Arquivo de janeiro de 2011

Moral da história: Embora a tira use um assunto delicado como salários, essa não é a moral. A informação é. Algumas empresas constroem muros para que os funcionários não conheçam o mercado. As melhores constroem meios de manter seus funcionários o mais informado possível.  Ainda assim, vale comentar sobre o salário. As pessoas só se sentem mal-pagas em três casos: 1) acham seu salário incompatível com a qualificação profissional; 2) A sobrecarga de trabalho e acúmulo de funções não compensa; 3) A empresa é um saco.

O gerente administra; o líder inova.

O gerente é uma cópia; o líder é um original.

O gerente mantém; o líder desenvolve.

O gerente aceita a realidade; o líder a investiga.

O gerente concentra-se em sistemas e estrutura; o líder enfoca as pessoas.

O gerente depende de controle; o líder inspira confiança.

O gerente tem uma visão a curto prazo; o líder tem uma perspectiva a longo prazo.

O gerente pergunta como e quando; o líder pergunta o que e por quê.

O gerente fica de olho nos resultados financeiros; o líder fica de olho no horizonte.

O gerente imita; o líder cria.

O gerente aceita o status quo; o líder o desafia.

O gerente é o clássico bom soldado; o líder é ele próprio.

O gerente faz a coisa da forma certa; o líder faz a coisa certa.

Agora que você já sabe a diferença entre gerentes e líderes, ficou fácil diferenciá-los. (Isso também vale para uma auto-reflexão.)

[Trecho escrito por Joan Goldsmith e Warren Bennis, professores da University of Southern California e publicado no livro "Adapte-se ou Morra".]

Se você está por fora do mercado de games atual, saiba que videogames não são mais aquelas caixas de plástico que se conectavam à TV, era comandado por 2 controles de poucos botões e os jogos, de aparência infantil, eram curtos e simples. As coisas mudaram muito desde então. Quero dizer, ainda é feito de plástico e ainda se liga à tv, mas são as únicas semelhanças com aquele brinquedinho de criança chamado videogame.

Hoje, está mais para o que a Microsoft chamou de “centro de entretenimento”. Eles armazenam músicas e videos, possuem alto poder de processamento (já foram usados pela ciência), dispositivo Wi-Fi, baixam filmes via NetFlix, acessam Twitter, Facebook e MSN. Não é à toa que empresas de fora da indústria de games resolveram entrar nesse mercado. O sucesso do PlayStation tem salvo a Sony de resultados negativos. O mercado ficou muito mais maduro, criando nichos de mercado e necessitando de uma estratégia realmente sólida para obter sucesso em um mercado tão caro como esse. O Nintendo Wii fez adultos e mulheres que nunca foram fãs de games terem um no rack da sala. O Kinect, da Microsoft, se tornou o gadget vendido mais rapidamente da história. Em 2007, a indústria de games superou a de cinema e, no Japão, superou até a automobilística. Isso sem o gigantesco mercado da China, onde games atualmente são proibidos. É quase impossível imaginar o quanto esse mercado crescerá quando a China legalizar videogames por lá.

Com o amadurecimento da indústria e entrada de mega-corporações nesse mercado, um novo perfil de consumo ocupou lugar. Enquanto antigamente o público era basicamente composto de crianças e jovens, hoje não há barreiras. Seja na sala de casa, no smartphone ou em um notebook, centenas de milhões de pessoas estão jogando. Mas será que videogames são mero entretenimento vitual ou podem nos ajudar a lidar com problemas na vida real?

Uma das poucas lembranças que tenho da minha infância é de jogar Pitfall no Atari com a minha irmã e morrendo 200 vezes antes de passar de uma fase. Eu não sabia, mas 20 anos depois eu ainda estaria jogando videogame. Não mais com a minha irmã, mas com a namorada, colegas de trabalho e até com pessoas que eu nem conheço — via internet. Não depois da escola, mas depois do trabalho. E ao invés de algumas horas por dia, apenas algumas horas por semana. Com videogames tão presentes na minha vida desde criança, eu comecei a me perguntar se eles tiveram alguma participação no meu desenvolvimento pessoal. Nunca tive certeza, mas de um tempo para cá mais indícios têm surgido para sustentar essa teoria.

