Usando o aplicativo Clear como mestre

17 de fevereiro de 2012 • TEMAS: Digital / /

O post de hoje é uma dica para os donos de iPhone que buscam organizar melhor seu dia-a-dia entre trabalho e compromissos pessoais.

Quarta-feira foi lançado o aplicativo Clear que vinha gerando uma certa expectativa entre os mais antenados. Com o slogan “A vida é uma bagunça. Simplifique com o Clear”, o app prometia ajudar as pessoas a organizarem suas vidas de maneira extremamente prática, rápida e até divertida. A expectativa se concretizou e milhares de pessoas compraram o aplicativo que rapidamente se tornou o mais vendido da iTunes Store. Uma tarefa nada fácil no meio de tantos jogos, messengers e editores de imagem/vídeo.

O iPhone/iPad já vem com ótimos aplicativos que ajudam a produtividade, se bem utilizados. Notas, Calendário e o novo Lembretes (os dois últimos um tanto parecidos). O Clear é igual a eles, mas diferente. Também serve para lembrar, mas não de compromissos e sim de coisas a fazer e, como descobri, coisas para pensar.

É possível criar várias listas e dentro delas elencar itens por ordem de importância. O foco do aplicativo é a praticidade, então cada comando é muito rápido e não há muitas configurações ou opções. Por exemplo, para apagar um item basta arrastar pro lado (e não ir deletando letra por letra). Mas não quero ficar explicando como funciona, e sim mostrar como ele pode lhe ajudar nos dois campos da vida: pessoal e profissional.

Defini 2 tipos de finalidade: para pensar e para fazer. Os quais organizo conforme a imagem abaixo.

A primeira tela eu organizo por urgência — precisam ser feitas primeiro; a segunda (detalhamento do item “leitura”) por importância — os melhores, mais interessantes ou que possuem prazo.

Coisas para pensar

São ideias. Opções que você possui para concluir uma certa tarefa como: fazer um recrutamento ou escrever um artigo. Você vai jogando ideias, definindo as mais importantes, até a hora de ter que decidir. Conforme vai analisando, vai excluindo. Mais fácil do que riscar uma folha de papel.

  • Quais foram as melhores ideias do brainstorming?
  • Teve um insight no meio da rua que pode render algo bom?
  • Quais as opções para a nova campanha?
  • Assuntos que dariam bons artigos/matérias?
  • Candidatos para a vaga em aberto?

Coisas para fazer

São tarefas. Coisas mais rotineiras que você precisa fazer, mas que não possuem grande urgência. Você lista e conforme for realizando, vai apagando.

  • Livros e artigos para ler.
  • Compras para casa.
  • Fazer antes da viagem.
  • Próximos projetos.
  • Pessoas para ligar.
  • Evento “X” (check-in de produção)

Os exemplos são inúmeros, mas gostaria de ressaltar que essas são sugestões minhas que eu acredito que possam ser aplicadas a qualquer pessoa, mas sabemos que as pessoas são diferentes. Então, veja como um ponto-de-partida para encontrar o melhor uso para você. E não esqueça de compartilhar com a gente.

Mais importante do que criar o produto certo para o seu público é usar os meios certos para falar com eles. Mais importante do que tudo isso, é conhecer seus hábitos, gostos, círculo de amigos, anseios… saber até mesmo o que nem eles se dão conta. Essa é a importância de se definir um público-alvo, fica mais fácil saber que abordagem e ferramentas utilizar quando você tem um conjunto homogêneo que compartilham mais ou menos dos mesmos interesses.

E falar com os jovens é complicado. Complicado porque eles têm hábitos muito diferentes dos seus pais e avós, estão sempre conectados, trocando informações e  vendo coisas novas. Essa nova geração (Y, Z) talvez seja a mais diferente, se compararmos com outras, basta ver a quantidade de material publicado sobre a tal Geração Y. Embora eu ache que tenha muito exagero no comportamento desses jovens-y, fica evidente que eles consomem mídia e produtos de forma diferente.

E como conhecer o público é imprescindível para negócios de sucesso, vamos entender um pouco mais dessa galerinha descolada conhecida como Geração do Milênio, através de uma pesquisa super bacana realizada pela ComScore/ARSgroup. [Entendam essa geração como jovens de 16 a 31 anos.]

