Se não fosse por duas coisas, talvez eu nunca tivesse dado chance ao filme Amor Sem Escalas. Mas o fato dele estar concorrendo ao Oscar de melhor filme e ter sido indicado pelo Carlos Faccina despertou a curiosidade que eu precisava.

Pra começar, Amor Sem Escalas não é uma comédia romântica, de amor não tem nada. O título original é Up In The Air. O filme dirigido pelo diretor dos bem-sucedidos “Obrigado Por Fumar” e “Juno” retrata a realidade econômica norte-americana desde a chegada da crise do mercado imobiliário e suas consequências catastróficas para a economia mundial.

O filme gira em torno do desemprego, mas tem uma mensagem mais profunda. Bingham — o personagem do George Clooney — é um executivo responsável por demitir pessoas de empresas cujos chefes não têm coragem de fazer. Então, o filme é cheio daqueles discursos prontos de RH e reações inesperadas de funcionários demitidos. Aliás, muitos dos “atores” não são atores, são pessoas demitidas recentemente de verdade.

Como  muitos podem imaginar, Bingham é um cara frio que passa 320 dias do ano entre aeroportos, hotéis e empresas. Não pensa em ter família, tampouco filhos. Mas em vez de frieza, prefiro chamar de desapego.

Quem nunca conheceu uma pessoa que morreria se perdesse o emprego? Que sentiria vergonha de contar pra família e amigos que foi demitido? E que ficaria perdido ao levantar de manhã sem ter que ir pro trabalho?

Esse tipo de desapego é saudável e no decorrer do filme você percebe que o real trabalho de Bingham é mostrar às pessoas que deixar a empresa depois de 15 anos é uma oportunidade de retormar projetos, experimentar coisas novas e ir atrás de sonhos deixados para trás. Amor Sem Escalas é um filme sobre recomeço, sobre encontrar motivação para continuar a vida mesmo quando o maior de todos os medos vira realidade: o desemprego.

Para terminar, quero transcrever os minutos finais do filme com depoimentos de algumas pessoas reais:

Quando acordei, olhei pro lado e vi minha esposa, isso me deu motivação (…)  Não é sobre dinheiro. O dinheiro te mantém aquecido. Pagar suas contas de luz. Poder comprar um cobertor. Mas nada me mantém mais aquecida do que quando meu marido me abraça. Fazem com que eu me levante, que saia, que procure alguma coisa. Pois meus filhos são a minha motivação. Minha família (…) Esta noite, a maioria das pessoas chegará em casa com cães pulando e crianças gritando. As esposas perguntarão como foi o dia e à noite todos adormecerão. As estrelas sairão de seus esconderijos diurnos. E uma delas, a mais brilhante de todas, será a ponta da minha asa passando por cima.”

Todos os anos, mais 700 mil jovens entram no mercado de trabalho para disputar 2 milhões de empregos — isso quando a economia vai bem, como 2010. A batalha pelo emprego ideal é tão selvagem que ou você está desempregado (8% da população) ou está infeliz. Uma pesquisa já antiga, de 2006, apontou que 42% das pessoas estão insatisfeitas com seu trabalho, e isso é ainda pior nas empresas de pequeno porte, 71%.

Em outras palavras, conquistar o emprego ideal é quase como topar com uma maleta cheia de dólares. Exceto pelo fato que depende de você, não de sorte.

O que você está fazendo para conquistar essa preciosidade?

Milhares de jovens profissionais se inscrevem, todos os anos, em programas de trainee para concorrer a uma quantidade vagas que não enche sequer um auditório. Pior do que concurso público e o vestibular da FUVEST, é se tornar trainee em  uma grande empresa brasileira.

Obviamente, algumas pessoas não são tão ambiciosas assim. Mas até as menos ambiciosas desejam obter sucesso no que faz. Ser o melhor, inspirar outras, ser reconhecido, ter o maior salário, trabalhar no que gosta.

O que você está fazendo para ser um sucesso?

Você lê bastante? Viaja para lugares diferentes? Fica até mais tarde no trabalho para eliminar as pendências?  Mudaria de cidade em busca do seu sonho? Não tem medo de fazer o que os outros nunca fizeram? Tem um blog? Não tem, mas lê vários? Fala pelo menos  um idioma fluente? Dois?