No começo da minha adolescência, eu me viciei em um jogo de estratégia chamado Age of Empires. Não demorou muito até eu me interessar por idade medieval, civilizações antigas e grandes batalhas. De lá pra cá, vieram Age of Empires 2, Age of Empires 3, Medieval Total War e outros como SimCity (onde você tem que gerir uma cidade). Na faculdade, conheci o verdadeiro lado da estratégia. Coincidência ou não, essa é uma das áreas que mais me fascina. Sempre achei o máximo ser responsável pelo futuro de uma cidade, um povo ou uma vida. Ainda hoje, meus games favoritos são os que oferecem a maior liberdade possível.

O que a ciência diz

Recentemente, cientistas descobriram que jogar Tetris aumenta a massa cinzenta do cérebro, especificamente o córtex central — responsável pelo planejamento de movimentos complexos e coordenados, bem como pela integração multisensorial entre visão, tato, audição e informação fisiológicas internas. Existem uma porção de jogos estilo Tetris, que estimulam várias áreas do cérebro, deixando você mais “afiado” em certas coisas.

Para tentar responder essa questão e aprender a utilizar os videogames a nosso favor, Jane McGonigal lançou o livro “Reality Is Broken”. Jane diz que psicólogos chamam de “recompensas intrísecas” as habilidades que as pessoas desenvolvem ao jogar games. Como uma melhor capacidade de planejamento ou coordenação motora. A autora defende também a ideia de que os gamers lidam melhor com o fracasso, pois estão acostumados a lidar com eles no mundo virtual (quem tem mais de 25 anos sabe que alguns jogos de antigamente eram quase impossíveis). Além disso, gamers têm mais probabilidade de persistirem em busca de seus objetivos de vida e são mais resilientes.

Abaixo um trecho do artigo da autora publicado no The Washington Post:

“Quando nós jogamos, temos um senso urgente de otimismo. Nós acreditamos do fundo do coração que estamos preparados para qualquer desafio, e nos tornamos fortemente resilientes ao se deparar com o fracasso. Pesquisas mostram que gamers passam em média 80% do tempo fracassando no mundo dos games, e em vez de desistir, eles persistem na dificuldade e usam  o feedback do jogo para melhorar. Com alguma dedicação, nós podemos aprender a aplicar esta resiliência aos desafios do mundo real que encontramos.”

Definitivamente, videogame não é coisa de criança. É um mercado consolidado e que rende bilhões de dólares todos os anos, gera milhões de empregos direta e indiretamente, e ajuda a economia a crescer. Assim como beber vinho, jogar videogame é uma daquelas coisas que requer moderação para se obter o benefício. Rola muita polêmica sobre a influência dos jogos violentos em certas pessoas. Não cabe essa discussão aqui. Mas assim como o vinho que você bebe e a comida que você come, é preciso saber escolher e ter a cabeça no lugar.

Apesar do futebol americano ser praticado muito pouco fora dos Estados Unidos, o mercado publicitário do mundo todo se volta para o campeonato nacional. Especificamente a final do campeonato, cujo espaço publicitário é o mais caro do mundo. Por isso, todos os anos em fevereiro, os publicitários ficam de olho nos comerciais que julga-se ser o ápice da criatividade global.

Considerando que o mercado publicitário mudou mais nos últimos 10 anos do que nos 20 anteriores e que a TV aberta vem perdendo espaço a cada dia, isso torna o Super Bowl um evento ainda mais interessante. Por isso, resolvi listar algumas curiosidades do programa/evento mais assistido na história da televisão mundial.

