Arquivo de junho de 2011

Com o meio digital abocanhando uma fatia cada vez maior da verba publicitária — crescendo 30% no Brasil em 2010 — , e as novas mídias dominando os congressos e livros de marketing, um assunto especialmente importante que está no centro disso são as métricas.

Uma das principais vantagens da propaganda online é a facilidade de medir o seu sucesso ou fracasso. É impossível saber quantas pessoas compraram o seu produto porque viram o comercial na TV ou o anúncio em uma revista, mas é possível saber quantos compraram ao ver o banner na internet. No entanto, é muito superficial medir o sucesso de uma campanha online com base simplesmente em número de cliques, visitantes únicos ou pageviews. Como é um assunto relativamente novo, ainda não há uma metodologia pronta de como fazer, então cada um faz do jeito que acha mais adequado.

Provavelmente, uma das melhores propostas é a de um livro lançado esta semana chamado “Digital Impact: The Two Secrets to Online Marketing Success”. Escrito por um dos maiores especialistas em marketing digital do mundo, Geoff Ramsey (CEO do eMarketer) e o sabe-tudo da propaganda Vipin Mayar (VP executivo mundial da McCann), eles propõem o uso de apenas 7 métricas para se avaliar de forma eficaz o sucesso de ações online.  “Profissionais de marketing digital hoje estão afogados em métricas, mas eles não sabem quais são importantes ou como ligar os pontos de uma maneira que leve ao aumento de desempenho”, diz Ramsey.

Vamos conhecer um pouquinho de cada uma das 7 métricas destrinchadas no livro.

Visitantes qualificados

O que vale mais, 10.000 visitantes interagindo e comprando ou 100.000 visitantes entrando e saindo do seu site? Essa métrica é importante porque avalia tanto quantidade como qualidade. É preciso haver uma boa proporção entre os dois, ao invés de apenas números absolutos. Dependendo do canal, muda a forma de avaliação, mas o enfoque é sempre o mesmo: o comportamento do consumidor. Visitante qualificado é aquele que faz o que a empresa deseja, ou simplesmente demonstra interesse pela marca, produto ou serviço.

Número de cliques

Embora seja a mais usada hoje em dia, esta métrica deve ter menos importância na opinião dos autores do livro. É um bom jeito de avaliar as respostas diretas a uma ação, mas como qualquer avaliação quantitativa ela é superficial. Sem falar que há jeitos de burlar e manipular número de cliques. Então, use esta métrica, mas nunca faça dela a mais importante.

Aumento de percepção de marca

Segundo o Trust Barometer 2011, a maioria das pessoas precisa ter contato com uma informação de 3 a 5 vezes para acreditar nela. Isso significa que a mensagem que diz que aquele produto é o mais seguro deve ser vista no jornal, na TV e no rádio — no mínimo — para ser aceita como verdade, desta forma, melhorando a percepção da marca. O meio digital é excelente para isso, pois oferece vários canais diferentes, e com maior flexibilidade. Uma maneira de medir a percepção de marca de uma campanha digital é comparar dois grupos de consumidores, os que tiveram acesso à campanha na internet e os que não tiveram, e medir o que mudou.

Nível de engajamento

Esta métrica é especialmente importante para medir uma ação cross-media, e capturar o magnetismo que cada meio exerceu nos consumidores. O nível de engajamento (Engagement Score, em inglês) passa por  mobile, propaganda online, games, hotsite, video, blog, redes sociais e o que mais surgir daqui pra frente.

Taxa de conversão

Então, o consumidor acessou o site via QR Code que você colocou na loja, ou assistiu aquele video criado exclusivamente para a internet, e depois disso? Ele comprou o produto? Compartilhou o video? Não fez nada? A taxa de conversão é uma métrica fundamental para medir a eficiência da campanha, analisando se os objetivos da empresa foram alcançados.

Medidores de eficiência

Outra bastante usada por aí, principalmente pelos veículos  na hora de vender mídia. Custo por clique, impressões, engajamento, vendas, alcance, etc. O objetivo dessa métrica é avaliar se os resultados obtidos correspondem ao valor investido. Não adianta alavancar vendas e ter prejuízo.

