A cervejaria Heineken anunciou na segunda-feira que comprará as operações de cerveja da mexicana Femsa por 3,8 bilhões de euros (5,44 bilhões de dólares), em uma transação toda em ações que dará ao grupo holandês uma posição de liderança em mercados emergentes da América Latina.

As ações da Heineken, que abriram em baixa, rapidamente inverteram o sinal e subiam 3,6 por cento às 8h (horário de Brasília).

O acordo já era esperado depois que a SABMiller desistiu de um leilão dos ativos da Femsa.

A Femsa informou em outubro que buscava opções para suas operações com cerveja, que ocupam a segunda posição no México. A Femsa também ocupa a quarta posição no mercado brasileiro de cerveja.

Após uma série de transações, a Heineken afirmou que a Femsa será a segunda maior acionista do grupo. A companhia terá 12,5 por cento da Heineken e 14,9 por cento de participação na Heineken Holding, essas fatias compõem uma presença econômica de 20 por cento no grupo.

A Femsa também terá o direito de indicar dois membros não executivos para o conselho de administração.

“O acordo com a Femsa é estratégico para a Heineken”, escreveu a SNS Securities em relatório. Entretanto, com uma relação de 11 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), a SNS também considerou que a operação “não foi barata”.

“A Heineken está consolidando sua posição. Não haverá uma emissão de ações e somente uma pequena diluição para os acionistras.”

FONTE: AdNews e Reuters

Como dizia um professor meu: “de futebol e propaganda todo mundo entende”. É verdade. O brasileiro adora comercial. Algo atípico se comparado aos nossos amigos do velho mundo, como os britânicos.

Os ingleses detestam propaganda. Não é à toa que product placement é proibido lá. O argumento é que pode ser difícil separar o conteúdo editorial do publicitário, e isso deve estar bem claro pro telespectador. Propaganda deve parecer propaganda e conteúdo deve parecer conteúdo. Outro argumento é que faz tempo que a TV vem perdendo mercado para internet, então as emissoras, numa tentativa de de proteger seu produto, consideram o product placement uma desvalorização dos breaks e seus anunciantes. De qualquer forma é desnecessário comparar o Brasil com a Inglaterra  quando o assunto é mídia. Eles são a nação mais evoluída no  uso da internet — destinando quase a mesma verba publicitária para TV e internet.

Hoje, foi divulgada uma pesquisa mundial sobre como as pessoas veem a propaganda e adivinhem? O que já sabíamos. Brasileiro adora propaganda. Segundo a Synovate, “apenas” 43% dos brasileiros consideram exagerada a quantidade de comerciais na TV. Na Espanha, por exemplo, esse número é de 88%.

Mais de 2/3 dos 8,5 mil entrevistados em 11 países disseram haver comerciais demais na TV. Em contrapartida, apenas 39% reclamaram da quantidade de publicidade na internet. [Eles não devem conhecer os blogs brasileiros...]

Em nível global, 87% das pessoas costumam “fugir” dos comerciais em mídias convencionais, isto é rádio e TV. Ou seja, utilizam sua arma mais poderosa contra os anunciantes, o controle-remoto.

O que você tem a dizer?

12 de novembro de 2009 • TEMAS: Notícias /

Já faz algum tempo que eu gostaria de compartilhar o espaço aqui no blog com outras pessoas. Eu sei que está cheio de gente talentosa por aí, que escreve bem e, o mais importante, tem conteúdo, mas não tem tempo para manter um blog.

Se você tem um artigo que se enquadra à proposta deste blog e gostaria de publicar aqui, envie para: autor@pequenoguru.com.br Seus créditos serão mantidos, claro!

O espaço está aberto, o que você tem a dizer?

twitter_goldVocê é uma daquelas pessoas que olha torto pro Twitter? Eu posso dizer que entendo, costumava fazer parte desse clube; mas está na hora de você pensar a respeito.

Alguns meses atrás, eu comecei a usar o Twitter (@pequenoguru) porque vi a oportunidade de complementar o blog utilizando conceito básico de microblogging —dando dicas de links e expondo comentários sucintos. Eu realmente utilizo a ferramenta como um “blog rápido”. Portanto, se você costuma ler este blog, deveria ler o micro-blog também.

