Se tem uma coisa que eu odeio na tecnologia são fios. Eles comprometem a estética de qualquer ambiente, dificultam a limpeza e são capazes de deixar qualquer um louco quando se enrolam uns nos outros. Sendo assim sou ávido consumidor de produtos sem-fio. Daqueles que acreditam que uma das melhores invenções do homem foi o controle-remoto e que a vida não seria a mesma sem internet wireless e se os videogames ainda precisassem de cabos para plugar o controle. Internet discada e controles de videogame com fios, eu quero esquecer vocês!
Conforme tecnologia avança, alguns equipamentos eletrônicos vão perdendo o seu, aconteceu com o microfone, telefone, headset, transmissão de dados e até impressora. Um dos meus preferidos é o mouse sem-fio. Apesar de estar mais para luxo do que necessidade (já que usamos ele praticamente no mesmo lugar de sempre), o mouse sem-fio passou a ser quase indispensável quando o notebook se popularizou. Usar mouse com fio em um notebook é como plugar um cabo de rede para acessar à internet.
Há quem não se importe de usar o touchpad do notebook, eu não sou um desses, por isso comprei um mouse sem-fio — em 2008. Na verdade, não comprei um mouse sem-fio, comprei um chuveiro elétrico, porque nunca vi um acessório tão pequeno consumir tanta energia. Consumia aproximadamente 2 pilhas AAA a cada 4 dias de uso leve. O preço de R$30,00 cobrado por uma das piores marcas que eu já vi (Bright) se revelou altíssimo com o passar do tempo.
Em dezembro de 2009, resolvi jogar fora e adquirir um mouse de R$250,00 da Logitech — reconhecidamente como uma das mais caras fabricantes de produtos de informática. O mouse era bonito, funcionava a laser 2.4ghz (sem aquela luzinha vermelha em baixo), muito mais preciso, o receptor bluetooth era minúsculo e o alcance enorme. Apesar de todos esses diferenciais em relação à concorrência, foi uma coisa que me fez comprar quase instantâneamente: a promessa de que ele funcionaria 1 ano sem trocar as pilhas!
Mesmo sem acreditar totalmente, eu achava que ainda estaria no lucro se ele durasse ao menos 4 meses. Este mês, completa 1 ano que eu estou utilizando. Um ano sem trocar de pilhas, sem desligar e sem me preocupar. O que todo consumidor quer é não se preocupar.
O mercado está tão selvagem, tão intensamente competitivo, os consumidores estão estressados, implorando por empresas que facilitem suas vidas e isso acontece com uma frequência tão baixa. Ficamos felizes quando o produto ou o serviço é exatamente como esperávamos que fosse, isso prova o quanto as pessoas esperam pouco das empresas. Quando foi a última vez que um produto superou suas expectativas? Porque a penúltima vez que isso aconteceu eu já esqueci.









só tome cuidado para a pilha nao estragar hein! algumas pilhas ficam meladas