Retorno sobre o investimento

O famoso ROI também deve estar presente no universo digital. É mais uma métrica financeira, mas ao contrário da de cima, ela se foca nos resultados e não qual o jeito mais eficaz (e mais barato) para se atingir o objetivo. O ROI busca assegurar que cada ação de marketing — seja ela online ou offline –  gere resultados sólidos para a empresa. Resultados esses que podem ser: retenção, lealdade, vendas, novos clientes, percepção de marca, etc. O livro oferece várias metodologias para avaliar o ROI.

Profissionais da área, todo mundo correndo comprar o livro que não deve sair no Brasil tão cedo!

Uma das características da era industrial é a dependência de fatores motivacionais externos.

Ir trabalhar na hora ou o chefe ficará bravo. Pegue pesado no trabalho e o chefe lhe dará uma promoção. Se você é pago por trabalho finalizado, então o seu contra-cheque fica maior se você trabalha mais.

Essa concepção é capturada do modelo de Vince Lombardi, famoso técnico de futebol americano. Claro que existem times que pagam mais de um milhão de dólares por ano ao seu técnico, claro que nós precisamos desses ícones no capacete — ou como conseguiríamos que nossos jogadores dessem o melhor de si?

Eu fiquei um tempo olhando para uma foto da Cornell University onde um grupo de esgrimistas homens praticavam com a equipe feminina. Obviamente, eles não podem competir entre si. Fiquei pensando o que motivava esses esgrimistas. Eles estão fazendo isso por medo do técnico ou de serem dispensados? O desempenho deles seria melhor dessa forma?

A natureza do nosso novo sistema econômico (o qual não suporta o típico trabalho previsível das fábricas) é que fatores motivacionais externos são, de longe, menos eficientes. Se você esta buscando um grande salário, você não o encontrará na sua frente. Se você depende de elogios e agradecimentos dos seus seguidores do Twitter, então você está numa estrada bastante tortuosa.

De fato, o mundo está cada vez mais alinhado em favor daqueles que encontram motivação interna, daqueles que estariam fazendo o que fazem mesmo se não estivessem no emprego em que estão. Ao passo que o trabalho vira projeto, os líderes que precisamos são aqueles que saboreiam o projeto, que se jogam com o forte impulso que nenhum técnico seria capaz de dar.

[Artigo traduzido do original "Dependency On External Motivation".]

Os fundadores do Google Sergey Brin e Larry Page não foram inovadores, eles foram “melhoradores” (Tweakers). Quem disse isso foi um dos caras mais influentes dos negócios hoje, Malcolm Gladwell, em sua palestra no Cannes Lions deste ano.

Quem usou o AltaVista ou Yahoo! para procurar algo na internet dos anos 2000, deve lembrar da diferença de desempenho ao comparar com o Google. Brin e Page não foram os primeiros nem os segundos a criarem um buscador de internet, mas eles criaram o melhor de todos. Algo que dificilmente teriam conseguido se os outros já não estivessem no jogo. Entre os assuntos que mais se fala em artigos, livros e palestras hoje em dia está a capacidade de melhorar algo. De pegar uma ideia que não deu certo, aprender com seus erros e tentar de novo –  e melhor. Ou algo que está dando certo, e criar algo melhor ainda e revolucionar o mercado. No entanto, ainda há um forte paradigma a ser quebrado. O de que todas as empresas precisam ser inovadoras. Aliás, eu não sei se isso é um paradigma ou um paradoxo.

Paradigma: as empresas querem ser inovadoras e criar produtos originais.

Parodoxo: as empresas resistem às mudanças e rejeitam ideias revolucionárias demais, e acabam investindo em coisas que já existem no mercado.

