A logo não morreu

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Por Thomas Dawson, diretor-sócio da PULL Brand Innovation

Ao contrário do que muitos acreditam, a logo ainda é o principal elemento para comunicar a essência de uma marca. Dentro da nossa condensada quantidade de atenção, a logo é mais importante do que nunca.

Não se engane, logos são onipresentes e seus criadores também. Em uma era de logos a R$100 e crowd sourcing, alguém pode achar que a atividade de criação de logos se reduziu a junção de fontes, símbolos, ícones e pictogramas disponíveis em gigantescos bancos de dados. Aparentemente, qualquer pessoa com afinidade por cores e organização pode “juntar” esses elementos uma logo decente.

Recentemente, muitas marcas grandes renovaram suas logos ao estilo crowd source para se conectar com os consumidores (ex: Gap). Ao que parece, donos de marcas têm reduzido a importância de suas logos ao adotar esse método online de criatividade-genérica-faça-você-mesmo-facilmente. Como resultado, sites como Logoworks da HP se tornaram negócios bem-sucedidos.

Por outro lado…

Criar uma logo que oferece valor duradouro e diferenciação para o negócio, requer um trabalho profundo e gente altamente capacitada e talentosa.

Conforme o mundo vai se tornando menor através do avanço da tecnologia dos meios de comunicação e interação, logos que são rapidamente reconhecidas e entendidas são mais importantes e mais valiosas do que nunca.

A logo deve trabalhar tão duro — principalmente hoje — ao serem comprimidas em favicons de 16 pixels, botões, links e na tela do celular. O espaço está ficando menor, e o ruído presente no abarrotado mercado maior. O verdadeiro e eficaz design de logo está sendo pressionado em novos limites, para entregar reconhecimento instantâneo em espaços cada vez menores dentro das novas mídias. Além do conceito de comunicação, essas são considerações importantes que muitos donos de marcas estão começando a perceber e evoluir suas identidades com o tempo.

E mais importante, quando uma logo consegue transcender alguma linguagem, linguística ou barreira cultural, e ainda passar uma história atraente da marca, seu valor aumenta exponencialmente.

O que Paul Rand disse — 3 décadas atrás — sobre a importância da logo ainda é uma realidade: “Se, no negócio da comunicação, a imagem é rei; a essência da imagem, a logo, é a jóia da coroa.”

Logos sempre foram uma abreviação das nossas preferências, um valor simbólico que define quem nós somos e o que nós prometemos. Durante séculos, o formato das logos funcionam como botões costurados em um tecido, que nos envolve e nos conecta. A logo e os ideais que ela representa são mais importantes do que nunca — da mesma forma que a disciplina e o processo de criação delas.

[Artigo original em inglês.]