Algum dia, não muito distante de hoje, você chegará no seu trabalho deixará a pasta na mesa, se servirá de um café bem quente e pegará seu jornal para ler. Não um maço de papel de 2kg, mas um dispositivo eletrônico de 1cm de espessura — provavelmente flexível — que automaticamente terá feito o download da edição mais recente do seu jornal favorito via rede 3G.

Eu nunca acreditei no fim dos jornais até ter um estalo no meio de uma reunião ao ouvir a frase “o jornal pode não existir mais em 10 ou 15 anos”. Esse não é um assunto exatamente novo, ouço isso desde antes de entrar na faculdade. Mas o estalo rapidamente inundou minha mente com imagens de pessoas lendo jornais em iPads, Kindles, Nooks e QUEs. Pela primeira vez, eu consegui enxergar o fim do jornal.

Não apenas o jornal que está ameaçado. Mas a mídia impressa e livros como um todo. No começo da semana, a loja virtual mais famosa do mundo, Amazon, anunciou que vendeu mais livros digitais do que capa-dura (formato padrão nos EUA). A proporção foi 180/100. Ou seja, pra cada 1 livro impresso, foram vendidos quase 2 em formato Kindle. E olha que o aparelho está longe de ser popular, estima-se que até 2009 tenham sido vendidos “apenas” 3 milhões. A título de comparação, o iPhone4 vendeu isso em 3 semanas.

Há exatamente três anos, ZERO era o número de readers no mercado. Eu me refiro a um bom reader, não protótipos fracassados. Os números de hoje são bem diferentes e ajudam a explicar porque só agora eu consegui ver a extinção do jornal de papel (e talvez revistas).

  • Kindle: 3 milhões vendidos em até 2009
  • Kindle DX (última versão lançada): ZERO em estoque 1 mês depois do lançamento
  • iPad: 1 milhão de unidades vendidas em 28 dias
  • Nook: 300 mil unidades é a quantidade aproximada que a livraria Barnes&Nobles deve ter vendido do seu leitor nos primeiros 4 meses de vida

Com a exceção do iPad, todos os outros leitores esgotaram seus estoques no lançamento. E só não aconteceu com o aparelho da Apple, porque a empresa de Steve Jobs sabe como se preparar para uma grande demanda .

Tablets (iPad) e readers (Kindle) estão prestes a entrar na vida das pessoas como mp3 players e notebooks fizeram anos atrás. É um grande mercado e empresas gigantes como Sony e Cisco estão se preparando para entrar na briga. O iPad tem se mostrado uma ótima ferramenta de trabalho e o Kindle uma verdadeira biblioteca. No entanto, eles são as estrelas do mercado, ainda são caros e possuem pouco conteúdo em português disponível. Mas isso está prestes a mudar.

Dentro de 10 ou 15 anos, todos nós teremos nossos próprios readers; cafés, consultórios e empresas disponibilizarão os aparelhos para uma leitura rápida e o papel não mais será um elemento essencial para a nossa vida. Da mesma forma que cartas viraram e-mails e documentos  saíram das pastas para dentro do computador. Isso não é o fim da indústria (embora seja o fim das bancas de revistas, sorry guys), o jornal não vai acabar, vai apenas mudar para um modelo que há muito tempo se fala, mas que nunca ninguém viu.

É possível que você já tenha visto uma definição parecido com essa em algum lugar. O gráfico acima foi tirado da pesquisa que a consultoria Forrester faz todos os anos, comparando ano a ano a evolução das pessoas no vasto universo das redes sociais. A imagem também é usada pela Charlene Li, uma das maiores especialistas em social media do mundo para definir os tipos de consumidores online na rede.

Hoje, é quase certo que se uma pessoa tem acesso à internet ela está em alguma rede social.  Agora em julho, o Facebook anunciou o marco dos 500 milhões de usuários, isso é a população do Brasil e Estados Unidos juntas. Praticamente, o jovem brasileiro  que não têm perfil no Orkut ou Facebook praticamente não existe (ao menos online). E ainda temos Twitter, LinkedIn, Flickr e tantos outras.

