Arquivo de julho de 2009

Recebi um e-mail com uma ótima defesa do site 5brand, cuja proposta é você escolher 5 marcas que o definem. Já tinha ouvido falar do site, mas nunca me interessei. Após o e-mail, em menos de 5 minutos me cadastrei e escolhi minhas cinco marcas. Não escolhi necessariamente as que mais gosto, mas as que realmente digam algo sobre mim, meus hábitos e minha personalidade.

Estranhei ver o Twitter como a 10º marca que mais as pessoas se identificam. Eu tenho certeza que isso não é verdade. O que o Twitter diz sobre você? Que você fala pelos cotovelos? Pois bem, preferi fazer uma análise mais profunda, e acredito que essa seja o objetivo real do site. Vou falar por mim, o que as marcas escolhi tem a ver comigo e por que eu as escolhi. Convido a vocês a fazerem essa reflexão. Boba, sem muito propósito, mas só como exercício pra ver as coisas menos superficiais.

  • Last.fm. Eu escolheria iPod, mas uma vez que não sou tão fã do produto (pretendo comprar um Zune em breve) e para não conflitar com a Microsoft, escolho o Last.fm uma das melhores redes sociais já criadas na minha opinião. Lá tem todos os artistas que escutei nos últimos 3 anos, as músicas que mais ouvi, as que mais gosto, tudo quantificado quase com 100% de precisão.  Em outras palavras, meu Last.fm fala tudo sobre meu gosto musical. E eu respiro música.
  • Microsoft. Eu poderia dizer que escolhi a Microsoft porque admiro enormemente no que se tornou essa corporação e o trabalho de Bill Gates. Mas, não, não é por isso que a Microsoft me define. A Microsoft permeia a minha vida e a torna muito mais fácil há anos (tenho certeza que a da maioria de vocês também, no entanto pouquíssimos escolherão a marca…). Eu escrevo no Word, crio tabelas no Excel, apresentações no Powerpoint. Me divirto no XBOX360, converso pelo MSN, passo o dia quase todo usando Windows. Como a Microsoft poderia não me definir?
  • Hering. A marca que ocupa cerca de 1/4 do  meu guarda-roupa fala muito sobre meu estilo básico, casual, confortável e que não gosta de ter que pagar muito por uma peça de roupa. Sou simples como a Hering.
  • Timberland. É a marca que passa um pouco do meu estilo aventureiro, de alguém que saio do conforto da casa da mãe, pra morar só no outro lado do Brasil. Que gosta de fazer trilhas, caminhar, não importa de ter que dormir sem muito conforto, adora frio e contratempos. A Timberland é diferente de uma Adidas, ela diz muito mais sobre quem usa.
  • Eisenbahn. Claro que eu não poderia deixar de colocar uma marca de cerveja. A princípio havia colocado Heineken, mas a Eisenbahn é pra quem ama cerveja, enquanto a holandesa é mais comercial. A Eisenbahn demonstra que eu estou disposto a pagar a mais por uma cerveja e que eu aprecio todo o sabor da bebida milenar e não apenas a velha e comum pilsen. Em outras palavras, eu bebo mesmo!

Ilusão no marketing

27 de julho de 2009 • TEMAS: Marketing / /

Por Jack Trout, um dos consultores de marketing mais prestigiados do mundo. Ficou conhecido pelos livros que escreveu com Al Ries, como Posicionamento — A Batalha Pela Sua Mente, As 22 Consagradas Leis do Marketing e Marketing de Guerra.

jack_trout A falha em compreender a simples verdade que o marketing é uma batalha de percepções, derruba milhares de empreendedores todos os anos.

Profissionais de marketing estão preocupados em fazer pesquisa e “adquirir fatos”. Eles analizam a situação pra ter certeza que a verdade está a seu favor. Então, eles adentram a arena do marketing, assegurados pelo seu conhecimento de que eles têm o melhor produto e que, sem dúvida, o melhor produto  irá vencer.

