Imagine que você tenha uma empresa que venda freezers e, claro, como qualquer profissional quer aumentar vendas, o que você faz? Anuncia nos principais meios, faz pesquisas qualitativas e quantitativas, prospecta novos clientes, envia mala-direta e até e-mail marketing. As possibilidades são inúmeras, mas e se você descobrisse que os maiores usuários não são os pais de família (como você costumava pensar) que usam pra estocar carne? São filhos que adoram comer hamburgueres e cachorros-quentes quando voltam da escola? Foi o que a Nielsen descobriu quando fez uma pesquisa para a indústria de bens de consumo.

Eu nunca tinha ouvido falar em microtargeting até ler o livro dos professores DeMarchi e Hamilton. Como eles não explicam muito bem o que é (apenas citam), fui pesquisar e descobri que há duas definições, uma mais simples e outra mais complexa.

  • Conceito simples: microtargeting como o nome já diz é o foco em uma parte muito segmentada do público. Ao contrário da comunicação em massa e bem mais profunda que o nicho.
  • Conceito real: as empresas utilizam microtargeting para conhecer que são seus principais consumidores e, assim, criar estratégias para reforçar a imagem da marca, além de atrair novos consumidores (semelhantes). É mais uma ferramenta de obtenção de dados, como o neuromarketing, pesquisas quali e quanti e grupos de discussão. Muito comum ver relacionado a outros assuntos como CRM, e-mail marketing e política (mais nos EUA).

Superficialmente, isso significa trabalhar uma comunicação segmentada para grupos de consumidores semelhantes — que trabalham no mesmo ramo, moram na mesma cidade ou tem os mesmos hobbies.  Porém, indo mais a fundo, o microtargeting ajuda as empresas a prever o futuro; que tipo de produto combina melhor com o seu público-alvo, se é preciso usar uma comunicação mais ousada, se apreciam mais segurança ou aventura, etc.

A super consultoria Nielsen relatou em um dos seus blogs que 2 dos seus clientes conseguiram crescimento de 9% a 20% por ano só com o microtargeting, inclusive saindo do vermelho para o lucro só com a realocação dos investimentos (sem gastar nada mais). Segundo a Nielsen, é fundamental que a empresa tenha um conhecimento profundo do seu público-alvo, saber onde e quando ele é mais receptivo à comunicação, que tipo de mensagem gosta de ouvir e qual será o objetivo avaliável da estratégia (vendas, share, recall ou outro).

Microtargeting é sobre qualidade, não quantidade. Se você prefere enviar 1000 emails com uma taxa de retorno de 1% ao invés de 200 com uma taxa de 5%, isso não é pra você.

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