  1. Nos últimos 10 anos, o tempo de publicidade em cada jogo aumentou 27%
  2. Na última edição do Super Bowl foram veiculados 104 comerciais, contra 82 em 2001.
  3. Em 2001, um jogo tinha aproximadamente 40 minutos de comerciais (uma partida dura 60 minutos não-corridos). Em 2010, a final do Super Bowl  teve 47 minutos e 50 segundos de propaganda.
  4. Quem assistiu os 10 últimos Super Bowl assistiu um total de 425 minutos de comercial.
  5. Em 2001, uma inserção de 30s custava cerca de $2,2 milhões. Em 2009, o preço chegou a $3 milhões.
  6. O mercado automobilístico é o que mais anuncia. Seguido por cerveja, refrigerante e filmes.
  7. O maior anunciante é a Anheuser-Busch. Entre 2001 e 2010, a mega-companhia de cerveja já investiu $235 milhões de dólares.
  8. Os jogos também contribuem para a audiência da emissora. O episódio de Friends com maior audiência entre os 236 gravados foi “Aquele depois do Super Bowl”, exibido pela 1ª vez no dia 28 de janeiro, logo após a final do famoso campeonato.

Fonte: BrandWeek

A década passada ficou marcada pela colaboração e interação social. Termos como tribo, networking, evangelismo, buzz, viral, rede social, comunidade, crowdsourcing, colaboração e outros entraram para o dicionário de negócios e mudaram a vida das pessoas e organizações.

Considerado uma das grandes fontes de inovação da década passada, dentro e fora das empresas, as coisas que deram mais certo nos últimos 10 anos tinham uma coisa em comum: elas uniam as pessoas.  As empresas que mais prosperaram nesses anos ou basearam o seu modelo de negócios nas pessoas ou o próprio negócio eram as pessoas (o caso das redes sociais).

De uma maneira geral, as empresas começaram a aderir às redes sociais não por perceberem que os consumidores estavam lá, mas porque seus concorrentes estavam lá. Sem uma estratégia, um propósito ou mesmo uma justificativa do porque elas utilizavam… elas apenas utilizavam.

O fato é que “engajamento” se tornou uma das palavras mais utilizadas nesse meio porque se tornou fácil criar uma conversa com os consumidores. Embora sempre fosse possível interagir com o cliente, era caro e trabalhoso. Hoje, não é só uma das mais formas mais baratas de promover um produto/serviço como é vital para as empresas que desejam continuar crescendo. Sem mencionar que é a melhor maneira de gerar le aldade, evangelismo e produtos melhores.

Engajamento social além das redes sociais

Como o termo ganhou popularidade apartir das redes sociais, há uma tendência em achar que engajamento social é utilizar Facebook e Twitter. Rede social é para o engajamento social assim como a propaganda é para o marketing, apenas uma ferramenta. Há várias formas de envolver um cliente, na rede e fora dela.

Mas envolver os funcionários nos processos e atividades de uma empresa (e fazê-los se sentir à vontade e úteis) já é difícil, imagine envolver os consumidores… requer um grande esforço, visão macro, introdução de novos processos e apoio total dos líderes da empresa. Mas tudo começa com uma simples convicção: de que o poder está na mão deles e que eles estão dispostos a lhes ceder se você demonstrar que o trabalho e opinião deles é mais importante do que o seu.

Os 5 níveis de engajamento social

A consultoria Ant’s Eye View mapeou  os 5 níveis (ou estágios) de engajamento social observando o Top 1000 da Fortune e como muitas dessas empresas se transformaram em companhias centradas no consumidor.

De uma maneira um pouco mais simplificada que o original, descrevo abaixo as principais características de cada estágio:

Nível 1 – tradicional

Modo clássico de empresa. Caracterizado pela comunicação de uma via.

  • Funções atuam relativamente de forma isolada
  • Atendimento ao consumidor e marketing utiliza os meios tradicionais
  • Executivos desconhecem a importância dos meios sociais

Nível 2 – experimentação em núcleos

Modo improvisado. A empresa começa a se engajar socialmente, mas por iniciativa de alguns funcionários isolados, às vezes sem conhecimento dos superiores.

