Arquivo de abril de 2011

Não é segredo que a Amazon é um modelo de relacionamento com o cliente. Duvido muito que ela teria chegado aonde chegou sem ter investimento pesado nessa área. Ela não foi a 1ª loja virtual e nem era uma livraria famosa quando iniciou suas operações, no entanto se tornou a maior loja virtual do mundo, presente em 8 países e copiada em dezenas de outros. Copiada, será?

listei as 10 coisas que as lojas virtuais deveriam aprender com a Amazon, e agora trago outras específicas para a área de atendimento. Vale ressaltar, que pessoas fazem parte da cultura da Amazon, logo, pode ser difícil de implementar em empresas orientadas para custos ou volume. Mas deveria. Precisamos entender a essência do e-commerce: até o produto chegar na residência do cliente, ele não teve nenhum contato físico com a empresa, apenas impressões (muitas vezes inconscientes) e experiências virtuais. Sendo assim, é crucial possuir uma forte estrutura de atendimento para auxiliar o cliente na hora em que ele quiser.

No dia 1º de março, comprei duas cópias do novo livro do Seth Godin, “Poke the Box” (sendo  um para sortear entre meus queridos leitores), estamos quase no mês de maio e nada. Sabendo que a Amazon pede 60 dias de espera até reembolsar ou enviar uma outra remessa, esperei 57 dias antes de enviar um e-mail… e aí vem a 1ª receita:

Responda rápido

Leia qualquer livro sobre atendimento ao consumidor ou negócios online e ele dirá isso. 24/48 horas é o que as empresas brasileiras demoram para responder. 5 minutos foi o que demorou para a Amazon me responder. Juro! Foi um e-mail longo, e não me interessa saber que não foi 100% redigido e sim um modelo entre vários que eles possuem, pareceu pessoal e me deixou satisfeito. Fazer o cliente esperar 24 horas pode ser normal, mas é um ridículo. O  ideal seria 2 horas para e-mails com problemas. Cada minuto a menos, aumenta as chances de encantar o cliente.

Dê o máximo de informações

O e-mail era grande e a escolha das palavras muito boa, diferente daqueles que parecem ter escritos por robôs. A Amazon me enviou o código interno, explicou como funciona as entregas e o nome da empresa esponsável pela minha encomenda. Também me disse para checar com os Correios e esperar mais algumas semanas ou poderia ter que arcar com as despesas de devolução caso eles me enviassem outro pedido. Não solucionou o problema, mas deixou a sensação de estar se esforçando para isso.

Presenteie

Seja seu erro ou não, o cliente está insatisfeito. O que sua empresa pode fazer a respeito? Dê um cupom de desconto, envie um brinde, estorne parte do valor, faça algo! A Amazon me reembolsou o valor do frete (em  uma compra internacional, significa metade do valor) e disse que estaria disponível em 2-3 dias e visível na minha conta no site.

Volte a entrar em contato

Para vender, as empresas não hesitam em enviar e-mails para as pessoas e até telefonar, mas parecem ser incapazes de entrar em contato para resolver um problema. Quando me disseram que eu teria que esperar quase 1 mês antes de solicitar o estorno completo ou novo envio, fiquei indignado, a situação foi amenizada com a metade do valor devolvido e que o próprio atendente entraria em contato para saber se havia chegado. Era o mínimo que eles poderiam fazer, mas ao menos fazem.

Meu pedido pode não ter chegado, mas às vezes tudo que queremos é ser tratado com respeito.

Seja um e-mail, uma carta ou um artigo; a forma é quase tão importante quanto o conteúdo, ela faz as pessoas lerem o que você escreve. Você não precisa ser um Joseph Sugarman ou Mark Twain para redigir textos eficientes. Se você não é escritor profissional, boa organização, harmonia e estética dá conta do recado.

Considero escrever bem a capacidade de fazer um texto ser lido por inteiro, compreendido e aceito (o leitor deve comprar a ideia). Esses três aspectos são fundamentais para fazer seus textos alcançarem seus objetivos nas mais diversas fases da sua carreira. Tenha essas 3 coisas em mente ao escrever um texto. Para ajudar nessas tarefas, aqui vão algumas dicas poderosamente simples.