Gosta de aprender coisas novas só pela curiosidade? É inteligente, mais do que isso, possui a tal inteligência emocional que tanto se fala? Você é uma pessoa chata, crítica e nunca distrata ninguém? Reconhece a ideia dos outros? É amigo de todos ou adora uma fofoca e acaba gastando seu tempo com esses venenos organizacionais?

Carlos Domingos falou em seu livro que os melhores talentos são imprevisíveis, impacientes e inquietos. Uma coisa eu tenho certeza, pessoas talentosas não são como todo mundo, não são pessoas comuns.

As pessoas mais bem-sucedidas do mundo são pessoas interessantes com algo a ensinar e muita vontade de aprender. Só se contentam com o melhor e nunca ficam no mesmo lugar fazendo a mesma coisa por muito tempo. Essas pessoas querem o mudar o mundo, mas se satisfazem se conseguirem mudar processos, pessoas, a empresa ou o cliente.

O sucesso requer um esforço gigante, contínuo, e a maioria das pessoas mal fazem o básico. Pessoas assim acabam eventualmente reclamando por não conseguir uma promoção, por estar com o mesmo salário há anos, botam a culpa no “queridinho do chefe” e justificam com a falta de tempo ou dinheiro por seu currículo estar ultrapassado.

“Mas eu não tenho tempo mesmo!” (Ou dinheiro)

Essa é a desculpa mais comum do mundo. Bem, a melhor resposta para esta desculpa eu li do Leo Babauta: Você é responsável pela sua vida!

Se você  não tiver tempo pra começar um projeto particular, fazer um curso, escrever ou qualquer outra coisa que pode fazer você um profissional melhor… Ok! Essa é a sua vida. Enquanto isso tem gente dormindo 5h por dia, chegando do curso as 23h. Trabalhando aos sábados. Morando longe da família. Estudando para provas de trainee. Lendo mais de 5 livros por ano. Resumindo, tem muita gente querendo ser uma pessoa melhor. Se você acha que já é bom o suficiente ou não tem tempo, tudo bem, talvez você não mereça o sucesso.

Depois de “O Melhor do Mundo”, “Vaca Roxa”, “Todo Marqueteiro É Mentiroso” e “Tribes”, Seth Godin lança seu novo livro chamado “Linchpin”, no qual relaciona marketing com a arte e vida profissional com a vida de um artista. Jackie Huba, autora do blog The Church of the Customer e de 2 livros, entrevistou o carequinha mais famoso do marketing e essa entrevista você lê traduzida aqui.

O que é um linchpin e por que é importante se tornar um?
Um linchpin é uma parte que você não pode viver sem, é o que faz a diferença. Em toda organização existe um (ou vários). Ele pode ser o grande inventor que criou o impossível, porém é mais provável que seja um grande e prestigiado vendedor ou atendente que cria uma conexão, ou um marqueteiro que sabe como contar uma história que se espalha.

Em um mundo pós-fábricas, montar uma linha de produção não é tão importante. Estocar, apertar botões, ler o manual… esses papéis são facilmente substituíveis, papéis em que nem o trabalhador nem a organização ganham (margem) o bastante por isso. Se você quer um emprego satisfatório e seguro, então,  você precisa descobrir como fazer o inesperado, fazer o que realmente importa e criar interações com as pessoas.

Você fala sobre linchpins serem artistas. Qual a diferença entre um profissional de marketing convencional e um que pensa como um artista? Você pode dar um exemplo de um marqueteiro que seja um artista?
Arte, pela minha definição, não tem nada a ver com pintura e tudo a ver com conectar pessoas de um modo generoso fazendo com que a mudança aconteça. Um diretor de cinema faz arte quando ele faz o público chorar. Um designer de produto faz arte quando o modo de usar é melhor do que precisava ser, mais eficiante e até prazerosa.

Profissionais de marketing podem encontrar livros, manuais e PDFs que expliquem direitinho como seguir as regras. Isso é fácil e particularmente nada valioso. Um profissional de marketing se torna um artista quando luta por uma causa, faz o inesperado ou arrisca e faz a diferença.