# Jovens não respondem tão bem a TV quanto os mais velhos.

Mais aqui tem uma pegadinha. Esse é um comportamento normal já detectado em outras pesquisas de marketing desde 1960, e não é exclusivo da geração do milênio. Eu já tinha lido isso tempos atrás, e a ComScore confirma. Jovens tendem a assistir menos televisão, mas eles voltam a se tornar bom espectadores conforme a idade avança. Na verdade, essa diferença de audiência está um pouco menor que 20 anos atrás.

Conclusão: Não faça da TV o principal meio de falar com os jovens. Eles assistem menos, é verdade, mas todo mundo está assistindo menos TV hoje.

# Jovens respondem às campanhas digitais tão bem quanto os outros públicos.

Quem acha que os mais velhos não clicam em banners ou acessam sites de promoção estão enganados. De fato, tanto baby boomers como geração x fazem mais do que os próprios jovens. No entanto, há pouco dados disponíveis e é a primeira vez que a ComScore realiza esse estudo na internet, como consequência, o número de análises foi muito menor do que os de televisão. Mas eu não duvido dos dados. Jovens são mais céticos com relação à publicidade e mais “vacinados” contra as armadilhas da web.

Conclusão: O digital é de todos, e embora jovens consumam tanto quanto os mais velhos, eles são a geração online. Estão em peso e passam muito mais tempo online. O importante é criar uma ação realmente envolvente e que os fascine. Talvez, os mais velhos sejam apenas mais ingênuos quando se trata de internet.

# Jovens também são atingidos pelos velhos truques da publicidade

Parece que nem tudo mudou na publicidade. A galera de hoje ainda prefere comerciais criativos, marcas fortes, comparativos de preço e informações sobre o produto. Segundo a ComScore, manter o produto e a logo na tela por mais tempo também ajuda.

Conclusão: não tem mistério, tem que ser criativo e falar a língua do público. Acredito que o segredo de hoje esteja na mídia, formato, mix e como eles interagem entre si. Ou seja, é preciso usar o que sempre soubemos, só que de um jeito muito mais inteligente e desafiador.

# Jovens se engajam mais que os outros.

Aqui começa a diferença. Os mais velhos assistem mais TV, aderem ao digital tanto quanto jovens, mas não com a intensidade dos jovens. A geração do milênio teve 10% a mais de engajamento (metodologia ComScore) do que boomers em TV. Na internet, esse número foi o dobro, 22%. O povo que menos se empolga é aquele na faixa dos 40 anos, a geração x.

Conclusão: crie ações diferentes e interessantes voltadas para os jovens e eles as curtirão. Só não exija muito dos tiozinhos. :)

# Jovens se lembram por mais tempo.

Não se sabe exatamente o porquê, mas o recall dos mais velhos é mais alto (54% x 43%) logo depois de assistirem o comercial na TV e mais baixo (18% x 24%) três dias depois. Uma hipótese é algo que a ComScore chama de fading recall, uma característica da memória que a faz ir se esvaindo aos poucos. Acontece com todos, mas parece que fica mais forte a medida que envelhecemos. Outra explicação que eu achei plausível é que como os jovens se engajam mais, eles conseguem se lembrar por mais tempo.

Conclusão: Jovens são mais suscetíveis a propagandas não-imediatistas (do tipo “Só Hoje!”), podendo ser trabalhadas de forma mais espaçada e a médio-prazo. O mesmo vale para virais e institucionais que deixam a marca na mente por mais tempo.

Acredito que a maioria dos profissionais que trabalham com mídias sociais possuem uma visão superficial da coisa, a maioria acaba se focando em tecnologia em vez de comportamento. Não importa se usamos Facebook para compartilhar, MSN para conversar, Tumblr para blogar, Instagram para fotografar… Há alguns anos usávamos o Orkut, o mIRC, o Blogspot e o Fotolog para exatamente as mesmas coisas. O importante disso não é o que usamos, mas como usamos.

Marc Schiller, profissional e estudioso de internet há 15 anos, deu uma entrevista falando sobre as mudanças que ocorreram nos últimos anos na forma como nos relacionamos, compramos e, por que não, vendemos.

Como as coisas mudaram no marketing nos últimos 15 anos com o surgimento dessas novas tecnologias?