Curto e eficiente

No trabalho, enviar um e-mail longo é como escrever no topo dele “não leia” (ignore a psicologia reversa). As pessoas recebem uma enxurrada de e-mails diários e eu ainda não conheci um profissional que gostasse de ler e-mails. Portanto, mantenha ele curto sempre que puder, vá direto ao ponto (com educação). Faça de conta que cada palavra custa R$1,00. E-mails são de graça, mas consomem tempo e roubam o foco.

Evite grandes blocos de texto

Acredite, as pessoas não o lerão mesmo que tenha sido enviado pelo diretor da empresa ou o Dalai Lama. Se for obrigatório, elas até lerão, mas aí caímos no problema da aceitação. Se for realmente necessário escrever tudo, separe em parágrafos (não tão curtos, não tão longos), crie subtítulos, separe em tópicos, use imagens, apenas não deixe um grande mamute de palavras no meio do seu texto.

Limpe as sujeiras

É muito comum um e-mail enviado para várias pessoas render muitas respostas. Às vezes, esse e-mail cheio de respostas é encaminhado para uma outra pessoa que não está por dentro do assunto. Quando isso acontecer, elimine partes inúteis; delete, padronize as fontes, encurte espaços em branco e deixe uma cor só.

Não enfeite

Eu sei que existe negrito, itálico, sublinhado, tachado, várias fontes, cores e tamanhos. Mas é bom fingir que não existe. Não use mais de 2 tipos de fontes no mesmo texto, evite colorir frases a menos que seja caso de vida ou morte — use o negrito para isso. Usar vermelho para destacar algo urgente, por exemplo, pode parecer grosseiro. Textos têm grande capacidade de gerar interpretações equivocadas, e você nem mesmo saberá de grande parte delas. Por isso, abuse da simplicidade.

Fontes amigas

Enquanto fontes serifadas (Times, Georgia, etc)  são boas para longos textos impressos, as sem serifa são mais indicadas para o dinamismo do meio eletrônico. Prefira uma das seguintes fontes: Arial, Helvetica, Lucida Sans, Palatino e Verdana.

Quebre algumas regras

Dan Pallota dá um exemplo: enquanto o consenso diz para encher os planos de negócios de texto, pegue a frase mais importante da página, coloque fonte tamanho 36 e guarde o resto para você.

Se você não conhece bem as regras…

Esqueça a dica acima. O objetivo de quebrar as regras não é ser rebelde, diz Pallota, é ser eficiente.

Destaque trechos importantes

Extremamente útil em longos textos, destacar trechos importantes (imagem ao lado), aumenta o interesse dos leitores pelo texto.

A arte do espaço em branco

Se você deixa muito, parece sem conteúdo; se você deixa pouco, o texto não respira e cansa a vista. Aprenda a equilibrar texto e espaço. Dica: ao menor sinal de desconforto visual, crie um espaço.

Use imagens

Imagens em textos servem para três coisas: complementar, convencer ou ilustrar. Podemos simplificar ainda mais dividindo-as em dois grupos: imagens informativas e imagens ilustrativas.

Tabelas, fotos jornalísticas e infográficos economizam texto, condensam informações e as tornam mais atrativas. Ilustrações e fotos profissionais são adornos, sinalizam aspectos do texto, podendo convencer, mas na maioria das vezes apenas melhorando a estética do texto.

Use imagens bonitas

Repare nas imagens que uso para ilustrar os posts do blog. São bonitas, profissionais e elegantes. Boa parte é extraída de bancos de imagens caríssimos, mas você não precisa pagar caro para causar uma boa impressão (eu também não pago, uso em baixa resolução). Existem milhões de imagens pela internet de graça, tudo que você precisa é de bom gosto.

Busque o equilíbrio

Seus olhos são os melhores juízes. Como mencionei, prefira usar negrito para destacar partes importantes. Da mesma forma, tons de cinza podem ser usados para estruturar o texto. Evite cores no meio do texto, evite caixa-alta e use apenas um tipo de alinhamento. Lembre-se que o objetivo da comunicação é comunicar, se você enfeitar demais irá afastar as pessoas. Saiba que existe flexibilidade, mas depende de para quem está escrevendo.

