Qual a melhor maneira de provar pro consumidor que você tem o melhor produto para ele? Se cada leitor deste artigo deixasse sua opinião, estou quase certo que cada resposta seria diferente da outra e nenhuma diria para comparar com a concorrência. Esse é o jeito mais simples, mas não é o jeito que o brasileiro faz publicidade.

Por algum motivo, os brasileiros não gostam de propaganda comparativa. Ao invés disso, as campanhas brasileiras comparam sem dar nome. Isso não é uma crítica, é apenas o jeito como as coisas acontecem aqui.

Já os americanos adoram. O interessante é que nenhuma marca parece colher resultados negativos de suas campanhas provocantes, pelo contrário, são bastante divertidas. Tivemos o caso da Coca x Pepsi (que recentemente fez um remake de um comercial clássico), do McDonald’s  x Burger King e o mais recente PC x Mac. O que era pra ser apenas uma campanha, ganhou proporções épicas. A Apple bate na tecla de que o PC é antiquado e problemático;  já a Microsoft defende a praticidade do PC.

O mais novo recurso da Microsoft na guerra (saudável) contra a Apple é o hotsite PC vs Mac — nos mesmos moldes do “Why Mac?”, onde a Apple lista os motivos pra você deixar o seu PC. Cada uma fala o que pensa e o consumidor toma sua própria decisão.

Vejamos os principais argumentos de vendas das duas marcas:

As armas da Apple

  • É mais bonito e resistente
  • Excelente suporte técnico
  • Já vem com os principais softwares que você precisa
  • Possui ótima configuração
  • Menos vírus (já que a maioria é desenvolvido pra PC)

As armas do PC

  • É mais fácil de conectar a dispositivos (TV, projetores, videogame)
  • Você não precisa reaprender já que sempre usou Windows
  • Possui recurso touchscreen
  • É melhor pra se trabalhar e compartilhar arquivos
  • É compatível com tudo
  • Vem com blu-ray

Acho interessante essa estratégia de comunicação e, sem dúvida nenhuma, é útil para o consumidor. Ela também é mais sutil que a rivalidade entre Coca e Pepsi, focando-se nas características do produto. É uma estratégia agressiva, mas que pode ser considerada quando a maior parte do mercado está nsa mãos de 2 empresas (e você é  uma delas, claro), ou se tem praticamente um único concorrente direto.