algo novo, pessoas resistem porque elas odeiam a incompetência temporária que inevitavelmente elas irão experienciar.
  20. Ser generoso e compartilhar os créditos, ser honroso e assumir a culpa.
  21. Não mentir. Se você não pode compartilhar uma informação, diga. A confiança que você constrói em um ano compensa o fato de não ter liberdade para revelar algo.
  22. Chefes se machucam, ficam frustrados e desmotivados — mas eles não levam para sua equipe, levam para outros gestores ou mentores que entendem e podem ajudar ou simplesmente escutar.
  23. Chefes que consideram medo um fator de motivação geralmente motivam pessoas a procurar chefes melhores.
  24. Introvertidos podem dar um passo a frente, falar alto e serem bons líderes.
  25. Extrovertidos podem ficar calados, ouvir e serem bons líderes.

Esta é a breve história de um homem que queria ajudar o mundo, mas não sabia como por sua ideia em prática. 20 anos depois, o quase-perfeito sistema de distribuição da Coca-Cola e  a a incrível capacidade de engajamento do Facebook permitiu que o sonho se tornasse realidade.

A história do ColaLife começou na década de 80 quando o britânico Simon Berry trabalhava na Zâmbia para o governo britânico. A ideia era simples, mas muito difícil de ser implementada: fornecer medicamentos para mães tratarem seus filhos pequenos e, assim, diminuir as altíssimas taxas de mortalidade infantil. O problema era como fazer isso em um país com infra-estrutura precária. A solução: utilizar o mais incrível sistema de distribuição que uma empresa já teve, o da Coca-Cola.

Desde pequeno eu ouço dizer que é possível beber Coca-Cola em qualquer lugar do mundo, “pode não ter água, mas Coca tem”. Simon percebeu que se aliar a uma das melhores empresas do mundo era o melhor jeito de tornar seu sonho realidade. Mas havia outro problema: como chegar à Coca-Cola sendo uma pessoa física e desconhecida? Somente 20 anos depois, Simon conseguiria isso através de outra empresa, o Facebook. Na rede social, ele conseguiu o apoio de muitas pessoas que se juntaram à causa e o levou à grande emissora BBC, daí para conseguir o apoio da Coca-Cola, UNICEF e SABMiller não foi muito difícil.

Este ano, o ColaLife entra em fase de testes na mesma Zâmbia que originou a ideia 20 anos atrás. Através sistema de distribuição da empresa, a população terão acesso aos kits chamados ADK de combate à diarréia. No entanto, fazer os kits chegarem às mães é mais difícil do que parece, parte do trajeto tem que ser via transporte local como bicicleta e ônibus sustentados por empreendedores da região. Além disso, a ColaLife trabalha direto com os pequenos varejistas que irão vender os kits em mercados e lojinhas locais, instruindo-os para que possam auxiliar as mães no uso dos medicamentos. Você pode estar pensando “vendidos?”, isso é outra coisa que faz do ColaLife um case extraordinário e por isso que trouxe ao Pequeno Guru.

Seguindo o lema de não dar o peixe, mas ensinar a pescar, Simon Berry quer atacar a fonte de todos os males africanos: a falta de recursos. Ele estima que se a taxa de mortalidade infantil cair 5%, a economia do país crescerá 1% a mais por ano na década seguinte. Outro detalhe é que os pequenos varejistas serão pagos por comercializar os kits, mais uma vez com a ajuda da tecnologia, através de um sistema via celular. Enquanto mães pagarão o preço de custo. Simon explica melhor: “Se distribuirmos gratuitamente o kit, sabotaremos as cadeias de suprimentos existentes. Não queremos isso. Queremos fortalecer a cadeia de suprimentos local baseada em microempreendedores.”

Sonho, perseverança e visão. Essas são as lições que podemos aprender com a história de Simon Berry, um homem que há muito tempo quer melhorar o mundo e só agora conseguiu, graças às mídias sociais, à eficiência de uma empresa e milhares de apoiadores no mundo todo. Às vezes, é preciso esperar até que o mundo desenvolva o suficiente para comportar nossa ideia. Às vezes, o que falta é visão para enxergar que não precisamos criar tudo sozinho porque alguém já fez, tudo que precisamos fazer é encontrar esse alguém, unir pessoas e conciliar interesses.

Se você tem um sonho que lhe persegue há tempos, considere novas abordagens. Como diz o slogan da ColaLife: construindo alianças improváveis para salvar vida de crianças. Simon tornou o improvável possível. Você também pode.

[Leia uma entrevista com Simon Berry]

Existe muito mito em torno do tal marketing pessoal, muita discussão para pouca ação. Como já escrevi a respeito, marketing pessoal é simples e tem mais a ver com comportamento pessoal e atitudes, do que conceitos e teorias. É algo sutil e permanente.