Eu poderia argumentar que vocês [do blog Church of Customer Blog] fazem arte quando se levantam para falar sobre o conceito do 1%. Ou que Isaac Biz Stone  foi um artista quando descobriu como fazer o Twitter [do qual ele é co-fundador] ser usado de forma massiva. Ou Scott Monty, na Ford, fez com que um carro atravessasse os coquetéis da AutoWeek para entrevistar especialistas em social media. A segunda vez que alguém faz algo é cópia. A primeira é arte.

Nós entendemos como funciona o conceito de “trabalho físico”, mas você enfatizou a importância do “trabalho emocional”. O que você quis dizer, poderia nos dar um exemplo?
Eu não sei sobre você, mas eu não tenho feito trabalho físico há muito tempo. Talvez redigir.

Trabalho emocional é o ato de sorrir quando você está assustado ou pegar um avião quando você está exausto. É sonhar quando você não sente que está sonhando, se importar com o outro quando ele está agindo como um idiota. Trabalho emocional é trabalhar com seu coração, com alma e com seus sentimentos. Nós costumamos achar que isso é fácil, mas não é.  Por outro lado, é muito importante.

Nós amamos a frase “quanto mais fácil de quantificar, menor é o valor”. Você pode nos dizer por que isso é verdade?
Se você pode quantificar, então provavelmente alguém soube como tornar isso normal, comum. E se alguém pode transformar isso em algo normal, alguém sempre poderá fazer isso mais barato do que você pode.

Por outro lado, o que é valioso e custa caro não pode ser quantificado. Coisas como prazer, segurança ou felicidade não são fáceis de mensurar, isso é arte, e arte sempre vale mais do que as pessoas acham que vale.

Nós medimos o quantificável porque nós podemos. Mas nós devemos criar o inquantificável porque é raro.

Nosso cérebro teimoso nos diz “cala a boca. não levante. não fale pra todos ouvirem. se esconda”. Se você quer ser um linchpin, como nós silenciamos essa parte do nosso cérebro?
Steve Pressfield chama isso de resistência. A voz na sua cabeça que destrói a arte. Há várias maneiras de destruí-la. Você pode distraí-la. Forçá-la. Enganá-la. Seduzí-la com pequenos passos. Eu não estou certo qual a melhor técnica, mas eu tenho certeza absoluta que isso precisa ser feito. Meu livro tem apenas um objetivo: fazer você se comprometer com essa tarefa.

Mesmo sem ter lido o best-seller “7 hábitos das pessoas altamente eficazes”, eu acredito que melhores hábitos tornam as pessoas melhores. Caminhar todas as manhãs, consumir produtos integrais, ler 1livro todo mês, fazer diferente o que você sempre fez igual.

Alguns dos nossos hábitos já fazem parte de nós, são automáticos, outros precisam de disciplina para realizá-los. Se queremos ser um grande profissional,  cidadão ou pai, é preciso fazer isso. Percebi que boa parte dos bons hábitos são mais ou menos o mesmo para todo mundo. Como estes cinco que li e que, coincidência ou não, já aplico na minha vida há algum tempo:

1. Mantenha-se informado: este é provavelmente o mais óbvio de todos os conselhos que você pode receber. Mas o óbvio é frequentemente esquecido, então aqui estou eu para lembrá-lo. Adquira o hábito de se informar. Seja lendo o jornal diariamente, assinando feeds, assistindo telejornais ou mesmo com uma revista semanal como a Veja. É importante saber o que está acontecendo no mundo e no seu mercado de atuação, portanto não basta ler jornais, é preciso ler blogs e revistas sobre o que você faz. Isso lhe dará assuntos para discutir na empresa e fora dela. Bem como conhecimento geral a ser aplicado em todos os campos da sua vida.