Isso significa que, se as pessoas estão passando cada vez mais tempo na internet e menos na TV, rádio e lendo revistas. As empresas precisam estar atentas e achar meios de interagir com essas pessoas onde quer que elas estejam. Esse gráfico nos ajuda a entender os diversos tipos de consumidores online que vai ajudar a prever aonde isso tudo vai chegar, definir as estratégias adequadas e a prever o futuro da comunicação que, a propósito, já chegou.

Por que uma escada?

A escada é o elemento mais interessante do gráfico na minha opinião. Eu modifiquei separando os tipos de usuários por cores, pra facilitar o meu ponto de vista.

O hábito de consumo segue uma evolução, e não é diferente na internet. Antes de você começar a ler este blog, provavelmente já tinha um perfil no Orkut. Eu, por exemplo, antes de criar meu primeiro blog (sobre música alternativa), eu era frequentador assíduo de fóruns.Nem todo mundo parece subir um degrau de cada vez, isso significa que uma pessoa pode entrar na internet direto como “novato” ao criar um perfil na rede.

Mas o que diferencia espectadores/novatos de críticos/criadores é o envolvimento, e ambos grupos são separados pelo divisor de águas que são os colecionadores. Esses são “consumidores” começam a apresentar os primeiros indícios de interação; marcando fotos, participando de votações e utilizando a poderosa ferramenta do RSS.

Marquei críticos/criadores em vermelho porque são eles que têm o poder de destruir e construir marcas na internet. Enquanto o grupo verde atua passivamente, não expressando sua opinião, críticos/criadores são os formadores de opinião dentro da internet. Se uma marca quer ser bem-sucedida através da rede, deve agradar esses caras.

Comparando com o consumo de bens de consumo, críticos e criadores são os chamados heavy users. Eles usam todas as funções de um produto, compram as versões mais caras e são os primeiros a comprar os lançamentos (early adopters). Na internet não é diferente, eles utilizam as principais (quando não todas) ferramentas, falam através de diversos meios e espalham informações rapidamente. Esse grupo de consumidores é o que as empresas precisam dedicar mais tempo. A dificuldade está em fazer com que eles falem bem da marca (uma vez que as marcas não tem mais controle sobre a mídia online), além de doutrinarem os novatos e espectadores para que conformem eles subam degraus,  tornem-se advogados da marca.

O ser-humano é fascinado pelo 3D. A possibilidade de se sentir dentro de um universo novo — como um show ou um filme –, ou de poder interagir como objetos –através da realidade aumentada– seduz as pessoas há um bom tempo. Mas só agora a tecnologia parece ter evoluido o suficiente para oferecer uma experiência satisfatória em 3D. Pelo pouco que já podemos ver, filmes realmente ficam mais emocionantes; shows nos dão a sensação de estar na platéia e produtos podem ser testados antes da compra.

Além das telas

A era das telas parece estar chegando ao fim. Nos últimos 10 anos, os televisores ficaram da espessura de uma folha de papel, passaram a gravar programas,  triplicaram o tamanho da tela e até acessam à internet. Tudo isso, gastando menos energia e exibindo uma imagem infinitamente mais nítida. Através da TV, é possível comprar produtos e até pular comerciais. Se não tem mais como melhorar dentro da telinha, o jeito é ir pra fora dela. E é isso que pretendem os maiores fabricantes de eletrônicos.

Na Copa do Mundo da África, a Sony sugere que imaginemos o futebol em 3D. Uma frase fantástica que mostra os pés no chão da japonesa, porque a Sony sabe que a tecnologia ainda engatinha. Talvez em 2014, talvez em 2018, mas em 2010, futebol em 3D ainda não é uma realidade pro consumidor, então, imagine. Outra japonesa aproveitou pra anunciar seu mais novo produto em 3D, a Nintendo. A primeira a lançar um videogame em 3D e que não precisa de óculos, o novo Nintendo 3DS.

Muito buzz e pouca venda

Lançada no final de fevereiro no mundo e em abril no Brasil, as TVs 3D ainda são muito mais buzz do que um mercado lucrativo. Apesar de não atender a demanda dos revendedores, a  Samsung esperava vender 600.000 unidades até junho. Até maio de 2010, o volume de vendas foi de 270.000 (das 300 mil vendidas no mundo todo). No Japão, país mais early-adopter do mundo, o volume de vendas representa apenas 0,9%. do total de TVs.