  • Uso independente de ferramentas sociais,  sem equipes formais
  • Muita informação coletada sobre o consumidor não é aproveitada
  • Funcionários defendem o engajamento social, mas não são ouvidos pela empresa

Nível 3 – operacionalizando

É quando a empresa enxerga a importância do engajamento social e começa a introduzir em suas atividades formais.

  • Existe uma equipe e um líder treinados
  • Estabelecimento de métricas, políticas e ferramentas
  • Dá resultado, mas não sabe como lidar com crises

Nível 4 – resultados reais

É o lugar desejado. Engajamento social contribui efetivamente para os negócios, contempla executivos que alinham em suas projeções anuais  e as equipes têm permissão para investirem pesado nesse campo.

  • Existe uma equipe central, mas boa parte do trabalho é feito pelas próprias unidades de negócios
  • Resultados provenientes de meios sociais são de grande impacto e monitorados constantemente
  • Executivos compram a ideia

Nível 5 – engajamento total

É o lugar perfeito. Clientes dessas empresas geralmente pensam “vocês sabem o que eu quero antes de eu querer”, “minha vida é melhor por causa de vocês” ou “eu confio em vocês”.

  • Engajamento social está no DNA da empresa
  • Funcionários têm visão 360º e conseguem antecipar as necessidades dos clientes
  • Alta taxa de lealdade e base de evangelistas
  • Altos executivos contribuem para o engajamento

Avalie o engajamento social da sua empresa

Aproveitando a metodologia da consultoria americana, disponibilizo uma avaliação para download (PDF) que ajudará a sua empresa ou agência a descobrir que nível de engajamento possui com seus clientes e funcionários. Sugiro que o preenchimento da  avaliação seja feito por várias pessoas ou em consenso com a equipe para evitar uma distorção entre o que se acha que é e o que realmente é.  Saber em que nível a sua empresa está é só o começo de uma jornada que exige muita disposição, visão, gosto pelas pessoas e tempo.

[Agradecimentos: Ant's Eye View e Church of The Customer]

A bíblia da excelência

18 de janeiro de 2011 • TEMAS: Carreira / /

Se excelência fosse uma religião, Tom Peters seria o grande profeta. Com domínio total do assunto, larga experiência, seguidores no mundo todo, carisma e o dom da oratória, Peters é um dos gurus de carreira mais incríveis que o mundo já viu e um dos meus autores favoritos. Há quase três decadas, ele trabalha na busca por pistas que levam à excelência profissional. Quando ele começou a escrever sobre o assunto (que hoje tanto me fascina), eu ainda estava a 2 anos de nascer.

Em 2010, foi lançado seu último livro: The Little BIG Things. Infelizmente, ainda não pude ler o livro, mas há mais de 1 ano acompanho a série “100 Ways to Succeed” no blog do Tom Peters — que curiosamente chegou na de Nº176 — e o canal do livro no YouTube. Absorver os conselhos do velho Peter é como ter o melhor mentoring do mundo de graça. Praticamente, não há um assunto que ele não tenha mencionado em 6 anos de blog, 14 livros, áudios e videos.

O novo livro parece ser uma grande compilação do seu trabalho e acho difícil que exista algum assunto importante para a vida profissional que não esteja nas suas quase 600 páginas. O que, para mim, o coloca em uma posição muito próxima de ser considerada de “A bíblia da excelência”, assim como “Administração de marketing” é a bíblia do marketing e “Estratégia – Em Busca da Vantagem Competitiva” é a bíblia da estratégia.

O livro é organizado em 163 conselhos, abrangendo assuntos como consumidores, resiliência, liderança, desempenho e outros cruciais para o sucesso de pessoas e organizações. O site de um jornal do Washington publicou um artigo com os 10 principais conselhos do livro. Imagino o quanto foi difícil destacar 10, o melhor seria ler tudo, mas para um blog acho que está de bom tamanho.

1) Pequenas coisas importam, e muito!