Isso é uma ilusão. Na realidade, não existe um objetivo. Não existe fatos. Não existe melhores produtos. Tudo que existe no mundo do marketing são percepções na mente dos consumidores e prospects. A percepção é a realidade. Tudo além disso é uma ilusão. Ponto final.

Artigo traduzido do original

Adolescentes preenchem um dos nichos mais explorados pelas marcas hoje em dia. Eles têm dinheiro, mas nem tanto, adoram tudo que é moderno e altamente tecnológico, estiloso e que possa gerar status com os amigos. Isso é fato, é o que o mercado e pesquisas tem mostrado. Mas quem melhor do que um adolescente pra nos dizer isso? Matthew Robson é estagiário da Morgan Stanley –o 2º maior banco de investimentos do mundo– que desenvolveu um relatório sobre “Como Adolescentes Consomem Mídia”. O relatório foi até bastante divulgado através de blogs e sites embora não seja baseado em dados estatísticos e fundamentados. Matthew fez tudo com base na sua opinião e no que tem visto em seu círculo de amigos. Detalhe: Matthew tem 15 anos, e não é qualquer jovem de 15 anos que consegue um trabalho na Morgan Stanley.

O relatório foi dividido por área e traz informações, na sua maioria, de senso-comum, mas que são tão simples quanto valiosas. Abaixo, eu destaco os pontos que considero mais relevantes.

Rádio
Jovens querem saber de música e dificilmente ouvem um programa de rádio em específico. Com a internet, eles passaram a ouvir exatamente o que querem, sem propagandas e sem um locutor apresentando as músicas dele. Segundo Matthew, as rádios só têm chances com adolescentes se forem altamente musicais. Shows são excelentes para atrai-los.

Televisão
Ao contrário do rádio, jovens assistem  a um programa em particular (seriados e reality shows, por exemplo) e, quando ele acaba, pode passar muito tempo sem ligar a televisão. Resumindo, TV é algo sazonal como rapazes assistindo TV às quartas à noite e domingos à tarde para ver jogo de futebol; e moças assistindo TV toda noite às 21h por causa da novela. Se entendi o que Matthew quis dizer, jovens dificilmente ligam a TV pra passar o tempo. A tendência é isso aumentar, com o avanço da banda-larga e programas que permitem assistir TV no computador.

Jornais
É praticamente mais fácil um adolescente comprar chapéu de palha do que um jornal. Além do custo, jovens não gostam de ter que ler muito. Quando eles querem se informar, sempre optam pelos telejornais e internet. Segundo Matthew, jovens leem se for rápido e barato, de preferência de graça.

Games
No Brasil ainda é pouco explorado, basicamente porque anunciantes locais não têm acesso à esse tipo de mídia (caríssima diga-se de passagem). Mas com a Microsoft entrando no mercado com XBOX360 e a Sony anunciando que irá fabricar jogos no Brasil, isso pode mudar em breve.

O fenômeno Wii trouxe algo novo para o mercado: mais garotas e crianças (a partir dos 6 anos) jogando. Já fazia tempo que videogame tinha virado brinquedo de gente grande. A maioria dos adolescentes possuem Wii, seguido pelo XBOX360 e Playstation3. Jogos para PC não têm vez com adolescentes. Eles consideram caro e difícil de lidar.

Internet
É quase impossível pensar numa campanha de marketing direcionada para adolescentes sem envolver internet. Isso se deve porque todo adolescente tem acesso à internet, seja em casa, na escola ou em lan-house.

Devido ao fato de Matthew ser britânico, ele não mencionou Orkut e sim Facebook. Mas os hábitos dos adolescentes  são semelhantes no que diz respeito redes sociais, isso se não forem mais acentuados aqui no Brasil. Leia Facebook como Orkut.