Lembre-se das características de um bom texto: deve ser lido, compreendido e aceito. Um bom texto mal formatado não será lido, um mau texto bem organizado, não será aceito.

[Baseado no artigo "If You Want People to Actually Read What You Write"]

Se você pudesse voltar no tempo cinco anos atrás e dar um conselho a você mesmo, mais jovem e inexperiente, qual conselho daria? Este é o conselho que eu gostaria de ter escutado quando estava na universidade: Trabalhe em uma empresa de referência nacional desde cedo.

“Como se fosse fácil” você pode estar pensando. Não é. Mas se você definir isso como objetivo de vida e se focar para conseguir, você vai conseguir. Esse é o objetivo mais importante da sua carreira (a menos que você esteja na área da saúde). Não é passar no vestibular nem ser graduado com honras. Isso é bom, mas a melhor coisa que você pode fazer para a sua carreira é colocar uma grande empresa no seu currículo. Pesquisas indicam que experiência profissional é a primeira coisa que os chefes olham na hora de contratar.

As duas melhores maneiras para um jovem de 20 e poucos anos conseguir entrar em uma grande empresa é através de programa de trainee ou estágio. Toda grande empresa têm programas estruturados para ambos, mas a gente sabe que a concorrência é assustadora. Os programais mais concorridos, como o da Unilever, chega a ter 48 mil candidatos e esse número não para de crescer (na minha época era 30.000). Para se ter uma ideia, o vestibular da Fuvest 2011 teve 139 mil inscritos. A diferença: Fuvest tem 10 mil vagas, a Unilever 200.

Isso significa que você tem que se preparar. Eu só comecei a participar de seleção para trainees quando me formei. Achava que era uma boa oportunidade, não a melhor de todas. Além disso, meu inglês não era fluente. Não cometa esses erros, se você tem um bom inglês, mas não é fluente, vá em frente. O próprio Max Gehringer já confirmou que, na maioria dos casos, o inglês fluente é apenas um grande filtro. Inscrevi-me em alguns, na maioria não passei da 1ª etapa por ir mal nos problemas de matemática. Ora, eu havia acabado de me formar em comunicação! Pensei em fazer aulas particulares, mas nessa época eu já estava formado há 1 ano, e a maioria dos programas de trainee são limitados aos graduados nos últimos 2 anos.

Em um dos dois únicos processos que consegui ir para as etapas finais (não havia problemas de matemática), conheci um cara que me contou um pouco da sua história com trainees. Ele era engenheiro, havia morado nos EUA (logo, matemática e inglês não eram problemas), mas o que mais me chamou atenção e algo que não esqueço até hoje foi quando ele me disse: “eu estou cansado de participar de dinâmicas, já participei de muitos e se eu não passar neste, acho que não vou tentar outro”. Nessa hora eu percebi que não tinha chances. Como um publicitário quase sem experiência em processos seletivos conseguiria superar ele? Tempos depois, descobri que ele havia sido um dos 30 trainees da Natura. Merecido!

A lição que eu extraí é mais importante para quem está começando do que para quem já está no mercado (e olha que eu não sou nada velho!): prepare-se para o que vai enfrentar! Assim como você deve saber física para entrar em uma boa faculdade de marketing, você precisa estudar o que as empresas querem, conhecer suas fraquezas e trabalhar nisso para aumentar as suas chances. Se o seu inglês não é lá so good, faça um intensivo; se você não é bom em matemática, contrate um professor; se você não fala bem em público, faça um curso,  socialize, leia livros e se esforce! Participe de quantos programas de trainee puder antes mesmo de se formar. Em outras palavras, coloque isso no topo das suas prioridades, ninguém vai pedir qual foi a nota da sua monografia durante uma entrevista.

Mesmo que o seu sonho não seja se tornar presidente de uma empresa, ou ocupar um cargo executivo, busque esse emprego com todas as suas forças. O aprendizado é enorme, você terá um plano de carreira, coaching e mentoring de graça e o seu currículo vai brilhar no escuro.