Eu asseguro que você não verá conteúdo repetido —o que posto lá dificilmente posto aqui e vice-versa—nem bobagens da minha vida pessoal. Como eu disse, utilizo a ferramenta como complemento do blog e, embora, me considere mais “livre” lá (falo de música, por exemplo), tento fazer de cada tweet algo útil. (obs: tweet=post)

Você que não costumava dar a mínima pro Twitter, espero que esteja mais inclinado a acompanhar.

O ruim do Twitter é que uma vez que você tenha publicado algo, ele é levado pela maré dos outros tweets e nunca mais ninguém o verá. O bom é que através do Twttrlist é possível criar listas com uma seleção dos melhores ou uma seleção sobre um assunto específico. Criei uma lista com os que considero os melhores insights que já publiquei até agora no Twitter. Espero que gostem. Vejo vocês lá!

Ver: O melhor do Pequeno Guru no Twitter

De fevereiro pra cá, a Apple caiu de 70 para 12,4 em valor percebido entre os consumidores de 18 a 34 anos, segundo o BrandIndex. Em contrapartida, a Microsoft saltou de quase zero para 46,2 nesse mesmo período. Mágica?

Hoje, os grandes feitos da propaganda –em termos de resultado– são em cima de idéias simples, mas de grande valor pro consumidor. Foi o caso da Hyundai e agora o da Microsoft. Ambas disseram “ei, nós somos seu amigo e vamos te ajudar a comprar o que você realmente quer”. O que a Microsoft fez foi mostrar que você pode ter um excelente computador pagando cerca da metade do preço de um Macbook. Tudo bem que a campanha “laptop hunters” custou $300 milhões e foi desenvolvida pela agência mais badalada do ano, mas se não fosse a idéia simples e relevante, o Windows não teria aumentado sua preferência em 10% em apenas 2 meses.

A campanha mostrava consumidores procurando “o laptop perfeito” por até $1000 dólares e, se eles conseguissem encontrar um que se encaixasse perfeitamente ao que procuravam, sairia de graça. A “ideia genial” foi algo que faz parte do nosso cotidiano: o custo-benefício das coisas. Por que pagar tanto por um computador de qualidade semelhante? Nem mesmo o sistema operacional da Apple é tão superior como já foi um dia (sem brigas, pessoal).

Segundo Ted Marzilli, diretor do BrandIndex, a Microsoft afetou significativamente o público mais jovem — mais sensíveis a preço. “Apple fez um ótimo trabalho ao colocar a Microsoft na defensiva, fazendo parecer velho, pesado, difícil de usar e fora de moda.  Mas a Microsoft começou a se recuperar”, disse Marzilli à AdvertisingAge.

Apple VS Microsoft valor
O valor medido (ver gráfico ao lado) pelo BrandIndex mede se o consumidor acha que está pagando mais ou menos do que deveria. Se o saldo de respostas positivas for maior que o de negativas, a pontuação aumenta. Saltar de quase zero pra quase 46,2, significa que as pessoas aumentaram sua percepção de valor do (tantas vezes) injustiçado Windows. Significa que eles acham que pagaram o preço certo por um bom produto.

Enquanto o PC (e a Microsoft) comemora o alto prestígio conquistado entre os jovens, o público mais maduro e estabilizado entre 35 a 49 ano ainda prefere o Mac. Em março, quando a campanha “laptop hunters” foi ao ar e as curvas de valor se inverteram, a Microsoft ficou ligeiramente na frente. Hoje, os jovens continuam preferindo o bom e barato PC Dell, HP ou outro; enquanto quem tem mais grana, continua pagando mais pela Maçã.