Faz 1 ano que as emissoras brasileiras fizeram investimentos pesados para se adaptar ao High-definition. E ainda está longe da alta-definição ser uma tecnologia popular. Isso é natural no mercado: tecnologia nova é extremamente cara. 4 anos atrás, na Copa da Alemanha, ter uma TV de plasma era luxo. Hoje, luxo é  LED. Mas não é essa a questão. A questão é: será que os consumidores querem assistir tudo em 3D?

Eu consigo ver as pessoas na frente de uma TV 60″, fascinadas pela imagem do LED conectado a um aparelho blu-ray e admirando cada textura da imagem. Consigo vê-las se desfazendo das TVs de tubo por uma fina que cabe em qualquer mó, gravando programas no HD interno e até fazendo compras com o controle remoto. Afinal, as pessoas sempre desejaram fazer tudo sem sair da frente do televisor. Mas eu realmente não consigo ver as pessoas assistindo 3D sentadas no sofá. Não apenas é estranho e caro, é trivial, nada prático e pode até ser prejudicial à saúde.

O grande salto tecnológico

A dificuldade que a TV 3D enfrenta é diferente do que a Plasma enfrentou anos atrás e  mais semelhante ao que aconteceu com a mudança da TV preto e branco para TV em cores. As pessoas estavam satisfeitos com programas sem cor, afinal, elas não sabiam como era TV colorida. Isso é algo interessante no comportamento humano, as pessoas não acham que o atual é ruim até ver a propaganda do mais novo lançamento.

TV em cores é muito melhor que em preto e branco, você pode diferenciar uma laranja de um limão. Da mesma forma, TV LCD é muito melhor que TV de tubo porque, como disse o Rafinha Bastos em um evento da LG, é possível ver detalhes que não são vistos na de tubo. Já a TV 3D, o que tem de melhor que uma LCD ou LED? É mais divertida, só isso.

Mas isso não é questão de ser melhor e sim de ser percebida como melhor. E não acho que consumidores percebam esse novo recurso como algo muito superior do que eles já têm na sala de casa.

Eu acho que o 3D veio finalmente para ficar, mas não vai mudar a forma como assistimos televisão. Não nos próximos anos. Acredito que o 3D vai ser fantástico para a publicidade, ajudando as empresas a venderem mais e os consumidores a comprarem melhor através da realidade aumentada. Várias empresas já utilizaram o poder dessa tecnologia. Como a Lego e a loja de departamentos Macy’s que está estudando algo parecido com isso, um provador virtual, onde a pessoa é escaneada e vê como fica a roupa e cada tamanho, sem precisar tirar nenhuma peça. Acho que o 3D também vai fazer bonito nos games, contribuindo para aumentar a imersão no jogo. Mas quando diz respeito à assistir filmes e programas de televisão, acredito que o 3D deve continuar recluso a ocasiões especiais como alguns filmes, alguns shows, alguns jogos de futebol… ou você se sentiria à vontade com o William Bonner no meio da sua sala?

Update 02/07/10: “67% dos japoneses não se interessam por TV 3D que necessita de óculos”

Update 27/08/10: “Apenas 2% dos britânicos pensam em comprar televisor 3D”

Confesso que às vezes fico saturado de ouvir falar em social media. No meio de tanta informação, fica difícil achar conteúdo consistente sobre como utilizar essas ferramentas para aumentar vendas, fortalecer marcas e estreitar laços com o consumidor. Segundo o iStrategy, empresas que investiram em redes sociais em 2009, aumentaram suas vendas em até 18% contra -6% da média do mercado.

No começo do boom das redes sociais –que começou lá nos Estados Unidos com o Facebook e depois explodiu com o Twitter–, os cases que tínhamos eram de micro e pequenas empresas que alavancaram suas vendas conquistando fãs através da internet. Isso porque pequenas empresas são mais ágeis, flexíveis e possuem verba limitadíssima de marketing. Podem experimentar mais e podem levar ideias à prática muito mais rápido que as grandes. Demorou algum tempo até que empresas maiores enxergassem esses canais como mídia — fato acelerado em função da crise econômica.

É raro, mas sempre que vejo cases ou dicas interessantes sobre social media & marketing procuro comentar aqui no Pequeno Guru. É o caso deste post e o objetivo da conferência iStrategy 2010 que acontecerá no 2º semestre em quatro cidades diferentes ao redor do mundo, onde os executivos de marketing mais poderosos do planeta explicarão o que suas empresas estão fazendo nas mídias sociais. Além de abordar outros assuntos como tendências de consumo, mensuração de capital social, criação e aplicação de novas formas de comunicação e como levar os internautas para sua loja.