2. Compartilhe: Você lê, está sempre informado, tem bastante conhecimento do mundo que lhe cerca e também do mundo. Agora, se você não conta pra ninguém, não está aproveitando todo o potencial de ser bem informado. Lindsey Pollak usou uma analogia bem bacana pra ilustrar isso. Sabe o botão “compartilhe” que está em baixo deste artigo? Imagine que ele existisse em tudo que você lê e vê (fora da internet). Comente sobre algo bacana que você viu, empreste um livro interessante que você tenha lido. Compartilhe o que você sabe (de oportunidades de emprego a conselhos) e as pessoas jamais esquecerão de você.

3. Aprenda: este é um dos hábitos que eu estou sempre me “forçando” a manter. Chega um ponto em que as pessoas se acomodam demais e param de aprender. Quando temos 5 anos perguntamos sobre tudo da vida, por volta dos 12 ficamos curiosos sobre namoro, aos 17 aprendemos o básico para entrar na faculdade. Aos 19-20 vem o primeiro estágio e daí mais alguns anos até conseguirmos um emprego estável. E aí deixamos de aprender. É preciso lutar pra não deixar isso acontecer. Aprenda qualquer coisa sempre! Como cozinhar, praticar aulas de tiro ou formatar o computador.

4. Liste “coisas a fazer” no dia seguinte: eu tenho o incômodo hábito de anotar tudo. Estudo fazendo anotações, leio livros com uma lapiseira na mão anotando as partes mais importantes, anoto ideias de posts pro blog a qualquer hora e mantenho um caderninho em todos os lugares. Claro, que você não precisa ser maníaco como eu, apenas criar o hábito de colocar no papel o que você precisa fazer. Como a lista de supermercado, anote o que você deixou de fazer hoje para retomar no dia seguinte. É simples, prático e útil como lápis e papel.

5. Relaxe: este é um dos conselhos que mais eu dou porque as pessoas estão cada vez mais estressadas e sensíveis aos problemas que se esquecem de relaxar. Todo mundo precisa adquirir o hábito de fazer o que gosta. Seja tirar um cochilo, jogar videogame ou cuidar do jardim. Nunca vá pra cama sem antes fazer algo que lhe dê prazer. Ninguém consegue viver só para o trabalho sem perder o entusiasmo.  Aprender a relaxar é um hábito tão importante quanto levantar todos os dias para trabalhar.

Nada mais oportuno do que começar 2010 falando de uma das coisas mais interessantes que descobri em 2009, o método 10-10-10.

Como a maioria das pessoas que descobrem o método, eu simpatizei desde o primeiro segundo , mais especificamente em abril do ano passado, ao ler um artigo sobre o novo livro da Suzy Welch. Terminei de ler e pensei “tenho que comprar”. Mas outras prioridades – literárias e financeiras – me fizeram adiar até o natal quando descobri a versão em português. Uma semana depois voltei à livraria para comprar uma outra cópia para a minha mãe.

O 10-10-10 é um conceito tão simples quanto poderoso, que nos ajuda a tomar a melhor decisão avaliando as conseqüências em 10 horas, 10 meses e 10 anos – entenda isso como curto, médio e longo prazo. Obviamente, o tempo 10 é apenas uma simbologia didática. Pode ser 2 dias, 15 meses e 6 anos ou o que melhor se enquadrar à sua realidade.

Uma das vantagens do 10-10-10 é sua versatilidade. É possível utilizá-lo em quase qualquer processo de decisão. Seja mudar de cidade, deixar o emprego, casar, fazer um curso ou demitir um funcionário.

Provavelmente, ao terminar de ler este post você conhecerá a essência do 10-10-10 e já poderá aplicá-lo na sua vida. Porém, só lendo o livro pra conhecer todo seu poder. Suzy ilustra muito bem o 10-10-10 com histórias e lições de vida emocionantes, engraçadas e enriquecedoras. Histórias de pessoas normais, com problemas normais, que conseguiram tomar as melhores decisões e conviverem melhor com elas após utilizar o método.

Se você é uma pessoa impulsiva, que toma decisões pensando somente no hoje, na qual os únicos argumentos são o “eu quero” ou o “eu acho”. Você precisa do 10-10-10 mais do que todo mundo!

A pergunta
Todo processo de decisão deve começar com uma pergunta. Como exemplo, vou fazer o que Suzy Welch chama de “10-10-10 retrospectivo” – uma decisão já tomada tempos atrás como se fosse hoje.

