Você é daquele que sonha em não ter que trabalhar (sonhos como: se aposentar, ganhar na loteria, criar uma empresa e vender por milhões) ou é o tipo de pessoa que vê aposentadoria como um novo capítulo, está sempre começando coisas e se vê trabalhando até bem velhinho?

É impressionante a quantidade de colegas que eu tenho no 1º grupo. Desculpe amigos, mas vocês nasceram na época errada. Nesta, as pessoas não se aposentam felizes aos 60 e se dedicam a pescar, cuidar dos netinhos e a se embalar em cadeiras postas na varanda.

Os cinquentões e sessentões (por que não setentões?) de hoje estão produzindo e consumindo como nunca antes. Resultado de uma maior estimativa de vida e da agilidade do mundo atual. A verdade é que nunca é tarde; se antes uma pessoa na casa dos 40 dizia “estou velho demais para isso”, agora ela precisaria ter uns 60 para dizer a mesma coisa. E isso muda a nossa vida em 2 sentidos.

O profissional: Jorge Pontual, correspondente da Globo nos EUA, disse recentemente em uma entrevista que ele se reinventou profissionalmente aos 50 anos. Isso só foi possível porque ele se permitiu. Pensar que você está velho demais para qualquer coisa é um veneno para sua vitalidade.  A experiência é um grande aliado do sucesso, é preciso tirar vantagem dela. As gerações antes da minha (eu tenho “só” 27 anos, cof! cof!) tinha uma capacidade incrível de se acomodar, e essa acomodação está fazendo com que eles sejam trocados por profissionais mais jovens — muito mais dispostos, dinâmicos e flexíveis. A idade é só um número, e o que passou, passou. É preciso olhar para frente como se você tivesse sempre 20 anos de idade. Com experiência, vitalidade e otimismo qualquer pessoa pode chegar aonde quer, fazer o que sempre quis fazer e mudar de vida, de país, de profissão.

O pessoal: Seth Godin diz que os cinquentões de hoje estão mais parecidos com os trintões de algum tempo atrás — quando a 3ª década de vida era sua última chance de mudar e de construir a vida que você desejou. Com 40, já era tarde demais. Hoje, as pessoas vivem sem muita dificuldade até os 80, 90 anos; não faz sentido limitar-se a apenas metade da vida. Os velhinhos de hoje nos surpreendem a cada dia. Eles correm maratonas, fazem musculação, viajam em cruzeiros, escrevem livros, namoram como adolescentes, aprendem a cada dia a usar um novo aparelho digital e até  usam redes sociais. O seu corpo envelhece naturalmente, mas a sua mente só envelhece se você deixar. Quem não conhece um jovem de 70 e um velho de 30? Eu conheço vários.  Alguém uma vez disse que você é tão velho quanto acha que é. Se os 50 são os novos 30, os 70 seriam os novos 50, certo? Mas não, os 30 não seriam os novos 10.

Ainda são poucas as empresas brasileiras quem exploram esse mercado generoso da 3ª idade (exceto aquelas malditas financeiras!), talvez porque essas empresas também carreguem o velho pensamento de que eles estão velhos demais para experimentar uma tecnologia, usar uma roupa diferente, viajar e enfrentar aventuras.

Adaptação é a palavra mais importante quando se trata de envelhecer bem. Darwin de novo em ação;  um homem que publicou seu melhor trabalho aos 50 anos, em uma época onde ter 50 era como ter 80. Adapte-se ao novo mundo, na empresa, na sociedade, conheça novas tecnologias, novos assuntos. Viva e experimente. Porque a única coisa que não envelhece (se você cuidar), é a sua mente.


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