Mas como as maiores empresas do mundo estão se comportando na internet? Afinal, rede social é coisa de empresa pequena ou as grandes, mesmo com suas verbas astronômicas de marketing, também podem obter bons resultados? O blog do iStrategy fez um panorama utilizando como base as 100 maiores empresas da lista da Fortune. [A título de curiosidade, apenas 3 empresas estão na América Latina, 48 na Europa, 29 nos EUA e 20 na Ásia.]

  • Das 100 maiores empresas, 33% possuem blog corporativo
  • 50% possuem canal no YouTube
  • 54% tem página no Facebook
  • 65% estão no Twitter
  • Empresas americanas são as que mais utilizam (exceto blogs)
  • Empresas asiáticas são as que menos utilizam (exceto blogs)
  • O canal preferido das empresas asiáticas são definitivamente os blogs
  • 21 empresas não utilizam nenhuma das ferramentas citadas
  • 20 empresas utilizam todas as quatro
  • Média de postagens: 27 tweets, 10 videos por mês, 3 posts por semana no Facebook e 7 por mês no blog

Com base nesses dados, percebemos que o Twitter é a ferramenta mais utilizada entre todas as redes sociais. Em um comportamento muito semelhante aos das pequenas empresas  1 ou 2 anos atrás. Mas se antes isso poderia ser encarado como “modinha” ou perda de tempo, ficou evidente de que essas ferramentas vieram pra ficar seja de que tamanho for a empresa.

Apesar de praticamente todas as atenções estarem voltadas para mídias sociais, gostaria de falar sobre o mais antigo meio de publicidade da internet: banners. Nem só de redes sociais vive a publicidade online. De fato, hoje, apenas uma minúscula parcela da verba publicitária é destinada a elas.

Em 2009, o investimento publicitário em internet superou as revistas, ficando atrás do  jornal e TV (Na Inglaterra, já é o nº1 empatado com a TV). O crescimento tem levado os veículos a buscarem novos jeitos de incrementar a sua receita, oferecendo formatos e espaços publicitários diferentes.

Quando o assunto é ganhar dinheiro com a internet, o Brasil ainda engatinha.  Basta ver quantas empresas de sucesso genuinamente online temos no Brasil. Exceto quando se trata de e-commerce, brasileiro parece que não sabe ganhar dinheiro com a internet. Um povo tão criativo utilizando formatos tão primitivos de publicidade. Cedo ou tarde isso vai mudar, e sairá na frente quem entender isso primeiro.

Não importa quão criativo ou diferente ele seja, banner é um saco.  Banners são incovenientes — se metem no meio do conteúdo — não são relevantes e muitas vezes a única coisa que conseguem obter do visitante é o sentimento de raiva. Não é à toa que apenas 16% dos internautas cliquem em banners. Em 2007, esse número chegava a 32%.

Listei 7 formatos interessantes de publicidade que podem não apenas tornar os veículos  mais relevantes (e eficazes) como aumentar o retorno do investimento publicitário. Vale lembrar que a internet é a mídia mais fácil de medir que já existiu. Se não der retorno, você perde o cliente e não tem xalalá que resolva.

#1 Banners gigantes

Esqueça aqueles “banners-viagra” que aumentam quando você passa o mouse. Nada é mais chamativo do que um banner com 2 ou 3 vezes o tamanho normal. Já postei 2 casos aqui no blog, um vertical e outro horizontal, ambos eu vi no site da Business Week. Me chamou tanta atenção que criei posts só para mostrá-los. O tempo de veiculação foi curto, acho que durou 1 dia apenas. Mas o impacto visual é enorme.

#2 Patrocínio de seção

Imagine uma consultoria de RH patrocinando a seção de carreira de um portal de negócios. Ou uma empresa de tecnologia patrocinando a seção de inovação de um site. O aproveitamento é pequeno, mas o impacto é grande pela relevância ao leitor. Para incrementar, pode ser colocado um banner no topo. Tenho visto muitas empresas com 2 banners na mesma página. No topo e na lateral. Esse reforço é importante. É bem melhor você dominar uma página, do que estar em duas dividindo espaço com outras marcas .