Dois anos atrás eu me perguntei: “devo me mudar para Rio Grande do Sul?”. Tendo em vista que eu não conhecia ninguém e tinha amigos espalhados em vários outros estados do Brasil, era realmente uma decisão difícil a tomar.

  • No primeiro 10, de 10 dias: Seria muito difícil. Muita insegurança, solidão e sensação de desamparo. Sem amigos, nem ninguém com quem contar e ter que arrumar um lugar pra morar.
  • No segundo 10, de 10 meses: Continuaria sendo difícil, mas a essa altura eu provavelmente já estaria empregado e teria conhecido algumas pessoas. Já estaria morando em um lugar melhor. A saudade ainda estaria me matando, mas a sensação de “vitória”, de que tudo estava caminhando, me confortaria.
  • No terceiro 10, o de 10 anos: Seria maravilhoso. Eu provavelmente estaria realizado pessoalmente e profissionalmente. Com uma nova vida estabilizada, além de ter minha mãe por perto, já aposentada.

Outros cenários
Uma das razões da eficácia do 10-10-10 é que ele propõe o estudo de várias situações. Você deve considerar as várias conseqüências da sua decisão. Voltando ao exemplo, eu teria que fazer o 10-10-10 para o caso de eu não me mudar para o RS e continuar na minha cidade. Em resumo, eu seria frustrado para o resto da vida e dificilmente teria a chance de crescer profissionalmente.

Apenas avaliando os diversos cenários é que é possível tomar a melhor decisão e sentir-se bem com ela. Não há nada pior do que achar que fez a coisa errada, e o 10-10-10 ajuda você nisso.

A história que mudou muitas vidas
Suzy Welch surgiu com esse conceito 10 anos atrás em um momento de esgotamento fisíco e emocional. Com 4 filhos pequenos e uma agenda entre palestras e o trabalho na revista HBR, ela sabia que tinha que mudar.

Nos 7 anos seguintes, o conceito ficou restrito a amigos e colegas de trabalho. Até que Suzy escreveu em sua coluna no site da Oprah – em 2005. Para seu espanto, uma avalanche de e-mails lotou sua caixa de entrada e a partir daí não parou mais. Suzy foi coletando histórias, entrevistando pessoas, ensinando outras e colhendo feedbacks. O resultado veio em 2009 em 220 páginas.

Resumindo tudo
Se você tem pouco tempo para ler todo o post, então aqui vai um resumo:

O 10-10-10 é um método que lhe ajuda a tomar melhores decisões avaliando suas conseqüências em 10 horas (ou dias), 10 meses e 10 anos. “Devo sair deste relacionamento estagnado há 5 anos?”, “devo abrir meu próprio negócio?”. O método lhe ajuda a tomar essas e outras difíceis decisões.

No entanto, o livro não vai muito além disso. Apenas conta ótimas histórias de pessoas que resolveram problemas e tomaram melhores decisões utilizando o 10-10-10. O livro ajuda você a assimilar o conceito e utilizá-lo de forma mais eficaz e natural no seu dia-a-dia.

Tudo que você precisa saber é que suas decisões têm conseqüências, e as mais profundas são a longo-prazo. As pessoas costumam viver focadas no hoje e no amanhã e esquecem do futuro, eu vejo isso o tempo todo. O 10-10-10 combate isso e muitos outros problemas da decisão mal tomada. Seja usando o método da Suzy Welch ou não, todos nós precisamos decidir melhor. Aprender como deve ser uma prioridade na vida de todos nós.

1 Você [ou sua equipe ou empresa] fica sem tempo (e desiste).

2 Você fica sem dinheiro (e desiste).

3 Você fica com medo (e desiste).

4 Você não leva a sério (e desiste).

5 Você perde o interesse ou o entusiasmo, ou se conforma com a mediocridade (e desiste).

6 Você se concentra no curto-prazo em vez de no longo. (e desiste quando o curto-prazo fica muito difícil).

7 Você escolhe a área errada para ser o melhor (porque não tem talento para ela).

Na maioria dos casos,  isso acontece por um dos dois motivos a seguir: 1) Você planejou mal; 2) Você desistiu precocemente. Se você achar que não é capaz de algo (lhe falta recursos, aptidão, etc) nem comece; do contrário, persevere que um dia você chegará lá.