Este é o conselho que gostaria de recebido quando tinha 21 anos e como, por mais dedicado que você seja, jamais conseguirá voltar no tempo, compartilho com vocês que ainda não se graduaram. Para aqueles, que como eu, já se formaram há algum tempo, saibam que persistência é um dos principais ingredientes do sucesso, e não se deixe abalar. Costumo dizer que trainee é um atalho que lhe leva mais rápido e fácil ao sucesso, mas você sempre poderá pegar o caminho principal e, com paciência, também chegará lá.

Moral da história: na verdade, esta tira não tem uma moral. É apenas muito engraçada. Mas ela é engraçada por que acontece ou ela é engraçada por que é exagerada? Fica a questão.

Antes da publicidade vem a comunicação. Você não pode ser um bom publicitário sem entender como as pessoas se comunicam nem um bom marqueteiro ou vendedor sem descobrir o que seus clientes querem ou gostam. É a premissa sobre o qual essas atividades estão estabelecidas. Esse é o motivo pelo qual um futuro publicitário estuda na faculdade matérias como: teorias da comunicação, filosofia, sociologia, cultura, pesquisa — e não apenas planejamento, mídia, design, criação.

Entender os processos da linguagem é vital para se comunicar eficazmente com diferentes tipos de público. Muitas pessoas acham que todo publicitário é comunicativo e criativo. Arrisco dizer que publicitário é uma das profissões menos compreendidas; nenhum pai deseja que seu filho curse a faculdade de comunicação para trabalhar em agência de propaganda. (E olha que a maioria nunca entrou em uma.) Há muita coisa por trás de planejamentos de mídia, comerciais engraçados e da criatividade per se. Ou pelo menos deveria haver.

Antes de pensar em propaganda, é preciso entender que ela existe desde muito antes dos Classificados serem inventados (onde a publicidade surgiu oficialmente); que antes do branding, senhores feudais marcavam suas mercadorias para não perdê-las no meio da concorrência; e que social networking já era algo vital para o sucesso desde a época de Benjamin Franklin. De novidade mesmo, apenas os processos e as opções, mas em teoria, tudo já existia muito antes do seu avô chutar a primeira bola.

Isso é algo que merece ainda mais atenção na era das redes sociais, que têm sido vistas como a nova galinha dos ovos de ouro da publicidade. Por estar em alta, todos falam nela, querem usá-la e descobrir a fórmula mágica da viralização. O problema é que enquanto novas métricas e metodologias surgem,  profissionais despreparados e campanhas sem sentido pipocam no mercado.

Entender de comunicação envolve saber que canal utilizar de acordo com a necessidade, o público e o objetivo. Significa saber que rede social é rede social e mídia traidicional é mídia tradicional, todas possuem pontos fortes e fracos e nenhuma faz milagre. É realmente preciso um bom planejamento, criatividade, conhecimento e execução impecável.

Os 4 tipos de comunicação

Seth Godin explicou bem os quatro tipos de comunicação utilizado pelas empresas e agências de propaganda e a conclusão que tiramos é que cada um é bem diferente do outro.

  • Você fala de si mesmo para pessoas que querem ouvi-lo e se importam com você.
  • Você paga para alguém carregar a sua mensagem de forma impessoal. (publicidade)
  • Você paga para alguém falar de você, alguém com autoridade e influência.  Costuma valer mais que propaganda, mais não gera demanda considerável. (RP)
  • Os outros falam de você espontaneamente — em blogs, twitter e redes sociais.  Ao contrário dos outros tipos, pode ser negativo e não se tem controle.

Não foi em um ou dois lugares que li sobre a falta de controle das novas mídias. Vários especialistas já destacaram a importância de se criar produtos e experiências memoráveis que mereçam ser espalhadas. Isso é tudo que você pode fazer. Isso é o principal a ser feito. Bill Bernbach já dizia que a propaganda fazia um mau produto fracassar depressa porque as pessoas saberiam que ele era ruim, mas ainda assim as pessoas precisavam comprá-lo. Hoje, basta um video no YouTube ou um post publicado em um blog de respeito (que será repassado) para as vendas caírem drasticamente. As pessoas estão falando mal de coisas que nunca compraram, sequer usaram. Comunicação é algo perigoso. E mortal quando não se sabe o que está fazendo.