Poucas empresas agem como tweakers — melhorando ao extremo algo já criado. Ou as empresas criam algo 100% novo e dá errado ou elas criam algo 100% copiado e dá errado. O problema com o novo é que as chances do primeiro errar são enormes, além disso é preciso vencer o medo dos consumidores e educá-los. Quem entra no mercado depois — como Gladwell defende — se depara com um mercado já preparado, conhecendo os erros do concorrente (e daquela tecnologia ou processo) e uma demanda latente. Como um novo produto encontra muita resistência, ele geralmente é consumido pelos famosos early adopters, enquanto a “massa” dos consumidores aguardam até o mercado ganhar forma para aderir a ele.

Gladwell citou Xerox, Lycos, AltaVista, Friendster, MySpace e até Apple para sustentar a sua ideia de que “chegar atrasado” em um mercado é algo bom. Quem vem depois têm a vantagem de aprender com os erros dos outros, “você não tem que ser inovador para ser um bom empreendedor. Você pode pegar algo e fazer melhor”, disse.

Na minha opinião, uma das melhores empresas tweaker é a Microsoft. Eu acho que ela não foi a 1ª em nada. Até mesmo o sistema que veio a se tornar o Windows, foi comprado por Bill Gates que o melhorou antes de oferecer à IBM e começar a escrever o nome da Microsoft na história. Seu videogame comeu poeira do líder PlayStation 2 até superá-lo em vendas na geração seguinte, além de criar o aparelho que vendeu mais rápido da história — que podemos considerar um Wii sem controle. Recentemente, a empresa entrou em uma nova briga de peso-pesado: smartphones.  Seu Windows Phone ainda é subestimado, mas as previsões dizem que deve quadruplicar seu market-share até 2015, superando BlackBerry e até o iPhone.

Vale ressaltar, que ser o primeiro da categoria o é uma enorme vantagem competitiva. Al Ries sempre disse isso e acho que nem mesmo Malcolm Gladwell discorda, mas ao olharmos para o passado, vemos que as empresas  líderes de mercado hoje não foram, de um modo geral, as que criaram a categoria. Mais por incompetência delas do que por mérito dos outros. Quem chega depois, sempre se esforça mais justamente por estar “atrasado”.

O mercado precisa de tweakers, profissionais e empresas com capacidade de pegar algo e melhorá-lo 100 vezes. Com sorte, uma empresa assim será percebida como a número 1, porque logo ninguém irá lembrar quem foi o primeiro. No final das contas, ninguém liga para o primeiro, as pessoas ligam para o melhor.

Deixei a poeira baixar para falar de algo que quase todo blog brasileiro já falou. Mas falarei do meu jeito, do jeito que vocês estão acostumados a ler aqui no blog, tentando tirar alguma lição de um dos maiores fenômenos da internet de 2011.

Não adianta tentar entender o que fez o video “oração” alcançar 3 milhões de views em 10 dias para tentar repetir na próxima campanha da sua empresa ou agência. Mas a coisa alcançou proporções tão grandes que chegou uma hora que eu não aguentava mais ler frases parodiando a banda, do tipo “o melhor churrasquinho do bairro”, “a melhor agência da cidade”, de modo que eu até brinquei no Twitter: quer criar o seu viral, use a fórmula “o melhor [seu produto] da cidade”.

Provavelmente, A Banda Mais Bonita da Cidade não é  a banda mais bonita de Curitiba, mas foi assim que ela ficou conhecida no país inteiro. O clipe é claramente influenciado pelo videos dirigidos por Vincent Moon para a banda Beirut, e eles não escondem isso, nem a influência do som da banda Arcade Fire. Mas ela é autêntica, e autenticidade é uma das coisas que mais faltam no mundo hoje, seja na música ou no mercado.

Um dos principais motivos que levam jovens a montar bandas é a diversão, e se tem uma coisa que se pode ver muito bem no video é que as pessoas ali estão se divertindo. Esse era o objetivo deles — se divertirem– e isso faz deles a banda mais bonita de qualquer cidade. Qual o objetivo da sua empresa? Qual o objetivo da sua nova campanha,  sua marca ou do seu produto? Uma boa empresa não precisa ser a melhor em tudo, mas ela precisa ser a melhor em algo.