Eu sempre observo primeiro o comportamento e depois a tecnologia. Eu não acho que o Twitter, como empresa, cria a maneira de usar o Twitter. Isso vem do comportamento das pessoas que usam. As tecnologias vêm e vão, o que permanece é a necessidade fundamental de ser ouvido, de se expressar e encontrar uma audiência que abrace sua paixão e ponto-de-vista. A internet sempre foi uma maneira de ter as mesmas oportunidades da mídia de massa, quando não se tem acesso a ela. Para ser ouvido, basta falar.

Hoje, nós temos a mesma cultura, mas o que temos de diferente é a integração total. Antes, você tinha que ir a um website, sala de bate-papo, fórum e eles eram bastante separados. Agora eles estão todos conectados a um só. Também havia uma grande desconexão entre experiência online e offline, e tinha aquela história de ficar perdido no ciberespaço. Isso, na verdade, nunca aconteceu devido ao surgimento do celular e internet móvel. De fato, nós estamos tirando mais das nossas vidas e compartilhando online, em vez de curtir o menos o mundo real.

As ferramentas mudaram, mas o comportamento não. Eles só ficaram mais fortes e acessíveis a um número maior de pessoas.

E sobre os influenciadores? Como eles mudaram?

Certamente, há mais deles agora. Acesso a ferramentas como Twitter, Facebook e podcasts; esse novo mundo deu poder às pessoas.

A maior mudança é como consumimos mídia. Heavy users estão selecionando que tipo de informação os atinge. O que eles estão fazendo é pegando de várias fontes — família, amigos, celebridades, blogs, jornalistas, mídia tradicional, RSS — e basicamente construindo sua rede de influência. Se notícias ou informações não me atingirem, não importa. Porque eu organizei tão bem as coisas com as quais tenho contato que, se eu não ouvi sobre algo, é porque não é importante.

Esse comportamento é algo novo. Esta ideia de “the feed”, é como aparar as arestas; você adiciona coisas novas e não quer informação demais, então corta os galhos mortos. Você confere o seu feed, seja no Facebook, Twitter ou outro e mantém só as coisas que quer.

Por que as pessoas querem tanto se expressar e como marcas podem tirar proveito disso?

A maioria das pessoas não têm a segurança que eles têm no mundo real, e eu sei que isso soa dramático, mas 90% da população não tem a confirmação de que eles estão sendo ouvidos. Eu acho que o que faz as pessoas se expressarem online é a necessidade de confirmar que eles têm valor. A razão das pessoas escreverem nas paredes é para dizer: “ei, veja, eu estou aqui! Eu sou uma pessoa”.

O que as empresas precisam fazer é reconhecer essa necessidade, e ajudar a satisfazer essa necessidade. As marcas que conseguem se aproximar dos consumidores são aquelas que celebram a criatividade, a presença da audiência. Estamos constantemente procurando novas maneiras de fazer isso. No campo do cinema, a maioria das campanhas de marketing são uma via de mão única. Aqui estão as nossas estrelas, aqui está a nossa mensagem e nós estrearemos nesta sexta-feira. A maneira que nós fazemos digitalmente é fazer dos fãs o centro da nossa campanha. Mostrar que nós estamos aqui por causa deles, e colocar um espelho na frente de quem vai amar nossos filmes.

O objetivo não é usar as mídias sociais como canal de distribuição, mas como uma verdadeira comunidade em que as pessoas estão envolvidas e vestidas com o sucesso do nosso produto. Embora isso possa parecer meio óbvio, ainda não se tornou uma norma.

A digitalização de tudo está levando os consumidores a mudarem quem eles seguem?

Nós precisamos trabalhar mais duro agora para assegurar que eles continuem comprometidos. Ao final do dia, é escolha, e a quantidade de escolhas que você tem agora significa que precisa usar seu tempo com sabedoria. No passado, nós não podíamos ser muito arrogantes, haviam apenas três canais de TV para assistir. Agora, existem 5.000 e mais a internet. Eu não acho que a audiência esteja mais instável, eu acho que a audiência consegue discernir melhor hoje e abandonar mais facilmente o que ela não gosta.

Pequenas empresas que não podem arcar com propaganda tradicional podem contar apenas com as mídias sociais para fazer marketing?