[Extraído do livro "O Melhor do Mundo"]

Assistindo uma entrevista do Fernando Dolabela no Manhatan Connection do último domingo, achei interessante abordar este tema inédito aqui no blog,  empreendedorismo interno, ou intrapreneurship.

Procurei em uns materiais e achei os 10 mandamentos do empreendedor interno. Vale a pena ler.

  1. Vá ao trabalho cada dia preparado para ser demitido.
  2. Contorne qualquer ordem que objetive interromper seu sonho.
  3. Se preciso, “carregue pianos” em seu projeto.
  4. Gaste muita saliva e sola de sapatos.
  5. Siga sua intuição sobre o pessoal, use apoio e trabalhe somente com os melhores.
  6. Não divulgue seus projetos. A publicidade atrai céticos, descrentes e resistentes.
  7. Nunca aposte numa corrida a menos que esteja participando dela.
  8. Lembre-se que é mais fácil pedir desculpas pelo insucesso do que permissão para tentar algo novo.
  9. Tenha metas ambiciosas, mas seja realista quanto aos meios que dispõe.
  10. Seja leal com todos. Não há conflito entre realização e consciência tranquila.

[Extraído do livro Intrapreneuring - Por que você não precisa deixar a organização para ser um empreendedor, de Gifford Pinchot III]

Eu não trabalho por dinheiro!

18 de novembro de 2009 • TEMAS: Carreira / /

Sério. Se eu trabalhasse por dinheiro, estaria vendendo ônibus e caminhões (vocês não têm ideia da comissão desses caras). Obviamente, eu tenho que pagar contas, então eu também trabalho por dinheiro.

Dinheiro, dinheiro, dinheiro. É só que o que as pessoas pensam. Where’s the love? Eis o por quê o sonho de muitos jovens hoje em dia não é ter uma carreira de sucesso, mas passar em concurso público –seja ele qual for. Que bobagem a utopia da vida fácil no serviço público. Estabilidade profissional em troca da realização pessoal demonstra ser nada vantajoso quando o sujeito chega aos 40.

Talvez por nascer no auge da geração Y e ter pais que trabalharam a vida inteira para o Governo, felicidade e trabalho pra mim estão diretamente ligados. Impossível ser feliz trabalhando em uma empresa com valores diferentes dos seus, numa área que você não gosta ou em algo que você não acredita.

Nunca tive medo de mudar de emprego, de experimentar algo novo (desde que eu me interesse) ou de fazer o que eu acho certo — seja como o chefe pensar. Não tenho o perfil de funcionário modelo da maioria das empresas. Essa é uma das vantagens de se ganhar pouco (ou não o suficiente), você pisa mais no acelerador. Ser muito bem pago, em muitas empresas, requer que você agrade o chefe. E aí vem a questão: você trabalha por dinheiro? A maioria das pessoas que eu conheço sim. A maioria também lê menos de 5 livros por ano, não acompanha jornais nem lê artigos na internet. Bem, eu não seguiria essa maioria…

Eu trabalho em troca de realização profissional,  reconhecimento, aprendizado e por que não dizer por diversão? Vários amigos meus já me disseram que concordariam trabalhar em um lugar com salário menor, desde que fosse um ambiente agradável e pessoas bacanas.

Ainda não tenho que sustentar uma família, o que é bom, e posso me dedicar quase que integralmente à minha carreira. Eu escrevo de graça e o blog não me rende um centavo, pois esse nunca foi o objetivo. Aceito ser pago em e-mails de reconhecimento, que elogiam o blog e agradecem pelos artigos.

Chegará o dia que eu realmente precisarei trabalhar por dinheiro, mas até lá, eu espero ter trabalhado o suficiente para alcançar o lugar que todos, sem exceção, buscam. Trabalhar fazendo o que se gosta e ser bem pago por isso.