Autenticidade e paixão são dois ingredientes fundamentais para se criar “a melhor coisa da cidade”. A melhor loja, o melhor produto, o melhor bar, a melhor pipoca da cidade (que também é de Curitiba)… em síntese, a melhor experiência. Quando as pessoas compartilharam o clipe de “oração” em suas redes sociais, elas estavam compartilhando uma experiência diferente e agradável, algo que não se vê por aí todos os dias.

Acreditar que você pode ser dono da melhor coisa que tem na cidade deveria ser senso-comum, mas não é. A maioria dos empresários ou empreendedores ainda se contentam com conseguir pagar as contas no final do mês e tirar um bom lucro. De fato, essas empresas estão mais próximas de ser “A empresa mais estressante da cidade” do que qualquer outra coisa. Se você tem acompanhado o blog Pequeno Guru ou tem lido os livros de negócios lançados nos últimos anos, sabe o quanto isso é perigoso. Ser apenas mais um em meio a multidão é potencialmente suicida.

Ser o melhor da cidade é apenas o primeiro passo para um objetivo audacioso que se tornou possível com a globalização e a internet, o de ser o melhor do mundo. Mas isso é algo que começa dentro de você, antes de chegar ao mainstream.

Costumamos falar que algo tem ótimo custo/benefício para justificar as nossas decisões pessoais. Fazemos isso de forma meio automática, na cabeça mesmo e sem muito critério. No entanto, essa técnica que extraímos dos negócios,  é bem mais sistemática quando aplicada fora do contexto pessoal. Requer uma análise mais cuidadosa que, geralmente, depende do tamanho do investimento.

De uma forma bem resumida, estes são os 6 passos que se deve percorrer ao decidir para onde vai o dinheiro da empresa.

  1. Entender o custo do status quo: Avalie se vale à pena ocupar uma equipe, destinando seu tempo e esforço para isso contra a opção “não fazer nada”. Ou seja, deixar do jeito que está não é mais produtivo?
  2. Identifique os custos: Liste todos os custos para iniciar o projeto, bem como todos os possíveis custos no futuro. É preciso ter cuidado aqui, pois errar significa ter custos adicionais que invibilizariam o projeto se fossem descobertos desde o início.
  3. Identifique os benefícios: Analise qual ganho de receita a empresa terá ao investir nessa ideia.
  4. Procure cortar custos: Tente analisar outros projetos em andamento ou outras áreas quem podem ser “enxugadas” para ajudar nesse novo investimento. E mais, será que esse novo projeto não pode substituir outro que já acontece, e ainda aumentar a eficiência, produtividade, lucro, margem de lucro ou outra coisa?
  5. Crie uma linha do tempo: No seu planejamento, crie uma linha do tempo que mostre quando (e quanto) os custos e benefícios irão acontecer. Assim a empresa se prepara melhor e sabe exatamente quando cobrar pelos resultados.
  6. Avalie os ganhos não mensuráveis: Claro que nem tudo pode ser colocado na ponta do lápis, e embora “invisíveis” eles pesam na balança do “custo e benefício”. Esses ganhos podem ser os mais variados possíveis, desde melhorar a relação com os fornecedores, passando por eliminar complexidade nos processos, até melhora da imagem institucional.

Fonte: Guide to Finance Basics for Managers (Harvard Business Press)

Pare para pensar: as empresas usam redes sociais por isso precisam de uma estratégia ou possuem uma estratégia e por isso usam redes sociais? Mídias sociais como o próprio nome diz é uma mídia; e uma mídia é um canal, um meio de comunicação que é ou não utilizado dependendo dos objetivos e da estratégia da empresa.

O Febreze é um produto que acabou de alcançar US$ 1 bilhão em vendas sem usar nada de mídias sociais. Com certeza, a Procter&Gamble tem uma estratégia para o produto ou esse marco não chegaria nem perto de ser alcançado. Nenhum produto ou marca sobrevive sem uma estratégia, mas o Febreze provou que sobrevive sem mídias sociais.