Facebook é a mais popular rede social entre os adolescentes, visitando mais de 4 vezes por semana. Isso porque, a interação entre o jovem e seus amigos é grande. Por esse mesmo motivo, jovens não usam Twitter.  A maioria já tentou, se cadastrou, mas não criou o costume de atualizá-lo. Primeiro porque eles acham que ninguém vai ler, segundo porque atualizar via celular e pagar por isso está fora de questão, terceiro porque não é possível interagir bem com os amigos. Segundo a Nielsen, 60% das pessoas que experimentam o Twitter, abandonam o serviço em 1 mês.

Além de redes sociais, jovens adoram a simplicidade e facilidade do Google. Muitos usam YouTube, geralmente pra ver videos que eles não conseguem ver em nenhum outro lugar. Alguns fazem compras, mas não muitos, visto que a praticidade do cartão de crédito é luxo para poucos adolescentes.

Propaganda e virais
Não podia ser diferente, jovens adoram virais engraçados ou com conteúdo interessante.  Nenhum adolescente vê banners. Eles os odeiam. Propaganda na rua, como outdoors, também tendem a ser ignorados pelos adolescentes, exceto se forem muito originais e integrantes.

Podemos extrair disso o seguinte: é preciso estimular os jovens a “saber mais” sobre a propaganda que eles acabaram de ver. Esse é o motivo pelo qual muitas marcas criam sites, promoções,  ARGs e etc.

Música
Todos sabemos que adolescentes escutam muita música. Por outro lado, eles são muito relutantes a pagar por elas e acabam baixando ilegalmente, ouvindo via stream ou assistindo clipes. Como eles escutam música varia, segundo Matthew, os mais afortunados utilizam iPods e os menos usam celulares. Alguns usam os 2, mas é raro.

Cinema
Oh yeah, jovens adoram cinemas. Às vezes, eles já vão com um filme na cabeça, em outras, decidem na hora.  Isso porque, não se trata do filme, mas da experiência — com amigos e/ou gatinhas. A frequência depende, como em todas as outras áreas, do preço.  Não são muitos adolescentes que baixam filmes na internet.

Celular
99% dos adolescentes têm celular — e a maioria tem ótimos aparelhos. Sony Ericsson tem agrande apelo entre a garotada devido a sua longa lista de recursos, e com foco em música. Como regra, são usuários de pré-pago. Jovens mandam muita mensagem, mas pouco msn no celular. Afinal, é caro! Bluetooth é cool porque é de graça e permite que eles troquem músicas e videos com os amigos.

Adolescentes não compram ringtones ou imagens! Eles podem conseguri através do PC e evitar pagar e ter dor de cabeça pra cancelar esse serviço chato. No geral, jovens não usam internet no celular. Além de ser caro, eles não precisam ficar conectado aos seus e-mails.

2 anos é o tempo médio que os jovens trocam de celular. Geralmente, ganham dos pais no seu aniversário.

O que está na moda

  • Qualquer coisa com touch screen
  • Aparelhos portáteis que se conectam à internet
  • Celulares com grande espaço para músicas
  • Telas grandes

O que está old

  • Qualquer coisa com cabos
  • Telas p&b
  • Telefones grandes
  • Aparelhos com baterias que duram menos de 10 horas

ATENÇÃO: Este é um tema delicado. Se você se sente desagradável com o assunto morte. Por favor, não leia.

Na quinta-feira, 25 de junho, as lojas de discos da Amazon, Barnes&Nobles, HMV e também iTunes registraram uma fenômeno na lista dos “mais vendidos”. Michael Jackson entrara, de uma hora pra outra para a lista dos mais vendidos. Discos esgotaram em questão de minutos em todas as lojas, inclusive do clássico Jackson 5. Michael Jackson que nunca havia marcado presença no TOP 100 do iTunes, em menos de um dia alcançou o Nº1 e o Nº2.