Não entenda isso como  uma crítica ou juízo de valor. Eu realmente admiro quem consegue trabalhar no que não gosta pelo dinheiro. You are my heroes! Eu não sou o melhor, mas estou certo de que só pensando assim, um dia posso me tornar o melhor.

Trolls. Eles estão a solta

28 de outubro de 2009 • TEMAS: Carreira / Comportamento / /

Quando pensei em criar um blog pra falar o que achava sobre marketing & comunicação, eu sabia que devia estar preparado para críticas, confronto de ideias e, principalmente, desaforos. Talvez por herança do meu pai, eu sempre tive uma certa tendência a criar “desconfortos” e a falar o que penso. Há muitas pessoas por aí que não estão preparadas para ouvir o que eu ou você pensamos. Esteja preparado para lidar com essas pessoas.

Críticas e confronto de opiniões nunca foram problema pra mim, acho bastante produtivo e tento estimular esse tipo de debate aqui no blog. Mas trolls não apenas discordam de você, eles te tratam mal com o único intuito de… tratar mal mesmo.

Até pouco tempo atrás eu não sabia que troll se chama troll. Não sabia que existia um nome pra isso. Também não sabia que é normal e que quase todo mundo tem que enfrentá-los cedo ou tarde. A primeira vez que li algo a respeito foi quando Chris Guillebeau (sujeito pra lá de gente fina que ganha a vida viajando e escrevendo) deu a dica: “seu blog não é para todo mundo. Alguns vão te achar o máximo e outros te acharão um bosta”. Eu senti um certo alívio quando li. Ele não usou o termo troll, mas era certo de que ele falava do mesmo ser nada mitológico.

Depois vieram grandes nomes como Seth Godin e Sonia Simone (CopyBlogger) falando a respeito. Seth brincou “trolls estão sempre trollando…”, e disse sério: “Ignorá-los faz parte do seu trabalho”.  Segundo Seth, pessoas assim raramente criam algo. Putz! Como isso é verdade. Todo mundo critica, mas quantos realmente criam algo? Quantos são ousados o suficiente pra fazer algo diferente?

Sonia foi mais longe escrevendo um verdadeiro manual de como lidar com essas “criaturinhas desagradáveis” (palavras dela).

Trolls são aqueles que, por alguma razão, obtém prazer de algo que eles podem derrubar, ao invés de  construir.”

Quantas pessoas assim você conhece na sua empresa? Espero que “uma ou outra” seja a resposta, mas seja como for isso é normal. Eles estão por toda a parte, cabe a nós aprendermos como lidar com eles. Lembre-se do que disse Seth Godin: “a gente é pago pra ignorá-los”.

>> Não deixe de ler “The Dark Side of Authority” e aprenda como lidar com esses seres insaciáveis.

Nunca pare de aprender

21 de setembro de 2009 • TEMAS: Carreira / Filosofando /

Para  começarmos a semana com o pé direito, um artigo que li hoje cedo:

De vez em quando, eu gosto de pegar uma edição da Time e ler todos os artigos, do início ao fim, e não apenas aqueles que me interessam mais. Desse jeito,você pode estar certo que irá aprender algo que você não sabia anteriormente. Aprender é um ingrediente essencial de qualquer negócio de sucesso. Pois, quando você fecha a sua mente para outra realidade, você se fecha para outras grandes oportunidades que estão no seu aguardo. Nesse caso, quando você perceber que está em apuros, será tarde demais para se salvar.

A menos que você sempre sinta medo, você está frito.

A habilidade de estar sempre aberto a mudanças e a continuar tentando se aprimorar e aprimorar o seu negócio é crucial para o sucesso, de acordo com Bill Gates. As pessoas sempre temem mudanças. As pessoas tinham medo da eletricidade quando ela foi inventada, sempre haverá ignorância, e ignorância leva ao medo. Se você ignorar o que lhe cerca e parar de fazer perguntas sobre como melhorar, você está destinado ao fracasso.

Ninguém deve parar fazer perguntas; nunca parar de aprender. Independente de você ser empresário, médico ou programador. Só se você aumentar a sua compreensão do mundo que lhe rodeia é que você terá um impacto significativo nele. Só se você nunca parar de aprender é que nunca deixará de ver as possibilidades.

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