Mais e mais, a resposta é sim. Eu penso que eles precisam de um bom produto, comprometimento e paixão. Dinheiro não pode comprar paixão, e essa é a mais poderosa arma do marketing. Eu quero criar um ambiente que gere paixão, e então amplificar essa paixão. Pequenos negócios são mais comprometidos com seus produtos e clientes do que qualquer outra, e eu acho que quanto mais eles refletirem os seus valores e cultura, mais pessoas irão responder e fazer parte disso.

Como profissionais de marketing, nós precisamos contar histórias. Se nós documentarmos a nossa jornada e as pessoas vierem juntos nessa jornada, o comprometimento que eles terão será gigantesco. A chave é criar uma narrativa e deixar as pessoas fazerem parte dela. Deixar elas realmente afetarem a narrativa. E isso é o que social media marketing é; criar uma narrativa que qualquer pessoa possa participar. Como toda grande narrativa, há tramas, reviravoltas e coisas inesperadas. E se você fizer bem feito, sua audiência virá junto e vestindo a camisa do seu sucesso.

Este post é bem básico. Há grandes chances de você já conhecer todos, mas o mercado é formado por pessoas heterogêneas (graças a Deus!) que precisam falar a mesma língua. Se você já está por dentro dos termos, tente utilizar como material de consulta na busca por oportunidades ou melhorias.

Os 25 termos foram listados pelo Social Media Today, mas enquanto o site os define dentro da esfera de mídias sociais, eu amplio o foco os aplico dentro do novo marketing — mais digital, envolvendo e humano. Vamos à aula de hoje.

1. Viral: qualquer coisa compartilhada na rede capaz de atravessar rapidamente diversos canais. Ex: vídeos YouTube.

2. Plataforma: Um sistema que administra conteúdo. Ex: WordPress como gestão de conteúdo de blogs e até sites.

3. Autenticidade: usado para descrever “pessoas reais” atrás posts em blogs e outros perfis sociais.

4. Influência: Os famosos “formadores de opiniões” são conhecidos, na rede, como “influenciadores”. Pessoas capazes de atingir e influenciar milhares ou milhões de pessoas que se identificam com suas opiniões.

5. B2B: Business to Business. O comprador é uma empresa.

6. B2C: Business to Consumer. O comprador é uma pessoa.

7. Hashtag: sabe aquele jogo-da-velha no Twitter? Elas ajudam a monitorar ações e assuntos, agrupando os tweets que utilizaram uma determinada hashtag.

8. Transparência: usuários esperam participar de conversas com marcas e pessoas, elas esperam que a outra parte seja honesta e confiável. Nos negócios, considere transparência como comportamento mais humano — e menos impessoal.

9. Sinergia: indivíduos e corporações trabalhando em conjunto em busca de um objetivo em comum bom para todos. Exemplo: Visa e Mastercard se unindo para criar sistema de pagamento via celular.

10. Web 2.0: A segunda geração da web onde qualquer pessoa podem blogar e interagir sem precisar de conhecimento ou treinamento.

11. Trending: usado no Twitter para algo que é popular no momento. (obs.: trending também significa tendência, e estar de olho nas tendências em um mundo dinâmico como o atual é vital para o sucesso das empresas.)

12. SEO (Search Engine Optimization): Processo de organização de um site para que ele tenha melhor chance de aparecer no topo dos sites de buscas.

13. E-book: Livro publicado em formato digital.

14. Wiki: páginas de consulta para pesquisas. São simples e todo seu conteúdo é editado por usuários.

15. Blog: esqueça diário pessoal. É um site atualizado frequentemente por uma pessoa ou grupo de indivíduos. Caracterizado pelo compartilhamento de informações e, sobretudo, opinião pessoal.

16. CGU (conteúdo Gerado pelo Usuário): qualquer coisa gerado por pessoas comuns.

17. Tweeps / Tweeple: Twitter + People. Pessoas são importante, certo?

18. Microblogging: postagens curtas em perfis sociais. Ex: Status do Facebook e Twitter.

19. Algoritmo: na linguagem da web, é o sistema (programação) que sugere as páginas de uma pesquisa.

20. Widget: são pequenas aplicações utilizadas em sites. Ex: a nuvem de temas do Pequeno Guru (lateral do blog).

21. Apps: qualquer programa utilizado em smartphones e tablets.

22. Meme: uma espécie de viral cultural geralmente compreendido dentro de um grupo restrito. Ao contrário dos “virais” que costumam ser vídeos, os memes surgem em praticamente qualquer formato.

