Eu gosto da internet porque nela tudo é possível para o marketing. Banner em cima, em baixo, do lado, surgindo na tela, expansivo, com o dobro do tamanho; selos, patrocínio de seção, imagens de fundo com a marca do patrocinador, etc. O problema é que, algumas vezes, “tudo é possível” ultrapassa os limites e se mistura com o produto, prejudicando a experiência do visitante.
Mesmo trabalhando com marketing em uma grande empresa de comunicação, eu tenho um posicionamento bem claro quanto a misturar conteúdo editorial com publicidade: todo cuidado é pouco. Para mim, nem tudo tem o seu preço. É preciso saber até onde vai o espaço do anunciante, que muitas vezes ultrapassa o da audiência.
Os veículos têm lutado para encontrar novos formatos de publicidade. Isso é fascinante, quando funciona. Particularmente, eu gosto de product placement em filmes, mas os canais de TV ainda não encontraram uma maneira de fazer sem parecer grosseiro. Não é à toa que esse tipo de publicidade é proibido no Reino Unido.

Recentemente, me senti bastante enganado quando cliquei para ver os destaques e encontrei uma publicidade no lugar de um artigo. Eu sou fascinado por formatos diferentes de publicidade online –até escrevi “A morte dos banners de internet” algum tempo atrás mostrando algumas opções legais para o anunciante e para os veículos utilizarem–, mas esse não mereceu elogios. O curioso é que esse mau exemplo do Itaú & Época Negócios me lembrou um outro que achei bem legal:

O bom exemplo vem do blog Game Life da revista Wired, o espaço publicitário nada mais era que um post pago, mas um tipo diferente do que você vê por aí (que também me incomoda muito). O pequeno artigo não possuía a formatação de um post normal. Usava fonte de texto diferente do padrão e estava dentro de uma caixa cinza onde a primeira palavra era “publicidade”. Ao final, o selo: “patrocinado por Civilization V”. É um exemplo de como valorizar o anunciante respeitando o espaço do leitor.
Os 2 exemplos acima mostram que realmente tudo é possível, desde que não prejudique a experiência e seja relevante para o espectador. Os americanos são os melhores em harmonizar publicidade com conteúdo editorial. Existe marca em quase todo lugar, mas dificilmente causa um desconforto.
O desafio da publicidade online não é muito diferente da mídia convencional. As empresas precisam encontrar novos meios de lucrar mais sem prejudicar o produto. O que não é nada fácil com a tênue linha entre anunciante e audiência. A mensagem precisa ser natural e estar incorporada à mensagem, não de forma tendeciosa ou imposta, mas de forma que enriqueça o conteúdo e gere valor para o espectador.
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A ideia é uma evolução do conceito de cupom-de-desconto que voltou a fazer muito sucesso durante a crise global. Curiosamente, essa tendência não pegou no Brasil, mas isso não impediu o surgimento de sites parecidos no país. Afinal, qual é a pessoa que não gosta de um desconto?