Antony Young,  CEO da Optimedia dos EUA, define mídias sociais como “um conjunto de tecnologias ou táticas que nos permitem elevar e amplificar marcas e sua comunicação de marketing”.

Mídia social não é uma estratégia, é uma avenida. Young também disse isso, e eu adorei esse termo “avenida” ou “passarela”. O objetivo de um Twitter corporativo ou uma página personalizada no Facebook ou um blog temático é levar os consumidores para algum lugar. É tático, não estratégico. O destino desses canais pode ser a página de um produto,  o comercial de uma campanha, um hotsite interativo, um caminho mais fácil de falar com a empresa, seja o que for, o destino final não é chegar ali e pronto; ganhar um seguidor ou fã. O objetivo das mídias e redes sociais é levar os consumidores para algum lugar. E esse lugar é a estratégia da empresa que irá dizer.

Seguindo a estratégia

Quando o assunto é mídia social, a maioria das empresas agem antes de pensar. Primeiro, elas criam uma conta para, só então, decidir como irão usá-la. Isso acontece por três motivos: 1) O concorrente está lá; 2) Todo mundo está falando a respeito; 3) Medo de parecer uma empresa atrasada. Essas empresas não percebem que pior do que não utilizar, é utilizar de forma errada. Tuitar ou blogar uma vez por mês, usar linguagem inadequada, criar um perfil em vez de uma página no Facebook, não gerar conteúdo relevante, não analisar os dados oriundos dessas mídias, etc.  Antes de clicar em “criar conta”, é preciso ter muito claro se ela faz sentido para a estratégia da empresa. Qual o retorno aquela mídia trará para a empresa? É isso que a empresa realmente quer? Se sim, pode clicar.

Após criar a conta, a gestão dela é igualmente importante. Tirada a dúvida se aquela tecnologia irá realmente ajudar a empresa a atingir seus objetivos, hora de assegurar que isso realmente aconteça, e aconteça de forma autêntica e obedecendo os valores e a cultura da empresa antes de tudo. A partir daí, se a empresa vai utilizar para aumentar vendas, prestar suporte técnico, lançar novo produto, divulgar informações institucionais ou seja lá o que for, é algo particular.

Mídias sociais é uma ferramenta de marketing que tem ajudado muitas empresas a se manterem relevantes e crescerem, mas tem muita bobagem rolando por aí. Não é à toa que 73% dos CEOs acham que os profissionais de marketing falham em entregar resultados sólidos para a empresa. Isso é assustador, mas a gente sabe que marketing não se trata de números, tem muito de “ser humano” em jogo. No entanto, marketing também é negócios, e também é sobre números.

Gerar buzz não é necessariamente sucesso, marcar presença nas redes não garante a uma empresa o título de engajada. Mídias sociais são excelentes ferramentas, mas elas não são o início nem o fim, são o meio.

Inovação é quantidade

16 de junho de 2011 • TEMAS: Negócios / /

Qual empresa vem à sua cabeça quando pensa em inovação? Meu palpite: Apple, Google, Toyota ou 3M. Essas empresas estão fundamentadas na cultura da inovação, permitindo que seus funcionários contribuam com o máximo de ideias que conseguirem através de um ambiente acolhedor, divertido, inspirador e cheio de autonomia. No entanto, se fossemos eleger as empresas mais inovadoras de todos os tempos, as empresas citadas não estariam no TOP 15. Ao menos, segundo o Business Insider.

Para ser considerada uma das empresas mais inovadoras da história, é preciso que suas invenções realmente tenham gerado um enorme impacto na sociedade ou na indústria, e não apenas uma vez. Não existe fórmula para criar uma empresa inovadora, mas empresas invadoras têm algo em comum: um inacreditável volume de ideias. Essas ideias geram patentes que, com sorte, irão resultar em algum novo produto e, com raridade, revolucionar o mercado.