Semana retrasada, postei no Twitter que os discos de Michael Jackson ocupavam 13 posições das 15 entre os mais vendidos da Amazon. Uma semana antes, no Reino Unido, o TOP 40 não registrava nenhum disco de MJ, assim como em todos os outros meses de 2009 até então. Na semana seguinte, o TOP 10 trouxe “Thriller” e “Number Ones”. Na semana posterior (15 dias após sua morte) , 5 dos 10 discos mais vendidos de toda Inglaterra, Escócia e País de Gales eram de Michael Jackson. Como explicar essa explosão de vendas? Se não fosse pelo 25 de junho, eu chamaria isso de milagre. Mas o fato é que sua morte foi a única responsável.

“Nós vimos algo similar quando Luciano Pavarotti e Frank Sinatra faleceram”, disse Mary Davis, porta-voz da Borders (uma espécie de Saraiva norte-americana) à Associated Press. “As pessoas parecem ficar chocadas com a notícia e querem sair pra redescobrir suas músicas”, completa Mary.

Lembro como se fosse hoje, quando Bruno (colega de uma agência em que trabalhava) disse “Heath Ledger morreu”. Ele havia acabado de terminar as filmagens do último Batman e eu só consegui pensar “isso deve ser uma jogada de marketing, depois ele ressuscita”. Apesar do humor 100% negro, eu não fui o único a pensar isso — como viria a descobrir mais tarde. Se não fosse pelas incríveis ações virais um ano antes do filme estrear, eu arriscaria dizer que o sucesso do filme se deu, principalmente, pela morte da estrela do filme The Dark Knight. Heath Ledger entrou para a história como o primeiro ator falecido a ganhar um Oscar.

No entanto, a morte como marketing parece estar vinculado aos direitos autorais. Imagine o poder de venda do último disco de Thom Yorke, de uma obra não acabada de Paulo Coelho ou do último filme de Steven Spielberg. Parafraseando um amigo meu, Se eles morrerem algum dia…”, tenho certeza que continuarão sendo fenômenos de vendas por um longo tempo. Provavelmente, Charles Maia não seria um celebridade por interpretar Tim Maia, e não haveriam tantas bandas covers dos Mamonas Assassinas. Morte parece realmente movimentar a economia.

A morte imortaliza indivíduos (e marcas, quem não se lembra do Mappin/Mesbla?) que possuem uma legião grande de fãs e simpatizantes. Todo mundo quer ver o último trabalho, o último sorriso, os últimos momentos de uma pessoa que admirava. Como se fosse pra dar o nosso último adeus. Qual a sensação de ir ao último show de um artista que gostamos?, ouvir a última música composta? assistir a última cena filmada? Talvez, não tenhamos dado atenção durante anos, mas o último é especial, o último é o que ficará na memória.

Talvez, comprar discos após a morte do artista seja o jeito com que o ser humano demonstre compaixão e presta sua última homenagem. O último é o mais importante de todos porque é o fim, evoca um alto nível de envolvimento emocional muito difícil de conseguir. Assim como a própria natureza da morte, o porquê dela nos influenciar ainda é um mistério. Mas ela é real e, para mim, é a forma mais eficaz de marketing que já vi.

Aceitando uma nova ideiaTodos vocês, provavelmente, já leram pelo menos um artigo sobre resistência a novas ideias, principalmente ideias revolucionantes. Esse é um assunto quase que básico quando se trata de inovação.

O blog Sandbox extraiu uma imagem do livro “What a Great Idea 2.0 – Unlocking Your Creativity in Business and in Life” (nova edição do livro Grande Ideia!, publicado em 1993 aqui no Brasil). A imagem mostra uma analogia interessante sobre as etapas para se aceitar uma nova ideia — algo tão difícil para algumas pessoas.