23. Engajamento: envolver os usuários dentro de um contexto e aproveitar para criar diálogos e estreitar relações.

24. Tráfego: a métrica mais comum da internet, refere-se a quantidade de visitantes de um site. Pode levar a interpretações equivocadas, uma vez que quantidade nada tem a ver com qualidade. defina o que é mais importante para sua empresa, tráfego ou engajamento.

25. Tag: palavras-chave que classificam conteúdo, ajudando em sua organização.

Os 8 mandamentos do web design

21 de novembro de 2011 • TEMAS: Digital / / /

Se eu tivesse que atribuir o fator que mais influenciou a minha decisão em seguir uma carreira criativa foi o webdesign. Isso foi há cerca de 11 anos, antes do CSS, XHTML, Flash, tableless e PHP fazerem parte da complexa programação de sites. Naquela época, eu criava alguns sites para amigos utilizando ferramentas pré-históricas como html puro e javascript para dar alguns efeitos legais, mas que hoje são super cafonas. Para imagens, usava o Fireworks (hoje da Adobe) porque o Photoshop parecia complexo demais para mim. Tudo era simples demais, feio demais e tão leves que sites enormes caberiam em um pen-drive.

Hoje, o webdesign evoluiu tanto que eu me tornei quase leigo; se não fosse pelo WordPress e designers que desenvolvem lindos temas para ele, o Pequeno Guru não seria tão bonito assim (cof cof!). Como “quase leigo”, procuro me ater aos aspectos mais universais do design como usabilidade e estética, e deixar a criação para profissionais. Mesmo que você não seja webdesigner, mas trabalha com marketing ou tem um site pessoal, deve ter algum conhecimento nessas áreas.

Desenterrei um post antigo da BusinessWeek, porém ainda atual, com os mandamentos do web design segundo 14 especialistas de diversas áreas como: presidente da Rhode Island School of Design; diretor de design do NYTimes.com; autor do livro “The Zen of CSS Design” e outros.

1. Não abusarás do Flash

Alguns sites simplesmente não precisam de Flash. Animações e efeitos são bonitos, mas podem confundir o visitante, prejudicar o acesso a informações importantes e ser exagerado. Acredito que o segredo do Flash está em responder a pergunta: ele irá agregar ou só ficará mais bonitinho?

2. Não esconderás o conteúdo

Um dos motivos pelo qual eu sou contra propaganda no Pequeno Guru é que ela geralmente atrapalha o conteúdo. Alguns sites parecem não se importar com os seus visitantes e colocam anúncios no lugar que der mais dinheiro. O AdSense do Google é o pior deles, principalmente quando estão  no meio do conteúdo, levando os visitantes a desviarem deles e, às vezes, clicando sem querer. Não há nada errado em ter anúncios no seu site, mas eles precisam estar separados do conteúdo e o mais importante de tudo: em segundo plano.

3. Serás organizado

Dependendo da quantidade de informação do seu site, estruturar bem o site é crucial. Nos 3 anos do Pequeno Guru, eu fiz algumas melhorias para tornar posts antigos mais acessíveis, mudei o sistema de busca, tirei as categorias da lateral para superior, destaquei os assuntos de cada post colocando-os logo abaixo do título e adicionei uma nuvem de temas. Categorias, posts e produtos relacionados, banners com seções especiais, mapa do site e menus em árvore são algumas das opções para ajudar o visitante a encontrar o que ele busca.

4.  Não abusarás do efeito glossy

O que já foi moderno e estiloso hoje é um clichê. Cuidado!

5.  Cultuarás o altar da tipografia

Houve a era dos jpegs, dos gifs animados, do javascript, do Flash e a mais recente delas é a da tipografia, designs compostos basicamente de texto, organizados de uma forma incrivelmente harmoniosa e requintada. Enfim, a tipografia conquistou um lugar importante no web design, que sempre possuiu em outros tipos de design. Percebeu-se que não é preciso de imagens para criar algo bonito e funcional. Sites como Mercado Livre, Craiglist e o blog ZenHabits são bons exemplos. O objetivo não é usar apenas texto, é usar menos imagens, criando um visual leve, como foco no conteúdo e agradável aos olhos.

