A Geração XY

PDF pagePrint page

A geração X está em algum lugar entre baby-boomers e a geração Y. São menos impulsivos, mais leais e preferem produtos com maior custo/benefício do que os da moda. Embora tenham nascido em uma época de grande avanço tecnológico — tv à cabo, CD, videocassete, computadores — essas tecnologias só se popularizaram quando já eram adultos. Vejo a Geração X como uma transição entre duas gerações muito distantes. Essas pessoas possuem resquícios de seus pais, os baby-boomers, mas com a predominância do comportamento da Geração Y.

Existem trilhares de artigos sobre esse tema, tentando desvendar os segredos dessa geração moderna e até uma nova geração já surgiu, a geração Z. Muito se fala em Geração Y porque (assim como foram os baby-boomers para os negócios na década de 60-70)  são pessoas com hábitos e preferências muito características dessa geração e do mundo contemporâneo. Mas não é o que acontece com a Geração X.

Depois de um tweet meu de relativo sucesso, resolvi escrever este post. Boa parte dos artigos sobre Geração Y, a separa das demais como se uma pessoa de 30 anos não pudesse ter hábitos semelhantes. Acho que todos nós conhecemos uma mãe que se parece com a filha, um pai garotão ou algum jovem que parece ser muito adulto para sua idade. As gerações se misturam, e essa mistura eu chamo de Geração XY.

Quando falamos em Gerações estamos falando em dados demográficos — basicamente em idade. E esse não é um recurso tão eficiente como já foi um dia. Mais do que descobrir quem é o seu público, as empresas precisam saber o que ele faz. Quais são os hábitos desse consumidor, independente de quantos anos ele têm ou da renda familiar. Estudos mais recentes em comportamento do consumidor defendem que dados demográficos são úteis quando aliados a outros métodos como microtargeting. Ou de métodos mais elaborados como o do livro “You Are What You Get” que traz o novo conceito de TRAITS — traços da personalidade que ajudam a prever o que agrada determinado tipo de consumidor.

O que dados demográficos, microtargeting, TRAITS e as gerações nos ensinam é que tudo isso ajuda as empresas a conhecerem melhor o seu consumidor. Assumir que só a Geração Y é importante para as redes sociais e a difusão da tecnologia é um erro. Ao contrário das gerações anteriores, X e Y nasceram em um bom cenário econômico e de grandes avanços tecnológicos, usaram muitas marcas que ainda usamos hoje e curtiram a liberdade como ninguém. As gerações não apenas evoluem na linha de tempo, elas se misturam e a menos que aconteça uma grande revolução no mundo (como uma crise 10 vezes pior da que presenciamos em 2008/2009 ou uma Grande Guerra), os consumidores tendem a se comportar cada vez mais parecidos, gostar mais das mesmas coisas e utilizar mais os meios “moderninhos”.