A analogia é poderosamente simples. Para “destravar” uma nova ideia e, assim, poder utilizá-la, é necessário passar por 5 travas. Mesmo que você destrave 4, a ideia continuará impraticável. Pode parecer simples, bobo e fácil, mas por vezes algo tão pequeno nos toma tanto tempo, ficamos a um passo de alcançar o nosso objetivo, mas com uma parede na nossa frente. Destravar uma (ou seja, provar o contrário) não basta. É tudo ou nada quando se trata de uma ideia.

1.      Seu currículo não será lido até a entrevista (se for). A maioria dos recrutadores só passam os olhos, então a dica é deixar o currículo agradável aos olhos (mas sem inventar muito).

2.      Currículo bom é currículo objetivo. Assim como o título de um anúncio e uma manchete de jornal serve para levar as pessoas e verem o resto do conteúdo (e não vender ou informar), o currículo é o passaporte para entrevista, não para contratação. Os recrutadores querem saber onde você trabalhou e em quais projetos importantes esteve envolvido. Em outras palavras, o que você é capaz de fazer e não o que sabe fazer.

3.      Pule os detalhes. Muda palavra aqui, tira duas ali, acrescenta uma palavra “de peso” acolá, esqueça tudo isso. Isso faz quase nenhuma diferença no final das contas em função do item 1 e 2.

4.      Currículos são usados como guias. Eis porque entrevistadores permanecem com o seu currículo em cima da mesa durante toda a entrevista. Ao contrário do que dizem, não descreva o seu trabalho. Todo mundo sabe o que um redator ou analista de marketing faz, mas eles não sabem o que você fez de importante. Use o espaço de forma útil. Lembre-se que o seu currículo, neste momento, é só mais um na multidão, essa é a hora de se destacar. O que torna você um profissional diferente? Escreva isso.

5.      Use a linguagem do leitor. Você é economista, mas está se candidatando a um cargo na contabilidade, essas áreas usam termos diferentes para uma mesma coisa. Cuidado. Tenha certeza de usar a linguagem deles, não a sua. Currículos brasileiros em Portugal, marcas européias que na América têm outro nome são outros exemplos. A regra é facilitar ao máximo o trabalho do leitor, ou seja, seu entrevistador.

6.      Preencha os espaços vazios. Se você passou 1 ano viajando entre um trabalho e outro ou foi freelancer por um tempo, coloque no seu currículo. O mesmo serve para mães que preferiram se deixar a empresa para se dedicar integralmente ao filho. Recrutadores avistam espaços vazios à distância, sempre com suspeitas.

7.      Referência à disposição. Qualquer menção a referências é inútil. Se eles quiserem, eles irão pedir ou pegar o telefone e ligar para sua última empresa e você nem ficará sabendo.

8.      Evite o PDF. Esse é talvez o mais interessante. Eu mesmo costumava enviar em PDF. A razão pela qual muitos recrutadores preferem .DOC é que é editável. Eles podem corrigir, acrescentar algo, fazer o que quiserem. Não se preocupe se alguém alterar o seu currículo, você deve sempre levar uma cópia com você para à entrevista mesmo.

9.      A4 sulfite é perfeito. Não gaste dinheiro e tempo com papel diferente. O comum é a melhor escolha.

10. Ninguém lê longas cartas de apresentação. O seu currículo deve falar por si só. Uma pequena e poderosa nota é o bastante.

Baseado no artigo “Ten Things You Didn’t Know About Your Resume”, de Paul Gumbinner, headhunter com mais de 20 anos de experiência. (artigo original disponível apenas para assinantes da AdAge.)

O real objetivo do design

7 de julho de 2009 • TEMAS: Marcas / Marketing / / / /

000709 A logomarca do computador ao lado foi digitalmente apagada, mas tenho quase certeza que você sabe qual é. Também aposto que, uma vez que você tenha tido contato com um de seus produtos, conseguirá reconhece-los num piscar de olhos ou num tocar do mouse. O real benefício do design não é ser bonito, não é apenas ser útil, e sim melhorar a identificação do consumidor com a marca.