Saber comunicar não é tagarelar, mas usar as palavras certas, no tom certo, com elementos visuais que reforcem ou complementem a mensagem, através do canal certo, com um objetivo em mente e sempre deixando espaço para o outro. Reveja seu conceito de comunicação e não confunda falar com comunicar.

Medo na dose certa

19 de abril de 2011 • TEMAS: Filosofando /

“Eu criei uma nova filosofia…  eu temo apenas 1 dia de cada vez.” (Charlie Brown)

Quem já leu Peanuts, sabe que  Charlie Brown era um garoto que fracassava em quase tudo que fazia, era melancólico e não tinha uma boa auto-estima.  Mas Charlie Brown era inteligente e astuto o suficiente para perceber como a vida funciona e reagir de acordo com as dificuldades que ela impõe. Logo, por maior que fosse seus temores, ele continuava seguindo em frente com persistência e coragem.

O medo é algo natural na vida. É  normal sentir medo, o problema seria se você não sentisse. Mas em quantidade, pode minar a vida profissional e pessoal. Se todos nós sentimos medo, fica claro que o diferencial está em como cada um administra os seus próprios e que atitudes toma com relação a eles.

Ele é a principal barreira da mudança, uma grande fonte de frustrações, um bom motivo para acomodação e o porquê de tanta mediocridade na vida. As pessoas têm medo do que os outros vão pensar, julgar ou falar; têm medo do que vão encontrar; medo de não poder voltar atrás (e pra quê?); medo de fazer algo que nenhum dos seus amigos fez; medo de achar que não estão fazendo a coisa certa… medo de viver. É como uma armadilha que não se vê e não lhe deixa sair do lugar.

Então, na próxima vez que você sentir medo de algo, saiba que é normal e até estimulante, mas tente fazer como Charlie: Tema apenas 1 coisa de cada vez. Dessa forma, você não será soterrado por ele.

Já faz algum tempo que celulares caros eram apenas símbolos de status, possuiam design mais sofisticado, câmera melhor e mais cores na tela. Os celulares caros de hoje são, na verdade, pequenos computadores de bolso que acompanham você 24 horas do dia. Tanto que se criou uma categoria totalmente nova chamada para os chamados smartphones. O nome não é apenas um artifício para cobrar mais caro, ele é realmente uma ferramenta útil de trabalho e um bom otimizador de tempo, se você souber utilizar.

Se você usa o seu smartphone apenas para checar e-mails (além de falar e mandar mensagens, obviamente), você está ficando para trás. E me refiro a coisas essenciais para a carreira como: desempenho, tempo e informação.

Eleita a palavra do ano de 2010,  “app” é o que torna o seu smartphone uma grande ferramenta ou não. Algumas pessoas já estão por dentro desse universo, muitas outras não. Então, reuni neste post uma lista de aplicativos que podem tornar você mais produtivo ou, pelo menos, lhe situar no robusto universo dos aplicativos.

Com o objetivo de tornar este post útil a todos, tentei criar uma lista acessível independente da marca do smartphone. Listei aplicativos de iPhone que eu uso e alguns de BlackBerry que conheço. Mas tenha em mente que o aplicativo em si não é tão importante e sim o que ele faz, tente achar um similar e faça dele parte da sua rotina.

1. Gestão de tempo

App recomendado: Time Manager Pro ($0,99)

Alternativa para BlackBerry: Timeme Lite ($0,99)

Não se pode falar em desempenho sem falar de gestão do tempo. Quase todos os smartphones já vem com um calendário bem completo em que se pode agendar compromissos e sincronizá-los com o Google ou Outlook. Este aplicativo faz tudo isso e cria relatórios de atividades do seu dia, semana ou mês. Às vezes dizemos “nem vi o tempo passar” ou “parece que o tempo voou”, mas se tempo é dinheiro, é bom você saber para onde ele está indo.

2. Notícias

App recomendado: News Feed Lite (grátis)

Ler notícias no celular pode ser um saco, por isso é importante saber o que ler e as opções são muitas. Eu tenho um sistema de feeds bem completo no computador  separado por assunto, então utilizo o celular como um “jornal” para ler as notícias do dia, sem organizar por assuntos. O News Feed traz mais de 197 canais de notícias em um só lugar, que você pode organizar como achar melhor. Com exceção do Google, a maioria traz notícias em inglês, então se não lhe agrada é melhor criar feeds ou baixar aplicativos de jornais brasileiros.