6. Criarás uma experiência imersiva

Tão importante quanto o design de um site é o seu conteúdo. Sites não mais são como páginas amarelas virtuais onde telefone, endereço e produtos bastam. Bons sites criam experiências, são úteis para o visitante, fazendo ele voltar com frequência e não apenas quando precisa saber onde fica.

7. Serás sociável

Todo website que se preze já carrega ícones de redes sociais como Twitter e Facebook. Porém, mais do que pedir seguidores e fãs é preciso ser simpático e estimular a conversa. Essas ferramentas existem para aproximar pessoas, criando relações mais humanas e menos impessoais. Use-as com esse propósito em mente.

8. Usarás tecnologias conhecidas

Eis algo interessante que os especialistas sugerem. Se for utilizar ferramentas como vídeos, apresentações e fotos; opte por ferramentas já consolidadas. YouTube, SlideShare, Flickr, Wikipédia. Familiaridade é um aspecto importante da usabilidade, utilizar ferramentas que os usuários já utilizam aumentam a chance de interação, uma vez que há maiores chances deles adicionarem aos favoritos, comentarem e utilizar outros recursos de sites que já são cadastrados.

Usar mídias sociais como ferramentas de marketing tem mais a ver com entender o ser-humano do que entender de tecnologia. É por isso que a maioria das empresas falham ao utilizá-las e a pressão do alto escalão das empresas  tem estado cada vez maior  sobre o departamento de marketing que, muitas vezes,  não consegue gerar resultados palpáveis para a empresa.

Se você quer realmente colher os frutos das mídias sociais — conquistar novos clientes, solucionar problemas, transformar feedbacks em inovação, etc– é preciso compreender melhor como as pessoas usam, por que usam, quais seus anseios, motivações e influências.

Além de marketing, eu sou apaixonado por história, e fico fascinado toda vez que vejo coisas de 50, 100 anos fazerem sentido hoje. Uma coisa que eu percebi é que de todas as coisas, A que menos muda é a natureza humana. Séculos são necessários para ocorrer mudanças consideráveis no aspecto humano da civilização.  Claro que a Geração Y é diferente dos baby boomers, porém a maior parte das suas diferenças estão nos hábitos, não nas necessidades humanas.

Deixando o papo antropológico de lado, o trabalho de muitas pessoas do século passado continuam inspirando os profissionais de hoje. É o caso de Ernest Dichter, considerado o pai da motivação. Ernest foi um dos primeiros psicólogos a realizar pesquisas sobre comportamento do consumidor, publicando 17 livros e exercendo grande influência na indústria da propaganda do século 20.

Em 1966, Ernest publicou uma pesquisa sobre influência e relacionamento interpessoal que tem tudo a ver com as redes sociais hoje. O estudo cita 3 grandes descobertas que podem ser considerados a base para o uso eficiente das redes sociais hoje.

DESCOBERTA 1

As 4 motivações que levam pessoas a falar sobre marcas:

  1. Envolvimento com o produto (33% dos casos): o produto é único e/ou gera uma experiência nova e prazerosa que merece ser compartilhada.
  2. Envolvimento pessoal (24%): conheço o produto e gostaria de falar a respeito, expressar minhas opiniões, meu conhecimento ou informações que só eu sei — ou poucos sabem.
  3. Envolvimento com os outros (20%): expressar cuidado e ajuda com o próximo, geralmente amigos, colegas e familiares. Por exemplo, sugerir produtos que eu sei que aquela pessoa se interessa.
  4. Envolvimento com a mensagem (20%): o conteúdo é tão interessante, bem feito, engraçado, tocante ou único que merece ser compartilhado.

DESCOBERTA 2

Para as pessoas acreditarem em algo, é preciso que a empresa — ou a pessoa — tenha credibilidade. Ninguém irá repassar uma informação de quem não confia, é preciso ter experiência naquele assunto. Além disso, parta do princípio que os consumidores são céticos, porque eles são. Se na década de 60, quando Ernest fez a pesquisa, eles já duvidavam se era “papo de vendedor” ou estavam tentando ajudar, imagine agora. Empresas precisam parecer sinceras, honestas e passar a imagem de que realmente querem ajudar seus consumidores e não apenas vender mais um produto ou serviço.

Entender isso nos leva a algo muito falado nos dias de hoje: a criação de diálogo com os consumidores. Empresas precisam construir canais de conversa com o consumidor, gerar conteúdo, dar aos consumidores o que falar e deixar que eles cuidem do. Ninguém é mais confiável para uma pessoa do que um semelhante.