Se somarmos o número de patentes da General Electric e da IBM no mundo todo, chegamos a 1,5 milhão de patentes. Para se ter uma ideia, em 2009 (ano de crise) a Toyota registrou 1.000 patentes no mundo, mais do que todas as empresas brasileiras juntas! E não foi apenas a Toyota que ganhou do Brasil; Motorola, Microsoft, DuPont, LG e Panasonic também. Fato é que, quando se trata de inovação e criatividade, volume importa. Ao bom e velho estilo Thomas Edison: 1% inspiração e 99% transpiração.

As empresas mais inovadoras do mundo engavetam mais ideias por ano do que a maioria das empresas teriam durante toda sua vida. É preciso ter muitas ideias, muitas ideias ruins para se chegar a uma com razoável potencial. Não existe atalhos! Segundo o criador do Post-It, “é preciso passar por 5000, 6000 ideias para encontrar uma boa para os negócios”. E dentre as que dão certo, apenas algumas mudam o mundo.  Abaixo, estão algumas dessas raras ideias lançadas por empresas altamente inovadoras. Algumas eu nem sabia quem havia inventado, espero que você também não :)

1. Fazendo listas
2. Levando um bloco de notas pra todo lugar
3. Tentando escrever sobre qualquer coisa
4. Afastando-se do computador
5. Sendo do outro mundo
6. Parando de se torturar
7. Fazendo intervalos
8. Cantando no chuveiro
9. Bebendo café/chá
10. Conhecendo suas raízes
11. Escutando músicas novas
12. Sendo uma pessoa aberta
13. Cercando-se de pessoas criativas
14. Recebendo feedback
15. Colaborando
16. Não desistindo
17. Praticando, praticando, praticando
18. Permitindo a si cometer erros
19. Indo a algum lugar novo
20. Assistindo filmes estrangeiros
21. Contando suas bençãos
22. Descansando bastante
23. Arriscando-se
24. Quebrando as regras
25. Fazendo mais o que lhe deixa feliz
26. Não forçando
27. Lendo uma página do dicionário
28. Criando um sistema (framework)
29. Parando de tentar ser perfeito para alguém
30. Escrevendo toda ideia que vier à cabeça
31. Organizando seu espaço de trabalho
32. Curtindo a vida
33. Terminando algo

[Extraído do Twitter @DesignerDepot]

O futuro está na nuvem

13 de junho de 2011 • TEMAS: Digital / Negócios / / /

A primeira vez que eu ouvi falar em computação em nuvem foi quando me indicaram o livro do Marc Benioff, fundador da Salesforce.com, mas foi o título que atraiu a minha atenção: “de uma ideia a uma empresa de 1 bilhão de dólares”. Apesar do livro não ser tão bom quanto eu esperava (Benioff tinha grande capital e era amigo pessoal do todo poderoso Larry Elisson da Oracle),  serviu para me fazer entender a importância disso para os negócios do futuro.

De forma bem direta, computação em nuvem é qualquer aplicação que está em um servidor da web em vez de na rede da sua empresa ou no disco rígido do seu computador. O exemplo mais claro é o Google Docs ou o próprio Gmail. Dez anos atrás, você precisava de um software como o Outlook  ou Eudora se quisesse enviar e receber e-mails. Hoje, você nem precisa de um computador.

A nuvem já existe há anos, mas sempre foi mais limitada ao B2B. Em 2011, apostas audaciosas de mega corporações — como Google e seu Chromebook, Amazon e seu CloudDrive e Apple e seu iCloud–  deram início a uma nova era para computação em nuvem, aliás para toda a computação. Quem não sabia o que era era, agora vai precisar saber ou ficará nas nuvens (entenderam a piada?). A nuvem vai mudar a forma como eu e você usamos a informática e armazenamos arquivo. Na verdade, já mudou.

Recentemente, procurei um programa para criar mapas mentais. Após a busca, encontrei dois que me agradaram: um software que custava £300 e o outro de graça na web. Optei pela web, embora bem simples, é bem feito e me permite alterar no trabalho ou em casa . Esse é um exemplo simples de como a computação em nuvem está mudando o jogo. As pessoas não mais precisam salvar os arquivos e carregá-los em um pen-drive, basta criá-los e eles estarão em todo lugar. Nas nuvens!