O melhor design é aquele que é “a cara” da marca. Em se tratando de produto, se for apenas um rosto bonito, será inútil. Se for útil, mas não for bonito, as pessoas não vão querer usar e tampouco comentar — a ideia não espalha e o produto morre.

Enxergar o design como uma ferramenta poderosa para aumento de brand equity faz com que as empresas se dediquem a criar produtos memoráveis. Os iMacs chegaram unindo o CPU e monitor numa só peça, quem iria esquecer isso? Quando a mesma empresa colocou fones brancos nos ouvidos das pessoas que só conheciam fones pretos, foi uma febre. Quem diria que a cor branca poderia comunicar tanto? A Apple disse.

Tim Manners e Martin Lindstrom — em seus últimos livros — relataram o poder das cores na comunicação. Além do branco da Apple, o amarelo da DHL se tornou extremamente forte na Europa. No Brasil, a empresa não é muito forte, mas se pensarmos nos Correios, teremos uma noção da presença da DHL no dia-a-dia dos europeus. Você vê uma van de canto de olho e sua mente já grita “DHL!”.

Em um post recente, falei sobre como a Hyundai ofuscava a sua filha Kia Motors, culpa da imaturidade da Kia em encontrar uma estratégia própria, e acabava “repetindo” as ações da famosa coreana. Isso parece está mudando. a Kia parece ter encontrado o gancho estratégico no design. O primeiro passo foi dado com o novo Kia Soul (que será lançado no final de julho). Como o chefe de design, Peter Schreyer, da Kia falou: “Esse prêmio [o alemão "Red Dot" de design] é uma clara tradução da determinação Kia em estabelecer o design como um dos componentes chaves no DNA da corporação.”

O design poderoso mina a mente das pessoas e as faz lembrar da marca sem nem sequer ver a logo. Isso não apenas faz os consumidores lembrarem mais facilmente da marca, mas também diminuírem a lembrança dos concorrentes. Se a logo de um grande concorrente (bastante conhecido e de credibilidade) tem um quadrado vermelho de fundo, não é sábio usar um quadrado vermelho. Automaticamente, a mente dos consumidores associará o quadrado vermelho à marca mais conhecida, não importando o nome que vem na frente. O melhor caminho é, claramente, usar algo que não seja tão forte na mente das pessoas. Hoje em dia, é uma tarefa e tanto, mas como tudo no marketing, é ainda mais difícil do que parece ser.

Expressao corporal - Braços meio-cruzados Você fala bem, tem ótimas ideias, é constantemente elogiado pelos seus projetos, mas tem uma coisa que pode prejudicar tudo isso de uma tacada só. O seu corpo. Mais especificamente como reage diante de reuniões, entrevistas de emprego e almoços de negócios. Como é quase imperceptível (pra você) acaba deixando uma impressão negativa sem você nem saber o porquê. E isso é ainda mais desafiador para as mulheres.

De acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, leva 4 minutos pra uma pessoa formar a primeira impressão,  55% dela é com base na linguagem corporal, 38% no tom de voz e apenas 7% nas palavras em si. Em outras palavras, é melhor você se comportar adequadamente em uma entrevista de emprego do que parecer o sabe-tudo.

Jeannine Fallon, diretora executiva de comunicação corporativa da Edmunds, relatou a Forbes um exemplo muito interessante. Quando trabalhava na Volvo, Jean participou de um curso chamado “Mulheres sem limites”. Na ocasião, ela aprendeu que as mulheres tendem a sentar muito próximas da mesa numa reunião e organizar seu material, enquanto os homens sentam mais distantes, deixam seus papéis desorganizados, cruzam as pernas e colocam os braços atrás da cabeça. “Foi impressionante ver a relação entre espaço e dominância. O resultado disso? Nunca mais sentei tão próxima da mesa”, disse a executiva