Ano passado publiquei vários tweets com a frase “marketing pessoal é…”. Reuni todos aqui e mais algumas novas, aproveitando para levantar a discussão: marketing pessoal é ou não é simples assim? Adoraria saber a opinião de vocês.

Marketing pessoal é… Dar “bom dia” todos os dias, independente do seu humor.

Marketing pessoal é… Fazer diferente.

Marketing pessoal é… Dizer “por favor” e “obrigado” sempre que pedir alguma coisa.

Marketing pessoal é… Ser um gentleman ou uma lady.

Marketing pessoal é… Usar o português correto.

Marketing pessoal é… Saber ouvir e valorizar a opinião alheia.

Marketing pessoal é… Falar bonito usando palavras comuns.

Marketing pessoal é… Sempre responder e-mails, e pedir desculpas quando demorar.

Marketing pessoal é… Vestir-se adequado ao ambiente. Nem de mais nem de menos.

Marketing pessoal é… Deixar claro aonde você quer chegar.

Marketing pessoal é… Saber elogiar

Marketing pessoal é… Ter um blog ou site que promova seu trabalho. (qualquer trabalho, não necessariamente o seu atual.)

Marketing pessoal é… Ter um nome que vai além do currículo.

Marketing pessoal é... Manter o tom de voz sempre ameno.

Marketing pessoal é… Ter opinião própria, mesmo que não agrade a todos.

Marketing pessoal é… Nunca abreviar palavras em e-mails.

Marketing pessoal é… Ter algo que os outros admirem.

Marketing pessoal é… Querer aprender e não ter vergonha de ser ensinado.

Marketing pessoal é… Demonstrar gratidão.

Este post vai especialmente para pequenos empreendedores ou velhos empresários que não dão muita importância ao aspecto visual da suas empresas.

Eu estimo que 9 em 10 negócios abrem as portas errando por não colocarem suas logos nas mãos de profissionais. Todos nós conhecemos alguém que entende de Corel & Photoshop, mas quantos estudaram design (não aqueles cursos de esquina, mas fundamentos de arte, técnicas de desenho, etc)? Quantos conhecem os conceitos de branding, construção de valor, comportamento do consumidor e a psicologia das cores? Parece difícil de entender como o principal elemento de construção de identidade de uma empresa pode ser tão pouco valorizado, especialmente em empresas novas e de pequeno porte. Ok, eu sei que é um investimento a mais e o quanto é difícil no começo. Mas é necessário! Tanto quanto a localização, decoração e produtos.

Uma logo é um elemento visual da identidade de uma empresa/produto — composto por também por outros elementos sensoriais (olfativo, auditivo) –  que buscam aumentar o reconhecimento, transmitir a promessa da marca e diferenciar-se dos concorrentes.

Criar uma logo profissional não é, nem de longe, algo fácil e simples como escrever um texto dentro de um círculo no Adobe Illustrator (e vamos combinar, muitas logos não são diferentes disso). Aqui vão os requisitos que se deve atentar na criação de uma logo utilizando metodologia profissional.

  • Memorável: alto índice de reconhecimento e lembrança.
  • Esteticamente agradável.
  • Qualidade atemporal: a logo não ficará ultrapassada com o tempo.
  • Apropriada à categoria do produto ou serviço.
  • Qualidade superior: a logo se destaca no meio das outras.
  • Reforça o nome da marca, o slogan ou ambos.
  • Gera sensações positivas.
  • Tem fortes associações positivas.
  • O símbolo não evoca associações negativas ou não-desejadas pelo público alvo.
  • Adequa-se aos espaços onde irá aparecer com mais frequência. Tem maior vantagem de orientação (horizontal/vertical); fica fácil de ler em cartões de visitas; fica bem em fundo claro e escuro; trabalha bem com marcas menores do portifólio ou em parceria com outras corporações.

Com exceção do design (esteticamente agradável), todos os requisitos podem ser mensurados através de testes. No entanto, é preciso de profissionais qualificados para criar –seguindo os requisitos acima–, testar e reavaliar a logo. Como o consultor do Brand Aid (de onde retirei os requisitos) avisa, é necessário muito debate antes de definir a logo que estampará cada peça de marketing que a sua empresa fizer nos próximos anos ou décadas. É difícil, e é por isso que deve estar nas mãos de profissionais adultos, não de jovens amadores. E sim, isso irá lhe custar dinheiro, sorry.

Dando continuidade a série mais famosa do Pequeno Guru, nesta primeira edição de 2012, trago as coisas mais interessantes que descobri em dezembro de 2011 e janeiro de 2012. Espero que gostem.