#3 Patrocínio de artigo

Semelhante ao patrocínio de seção, o patrocínio de artigo funciona porque é relevante para o leitor. A importância e a utilidade do artigo para o leitor gera associação positiva com a marca, aproximando-se do consumidor em uma relação mais pessoal, e não apenas cliente-empresa. O impacto do patrocínio de um artigo é sutil, mas poderoso — desde que autêntico.

#4 Página customizada

Esta é uma das formas mais impactantes de colocar uma marca em um site. É quando uma página do site muda algo em seu layout habitual, como cores ou imagem de fundo, para promover um produto ou a marca. O único site que eu vi utilizando isso foi o Gamespot. Como mexe no layout do site, deve ser estudado com cuidado para não parecer comercial demais e comprometer a credibilidade do site. A melhor publicidade é aquela que não parece publicidade.

#5 “Clique para continuar”

Empresas gostam de aparecer e os veículos se esforçam para garantir a satisfação do anunciante. Na maioria dos casos o outro cliente é esquecido, tendo que conviver cada vez mais com a publicidade no meio do seu programa de TV, jornal, revista, internet e etc.

Não lembro de ter visto este modelo em sites brasileiros, mas ele é bastante usado em sites americanos e funciona assim: ao acessar qualquer página dentro do site, abre-se uma página com  um banner gigante no centro que dura apenas alguns segundos antes de abrir o link que você clicou. O  interessante é que se a pessoa não quiser ver, pode acelerar, basta clicar num link.

#6 Newsletter

Sites que oferecem a opção do leitor receber conteúdo por e-mail podem vender publicidade ali. Mil vezes melhor do que enviar e-mail marketing, é enviar junto com o conteúdo um anúncio. As tirinhas do Dilbert fazem ótimo  uso desse espaço. Junto com a a tira diária, você vê anúncios de produtos da lojinha. Pertinente e relevante. Mais uma boa fonte de receita sem ter que recorrer aos chatos banners.

#7 Links patrocinados

Este é outro formato que deve ser usado com cuidado. Inserir os “famosos links patrocinados” no meio do conteúdo pode irritar o leitor, mas é uma boa fonte de receita. O que geralmente se faz é separar, de alguma forma, os links patrocinados dos links editoriais. Alguns mudam a cor ou colocam no título que aquele link é pago. No entanto, isso diminui ainda mais as chances de alguém clicar. Se for pra usar links patrocinados, acho que tem que incorporar ao layout do site ou não funcionará. Mas o segredo é que os links tenham realmente a ver com o conteúdo do site.

Isso tudo são opções que podem ajudar a tornar a mensagem publicitária mais palatável e menos agressiva aos consumidores. De quebra, trazer retorno para o anunciante. Hoje, a publicidade está em praticamente todo lugar, é quase impossível evitar. Por isso, para continuar funcionando, ela precisa se renovar de tempos em tempos. E parece que chegou a hora dos banners de internet.

No mercado há algumas pegadinhas curiosas. Uma delas é achar que as marcas mais lembradas são as que possuem maior fatia de mercado. Não sei vocês, mas eu pensava que Sony-Ericsson e Dell eram líderes em seu segmento. Elas não apenas não são líderes como estão bem longe disso. Os celulares Sony-Ericsson ocupam o 5º lugar dos mais vendidos, e a Dell hoje é a 3ª marca do mercado computadores. Atrás da HP e Acer. Embora a HP seja uma marca de prestígio e muito conhecida, pouco se fala na poderosa marca tailandesa.

Em 2002, o departamento de pesquisa e desenvolvimento da Acer trabalhava num projeto que pretendia revolucionar o mercado de computadores. Era um pequeno e fino aparelho com tela sensível ao toque, sem mouse e teclado (mas com uma caneta) que rodaria diversos aplicativos sob uma plataforma Windows. Na época, J. T. Wang, presidente da Acer fechara uma parceria com Bill Gates. Só para constar, Dell e IBM não tiveram interesse no projeto. Inimigo assumido do mouse, Gates abraçou o desenvolvimento do que viria a ser conhecido 8 anos depois como Tablet PC, que bombou no começo do ano quando o seu maior concorrente, a Apple, mostrou o seu iPad.