2) Qualidade: você percebe assim que vê

3) Gentileza é gratuita

4) Levante mais cedo que os outros

5) Liderar é ajudar no sucesso dos outros

6) Administre perambulando por aí. Tudo está ao seu redor

7) Agora escute isto: ouvir é a mais importante competência central

8) Desenvolvimento: você está contratando e cultivando profissionais de primeira linha?

9) Leia mais que os outros

10) Tire um tempo para sonhar

Pouco mais de duas semanas de férias e o resultado são mais de 2.400 feeds para ler e uma grande questão para responder: O que publicar no primeiro post do ano? Sem uma grande ideia, aos poucos comecei a ler os feeds (não todos inteiros, óbvio) e a fazer algumas anotações. O resultado dessas anotações –somadas a alguns insights meus que tive ao longo dos últimos meses–  se tornou este post, com algumas das principais informações, tendências, novidades e mudanças que deve marcar o mercado brasileiro em 2011.

Nem tudo que você precisa saber para ser bem-sucedido este ano está aqui, mas é um bom começo. Empresas precisarão ficar atentas (e você como profissional também) a essas mudanças que já estão ocorrendo há algum tempo se quiserem chegar a 2012 tão otimistas como agora.

Brasileiros com dinheiro no bolso.

Quase todos os meses de 2010 eu lia a seguinte notícia no InfoMoney: “inadimplência diminui e bate record”. O brasileiro tem conseguido quitar suas dívidas em função do cenário econômico brasileiro extremamente positivo . Com baixo desemprego, menos burocracia para abrir empresas e dólar barato, o brasileiro pode fazer hoje o que nunca pode. Viajar de avião, comprar carro 0km, utilizar produtos importados e até fazer cruzeiros. Com o brasileiro cheio da grana, tudo que as empresas precisam fazer é investir neles.

O ano do empreendedorismo

Com o brasileiro cheio da grana e nome limpo na praça, enfim o sonho de ter o próprio negócio fica mais próximo. Não só o Brasil registrou o ano com menor taxa de inadimplência desde 2005, como o BNDES liberou quase o dobro de crédito em comparação ao ano anterior. R$ 41 bilhões só para as MPMEs (Micro Pequenas e Médias empresas).

A gente sabe que o mercado é movido pela concorrência, isso é bom para a indústria, é bom para o país e melhor ainda para o consumidor. O problema disso é que empresas preguiçosas não terão vez em um mercado mais competitivo. Será preciso um esforço ainda maior por parte das empresas para conquistarem novos clientes e reterem os seus atuais.

Sites de compra coletiva: futuro incerto

Essa é a conclusão do MIT Entrepreneurship Center e da Sloan School of Management que todos os anos viajam para o Vale do Silício em busca de quais serão as novas tendências do novo ano. Segundo os especialistas das duas instituições, assim como ninguém previu seu enorme fenômeno em 2010, ninguém deve prever aonde isso vai parar. E olha que eles estavam se referindo ao Groupon, a empresa pioneira, imagine as outras “eu-tambem” por aí.

Só no Brasil, surgiram mais de 400 em 2010, segundo o site Dsconto. Uma coisa é quase certa: boa parte desses sites não chegarão a 2012. A chave da sobrevivência é a segmentação. Sites que conseguirem se vincular a cidades terão grandes chances de se dar bem em 2011. Para os anunciantes, muito cuidado para não sacrificar o lucro na esperança de obter grande exposição. Tudo deve ser avaliado, mensurado e ser coerente com o objetivo que a empresa deseja alcançar.

Propaganda melhor e mais barata

Nos últimos anos, o meio televisão vem perdendo espaço nas grandes verbas publicitárias. São tantas opções que é contraintuitivo investir apenas em Rádio e TV. Tendência forte na Inglaterra e Estados Unidos nos anos anteriores, 2011 deve ser o ano em que mais isso será sentido.  O Brasil tem hoje mais de 9 milhões de assinantes de TV paga (sem contar os que não pagam, mas assistem). 25% mais do que em 2009. Isso significa que tv fechada não é mais privilégio da elite, tornando-se um veículo mais eficiente e barato. Além disso, os holofotes estão voltados para redes sociais, buzz, boca a boca, ambient marketing e outras modalidades baratas e de alto retorno.