DESCOBERTA 3

Cerca de 80% de todas as compras tem alguma influência de outra pessoa. Esse número pouco mudou nos dias de hoje. É importante dizer que a pesquisa foi realizada quando a TV ainda era um meio confiável e acessível para poucas empresas. Com a popularização, os veículos em geral perderam credibilidade, aumentando ainda mais a importância das recomendações.

Vale ressaltar a idade dessa pesquisa: 45 anos. É ainda mais fascinante ver como funciona algo descoberto antes da maioria dos conceitos e técnicas de marketing. Acredito que esses sejam os fundamentos do uso das mídias sociais. Não é segredo, possivelmente a maioria de vocês já viu pelo menos algum deles por aí, o segredo que nem você (nem eu) sabia era que um tiozinho cabeça branca já sabia de tudo isso quase 50 anos atrás.

[Baseado neste artigo da HBR]

Na era das redes sociais é muito importante reforçar a importância do marketing tradicional e das interações físicas. Nos últimos anos, a opinião dos consumidores ganhou uma importância para o marketing graças ao seu poder de disseminação; termos como buzz e viral caíram nas graças do marketing porque nunca na história da humanidade uma informação atingiu tantas pessoas em tão pouco tempo. Algo que alcançou seu ápice com a popularização das redes sociais. No entanto, a maioria das pessoas continuam falando (bem ou mal) de empresas utilizando ferramentas do século passado.

A pesquisa realizada pela publicação Colloquy, especializada em lealdade de marca, mostra que 84% dos americanos falam sobre marcas com outras pessoas cara a cara, em segundo lugar está o e-mail e em 3º e 4º lugares estão os telefones fixos e o celulares, respectivamente.

Esses dados mudam consideravelmente quando analisamos só os jovens de 18 a 25 anos, onde o e-mail dá lugar ao celular (70%)  e o telefone fixo dá lugar às redes sociais (58%).

Dessa forma, podemos considerar que uma boa campanha digital — que é compartilhada muitas vezes na internet — é comentada milhares de outras vezes em mesas de bar e conversas por telefone, como antigamente. O problema é que as pessoas não falam só bem, e o mesmo vale para clientes insatisfeitos que “xingam muito no Twitter” que, com certeza, irão xingar ainda mais para parentes, colegas de trabalho e amigos.

Na próxima vez que alguém disser que as redes sociais são onde as pessoas mais falam sobre marcas, você terá argumentos para dizer que ele está errado. Mesmo os mais novos integrantes da Geração Y falam mais do que escrevem, isso não mudou; o que mudou foi a capacidade de disseminação assustadora que as novas tecnologias trouxeram. Mesmo assim, não seja moderninho demais para subestimar o poder de uma conversa cara a cara.

[Veja o gráfico completo aqui.]

Observe o que as pessoas curtem no Facebook e você terá uma boa ideia dos gostos, interesses e talvez até sobre a personalidade delas. Não podemos ignorar o poder social do curtir: curtimos para agradar o outro, para se inserir em um diálogo ou grupo ou porque gostamos de verdade — e queremos que os outros saibam. Em outras palavras, seja o que quer que você curta, você o faz para estabelecer uma conexão social.

As pessoas curtem coisas que gostam e fazem parte do seu dia-a-dia; músicas, programas de tv, filmes, vídeos, postagens de amigos e etc. No meio desse “etc” estão as marcas. Quer você goste ou não, marcas fazem parte da vida. Então, as pessoas também curtem empresas, mas o que isso significa? Curtir uma empresa no Facebook — para 25% dos usuários americanos — não significa ser fã ou advogado da marca.

Uma pesquisa realizada em junho procurou desvendar o significado de um fã (Facebook), seguidor (Twitter) e assinante (RSS) para a empresa. E mais, porque eles se tornam e o que esperam disso.