A aposta da Apple

Steve Jobs saiu de sua licença médica para falar sobre o mais novo empreendimento da companhia, o iCloud. Isso mostra que a Apple está levando realmente a sério esse negócio de computação em nuvem. Na visão de Jobs, a longo prazo essa tecnologia pode levar a empresa a superar, pela primeira vez, a hegemonia do PC criado por Bill Gates. “Nós vamos rebaixar o PC e Mac… vamos mudar para o eixo digital, o centro da sua vida digital, dentro da nuvem”, disse na conferência realizada em São Francisco

No caso da Apple e seu iCloud, as coisas serão ainda mais fáceis. Uma foto tirada com o iPhone vai parar diretamente na nuvem. As músicas do iPod poderão ser ouvidas em qualquer outro dispositivo online do mundo. Da mesmo forma que os filmes que você comprou ou os documentos que criou. Dentro de alguns anos, talvez sua vida não esteja mais no seu computador, mas em todo o lugar. Esse é o plano da Apple.

A aposta do Google

Além de Steve Jobs,  Eric Schmidt e Larry Page também querem mudar o mundo (de novo!) com o seu audacioso Chromebook. Mas de um jeito diferente, apostando na velocidade e produtividade.

Parecido com um netbook, mas sem sistema operacional (ao menos no conceito original); com tecnologia 3G, o aparelho inicia em apenas 8 segundos, a bateria dura 8 horas e tudo que você fizer nele, poderá ser acessado depois pelo seu celular ou qualquer outro computador. A princípio, achei algo surreal. Como um computador sem sistema operacional que precisa de internet pode dar certo? Com o 3G cada vez mais acessível, pontos de Wi-Fi gratuitos cada vez mais comuns e a computação em nuvem dominando boa parte dos programas que utilizamos… não é tão difícil ver que isso pode dar certo. Estou curioso!

Qual a importância disso para o meu negócio?

A nuvem já mudou a vida das pessoas sem elas saberem. Empresas como a Salesforce estão faturando milhões sem a maioria dos profissionais nem mesmo saber que algo assim existia.  Agora ela deve impactar os negócios, principalmente o mercado de música, filmes e softwares. De um modo geral, o principal atrativo da computação em nuvem para empresas é a economia, uma vez que é possível trocar certos programas (e suas caras licenças) por aplicações web geralmente gratuitas ou mais baratas que as convencionais. Além disso, não há necessidade de atualização de software ou mesmo de computadores. Isso sustenta outra tendência: a de que as pessoas passarão cada vez mais tempo conectadas.

Computação em nuvem já é uma realidade, mas também é uma forte tendência. Ninguém sabe se a iCloud irá deslanchar ou se o Chromebook vai vender bem. São apenas grandes apostas que, se derem certo, devem sacudir mais uma vez o mercado, mudando as regras do jogo mais uma vez.

Leo Babauta, autor do meu blog favorito, escreveu um excelente post para defender a sua ideia de que disciplina é um mito. Resumidamente, o argumento é o seguinte: como desenvolver algo que você não possui? Se você é indisciplinado, como irá conquistar a disciplina que precisa para ser bem-sucedido em algo? Interessante ponto de vista, bastante filosófico, mas interessante.

Fato é que isso me fez refletir por algum tempo. Seria disciplina um outro nome para bons hábitos? Como adquiri-los? Através de punição ou motivação? É um ótimo assunto para ser discutido na mesa de bar, tentarei lembrar na próxima vez que for a um. Mas  o blog Zen Habits nos deu uma boa ideia de como seria essa conversa.

O que é disciplina exatamente? Em que ela difere da motivação (que é o conjunto de coisas que realmente fazemos)?

— Motivação é algo que lhe leva em direção a algo, fazendo com que você tenha vontade de fazer aquilo. Disciplina é o que empurra você a fazer algo, fazendo com que você faça algo que não quer fazer.

— Ok, então se eu não tenho disciplina, como eu consigo?

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