Apesar da Acer ter tido a oportunidade 8 anos atrás, o projeto morreu por ser caro (uma tecnologia incipiente naquela época) e pela saída de Gates da Microsoft. Com Steve Ballmer assumindo, a Microsoft alocou recursos para outras áreas. Estava morta a chance da Acer ser a primeira a lançar o Tablet PC. Mas ser a primeira não faz parte da estratégia da companhia.

Ser o 2º é uma estratégia tão boa quanto. Segundo Al Ries, para conseguir isso é preciso ser o oposto do líder. Sobre isso, Wang disse a BusinessWeek: “Nós não precisamos ser o primeiro a lançar algo. Estamos bem em ser o segundo.” Achei fantástica essa afirmação porque é uma estratégia perfeitamente válida.

É como a linha de frente em um campo de batalha, os primeiros servem como escudo para os que vêm a seguir, que são mais fortes, portanto, mais valiosos.

A Acer faz o mesmo, observa o primeiro produto lançado no mercado corrige suas falhas, acrescenta diferencial e rapidamente lança no mercado. Veja bem, diferencial não é oferecer o dobro de memória, ou mais opções de cores. É oferecer algo que pode ser realmente decisivo na hora de decidir. Para o presidente da 2ª empresa que mais vende computador no mundo do mundo, esse diferencial vem em forma de um teclado destacável, o que dá opção para o usuário escolher se quer digitar na tela ou do jeito tradicional.

A Acer conquistou o seu lugar no mercado ciente da sua estratégia de que ela não é uma empresa inovadora como a Apple, mas que é perfeitamente capaz de popularizar tecnologias recentes. Ela é uma empresa que briga pelo primeiro lugar, mas que não se importa em ocupar o segundo.

O iPhone em números

18 de março de 2010 • TEMAS: Tecnologia / / /

A Revista Arkade fez um excelente infográfico sobre o celular mais bem-sucedido da história. Ele não apenas é o celular mais vendido dos EUA, como também o smartphone mais vendido no Japão e sonho de consumo em todo o mundo. A imagem deixa claro que o aparelho não é só um bem de consumo, é um xodó. As pessoas o amam como se fosse da família. Acho que o marketing pode aprender um pouco com esse fenômeno.

Se você tem lido publicações especializadas em negócios e marketing nos últimos 2 anos,  já está convencido do poder do Twitter para o seu produto, serviço, marca ou sua carreira. Todos as principais revistas, jornais e portais vêm dedicando bastante espaço para esse fenômeno da internet; atraindo executivos do alto escalão das empresas a criarem  uma conta. De Bill Gates a Richard Branson passando por Eric Schmidt. Além disso, milhares de blogueiros e micro empresas descobriram no Twitter uma ferramenta única de relacionamento e prospecção de clientes.

Selecionei as 33 melhores dicas para se tirar o máximo dessa ferramenta sem erros. Elas estão separadas por categoria: geral (para todos), empresas (twitter de marca ou produto) e pessoal. Todas as dicas foram extraídas do Powerpoint “140 Twitter Marketing Tips”.

- A cada tweet você dá às pessoas duas opções: retweet ou unfollow. @claymabbitt

- Lembre-se que tweet significa piar, não cacarejar.

- @Arsene333 Pense no Twitter como sua própria campanha de relações públicas.

- Você não vai entender social media até você usar. @VisitFingerLake

- Twitter é um grande crivo. CEOs, gurus e pessoas comuns todos têm que dar o melhor de si em 140 caracteres. @karamartens

- Não planeje demais nem teste demais. Apenas faça e veja se funciona. @tushin

- Todos tweets são lidos – não apenas os sobre sua marca ou marketing. Tenha cuidado com o que você diz!

- NÃO FIQUE PRESO! Fale com as pessoas que gastam tempo mencionando você, seguindo você ou mandando direct message pra você.

- @sarahebuckner: Fico louca quando as pessoas passam horas sem postar e então postam 9 vezes seguidas. Se fizer isso com frequência, eu paro de seguir.

- @Arsene333: Antes de você clicar em enviar pergunte a si mesmo: “eu seguiria essa pessoa com base neste único tweet?” Se for sim, clique enviar.

- @jecates Seguir milhares de pessoas esperando receber mais atenção é mais provável que você seja bloqueado do que seguido.