A maioria das pessoas não curte uma empresa porque ela é o máximo (sonho de todo marketing). Eles querem algo em troca (sobretudo, os mais velhos — jovens estão mais dispostos a curtir como forma de expressão). 58% dos pesquisados esperam receber descontos, ofertas exclusivas, conteúdo exclusivo ou promoções. Um número também alto de pessoas (47%) querem, pelo menos, receber notícias e atualizações da empresa ou personalidade curtida. Além disso:

  • 38% esperam poder compartilhar o conteúdo com amigos;
  • 28%  querem interagir com o autor da página;
  • 36% esperam conteúdo relevante com base nas informações do seu perfil;

Mas tão importante quanto saber por que as pessoas curtem ou seguem uma empresa é saber por que elas não fazem. Profissionais de marketing tendem a pensar  que criam coisas tão bacanas que todos deveriam compartilhar em suas redes sociais, mostrar aos parentes e salvar no celular. Lembram do egomarketing? Consumidores acham o contrário. Então, se você tiver que escolher uma única informação deixe post para gravar, escolha a seguir:

  • 54% tem medo de ser bombardeado com mensagens ou propaganda;
  • 45% não querem fornecer informações pessoais (do perfil);
  • 31% não querem ver conteúdo da empresa misturado com os dos seus amigos no mural;
  • 23% não vê benefícios em curtir;
  • 4% não entendem o que significa curtir.

Independentemente do que estudaram na faculdade, da área em que trabalham ou nível de extroversão, as pessoas adoram se comunicar.

Acredito que a popularização das mídias sociais trouxe novos elementos à comunicação, portanto merece uma nova discussão sobre os conceitos que já conhecemos. De uma maneira informal, podemos dizer que as pessoas se comunicam para duas coisas: expressar e dialogar.

A primeira é quando alguém transmite algo — espontâneamente ou não –  sem necessariamente esperar um retorno ou feedback; a forma de vestir, as marcas que usa, gestos e meios como livros, colunas em jornais e blogs são bons exemplos. A pessoa se expressa sem esperar uma resposta, apenas para manifestar algo.

A segunda é quando alguém requisita algo esperando um retorno ou feedback. Ir a eventos, o uso de e-mail, telefone e redes sociais quase sempre demandam uma resposta, que pode ser atender uma expectativa ou um simples “obrigado pelo e-mail, entrarei em contato com você em breve”.

Por que eu estou falando sobre algo óbvio assim? Para explicar meu ponto-de-vista, de que as pessoas adoram se comunicar, e entender como a comunicação ocorre é vital para profissionais de marketing e publicitários. Mais do que como  uma necessidade humana ou transmissão de conhecimento; as pessoas gostam de falar, compartilhar, influenciar e trocar. Elas são mais felizes assim. Tanto que estima-se que 70% da felicidade humana está relacionada diretamente a aspectos sociais.

Uma coisa que eu percebi, as pessoas usam o Twitter e Facebook para conversar apesar de existir canais próprios para isso como o e-mail, messenger e o próprio DM desses sites. Como eu tuitei certa vez:  “o e-mail é o meio formal da internet”.

Você usa o e-mail para tratar de assuntos importantes e falar com pessoas com quem você não tem muita intimidade. Twitter e Facebook são canais de expressão, você fala o que está fazendo, diz o que pensa e publica fotos dos lugares que frequenta. Mas eles se tornaram mais do que uma via de mão única, e passaram a ser o jeito mais prático de dialogar com os amigos. Por que? Porque é onde eles estão o tempo todo. É mais provável que o seu amigo veja aquele “e aí, vamos tomar um choppinho hoje?” no mural do Facebook do que na caixa de entrada do Gmail.

Entender esse comportamento é importante para a comunicação empresa-consumidor. Principalmente, porque uma parte da importante desse processo está no poder do buzz. Você pode gastar R$50 mil e falar com 10 mil pessoas de pessoas ou gastar R$50 mil e falar com 1 milhão de pessoas. Por isso, as empresas querem fazer parte dessa conversa. Mas o marketing convencional não as ensinou a fazer isso. Quando uma empresa falava, todo mundo ouvia. Hoje, empresas e consumidores falam, mas só ouve quem quer e o que quer.

Já que as pessoas amam se comunicar, e agora elas se comunicam o tempo todo para muita gente, descobriu-se que o segredo está em gerar conteúdo bom o suficiente para virar assunto. As pessoas sempre conversaram, mas agora é como se todo mundo falasse usando um megafone. Na minha época, adolescentes ficavam pendurados no telefone (às vezes no mIRC), agora eles ficam no msn. Essa paixão das pessoas pela comunicação — por se expressar e conversar — é natural, e empresas inteligentes sabem tirar proveito disso.