Os 7 deslizes mais comuns da linguagem corporal:
1. Sorrir muito
2. Aperto de mão fraco
3. Roupas inadequadas
4. Balançar com frequência a cabeça em sinal de positivo
5. Braços parcialmente cruzados. (Mulheres, não façam isso!)
6. Mexer no cabelo e jóias. (também para mulheres, evitem.)
7. Minimização (lembre-se da mulher na mesa de reuniões)

Segundo a Forbes, a especialista em comunicação não-verbal Carol Kinsey explica porque mulheres devem ter ainda mais cuidado com a linguagem corporal: “Mulheres são muito mais expressivas que os homens. Eles  são mais cínicos, e nos deixam loucas porque não podemos saber o que está acontecendo. Como continuamos falando e não vemos nenhuma reação, então começamos a entrar em pânico e exagerar.” Respirar fundo e treinar diante do espelho é o que se deve fazer pra combater as gafes. Apertar os dedos e as mãos também ajuda a aliviar a tensão.

Como no caso de homens e mulheres à mesa, será que é possível decifrar outras expressões corporais? Nosso cérebro decifra essas expressões inconscientemente, mas tornar algumas delas “conscientes”,  pode nos render algumas vantagens. A seguir algumas expressões corporais comuns e como o cérebro as interpreta, segundo alguns estudos já demonstraram. Todo cuidado é pouco, mas não precisa virar um robô.

  • Balançar a cabeça positivamente pode ser mal interpretado como submissão.
  • Colocar as mãos sobre as pernas ou debaixo da mesa transmite desconfiança. Herança, talvez, da idade antiga quando homens precisavam mostrar a palma das mãos e deixar claro que estavam desarmados.
  • Cruzar as pernas pode ser sinal de resistência
  • Sorrir demais demonstra pouca seriedade

O jornal impresso está em crise, em partes, porque as pessoas tem acesso a todas as notícias do mundo a partir do computador. Isso significa que eu posso ler “O Jornal do Sylvio” todos os dias, só com notícias de meu interesse, que se encaixe no meu tempo e o melhor, de graça! O cerne da questão está na produtividade. Nós precisamos estar o mais bem informado que pudermos, mas temos cada vez menos tempo para isso. Por esse motivo, estou sempre à procura de como ler mais em menos tempo (e fazer curso de leitura dinâmica não é uma opção pra mim).

No começo do ano, publiquei uma dica sobre uma maneira prática de ler notícias utilizando a barra de favoritos. Realmente era prático, mas limitado. O método não aposentava o Google Reader (na minha opinião, pouco prático quando se tem muitos feeds), e eu perdia alguns segundos indo de uma aba a outra, sem falar que não sabia quais notícias eram novas e quais não eram. Resumindo, era prático, mas não tão produtivo como a forma que vou mostrar pra vocês.

Obviamente, se você for humano, não conseguirá ler 500 notícias inteiras em 5 minutos. Mas é um tempo razoável para “passar o olho” e decidir qual vale à pena ler. O Netvibes, um site que permite organizar tudo numa única tela; agenda, notas, previsão do tempo e notícias (feeds). Vamos nos ater somente às notícias…

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No Netvibes, você cria páginas com vários feeds e os organiza da maneira que quiser, em formato revista, slide, só texto, etc. Pode criar quantas páginas quiser sem limite de feeds. Ou seja, o tamanho do seu jornal é infinito.

A imagem mostra como eu organizei as minhas notícias utilizando apenas títulos para melhorar a visualização. Também criei uma seção à parte para os blogs.

Acho difícil encontrar uma maneira melhor de administrar tanta informação, mas eu não sou você. As pessoas são diferentes, alguns gostam de ler com calma, outros gostam de ler notícia por notícia sem deixar nada pra trás. O importante é que o momento seja agradável e não forçado, porque se você quiser ser bem-sucedido profissionalmente terá que se manter informado pelo resto da sua vida.