Arquivo de setembro de 2011
O problema é o “rock” e o “Rio” do nome. Essas duas palavras acabam limitando as possibilidades do evento tanto em gênero musical como localidade. E é justamente por esse “limite” ter sido rompido, que o Rock in Rio vem sendo alvo de duras críticas, o que provavelmente terá algum impacto na imagem do maior festival que o Brasil já viu.
Como nome de marca, Rock in Rio é um nome forte pois carrega dois elementos com muitos valores e associações. O primeiro é o gênero musical mais tocados no mundo todo. O segundo é uma das mais belas cidades tropicais do planeta, e que o mundo todo deseja visitar ao menos uma vez na vida. Então, como um festival de rock em uma das cidades mais atraentes do mundo poderia dar errado? Quando o rock é colocado em segundo plano e o Rio não é o único palco desse festival. Para quem não sabe, até a edição deste ano, o Rock In Rio aconteceu mais vezes em Lisboa do que no Rio de Janeiro.
O Rock in Rio poderia entrar para a lista dos maiores festivais do mundo se tivesse trabalhado bem a sua marca — mantendo a identidade que o tornou famoso e agradando seu público apaixonado. A escolha do nome, para qualquer marca, é importantíssimo. Consumidores assumem coisas de forma inconsciente e criam expectativas mais rapidamente do que você pode imaginar. Então, se você diz Rock in Rio, as pessoas assumem que é um festival de rock no Rio de Janeiro. E não Shakira em Lisboa. O que poderia ter acontecido sem problemas, se o nome fosse diferente.
Nome é coisa séria para um negócio assim como música é coisa séria para amantes da música. Obviamente, também é sério para os organizadores e patrocinadores do festival que querem obter retorno financeiro e obter sucesso suficiente para render outras edições futuras. Sob a perspectiva desses caras, faz sentido colocar Ivete Sangalo e Claudia Leite no palco principal do evento para atrair outros públicos (e faturar mais). Tudo isso seria perfeitamente possível… se o nome não fosse Rock in Rio.
Peguemos 6 dos maiores festivais do mundo: Glastonbury, Coachella, Lollapalooza, T in the Park, Bonnaroo, Benicassim. Quatro festivais têm nomes associados ao lugar que acontece – como o Glastonbury, uma cidadezinha a 200km de Londres ou o Coachella em um dos vales californianos – e 2 têm nomes inventados ou sem fortes associações. É normal associar um festival a um lugar, desde que ele só aconteça nesse lugar. Você nunca verá um Glastonbury acontecendo em Seattle, e nem acho que seja porque ele não teria sua atmosfera inglesa, mas porque o nome é tão forte que seria quase como um insulto aos britânicos, que há décadas vão a esse festival, vê-lo em terras estrangeiras.
Não podemos dizer que o Rock In Rio “deu errado”. Mas do ponto de vista do branding, ele fracassou. Sua marca certamente vai perder força com a edição deste ano, enquanto outras como SWU e o Lollapalooza (que terá sua 1ª edição brasileira em 2012) se fortalecem.
Espero que entendam que eu me refiro exclusivamente à marca do evento, respeito o gosto das pessoas e cada um é livre para escolher se gosta de Ivete Sangalo, Slipknot ou dos dois. Mas com tanta gente criticando a “falta de identidade” (pra não falar coisa pior) do evento, fazendo paródias e piadas, além do assustador número de assaltos por dia… acho que a menor preocupação que os organizadores devem ter é se vai chover.
Se você estiver querendo fazer um curso de Excel sem gastar um tostão, uma rápida busca no Google lhe garante uma boa apostila em PDF, do mesmo nível — ou melhor — que as oferecidas em várias escolas pagas. Você também pode pagar R$29,90 e fazer um curso online, sem professor, na Saraiva. Qual o melhor?
A maioria das pessoas diriam que é o da Saraiva. Mas será? O preço costuma aumentar a nossa percepção de qualidade de um produto ou serviço, querendo ou não, inconsciente ou não, costumamos valorizar mais algo pago do que algo gratuito. Seth Godin propôs uma valiosa (e gratuita) reflexão:
- Você não estaria confundindo o que paga com o que recebe?