Finalmente o blog voltou! Com outro nome, com outra cara, mas se vocês prestaram atenção, ainda é o mesmo Céu de Inverno que você costumava ler. O motivo da mudança é simples: eu achei que ia ser melhor. Talvez não a curto prazo, afinal os visitantes talvez estranhem por algum tempo, o page rank no Google está baixo e um nome novo sempre merece um novo trabalho de divulgação. E o Céu de Inverno havia acabado de ser indicado na revista Pequenas Empresas Grandes Negócios. (Que azar!) De qualquer forma, todos os posts e links para antigos, serão redirecionados para cá.

Vocês devem estar pensando “quanta pretensão desse cara” se chamar de Guru, mas eu não sou um guru — nem idade eu tenho pra ser um — e uma vez que vocês saibam disso, este blog deixa de ser pretensioso para ser valioso, uma grande jornada de crescimento pessoal e profissional.

Eu não sou um guru de marketing, como já disse, também não tenho profundo conhecimento das coisas, como Churchill não tinha –aos 26 anos de idade– quando começou a debater de forma bastante incisiva no parlamento britânico. Este blog não é pretensioso, ele é audacioso, uma qualidade que todos os grandes marqueteiros e publicitários da história tinham. Quem já acompanhava o Céu de Inverno, leu artigos um tanto polêmicos como o “Não faça jingles”, que gerou uma interessante discussão no Orkut. Claro que eu não gosto de ser polêmico, mas estamos numa época de quebrar paradigmas no marketing. Hoje o cliente não tem mais sempre razão, dizer isso não é criar polêmica, é dizer uma verdade que só não vê quem não quer.

O objetivo deste blog não é informar, ensinar ou entreter. O objetivo deste blog é a reflexão. Sem grandes pretensões, apenas uma leitura agradável, rica de idéias novas, opiniões sagazes e assuntos relevantes.

Os gurus lançam insights poderosos frutos da sua alta capacidade de análise, décadas de experiência e grande visão de futuro. Apesar de eu estar muito longe de caras como Al Ries, Tim Manners e Seth Godin, costumo ter coisas relevantes a dizer, e se não tiver, eu recorro a eles e publico algum dos seus artigos iluminados aqui, como fazia antes no Céu de Inverno.

Apenas leia o que eu tenho a dizer e se você não conseguir tirar nada de positivo, você pode dar meia-volta e me chamar de pretensioso.

Recomendo que vocês atualizem os favoritos com o endereço novo www.pequenoguru.com.br e assinem o feeds ou por email. (Se você assinava o Céu de Inverno, não precisa assinar de novo.)

Leitor de E-books da Sony

Google e Sony fecharam uma parceria que irá disponibilizar e-books gratuitos para o Reader da Sony, ultrapassando assim, os títulos disponiveis para o Kindle — famoso leitor da Amazon. Isso é bom para o mercado que vem  tentando se alavancar há algum tempo, mas não tão bom assim para o público, uma vez que todos os livros disponibilizados foram publicados antes de 1923. Ou seja, não é possível ler livros de marketing, publicidade, negócios, 2ª guerra mundial, auto-ajuda, culinária e muitos outros, porque isso não existia 90 anos atrás.

O projeto do Google de difundir o conhecimento através de livros é fantástico, e repassar esse acervo para um leitor de e-books é um meio interessante de estimular a concorrência nesse mercado emergente. O grande problema é que essa parceria não arrepia um único fio de cabelo da Amazon, que vendeu 500 mil unidades do Kindle em 2008 (A Sony vendeu 300 mil desde 2006), sem contar com o Kindle 2, lançado no começo de 2009, que é mais fino, econômico e rápido — de quebra, vem com livro inédito do Stephen King.

Com certeza, o Sony Reader fechou uma parceria poderosa, uma vez que um dos grandes problema deste segmento é a distribuição e não o aparelho em si. Com o Google, o Reader da Sony provavelmente terá um acervo disponível maior que o do Kindle, mas aí esbarra na velha premissa de que quantidade não é qualidade. A Amazon sabe que não está sozinha nessa, mas por enquanto continua voando bem acima dos concorrentes.

