Participações especiais X autenticidade

Veja uma banda como uma marca, uma empresa. Uma banda precisa de um empresário para administrar, de relações públicas e, claro, de marketing. Achar  canais de venda, divulgação e agradar sua audiência. Como qualquer grande marca, é necessário um ingrediente muito importante, vamos chamá-lo de “magia”. Algo geralmente inexplicável que faz a banda arrepiar até o último fio de cabelo e fãs chorarem.

Em outras palavras, algo especial.

Na música, vemos muita participação especial, sobretudo, em bandas que estão começando. Isso é bom porque passa a credibilidade que tanto falta a uma novidade. Mas como tudo na vida, o excesso é prejudicial. Muitas participações especiais fazem de uma banda menos especial. Menos chances o público terá de conhecer o verdadeiro trabalho da banda. O foco é mostrar o talento da banda, não da participação especial (e saiba que muitos só darão uma chance por causa desse artista conhecido).

Nos negócios, a empresa precisa caminhar com as próprias pernas. Consultorias em excesso podem abafar o desenvolvimento de uma cultura organizacional, do “algo” que torna uma empresa diferente das outras. O mesmo na propaganda, testemunhais e celebridades em excesso pode ser bom, mas em geral cria uma peça sem brilho.

A lição que tiramos da música é  que o marketing deve exercer um trabalho único, isto é, ser autêntico e identidade própria. O consumidor deve gostar de você, não de quem você anda.