3. Instapaper ($1,99~$4,99)

Onde você guarda os artigos mais interessantes que lê na web? E quando você não pode ler naquele momento, como faz para ver depois? O Instapaper é exatamente para isso. Leia depois as notícias que você não pode ler agora, mesmo que você não esteja na área de cobertura porque ele salva no aparelho. Além disso, você pode salvar no aparelho e conferir depois no site Instapaper.com. [A versão para BlackBerry chama-se Laterpaper.]

4. Transferência via Wi-Fi

App recomendado: Air Sharing ($2,99)

Alternativa para BlackBerry: Wifi File Transfer ($4,99)

Considere o smartphone como uma extensão do seu computador. O que você faz no celular, não precisa fazer no computador e, com isso, economiza tempo. Sendo assim, serialegal se você pudesse trocar arquivos entre o os dois aparelhos de forma prática e economizar ainda mais tempo.

5. Finança pessoal

App recomendado: Minhas Despesas ($1,99)

Controle seus gastos e saiba para onde está indo todo o seu salário. Ter as finanças pessoais sobre controle é vital para o sucesso, ajuda a planejar melhor e a não gastar mais do que se ganha. Manter a saúde financeira é importante porque ajuda manter você focado no trabalho e motivado. Ninguém trabalha direito se passar o dia pensando nas dívidas.

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Apenas uma pequena observação, no minuto 5:27, o mais correto seria “então deixe-o pular para outro barco” (demitir).

O meio rádio em 2020

13 de abril de 2011 • TEMAS: Digital / Filosofando / / /

Quando o rádio foi transmitido pela primeira vez no Brasil, em 1922, David Ogilvy tinha 11 anos, Bill Bernbach também e Leo Burnett 20. O rádio não é a mídia mais antiga, tampouco ultrapassada, mas assim como o jornal ganhou cor, a televisão entrou em praticamente todos os lares do mundo e outdoors  passaram a se mexer, o rádio mudou. Não é mais aquela caixa preta onde se ouvia alguém falando sozinho e a mais prática maneira de escutar música.

Hoje, se você tem um iPod Classic é possível ter na palma da mão acervo suficiente para não repetir nenhuma música durante 110 dias sem parar. É possível escutar qualquer rádio do mundo no computador ou mesmo no celular, escutar música pelo videogame, TV via satélite ou DVD. Essas são apenas algumas das opções que as pessoas têm à disposição para não ouvir rádio.

De uma maneira geral, as pessoas escutam rádio por outros motivos, não pela música ou para se manter informado. Além disso, vivemos na era onde o poder está nas mãos do consumidor, o que significa que para a emissora ganhar um ouvinte, tem que ser quando ele quer, como ele quer e da maneira que ele quer. A emissora tem que envolver o ouvinte, oferecer coisas que outros meios não ofereçam e estar mais sintonizada nos seus ouvintes do que eles estão no rádio. Eles têm zilhares de opções, o rádio só tem uma.

Sou apaixonado por música e, consequentemente, já ouvi (e ainda ouço) bastante rádio. Além do mais, trabalho para duas emissoras no sul do Brasil. Do ponto de vista do marketing, da comunicação e de um amante de música, listei alguns pontos que considero cruciais para emissoras que quiserem sobreviver a esta década.

Rádio em cores
Quando eu trabalhava na rádio Cultura, tínhamos um programa aos sábados à tarde em que bandas faziam 1 hora de show ao vivo sem parar. Não apenas bandas locais se apresentavam, mas artistas nacionais que estavam pela cidade. Essa é uma das melhores coisas que se pode fazer. Na época, o YouTube não existir e “redes sociais” estavam longe de serem vistas como ferramentas de comunicação. Então, os shows não eram postados na internet, o que é algo muito poderoso hoje. Quantas pessoas usam o YouTube para ouvir música? Quais as chances que elas têm de encontrar um video ao vivo de boa qualidade da banda que ela gosta? Poucas. No entanto, várias rádios no mundo todo já estão fazendo isso (KEXP, 94/9 San Diego, BBC). No Brasil, a a Oi FM tem um canal exclusivo para bandas novas, a Oi Novo Som.