Provavelmente uma das maiores rivalidades de marcas, do mundo, é entre Pepsi e Coca, é um barato comparar suas ações e vê o que as duas titãs fazem pra aumentar o brand equity da sua marca. Provavelmente (também) a Pepsi é a marca N°2 mais famosa do mundo. Mas como o mundo não é perfeito, a Coca está longe de ser líder em todos os segmentos em que atua. Como a Coca se comporta para aumentar o market-share dos seus produtos número 2?

Quem já foi aos EUA, já deve ter visto o refrigerante Mountain Dew, o famoso refrigerante que detém 80% do segmento de cítricos. Seu concorrente da Coca, o Vault, por outro lado, possui apenas 4% de participação de mercado (em três anos de vida) segundo a Beverage Digest. E agora Coca? Como você sai dessa?

A vermelhinha resolveu usar a promoção de vendas, com uma agressividade semelhante a da década de 80, batendo de frente com a Pepsi. A campanha “Don`t Dew It” (trocadilho para “não faça isso”) dará garrafas de Vault para todos que comprarem Mountain Dew. Ouch!

A ação é ousada,  mas um tanto arrogante, a julgar pelo que disse o porta-voz da Coca, Scott Williamson. “Acreditamos que quando os consumidores do Dew tiverem a oportunidade, eles acharão o Vault melhor”. A promoção é simples, você compra uma garrafa de 600ml de Mountain Dew e, através de um cupom, pode ganhar uma das três opções de embalagem do Vault — inclusive mais que 600ml.

Qualquer analista de marketing sabe que promoção de vendas é algo que deve ser usado com muita cautela, pois pode desgastar a marca. Contudo, a colunista da AdAge, Natalie Zmuda, acredita que essa ação não prejudica o Vault e que gerará um considerável retorno às redes que o comercializa, como Starbucks, Dunkin` Donuts e Taco Bell.

Especialistas dizem que a Coca acertou a mão nessa, um especialista em promoção de vendas disse: “incomum e único. Cupons estão na moda. Sempre que um consumidor pode comprar um produto e ganhar outro de graça, é algo de grande valor, especialmente em produtos de consumo rápido”.

Parece que a Coca acertou,  e distribuir produtos de graça  deve causar algum dano no imbatível cítrico da Pepsi. Uma promoção agressiva, utilizando uma ferramenta clássica (cupom, que voltou à moda graças à crise) e muito, muito dinheiro.

Twitter, você venceu

4 de março de 2009 • TEMAS: Notícias /

Ok, Twitter, você venceu.

Depois de tanto Twitter nos sites, blogs e fóruns que leio, resolvi atualizar o meu cadastro de 2 anos atrás (quando experimentei e não gostei) e tentar extrair algo de útil dessa onda de micro-blogging. Apesar de eu considerá-lo longe de ser a nova pólvora da internet, estou lá para pelo menos dizer “eu não acredito em Twitter”.

Siga-me no Twitter
.  (seja lá o que isso signifique.) Não prometo muita coisa, mas talvez vocês possam me convencer de que há algo de bom no meio de tanto blá-blá-blá envolvendo o Twitter.

Bônus milionário GoogleQuatro executivos do Google receberam bônus de mais de 1,2 milhões de dólares cada por ajudarem o gigante das buscas a lidar com a crise de maneira positiva.

O valor de mercado da companhia diminuiu em cerca de 120 bilhões de dólares em 2008, refletindo a preocupação de investidores de que a fraca economia mundial cause reduções na receita de publicidade online, origem principal da receita do Google.

O documento entregue pela empresa à SEC não contém informações a respeito do salário anual ou da participação dos executivos em lucros de ações.

Mantendo a tradição, os três principais executivos do Google, Eric Schmidt, Larry Page e Sergey Brin, não receberam bônus, porque já são bilionários. Jonathan Rosenberg, que supervisiona os produtos do Google, recebeu 1, 64 milhões de dólares, a maior recompensa.

Omid Kordestani, principal executivo de vendas da companhia, e Alan Eustace, responsável pela engenharia do Google, ganharam 1,38 milhões de dólares cada. O CFO da líder de buscas online, Patrick Pichette, recebeu um bônus de 1, 24 milhões de dólares.

Fonte: AdNews