Internet mais importante do que nunca

Ainda tem muito empresário achando que internet nos negócios se resume a ter um site e enviar alguns emails. Empresas assim vão precisar abrir os olhos em 2011 ou estarão em sérios apuros. Na melhor das hipóteses: elas perderão grandes oportunidades. Mas qual empresa consegue perder grandes oportunidades e não ficar em apuros?

Um dado assustador: 11% dos celulares no Brasil terminaram o ano conectados na internet. Pra mim, isso é algo impressionante! Outro dado relevante: banda larga cresceu 71% em 2010. Em grande parte, por causa da cobertura 3G, mas também porque os brasileiros puderam assinar a internet por um preço mais em conta e adquirir computadores com uma facilidade ainda maior que os anos anteriores. Mesmo com a internet já fazendo da parte da vida do brasileiro médio, o Governo anunciou a criação da Secretaria de Inclusão Digital. Logo, nenhuma empresa conseguira falar com seus consumidores se não estiver usando a internet.

O futuro é o celular

Já no natal de 2010, 1/3 dos britânicos compraram algo via celular. Tá certo que os caras são apressadinhos, mas logo vai chegar o dia em que isso acontecerá no Brasil.

Eu já disse que 11% dos celulares no Brasil estão conectados na internet? Bem, isso foi em 2010. Economia é algo interessante, você começa barateando os smartphones, então aumenta a demanda por internet móvel, e como o brasileiro tem emprego e crédito, logo ele está conectado 24h por dia.  Brasileiro é louco por celular, louco por internet, a combinação disso é uma oportunidade fantástica para as empresas falarem com esses consumidores!

Mobile marketing, apps (eleita a palavra do ano de 2010), QR code e outros termos relacionados estarão cada vez mais presentes nas estratégias de marketing de empresas e agências que quiserem atingir em cheio o seu público.

Tablet, você vai ter o seu

Faz uns 2 anos que os principais sites vem criando conteúdo exclusivo para celular. Este ano, isso começará a acontecer com os tablets (na verdade, já começou) –  gadgets do tamanho de um papel, touchscreen e que todo mundo sonha em ter um.  15,7 milhões de tablets vendidos em 2010 mesmo com pouco players no mercado. RIM, Dell e praticamente toda empresa de eletrônicos devem lançar o seu em 2011. A estimativa é que esse mercado cresça 418% em 2 anos e até 2015 um em cada três americanos tenha o seu. Assim com no celular, isso cria um mar de oportunidades em vários segmentos.

Apple ficará ainda mais falada

Desculpa aos fãs da marca, mas tem horas que não aguento ouvir falar de iPhone, iPad e Steve Jobs. No entanto, dá pra entender a mania. As duas tendências acima (que deverão bombar em 2011) foram originadas direta ou indiretamente pelos produtos Apple e quem as idealizou? Steve Jobs. Não é de se estranhar que o cara seja citado em quase toda palestra ou artigo sobre inovação. É melhor você se acostumar. (Eu to tentando.)

O que ainda não será a bola da vez.

Estes são palpites meus. Mas eu acredito fortemente que 2011 não será o ano dos e-books, das supertevês (3D e conectadas na internet) e compras via celular.

O primeiro porque nenhuma grande livraria brasileira lançou um reader próprio (algo que aconteceu com Amazon e Barnes & Nobles que começaram a vender mais livros digitais do que físicos depois de lançarem seus dispositivos). O segundo, porque essas TVs ainda são muito caras e o Brasil ainda não dispõe de empresas que ofereçam este serviço.  O terceiro, compras virtuais sempre foram um tabu pro brasileiro, por natureza eles não são ousados, tampouco early adopters. Visa e MasterCard têm tentado jeito de tornar o celular uma máquina de cartão portátil. Nenhuma com grande sucesso por enquanto.

Mas logo 2012 chega para mudar tudo de novo…