- Você não está mais disposto a usar algo que você pagou um monte para obter?
Eu acredito que houve uma época em que preço era sinônimo de qualidade. Uma camisa de R$200 era mais resistente e moderna que uma de R$60 ou que toda faculdade cara, possuía ensino de qualidade. Naquela época, marcas fortes possuíam qualidade que as separavam de marcas populares de forma clara e visível. Isso mudou com a expansão da mão de obra barata, difusão da tecnologia, educação mais acessível e capital abundante. Hoje, preço está mais para estratégia do que para o produto em si.
Na era dos ebooks, blogs e redes sociais é inadmissível que profissionais coloquem deixem suas carreiras exclusivamente a cargo de faculdades e empresas. Ebooks e blogs oferecem conhecimento gratuito (e de alta qualidade), blogs também são ótimos para marketing pessoal, assim como redes sociais são para networking e relacionamento com os clientes.
Certamente, eu seria outro profissional diferente se não lesse blogs. Eu digo sem medo de exagerar que eles me ensinaram tanto quanto alguns livros e professores. Mais do que um punhado de conceitos ou notícias, os blogs me ensinaram a analisar e refletir — habilidades cruciais e raras hoje em dia.
Mas blogs são gratuitos.
Por isso, eles são menos valorizados do que uma coluna na Veja ou Exame. Ainda que hajam profissionais quase tão qualificados como eles blogando (e eu não vou nem entrar no assunto liberdade editorial).
Devemos parar de achar que se é grátis, não é bem feito. Porque, justamente, estamos na Era do Free. O melhor livro de produtividade que eu já li é grátis, o melhor serviço de e-mail da web é grátis, grandes especialistas em carreira, vendas e neuromarketing blogam de graça, e dezenas de serviços de alta qualidade tem versões gratuitas que são tão boas como as pagas (Grooveshark, Evernote, Drop Box, Google Docs).
Em muitos casos, optamos pela versão gratuita quando não temos opção de pagar. Ou, às vezes, até pegamos algo grátis, mas não damos tanta atenção como se tivéssemos pago por aquilo (quem gosta de jogar dinheiro fora?). O que eu proponho (e acredito que é o que Seth Godin queria quando fez aquelas duas perguntas) é que devemos ter senso crítico com tudo, seja uma consultoria paga ou um artigo enviado grátis por e-mail.
Pago ou não, um mal conselho é sempre um mal conselho e irá lhe levar a decisões ruins; um bom produto é sempre um bom produto e poderá lhe render alguma economia se você analisar suas características e reputação, em vez de preço. Não estamos mais na era do “de graça até injeção na testa”, onde tudo que é de graça é ruim, estamos na era do “de graça só injeção no braço e desde que resolva meus problemas”.
Implico com toda frase que tem “diferenciado(a)” no meio. Quantas vezes você viu alguma empresa dizer que tem um “produto/atendimento diferenciado”? Na minha opinião, empresa que se preze não diz o que é, mostra. E se precisa dizer, é porque os outros têm dificuldade em perceber. Mas como oferecer algo realmente diferenciado aos clientes de modo que eles percebam que a sua empresa é superior às outras? Aqui vão três dicas:
1. Foque em apenas alguns pontos-chave, ninguém pode ser bom em tudo.
2. Trabalhe todos os dias nisso (faça os funcionários verem como a principal missão deles) e os coloque acima de tudo na empresa.
3. Compare com os concorrentes. O objetivo é ser muito superior a eles (nesses pontos). É difícil distinguir pequenas diferenças.
Os 28 pontos de diferenciação
PRODUTO
- Características
- Desempenho
- Conformidade
- Durabilidade
- Confiabilidade
- Estilo
- Design
- Embalagem
SERVIÇO
- Prestação
- Instalação
- Treinamento do cliente
- Consultas
- Assistência técnica
CANAIS
- Cobertura
- Experiência
- Desempenho
IMAGEM
- Símbolos
- Mídia
- Atmosfera
- Eventos
PESSOAL
- Conhecimento
- Cortesia
- Credibilidade
- Atenção
- Clareza
PREÇO
- Preço de tabela
- Condições de pagamento
- Programas de financiamento
[Os 28 pontos de diferenciação são de autoria do Philip Kotler / Fonte: HSM]
Há dois tipos de profissionais: aqueles que trabalham para tirar férias e aqueles que tiram férias para trabalhar — mais e melhor. Ouço pessoas dizerem que adorariam ter tido mais 30 dias de férias. Ninguém precisa de 60 dias de férias. Para ser mais específico, 15 dias é o número ideal segundo especialistas do mundo.