  1. Rocinha tem loja de luxo. [Link]
  2. No Brasil, cinco dos 10 livros de marketing mais vendidos em 2011 foram do Philip Kotler. [Link]
  3. 81% das pessoas usam a internet sem um propósito claro. [Link]
  4. Das 10 melhores franquias do ano, nos EUA, 5 são restaurantes/lanchonetes. [Link]
  5. Banco Itaú é o 9º maior do mundo.
  6. Internet cobre 85% da população mundial enquanto a luz elétrica 80%.
  7. Nova Iorque faturou 5x mais com o turismo do que o Brasil inteiro.
  8. Cosméticos e acessórios foram os produtos com o maior crescimento de vendas do natal 2011 — vestuário obteve o menor. [Link]
  9. Em 2011: uma em quatro fotos foram tiradas com smartphone. [Link]
  10. O Big Mac mais barato do mundo é o de Hong Kong. [Link]
  11. Samsung tem 350.000 funcionários e irá contratar mais 26.000 em 2012.
  12. 31% de toda propaganda online não é vista! [Link]
  13. Das 10 maiores companhias do mundo, 7 são do ramo da energia.
  14. Samsung e IBM foram as duas empresas maios inovadoras de 2011, juntas registraram 11.074 patentes. [Link]
  15. Custo de vida no Brasil supera o dos EUA. [Link]

Ser bom em algo é relativamente fácil, tudo que você precisa é fazer o que os outros lhe dizem para fazer um pouco melhor do que eles esperam. Todos nós temos expectativas acerca de tudo, atinja essa expectativa (não  ultrapasse) e você será bom. Terá estabilidade no emprego e talvez conseguirá uma promoção algum dia. Mas para ser excelente em algo, é preciso deixar essa zona de conforto e seguir adiante em direção ao excepcional. E isso não tem nada de confortável.

Alguns anos atrás eu li a frase “bom é inimigo do ótimo” que me deixou muito intrigado e confortável ao mesmo tempo. Primeiro, ela era contraditória,já que o sistema de ensino e a sociedade brasileira nos educa para sermos bons e não ótimos — para sermos empregados e não empregadores. Segundo, porque eu sempre acreditei que se você quer chegar a algum lugar, é preciso fazer diferente, estar acima da média e não se contentar com pouco.

De vez em quando, comentava essa frase com alguém e a pessoa geralmente não a entendia muito bem. Achei que podia ser coisa da minha cabeça. Então, eu assisti uma entrevista do Jô com o Eduardo Sterblitch, e ele dizia que a sua vó costumava dizer algo parecido. Ao que parece, é um ditado antigo porque Voltaire disse praticamente a mesma coisa mais de 200 anos atrás — “não deixe o perfeito ser inimigo do bom”.

Independente da origem, é uma verdade. Ser bom é o suficiente para 90% das pessoas que fazem seus trabalhos da mesma maneira há anos, não inovam, não argumentam, não aprendem coisas novas e estão satisfeitas por estarem em uma posição confortável.  E isso não é exclusivo de cargos mais baixos, até diretores executivos podem ser apenas bons. É preciso ser mais exigente consigo do que com os outros.

A diferença entre ser bom e ser excelente e em algo está no quanto você exige de si, se cobra e consegue se auto-motivar. É como o lutador Rashad Evans disse recentemente em uma entrevista, se você quer trabalhar com os melhores, é preciso que seja quase uma obsessão. Quando Bill Gates, ainda adolescente, ia para universidade de madrugada fuçar nos computadores porque era o único horário que ele podia, era uma obsessão. Quando Churchill batia de frente com parlamentaristas mais poderosos do que ele quando todos diziam para ele não fazer, era uma obsessão. Quando Scott Adams passou 7 anos trabalhando em uma empresa de dia e desenhando a noite até conseguir viver dos seus cartoons, isso era uma obsessão.

As empresas estão cheias de bons funcionários, e vale dizer que muitas delas preferem bons a ótimos (embora digam o contrário), porque alguns gestores com nenhuma visão de liderança não aceitam que funcionários se destaquem mais do que eles próprios. A média gerência é a mais importante de uma empresa, porque elas sabem de coisas que a alta gerência desconhece e é a principal responsável por não desenvolver potenciais talentos. Se você acha que seus chefes o impedem de chegar ao ótimo, e várias pessoas dizem que você está perdendo tempo ali, considere sair. Uma das maiores características do ótimo profissional é a coragem. Ele arrisca porque confia no seu potencial e teme o mediocridade mais do que tudo.

Perseguir a excelência não é fácil. Exige sacrifício, disciplina e coragem. É preciso querer ser melhor que os outros não pela arrogância, mas por satisfação pessoal. A dificuldade de ser um ótimo profissional, atleta, músico ou que quer que seja é brilhantemente descrita em uma frase do músico Erlend Øye: “demora tanto tempo para irmos do 0 a 90% quanto do 90% a 100%”.