Espalhar câmeras pelo estúdio para que o ouvinte também veja — em vez de apenas ouvir — é uma forma de aproximar o público e uma boa ferramenta de interação. Para mim, essa é uma das maiores armas que o rádio tem à sua disposição hoje.

Rádio na internet
Isso era uma tendência 10 anos atrás. Hoje, é uma necessidade. Sabe-se que o hábito de ouvir rádio é algo pessoal e diferente de outras mídias eletrônicas. As pessoas costumam ouvir como pano de fundo, enquanto fazem algo. E o que as pessoas mais fazem hoje? Usam o computador. As possibilidades que a rádio online traz são inúmeras: espaço publicitário no player, maior interatividade com o ouvinte, praticidade (é mais fácil a pessoa ter um PC do que um rádio por perto), abrangência mundial, facilidade em medir audiência, maior argumento de vendas da mídia tradicional, dentre outras.

Rádio no celular
Embora muitos celulares ofereçam a função de rádio FM e, recentemente, o iPod tenha se entregado ao recurso; ouvir rádio pelo celular via apps traz uma nova gama de possibilidades. Esta sim é uma forte tendência desta década.

Se antes era possível escutar qualquer rádio do mundo, agora é possível escutar qualquer rádio do mundo em qualquer lugar e a qualquer hora. Ainda é cedo pra dizer, mas com a popularização do 3G (e a chegada do 4G), realmente acredito que as pessoas voltarão a ouvir mais rádio nos próximos anos, mas qual será vai depender das emissoras conseguirem manter relevância.

Maior presença no dia-a-dia e na comunidade
Um das principais vantagens competitivas do rádio é que ela é a mídia mais próxima do espectador. Em nenhum outro canal, as pessoas participam tanto, sugerem, falam e escutam informações sobre onde vivem. E essa vantagem deve ser exaustivamente explorada. A força do rádio vem do seu regionalismo e forte apelo local. Na propaganda, é uma ferramenta tática e ágil. É preciso ter isso em mente.

Eventos realizados pela rádio também aproximam muito o público da rádio, e tem se provado uma ótima maneira para empresas fortalecerem suas marcas.

Menos propaganda
Eu sei o quanto isso é difícil, mas sei o quanto isso é necessário. As pessoas ouvem rádio porque querem ouvir música (ou se manter informadas), mas elas não precisam escutar a rádio para isso. iPods, celulares, mp3 players e sites de músicas estão acessíveis a todos. Ainda tem muita gente que gosta de ouvir rádio, só é preciso convence-los de que ele mudou.

Assim como as plataformas estão mudando, o faturamento também está. Ter programas “com 1 hora só de música” é bacana, mas não é suficiente. É preciso diminuir os breaks comerciais para uma freqüência tolerável. É verdade que isso pode afetar o faturamento da rádio, mas esse é o preço pago para se manter relevante para o ouvinte. Algumas soluções para diminuir os breaks sem perder dinheiro, é estimular merchandising dentro dos programas, criar programas especiais patrocinados e unificar metas online e tradicional (perde-se receita no rádio e ganha na internet).

Segmentação
Sou fã assumido da Energia FM de São Paulo. Não apenas porque aprecio música eletrônica, mas porque eles conseguiram criar uma das rádios mais bem-sucedidas do Brasil focando em um nicho de mercado, como a Kiss FM no Rock e a CBN em notícias.

Nos últimos anos, especialistas de marketing chegaram a uma conclusão: a segmentação demográfica não funciona mais como antigamente, é preciso definir seu público-alvo com base em estilo de vida, gostos ou, como social marketers costumam chamar, “tribos”. As rádios que mais crescerão nos próximos anos serão as que melhor conseguirem se encaixar dentro dessas tribos.

Em 2020: Emissoras com marcas fortes parecerão menos como o rádio e estarão em todos os lugares, com fortíssimo apelo local, canal aberto de comunicação com seus ouvintes e alimentando uma imagem forte e autêntica.

Moral da história: Empresas com mercadorias invisíveis têm o seu valor.