Convenhamos, 15 dias não é muito tempo, mas é o suficiente para renovar as energias e não voltar perdido para o trabalho. Antes de se despedir do pessoal, é bom ter em mente alguns pontos importantes. Aqui vão algumas dicas que considero essenciais para garantir essa renovação.
Planeje
Você não precisa usar o MS Project para isso nem criar um roteiro detalhado. Nem mesmo precisa fazer isso com muita antecedência, mas tem que fazer. Dessa forma, você vai conseguir fazer o que gostaria e evita se frustrar por ter planejado mais coisas do que o tempo permitia. E não esqueça da parte financeira.
Esqueça o trabalho
Se você ficar pensando no trabalho durante as férias, não estará aproveitando o quanto deveria e não tirará o máximo delas. Lembre-se que férias é como uma válvula por onde você libera o estresse acumulado do dia-a-dia, e o uso dela é limitadíssimo! Se for realmente impossível se desligar totalmente, reserve um pequeno tempo algumas dias por semana para atender as demandas.
Reveja velhos amigos
Nas minhas últimas férias, eu ouvi de um grande amigo (que não via há mais de 3 anos) um dos melhores conselhos que poderia ter ouvido nesta fase da minha vida; do tipo que pode impactar todo o meu futuro. A maioria das pessoas que a gente conhece se vão da mesma forma como chegam, é o fluxo natural da vida. No entanto, há aquelas que ficam e adoraríamos ter mais tempo para elas.
Faça coisas diferentes
De que adianta tirar férias se for para fazer as coisas que você já faz o ano todo? Pela primeira vez este ano, eu li um livro que não fosse voltado para o profissional, fui mais vezes ao cinema em 2 semanas do que nos últimos 4 meses, aproveitei para ir a médicos que já deveria ter ido e bebi cerveja quase todos os dias :)
Faça planos
Pense no seu futuro, tome decisões e defina compromissos. É muito mais fácil pensar nas coisas com a cabeça fria. Diga: “a primeira coisa que eu irei fazer quando voltar das férias é…”. E faça!
Fuja de casa!
Na minha opinião, a pior coisa que você pode fazer com as suas férias é ficar em casa dormindo e assistindo televisão. A segunda pior coisa é aparecer na empresa para dar um oi. Nunca faça isso! Mesmo que você precise ficar em casa para tocar um projeto pessoal ou passar mais tempo com os filhos, procure passar alguns dias longe nem que seja para casa de praia.
Relaxe
Lembra da cerveja que bebi todos os dias? Faça coisas que lhe deixe feliz, limpe a mente e aproveite! Férias se resume a um verbo: aproveitar.
Coaching é uma das melhores coisas que um profissional pode fazer para a sua carreira. Mas é uma realidade de poucos, limitado àqueles que participam de programas de trainee — e similares– ou contratam uma consultoria, ou em casos ainda mais raros, encontram alguém sábio e experiente o bastante para lhe orientar.
Estamos no auge da cultura Do It Yourself, onde bandas lançam seus próprios discos na internet e profissionais se educam tanto em casa como em escolas. Se você não pode ter o convencional, crie o seu próprio, do seu jeito e os resultados serão muito melhores do que aqueles que não fazem nada a não ser culpar a falta de dinheiro, tempo ou oportunidades. Vários profissionais estão percebendo que o “Faça Você Mesmo” é tão ou mais importante do que deixar a cargo dos outros — pais, professores, governo, empresas.
Você se importa com a sua carreira? Ainda sente que está longe de onde gostaria de estar? Tente seguir o roteiro abaixo feito por especialistas. É de graça!

Créditos: jornal Zero Hora








