A forma mais antiga de superar problemas

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POR HELENA MARIA COSI

“É da natureza humana evitar o desconforto e ignorar a dor. Mas a única maneira de superar as experiências do passado é ao enfrentar as emoções que estão profundamente enraizadas, liberá-las e seguir em frente.”

Encontrei este trecho passeando pelas mídias sociais. E não é a mais pura verdade? Quantas vezes você já entrou na primeira sessão de cinema que viu a frente para não ter que pensar naquele problema que não saía da sua cabeça? Ou apelou para aquele programa de TV cheio de piadinhas infames só para se distrair da dor que explodia no peito?

Buscar ajuda e ocupar a cabeça com distrações divertidas é uma excelente ferramenta para nos ajudar a lidar com nossas dores, mas veja bem, ajudar a lidar é diferente de fugir. Com o tempo a gente aprende que o que a vida requer da gente é verdade e coragem. Encarar é difícil? É sim. Demais. A gente chora, sofre, dói no fundo da alma, mas essa ainda é a única forma possível de cura. Se você dá as costas para uma pessoa, ela pode te assustar muito mais do que se encará-la nos olhos, certo? Com os sentimentos acontece da mesma forma. Quanto mais resistimos ao enfrentamento, maiores e mais assustadores eles se tornam.

Sorte nossa que hoje em dia existem muitas instituições que nos auxiliam nesse processo. Uma delas é a Arte de Viver, uma organização humanitária e educacional, sem fins lucrativos, engajada em inciativas de controle do estresse e serviços sociais. Há 3 anos atrás fui convidada por um amigo há participar do Yes Plus! – um curso com duração de 6 dias que prometia o fim da ansiedade e do stress. “Uau! eu realmente preciso disso”, pensei. Na época estava há um mês de uma mudança radical de vida e a insônia já fazia parte das minhas noites. Paguei pra ver e me inscrevi no curso. Foi assim que encontrei na meditação, uma maneira incrível para combater à tal insônia e me ajudar a encarar os problemas que mais me assustavam. O que o oriente descobriu há milênios, está hoje ao alcance todos em qualquer partedo mundo.

Quem nunca meditou na vida e escuta essa palavra pela primeira vez pensa que é uma missão impossível que nem Tom Cruise daria conta. Frases como “Como assim não pensar em nada?” , “Isso não existe, é lenda” e a que eu mais gosto: “Não serve pra mim.” Como assim não servir para alguém? Se você é capaz de inspirar e expirar, fechar os olhos e tem sua mente atordoada com pensamento o dia inteiro, não só te serve como deveria ser o primeiro a tentar.

A meditação é uma prática milenar que surgiu na Índia há mais de 5.000 anos antes de Cristo, era praticada por uma civilização chamada védica e demoravam anos para as técnicas serem passadas dos mestres a seus discípulos. Hoje temos a honra de podermos nos inscrever em um curso de 6 dias e ter acesso a conhecimentos tão ricos e poderosos. É um caminho para se voltar para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si. Quem não quer calar um pouco a mente que está sempre a mil por hora e ficar alguns minutos com a sensação de paz e tranquilidade? Por isso, não crie barreiras que não existem. Permita-se.

Osho em seu livro “Meditação: a primeira e última liberdade” sugere que meditar é se colocar em estado de observação. É sair do lugar da ação, do sentir, e olhar de cima como um espectador do nosso próprio corpo. Foi através dessa prática que encontrei forças para vasculhar os traumas mais delicados e escondidos que carrego. Quem sabe essa mesma ferramenta te ajude? Experimente sentar confortavelmente com a coluna reta, fechar os olhos e respirar bem devagar durante uns 20 minutos. Deixar os pensamentos atravessarem a mente e ficar apenas observando as sensações que surgem? Pode parecer estranho no início, mas logo você se acostuma. Se nunca teve essa experiência tente fazer isso em casa e depois vem aqui compartilhar conosco o que sentiu.