- Não apenas fale sobre seu produto, fale sobre sua expertise e fale sobre isso com os consumidores e potenciais consumidores.

- @MoxieMarketing crie uma estratégia antes de pular no Twitter. O que você quer com isso? Quem você quer alcançar?

- @KevinEikenberry Os 3 P’s do mkt no Twitter é ser Provocativo, Proporcionar valor e, o mais importante, Pessoal.

- Ater-se a mensagens é perigoso. Aprenda a se adaptar e ouça o que eles estão falando sobre seu produto/serviço.

- @LindsayManfredi Twitter se trata de construir relacionamento e confiança. Use-o de forma inteligente e as pessoas entenderão isso. Por favor, não tente me vender nada.

- @JustShireen Fale. Intereaja, responda. Isso deveria ser uma conversa, não discurso de vendas.

- Colocar um nome de verdade e um rosto permite consumidores associarem a sua marca ao nível pessoal.

- @LisaMarieDias tenha em mente; mesmo que você não tenha uma multidão de seguidores, com um único tweet você está enviando para a gigantesca rede.

- @hendrylee A experiência nos disse que os primeiros a adotarem uma tecnologia em marketing conquistam uma vantagem injusta sobre os outros que chegam depois.

- Lembre-se que Twitter é comunicação, não marketing. Foque-se em agregar valor à conversa, não vender algo pra alguém.

- Twitter é tão bom quanto as pessoas que você segue.  @lookwebdesign

- Você é a marca!!! Ninguém mais. Você está se vendendo como pessoa e mostrando que vale à pena ser seguido.

- @jacobm Exclua as pessoas que você segue se eles não acrescentarem nada a você.

- Sério, eu realmente não estou nem aí pro que você almoçou hoje. Mas eu gostaria de saber sobre seu momento de inspiração quando cria algo @jennypratt

- @jacobm Siga pessoas que VOCÊ acha interessante, não siga apenas porque todo mundo acha.

- Se alguém que você conhece tem ótimas novidades (ex: ser promovido), mas é modesto demais pra twittar sobre, considere você mesmo twittar a novidade. @appellatelaw

- @KristieKreation Não apenas retweet, poste links e citações!! Não deixe de estimular conversas para que os outros conheçam um pouco de você.

- @FranchiseKing Tweet um press-release recente seu ou post do seu blog por dia, misture com outros links úteis, artigos relevantes e blog posts.

- Twitter funciona melhor quando integrado. Use para complementar blogs e outras redes sociais.

- @bnyquist Nunca ou pelo menos não constantemente mude seu avatar, é uma das únicas coisas que garante consistência à sua marca online.

- Choque os outros com sua honestidade. Geralmente, ao menos uma pessoa se identificará com ela.

- @makingcjc Aprenda como RT, isso não apenas lhe manterá ativo, mas faz as outras pessoas saberem o que você acha interessante.

Continuando a onda dos 5 (se vocês notaram os últimos posts), volto depois de algum tempo a um tema que me agrada: twitter e pequenas empresas. Junto com blogs, o Twitter é uma extraordinária forma de se relacionar com clientes — e futuros clientes. Claro, se usado da forma correta, caso contrário, pode soar falso e passar a sensação de que você só está no Twitter porque todos estão.

Cinco pequenos erros que muitas empresas estão cometendo no Twitter:

  1. A página não é customizada. Comece pelo Twitter a mostrar que você não é como todos os outros.
  2. Não segue ninguém. Você diz que tem o foco no cliente, mas empresas que não seguem ninguém (ou seguem poucos) passam imagem de arrogantes.
  3. Falando sozinho. Twitter pode não ser um chat, mas ainda é um meio de se conectar com as pessoas. Responda perguntas, agradeça, comente. Qual o propósito de usar social media e manter a velha comunicação de uma via só da propaganda tradicional?
  4. Pouca informação. Não adianta ter Twitter se não for pra twittar. Ao contrário do Twitter pessoal, o da empresa deve funcionar com uma ponte entre o virtual e o real.  Além de informações úteis, é preciso das informações básicas como endereço, site, qualquer coisa.
  5. Nenhum benefício. O que as pessoas ganham por te seguir? Dê brindes, descontos, ofertas especiais. Não espere que as pessoas sigam sua empresa sem que você dê motivos para isso.

Via Contrapaul